Entenda o mapa da guerra das facções criminosas em Fortaleza

CRIME ORGANIZADO

Entenda o mapa da guerra das facções criminosas em Fortaleza

A TV Jangadeiro apurou que a área do bairro Cajazeiras e pelo menos quatro regiões vizinhas são disputadas por duas facções criminosas: Comando Vermelho e Guardiões do Estado

Por TV Jangadeiro em Jornal Jangadeiro

17 de julho de 2018 às 16:23

Há 9 meses
(FOTO: Reprodução/TV Jangadeiro)

Disputa entre facções criminosas no Ceará assusta moradores (FOTO: Reprodução/TV Jangadeiro)

A maior chacina da história do Ceará, no bairro Cajazeiras, está prestes a completar seis meses. O caso teve como motivação a disputa do crime organizado pelo controle do tráfico de drogas. Uma guerra que se expandiu e que agora inclui até mesmo condomínios construídos pelo poder público.

A prisão de um homem acusado de chefiar uma facção criminosa encerrou uma investigação de quase seis meses. Auricélio de Souza Freitas, conhecido como Celim, estava em um carro de luxo, que custa o equivalente à renda média de quase 400 moradores do Conjunto Palmeiras, bairro mais pobre de Fortaleza, berço da organização da qual ele é apontado como líder e traficante de drogas.

A blindagem do veículo que Celim dirigia ao ser localizado na semana passada é um exemplo de como o narcotráfico é capaz de gerar poder e dinheiro mesmo em comunidades sem desenvolvimento e de baixa renda. Realidade que provoca disputa por territórios, guerra entre criminosos e violência, como a execução de 14 pessoas em janeiro deste no bairro Cajazeiras. 

A TV Jangadeiro apurou que a área do bairro Cajazeiras e pelo menos quatro regiões vizinhas – Boa Vista, Barroso 1, Barroso 2 e Comunidade da Babilônia – são disputadas por duas facções criminosas: Comando Vermelho e Guardiões do Estado. A rivalidade criada em torno do crime organizado foi o que motivou a Chacina das Cajazeiras, a maior da história do Ceará, com 14 mortes.

Celim seria o chefe do narcotráfico na Comunidade Babilônia sob domínio da GDE. Já no Barroso 1, o controle hoje estaria nas mãos do Comando Vermelho. O Rio Cocó seria o limite entre as duas áreas. A briga por terreno marca essa região: a GDE hoje estaria liderando o tráfico no Barroso 2 e também na Boa Vista. Na outra margem, fica o bairro Cajazeiras, onde funcionava o chamado Forró do Gago, local da chacina de janeiro. A GDE é apontada como responsável pela ação, consequência da estratégia para expulsar o CV da região.

Os residenciais populares também são alvos de disputa, como os condomínios do programa Minha Casa Minha Vida. Famílias beneficiadas com os imóveis vivem sob a ameaça do crime organizado e há registros de moradores expulsos de casa. Uma situação que levou o Ministério Público a pedir na Justiça Federal a garantia de posse dos verdadeiros donos.

O mapa do crime organizado em Fortaleza inclui ainda comunidades como a Rosalina, de onde teria saído parte dos executores da Chacina das Cajazeiras, e também a Cidade Jardim.

No fim de junho foram entregues quase 2 mil unidades da Cidade Jardim II. Menos de um mês após a entrega das chaves são vistos os primeiros sinais de que não foram somente famílias que chegaram ao condomínio. O residencial prevê quase seis mil apartamentos. Um investimento de R$ 430 milhões do poder público ameaçado pelo poder paralelo do crime organizado e do narcotráfico.

A Comunidade Babilônia, reduto da GDE e de Auricélio de Souza Freitas, o Celim, surgiu de um residencial popular invadido há cinco anos antes da entrega dos imóveis. Celim é apontado como um dos mandantes da Chacina das Cajazeiras. Todos os envolvidos no caso foram presos. A polícia investiga agora se há relação do crime organizado com duas outras chacinas registradas em 24 horas, nos municípios de Palmácia e Quiterianópolis, que somaram nove mortes na semana passada.

Confira todos os detalhes no vídeo do Jornal Jangadeiro, da TV Jangadeiro/SBT:

Veja outros vídeos do Jornal Jangadeiro.

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A TV Jangadeiro apurou que a área do bairro Cajazeiras e pelo menos quatro regiões vizinhas são disputadas por duas facções criminosas: Comando Vermelho e Guardiões do Estado

Por TV Jangadeiro em Jornal Jangadeiro

17 de julho de 2018 às 16:23

Há 9 meses
(FOTO: Reprodução/TV Jangadeiro)

Disputa entre facções criminosas no Ceará assusta moradores (FOTO: Reprodução/TV Jangadeiro)

A maior chacina da história do Ceará, no bairro Cajazeiras, está prestes a completar seis meses. O caso teve como motivação a disputa do crime organizado pelo controle do tráfico de drogas. Uma guerra que se expandiu e que agora inclui até mesmo condomínios construídos pelo poder público.

A prisão de um homem acusado de chefiar uma facção criminosa encerrou uma investigação de quase seis meses. Auricélio de Souza Freitas, conhecido como Celim, estava em um carro de luxo, que custa o equivalente à renda média de quase 400 moradores do Conjunto Palmeiras, bairro mais pobre de Fortaleza, berço da organização da qual ele é apontado como líder e traficante de drogas.

A blindagem do veículo que Celim dirigia ao ser localizado na semana passada é um exemplo de como o narcotráfico é capaz de gerar poder e dinheiro mesmo em comunidades sem desenvolvimento e de baixa renda. Realidade que provoca disputa por territórios, guerra entre criminosos e violência, como a execução de 14 pessoas em janeiro deste no bairro Cajazeiras. 

A TV Jangadeiro apurou que a área do bairro Cajazeiras e pelo menos quatro regiões vizinhas – Boa Vista, Barroso 1, Barroso 2 e Comunidade da Babilônia – são disputadas por duas facções criminosas: Comando Vermelho e Guardiões do Estado. A rivalidade criada em torno do crime organizado foi o que motivou a Chacina das Cajazeiras, a maior da história do Ceará, com 14 mortes.

Celim seria o chefe do narcotráfico na Comunidade Babilônia sob domínio da GDE. Já no Barroso 1, o controle hoje estaria nas mãos do Comando Vermelho. O Rio Cocó seria o limite entre as duas áreas. A briga por terreno marca essa região: a GDE hoje estaria liderando o tráfico no Barroso 2 e também na Boa Vista. Na outra margem, fica o bairro Cajazeiras, onde funcionava o chamado Forró do Gago, local da chacina de janeiro. A GDE é apontada como responsável pela ação, consequência da estratégia para expulsar o CV da região.

Os residenciais populares também são alvos de disputa, como os condomínios do programa Minha Casa Minha Vida. Famílias beneficiadas com os imóveis vivem sob a ameaça do crime organizado e há registros de moradores expulsos de casa. Uma situação que levou o Ministério Público a pedir na Justiça Federal a garantia de posse dos verdadeiros donos.

O mapa do crime organizado em Fortaleza inclui ainda comunidades como a Rosalina, de onde teria saído parte dos executores da Chacina das Cajazeiras, e também a Cidade Jardim.

No fim de junho foram entregues quase 2 mil unidades da Cidade Jardim II. Menos de um mês após a entrega das chaves são vistos os primeiros sinais de que não foram somente famílias que chegaram ao condomínio. O residencial prevê quase seis mil apartamentos. Um investimento de R$ 430 milhões do poder público ameaçado pelo poder paralelo do crime organizado e do narcotráfico.

A Comunidade Babilônia, reduto da GDE e de Auricélio de Souza Freitas, o Celim, surgiu de um residencial popular invadido há cinco anos antes da entrega dos imóveis. Celim é apontado como um dos mandantes da Chacina das Cajazeiras. Todos os envolvidos no caso foram presos. A polícia investiga agora se há relação do crime organizado com duas outras chacinas registradas em 24 horas, nos municípios de Palmácia e Quiterianópolis, que somaram nove mortes na semana passada.

Confira todos os detalhes no vídeo do Jornal Jangadeiro, da TV Jangadeiro/SBT:

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