Estudantes atravessam rio com água acima da cintura para chegar à escola em Fortaleza

SITUAÇÃO REVOLTANTE

Estudantes atravessam rio com água acima da cintura para chegar à escola em Fortaleza

Na rua José Domingos, no Jangurussu, crianças precisam ser carregadas nas costas para não serem encobertas na travessia a caminho da escola

Por TV Jangadeiro em Jornal Jangadeiro

23 de maio de 2019 às 12:01

Há 4 semanas
Rua José Domingos foi tomada pela água do Rio Cocó (FOTO: TV Jangadeiro)

Rua José Domingos foi tomada pela água do Rio Cocó (FOTO: TV Jangadeiro)

Lama, esgoto a céu aberto e muita sujeira. Esta é a realidade enfrentada todos os dias por crianças e adolescentes que moram na comunidade da Mana, na região do Jangurussu, em Fortaleza, precisam enfrentar para ir à escola.

“Toda vida que chove é assim. Já aconteceu muitas vezes de faltar a aula por isso. Às vezes, vou de short e visto a calça lá”, conta a estudante Talia da Silva, de 12 anos, em entrevista a TV Jangadeiro/SBT.

No período de chuva, o que já está ruim fica ainda pior. Vídeos, enviados para o WhatsApp do programa Barra Pesada, da TV Jangadeiro/SBT (85-98135.3131), mostram que a rua José Domingos foi tomada pela água do Rio Cocó.

Estudantes atravessaram com água acima da cintura. Uma criança teve que ser carregada nas costas de um amigo para não ser encoberta pela água.

“Fiquei com medo de passar na ponte, porque tem buracos. Fiquei com medo de cair. Me deram a mão e eu passei. Sempre enche quando tem chuva. Já aconteceu de não poder ir para a escola por causa da chuva, que estava dentro da minha casa. É ruim a pessoa querer ir para escola e se molhar todinha”, afirma Keuly Vitória Gonzaga, estudante de 13 anos.

Os vídeos foram gravados na ponte que é a única via de acesso à comunidade. Os moradores denunciam que vários acidentes já aconteceram na região.

“Não dá mais. É revoltante ver alunos e pais de família passarem por uma situação dessas há quase 20 anos. Não estamos entre as áreas programadas pela Defesa Civil para ressarcir os prejuízos. Estamos abandonados, precisamos das autoridades. Nós somos gente”, argumenta a costureira Roseni Ferreira.

Marcas na parede mostram a que ponto chegou a água dentro da casa de Benedita. A cada período de chuva, ela vê tudo que conquistou com dificuldade ser destruído.

Veja todos os detalhes no vídeo de Jornal Jangadeiro, da TV Jangadeiro/ SBT:

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SITUAÇÃO REVOLTANTE

Estudantes atravessam rio com água acima da cintura para chegar à escola em Fortaleza

Na rua José Domingos, no Jangurussu, crianças precisam ser carregadas nas costas para não serem encobertas na travessia a caminho da escola

Por TV Jangadeiro em Jornal Jangadeiro

23 de maio de 2019 às 12:01

Há 4 semanas
Rua José Domingos foi tomada pela água do Rio Cocó (FOTO: TV Jangadeiro)

Rua José Domingos foi tomada pela água do Rio Cocó (FOTO: TV Jangadeiro)

Lama, esgoto a céu aberto e muita sujeira. Esta é a realidade enfrentada todos os dias por crianças e adolescentes que moram na comunidade da Mana, na região do Jangurussu, em Fortaleza, precisam enfrentar para ir à escola.

“Toda vida que chove é assim. Já aconteceu muitas vezes de faltar a aula por isso. Às vezes, vou de short e visto a calça lá”, conta a estudante Talia da Silva, de 12 anos, em entrevista a TV Jangadeiro/SBT.

No período de chuva, o que já está ruim fica ainda pior. Vídeos, enviados para o WhatsApp do programa Barra Pesada, da TV Jangadeiro/SBT (85-98135.3131), mostram que a rua José Domingos foi tomada pela água do Rio Cocó.

Estudantes atravessaram com água acima da cintura. Uma criança teve que ser carregada nas costas de um amigo para não ser encoberta pela água.

“Fiquei com medo de passar na ponte, porque tem buracos. Fiquei com medo de cair. Me deram a mão e eu passei. Sempre enche quando tem chuva. Já aconteceu de não poder ir para a escola por causa da chuva, que estava dentro da minha casa. É ruim a pessoa querer ir para escola e se molhar todinha”, afirma Keuly Vitória Gonzaga, estudante de 13 anos.

Os vídeos foram gravados na ponte que é a única via de acesso à comunidade. Os moradores denunciam que vários acidentes já aconteceram na região.

“Não dá mais. É revoltante ver alunos e pais de família passarem por uma situação dessas há quase 20 anos. Não estamos entre as áreas programadas pela Defesa Civil para ressarcir os prejuízos. Estamos abandonados, precisamos das autoridades. Nós somos gente”, argumenta a costureira Roseni Ferreira.

Marcas na parede mostram a que ponto chegou a água dentro da casa de Benedita. A cada período de chuva, ela vê tudo que conquistou com dificuldade ser destruído.

Veja todos os detalhes no vídeo de Jornal Jangadeiro, da TV Jangadeiro/ SBT: