Projeto de robótica encaminha vegetais da horta a embalagens


Projeto de robótica encaminha vegetais da horta a embalagens

Cada máquina custará R$170 mil; projeto da UFC está orçado entre R$ 10 e 15 milhões e está na fase final de programa federal de financiamento

Por Thalyta Martins em Tecnologia

18 de novembro de 2013 às 18:18

Há 6 anos

Intitulado colhedora de hortículas multifuncional de herbáceas, folhosas, tuberosas, fistulosas, raízes e bulbos, o projeto de robótica patenteado pela Universidade Federal do Ceará (UFC) reúne em uma só máquina a capacidade de colher diversos vegetais em hortas e encaminhá-los diretamente para as embalagens.

Professor Daniel Albiero do Departamento de Engenharia Agrícola da UFC cria colhedora-robô que colhe diferentes vegetais (FOTO: Arquivo pessoal)

Professor Daniel Albiero do Departamento de Engenharia Agrícola da UFC cria colhedora-robô que colhe diferentes vegetais (FOTO: Arquivo pessoal)

Essa multifuncionalidade é fruto de uma longa pesquisa de aproximadamente quatro anos do professor Daniel Albiero do Departamento de Engenharia Agrícola da UFC juntamente com seus alunos pesquisadores que visam melhorar a produção sem prejudicar os vegetais. Ele explica que a máquina foi projetada para realizar a colheita de diferentes tipos de vegetais e que não há grandes mudanças na estrutura. “De 100% das peças só é trocado 5%. É como se fosse um brinquedo que você troca as peças. Alface, cenoura, cebolinha cada um tem sua especificidade”.

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Com o projeto pronto, o pesquisador e sua equipe do Programa de Pós-graduação em Engenharia Agrícola inscreveram a ideia no programa federal Inova Brasil que prevê recursos de R$32 bilhões para investimentos em inovação tecnológica ligados à universidades e já estão na última fase do edital na categoria Inova Agro, da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep). Em parceria com a empresa paulista Jumil, pioneira no desenvolvimento de novas tecnologias aplicadas à agricultura, o projeto da colhedora o projeto agora está na última etapa do edital que é a criação de um plano de negócios em dezembro. “Eles já vieram em Fortaleza e estão interessados no projeto” afirma.

Para desenvolver inovações no sistema agrário, o programa disponibiliza R$1 bilhão e, de acordo com o planejamento dos cearenses, o investimento na colhedora é relativamente baixo se comparado a outros concorrentes. “Tem empresa com projeto de 200 milhões, o nosso é estimado em R$15 milhões e o valor mínimo é de R$10 milhões”. No entanto, segundo professor Albiero, esse valor não é garantia de que o projeto será contemplado. “A avaliação da Finep é quantitativa e qualitativa. Eles avaliam, por exemplo, se é relevante e se o investimento é coerente ao projeto”.

Com relação ao custo benefício da produção, a estimativa do projeto é que cada máquina agrícola, movida a diesel, custe em torno de R$170 mil e que sejam vendidas mil em todo o Brasil em até três anos, porém esses dados só serão confirmados após o resultado do edital que sairá em janeiro de 2014. “A partir do momento que seja editado, vai ter orçamento e o começo dos trabalhos para produzir”.

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