Engenheiro cearense cria painel solar móvel 6 vezes mais eficiente do que o estático


Engenheiro cearense cria painel solar móvel 6 vezes mais eficiente do que o estático

Roberto Campos usou o movimento do girassol para aproveitar a forte incidência solar no Ceará e transformá-la em energia através de um painel solar móvel

Por Rosana Romão em Tecnologia

8 de dezembro de 2014 às 10:00

Há 4 anos

Inspirado na natureza, o engenheiro Roberto Campos decidiu usar o movimento usado pelo girassol para aproveitar a forte incidência do Sol no Ceará e transformá-la em energia fotovoltaica. Em sua criação, desenvolveu um painel heliotrópico, que coleta a luz do Sol por mais tempo, já que ele se movimenta de acordo com a posição do astro. Segundo o autor, o painel heliotrópico é seis vezes mais eficiente e 20% mais barato do que o painel solar estático convencional.

O painel solar móvel possui 7m² e gera 6,5 kilowatts. (FOTO: Gabriel Andrade)

O painel solar móvel possui 7m² e gera 6,5 kilowatts. (FOTO: Gabriel Andrade)

Enquanto em outros países os paineis solares fazem parte da arquitetura das casas, devido a incidência solar específica no lado Sul, no Brasil os paineis estáticos não aproveitam toda a irradiação solar pois a posição do astro é transitória, sendo seis meses do lado norte e seis meses do lado Sul. Sua inspiração veio da heliotropia, movimento que flores, folhas ou hastes realizam, seguindo o sentido do sol no decorrer do dia. “Ao observar isso, vi que no Brasil o painel fixo tem muito desperdício. Então eu resolvi construir um painel que seguisse o Sol tal qual o girassol”, justifica.

O painel desenvolvido possui 7m² e gera 6,5 kilowatts. Programado anualmente, ele se adapta à posição do Sol automaticamente. O piloto está abastecendo a sede da Autoterm, empresa que trabalha com conservação de energia, incubada no Instituto Centec. Devido a sua eficiência, está sendo procurado por empresas, fazendas e parques energéticos. O valor varia de acordo com o tamanho, voltagem e distância do local a ser abastecido. Os projetos são desenvolvidos por Roberto Campos, engenheiro mecânico com especialidade em termodinâmica e 27 anos de profissão.

Segundo Roberto Campos, o Ceará tem uma das maiores incidências solares do mundo, mas falta aproveitamento desse potencial. “A menor média anual de irradiação solar no Brasil é cerca de 30% maior que a maior média de irradiação solar da Alemanha, um dos líderes do mercado europeu no segmento”, afirma.

O painel desenvolvido possui 7m² e gera 6,5 kilowatts. (FOTO: Gabriel Andrade)

O painel desenvolvido possui 7m² e gera 6,5 kilowatts. (FOTO: Gabriel Andrade)

Quando se trata de incidência solar, o Ceará é privilegiado, podendo ser comparado com os grandes desertos do mundo: Atacama, Saara, deserto australiano e mexicano. “Eu pensei: por que o Ceará, que recebe uma das maiores incidências solares do mundo não usufrui desse potencial?”, indaga o engenheiro. Para chegar à tecnologia final do painel heliotrópico, o inventor também criou um aparelho chamado tensiostato. Ambas as tecnologias estão em processo de patente junto ao Instituto Nacional da Propriedade Industrial (Inpi). “Não há energia mais viável que se projeta a curto prazo”, conclui.

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Engenheiro cearense cria painel solar móvel 6 vezes mais eficiente do que o estático

Roberto Campos usou o movimento do girassol para aproveitar a forte incidência solar no Ceará e transformá-la em energia através de um painel solar móvel

Por Rosana Romão em Tecnologia

8 de dezembro de 2014 às 10:00

Há 4 anos

Inspirado na natureza, o engenheiro Roberto Campos decidiu usar o movimento usado pelo girassol para aproveitar a forte incidência do Sol no Ceará e transformá-la em energia fotovoltaica. Em sua criação, desenvolveu um painel heliotrópico, que coleta a luz do Sol por mais tempo, já que ele se movimenta de acordo com a posição do astro. Segundo o autor, o painel heliotrópico é seis vezes mais eficiente e 20% mais barato do que o painel solar estático convencional.

O painel solar móvel possui 7m² e gera 6,5 kilowatts. (FOTO: Gabriel Andrade)

O painel solar móvel possui 7m² e gera 6,5 kilowatts. (FOTO: Gabriel Andrade)

Enquanto em outros países os paineis solares fazem parte da arquitetura das casas, devido a incidência solar específica no lado Sul, no Brasil os paineis estáticos não aproveitam toda a irradiação solar pois a posição do astro é transitória, sendo seis meses do lado norte e seis meses do lado Sul. Sua inspiração veio da heliotropia, movimento que flores, folhas ou hastes realizam, seguindo o sentido do sol no decorrer do dia. “Ao observar isso, vi que no Brasil o painel fixo tem muito desperdício. Então eu resolvi construir um painel que seguisse o Sol tal qual o girassol”, justifica.

O painel desenvolvido possui 7m² e gera 6,5 kilowatts. Programado anualmente, ele se adapta à posição do Sol automaticamente. O piloto está abastecendo a sede da Autoterm, empresa que trabalha com conservação de energia, incubada no Instituto Centec. Devido a sua eficiência, está sendo procurado por empresas, fazendas e parques energéticos. O valor varia de acordo com o tamanho, voltagem e distância do local a ser abastecido. Os projetos são desenvolvidos por Roberto Campos, engenheiro mecânico com especialidade em termodinâmica e 27 anos de profissão.

Segundo Roberto Campos, o Ceará tem uma das maiores incidências solares do mundo, mas falta aproveitamento desse potencial. “A menor média anual de irradiação solar no Brasil é cerca de 30% maior que a maior média de irradiação solar da Alemanha, um dos líderes do mercado europeu no segmento”, afirma.

O painel desenvolvido possui 7m² e gera 6,5 kilowatts. (FOTO: Gabriel Andrade)

O painel desenvolvido possui 7m² e gera 6,5 kilowatts. (FOTO: Gabriel Andrade)

Quando se trata de incidência solar, o Ceará é privilegiado, podendo ser comparado com os grandes desertos do mundo: Atacama, Saara, deserto australiano e mexicano. “Eu pensei: por que o Ceará, que recebe uma das maiores incidências solares do mundo não usufrui desse potencial?”, indaga o engenheiro. Para chegar à tecnologia final do painel heliotrópico, o inventor também criou um aparelho chamado tensiostato. Ambas as tecnologias estão em processo de patente junto ao Instituto Nacional da Propriedade Industrial (Inpi). “Não há energia mais viável que se projeta a curto prazo”, conclui.