Rosier Alexandre: "Dinheiro e felicidade"

QUAL O SEU EVEREST?

Rosier Alexandre: “Dinheiro e felicidade”

O que nos distingue uns dos outros é o conceito que construímos de felicidade e os meios usados para atingi-la

Por Tribuna do Ceará em Rosier Alexandre

15 de abril de 2019 às 13:59

Há 1 mês

Todos nós estamos em busca da felicidade. Felicidade como: sinônimo de realização, satisfação pessoal, independência. O que nos distingue uns dos outros é o conceito que construímos de felicidade e os meios usados para atingi-la.

Para alguns, felicidade é ter muito dinheiro, algo que lhe permita consumir o que quiser e trabalhar se quiser. Para estes, o trabalho sempre parece um fardo pesado, trabalham por uma obrigação, quase uma condenação. Jamais enxergam um significado para o seu trabalho e o fazem contando os minutos para se livrarem dele. São pessoas que trabalham correndo para o fim do dia, da semana, do mês, da carreira profissional e consequentemente apressam o trem da vida e deixam de curtir a paisagem do caminho.

Para outros, a felicidade pode estar nas pequenas coisas, desde cultivar uma planta no jardim, receber um amigo em casa, ler um livro, fazer um novo curso, passar um fim de semana em uma praia ou um passeio de bicicleta. Corremos o risco de achar que estas pessoas são medíocres por não terem metas audaciosas, mas se elas estão com a mente e o espírito tranquilos, isso é tudo.

O dinheiro não é impulsionador de felicidade. A falta dele para necessidades básicas compromete a felicidade, mas tê-lo em excesso não tem qualquer associação com o acréscimo dela. Existe até um risco que é o oposto, a maioria das pessoas que ganham muito acima das suas necessidades, trabalham excessivamente e comprometem pequenas coisas que são vitais para a felicidade, algo como praticar uma atividade física, cuidar da saúde e o convívio familiar.

A felicidade está diretamente associada a um senso de propósito. Pessoas que sabem onde estão e onde querem chegar e traçam um caminho bem definido para o seu objetivo, são infinitamente mais leves e felizes que outras cuja prioridade é acumular muitos bens sem ter um propósito de vida.

Entender o significado do próprio trabalho, a sua função social e econômica é um importante passo para a felicidade. Inquietação por mudanças não é saudável. Mudanças fazem parte da vida e nos rejuvenescem, mas elas precisam vir com maturidade e no seu próprio tempo, não podem ser impostas ou aceleradas a qualquer preço.

Aproveite bem e valorize o caminho e a paisagem que te levam a felicidade, isso sim, pode ser o maior ganho da sua vida.

Te desejo uma excelente semana com o meu abraço do tamanho do Everest.

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Rosier Alexandre: “Dinheiro e felicidade”

O que nos distingue uns dos outros é o conceito que construímos de felicidade e os meios usados para atingi-la

Por Tribuna do Ceará em Rosier Alexandre

15 de abril de 2019 às 13:59

Há 1 mês

Todos nós estamos em busca da felicidade. Felicidade como: sinônimo de realização, satisfação pessoal, independência. O que nos distingue uns dos outros é o conceito que construímos de felicidade e os meios usados para atingi-la.

Para alguns, felicidade é ter muito dinheiro, algo que lhe permita consumir o que quiser e trabalhar se quiser. Para estes, o trabalho sempre parece um fardo pesado, trabalham por uma obrigação, quase uma condenação. Jamais enxergam um significado para o seu trabalho e o fazem contando os minutos para se livrarem dele. São pessoas que trabalham correndo para o fim do dia, da semana, do mês, da carreira profissional e consequentemente apressam o trem da vida e deixam de curtir a paisagem do caminho.

Para outros, a felicidade pode estar nas pequenas coisas, desde cultivar uma planta no jardim, receber um amigo em casa, ler um livro, fazer um novo curso, passar um fim de semana em uma praia ou um passeio de bicicleta. Corremos o risco de achar que estas pessoas são medíocres por não terem metas audaciosas, mas se elas estão com a mente e o espírito tranquilos, isso é tudo.

O dinheiro não é impulsionador de felicidade. A falta dele para necessidades básicas compromete a felicidade, mas tê-lo em excesso não tem qualquer associação com o acréscimo dela. Existe até um risco que é o oposto, a maioria das pessoas que ganham muito acima das suas necessidades, trabalham excessivamente e comprometem pequenas coisas que são vitais para a felicidade, algo como praticar uma atividade física, cuidar da saúde e o convívio familiar.

A felicidade está diretamente associada a um senso de propósito. Pessoas que sabem onde estão e onde querem chegar e traçam um caminho bem definido para o seu objetivo, são infinitamente mais leves e felizes que outras cuja prioridade é acumular muitos bens sem ter um propósito de vida.

Entender o significado do próprio trabalho, a sua função social e econômica é um importante passo para a felicidade. Inquietação por mudanças não é saudável. Mudanças fazem parte da vida e nos rejuvenescem, mas elas precisam vir com maturidade e no seu próprio tempo, não podem ser impostas ou aceleradas a qualquer preço.

Aproveite bem e valorize o caminho e a paisagem que te levam a felicidade, isso sim, pode ser o maior ganho da sua vida.

Te desejo uma excelente semana com o meu abraço do tamanho do Everest.