Alfabeto em 3D criado por publicitário cearense auxilia no aprendizado de crianças


Alfabeto em 3D criado por publicitário cearense auxilia no aprendizado de crianças

O programa – que foi concluído após dois anos de trabalho – consiste em um mundo virtual, onde o personagem ‘Lápis 3D’ interage com as crianças

Por Roberta Tavares em Tecnologia

15 de julho de 2014 às 10:30

Há 5 anos
Marcelo Bittar, de 37 anos, teve a ideia de utilizar a realidade aumentada para ajudar crianças (FOTO: Divulgação/Alfabeto 3D)

Marcelo Bittar, de 37 anos, teve a ideia de utilizar a realidade aumentada para ajudar crianças (FOTO: Divulgação/Alfabeto 3D)

Se a hora de aprender um alfabeto for uma brincadeira, tudo fica mais divertido. Pensando nisso, um publicitário cearense criou um aplicativo mobile para ajudar na aprendizagem das crianças. O Alfabeto 3D utiliza a realidade aumentada para promover a concentração dos pequenos, podendo ser usado para facilitar a memorização de meninos e meninas com necessidades educacionais especiais, como autistas e portadores de deficit de atenção.

“O aplicativo ajuda as crianças especiais, pela forma como apresentamos o alfabeto. Em desenho animado, a assimilação da criança é muito mais forte. Sem falar na realidade aumentada. Todo mundo que vê se impressiona e já abre um sorriso”, explica o gerente de desenvolvimento mobile da Bitllab, startup em Fortaleza, Marcelo Bittar.

Como funciona

O programa consiste em um mundo virtual 3D, onde o personagem ‘Lápis 3D’ interage com as crianças. O produto é criado a partir de imagens, disponibilizadas no Facebook e no site do aplicativo, que devem ser impressas em folhas de papel. São marcadores para realidade aumentada e, uma vez feito o download do aplicativo, escolhe-se uma letra da folha impressa, aponta-se a câmera do dispositivo e a ‘mágica’ começa.

Uma animação é exibida, mostrando o Lápis 3D e a letra escolhida nas versões maiúscula e minúscula, representada por um objeto de fácil identificação que se inicia com a letra selecionada. A palavra completa correspondente ao objeto também é apresentada. Por exemplo, é feita uma animação com a bola. Ela entra quicando, uma letra chuta a bola para a outra letra, e no final aparece a palavra ‘bola’. Para tornar a assimilação mais divertida, uma locução acompanha todas as animações.

Reação das crianças ao acessar o aplicativo:

[uol video=”http://mais.uol.com.br/view/15116173″]


Ideia e produção

A ideia surgiu há cerca de dois anos. Com a expansão da realidade aumentada, Marcelo viu a possibilidade de utilizar a tecnologia de forma útil para as crianças, permitindo que o mundo virtual fosse misturado ao real. Se os pequenos se sentem atraídos pelos games em tablets e smartphones, por que não criar algo educativo?

“Uma renomada psicopedagoga argentina disse, certa vez, que se a criança vive ‘no mundo da lua’, então que se traga a lua para o mundo da criança”, conta o idealizador do projeto.

A vontade de criar um alfabeto que brincasse com a garotada se tornou realidade com a formação de parceria com uma editora e distribuidora de livros no Ceará. O aplicativo foi produzido por apenas duas pessoas e lançado em 19 de junho deste ano. Em um mês, quase 3 mil downloads foram feitos.

No aplicativo, o usuário tem acesso gratuito a uma sessão das letras ‘A’ à ‘G’, que funciona como teste para ver se vale a pena adquirir o produto completo. O restante do alfabeto fica disponível mediante compra interna, por U$$ 0,99. “Apesar de a tecnologia ser cara, porque é computação gráfica, queremos dar chance a todo mundo. O nosso retorno é justamente esse valor pago por quem quer ter acesso a todo o alfabeto”, diz Marcelo.

Outra forma de obter retorno financeiro, segundo o idealizador, é vendendo produtos do personagem Lápis 3D, como camisas, canecas e estojos. Tudo é comercializado pela rede social e site. “O personagem é bem carismático, então dá esse leque para outros tipos de derivados”.

Veja as fotos:

Apresentação do app para crianças
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Apresentação do app para crianças

A interação do mundo virtual com o mundo real surpreende a garotada (FOTO: Divulgação/Alfabeto 3D)

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A interação do mundo virtual com o mundo real surpreende a garotada (FOTO: Divulgação/Alfabeto 3D)

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A interação do mundo virtual com o mundo real surpreende a garotada (FOTO: Divulgação/Alfabeto 3D)

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A interação do mundo virtual com o mundo real surpreende a garotada (FOTO: Divulgação/Alfabeto 3D)

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A interação do mundo virtual com o mundo real surpreende a garotada (FOTO: Divulgação/Alfabeto 3D)

Próximos passos

O aplicativo está disponível em português e inglês nas lojas virtuais da Apple e Google Play, e a tendência é expandir. Em breve, o alfabeto poderá ser baixado em Androids. A parceria com a editora tornará possível, inclusive, a apresentação do produto em agosto, na Bienal do Livro, em São Paulo.

Além do Alfabeto 3D, outros dois aplicativos para a educação infantil serão produzidos pela startup cearense. “Vamos fazer um com números e outro com formas geométricas, porque o 3D facilita muito isso. O Alfabeto 3D é simples, mas uma vitória grande, feita por apenas duas pessoas. Conseguindo fazer esses outros, a gente fecha um ciclo mais robusto”, conclui. “Mesmo que seja pequena a nossa contribuição, se recebermos feedback de uma única mãe nos dizendo que o nosso aplicativo ajudou o seu filho, já valeu a pena”, completa.

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Alfabeto em 3D criado por publicitário cearense auxilia no aprendizado de crianças

O programa – que foi concluído após dois anos de trabalho – consiste em um mundo virtual, onde o personagem ‘Lápis 3D’ interage com as crianças

Por Roberta Tavares em Tecnologia

15 de julho de 2014 às 10:30

Há 5 anos
Marcelo Bittar, de 37 anos, teve a ideia de utilizar a realidade aumentada para ajudar crianças (FOTO: Divulgação/Alfabeto 3D)

Marcelo Bittar, de 37 anos, teve a ideia de utilizar a realidade aumentada para ajudar crianças (FOTO: Divulgação/Alfabeto 3D)

Se a hora de aprender um alfabeto for uma brincadeira, tudo fica mais divertido. Pensando nisso, um publicitário cearense criou um aplicativo mobile para ajudar na aprendizagem das crianças. O Alfabeto 3D utiliza a realidade aumentada para promover a concentração dos pequenos, podendo ser usado para facilitar a memorização de meninos e meninas com necessidades educacionais especiais, como autistas e portadores de deficit de atenção.

“O aplicativo ajuda as crianças especiais, pela forma como apresentamos o alfabeto. Em desenho animado, a assimilação da criança é muito mais forte. Sem falar na realidade aumentada. Todo mundo que vê se impressiona e já abre um sorriso”, explica o gerente de desenvolvimento mobile da Bitllab, startup em Fortaleza, Marcelo Bittar.

Como funciona

O programa consiste em um mundo virtual 3D, onde o personagem ‘Lápis 3D’ interage com as crianças. O produto é criado a partir de imagens, disponibilizadas no Facebook e no site do aplicativo, que devem ser impressas em folhas de papel. São marcadores para realidade aumentada e, uma vez feito o download do aplicativo, escolhe-se uma letra da folha impressa, aponta-se a câmera do dispositivo e a ‘mágica’ começa.

Uma animação é exibida, mostrando o Lápis 3D e a letra escolhida nas versões maiúscula e minúscula, representada por um objeto de fácil identificação que se inicia com a letra selecionada. A palavra completa correspondente ao objeto também é apresentada. Por exemplo, é feita uma animação com a bola. Ela entra quicando, uma letra chuta a bola para a outra letra, e no final aparece a palavra ‘bola’. Para tornar a assimilação mais divertida, uma locução acompanha todas as animações.

Reação das crianças ao acessar o aplicativo:

[uol video=”http://mais.uol.com.br/view/15116173″]


Ideia e produção

A ideia surgiu há cerca de dois anos. Com a expansão da realidade aumentada, Marcelo viu a possibilidade de utilizar a tecnologia de forma útil para as crianças, permitindo que o mundo virtual fosse misturado ao real. Se os pequenos se sentem atraídos pelos games em tablets e smartphones, por que não criar algo educativo?

“Uma renomada psicopedagoga argentina disse, certa vez, que se a criança vive ‘no mundo da lua’, então que se traga a lua para o mundo da criança”, conta o idealizador do projeto.

A vontade de criar um alfabeto que brincasse com a garotada se tornou realidade com a formação de parceria com uma editora e distribuidora de livros no Ceará. O aplicativo foi produzido por apenas duas pessoas e lançado em 19 de junho deste ano. Em um mês, quase 3 mil downloads foram feitos.

No aplicativo, o usuário tem acesso gratuito a uma sessão das letras ‘A’ à ‘G’, que funciona como teste para ver se vale a pena adquirir o produto completo. O restante do alfabeto fica disponível mediante compra interna, por U$$ 0,99. “Apesar de a tecnologia ser cara, porque é computação gráfica, queremos dar chance a todo mundo. O nosso retorno é justamente esse valor pago por quem quer ter acesso a todo o alfabeto”, diz Marcelo.

Outra forma de obter retorno financeiro, segundo o idealizador, é vendendo produtos do personagem Lápis 3D, como camisas, canecas e estojos. Tudo é comercializado pela rede social e site. “O personagem é bem carismático, então dá esse leque para outros tipos de derivados”.

Veja as fotos:

Apresentação do app para crianças
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Apresentação do app para crianças

A interação do mundo virtual com o mundo real surpreende a garotada (FOTO: Divulgação/Alfabeto 3D)

Apresentação do app para crianças
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A interação do mundo virtual com o mundo real surpreende a garotada (FOTO: Divulgação/Alfabeto 3D)

Apresentação do app para crianças
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Apresentação do app para crianças

A interação do mundo virtual com o mundo real surpreende a garotada (FOTO: Divulgação/Alfabeto 3D)

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A interação do mundo virtual com o mundo real surpreende a garotada (FOTO: Divulgação/Alfabeto 3D)

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Próximos passos

O aplicativo está disponível em português e inglês nas lojas virtuais da Apple e Google Play, e a tendência é expandir. Em breve, o alfabeto poderá ser baixado em Androids. A parceria com a editora tornará possível, inclusive, a apresentação do produto em agosto, na Bienal do Livro, em São Paulo.

Além do Alfabeto 3D, outros dois aplicativos para a educação infantil serão produzidos pela startup cearense. “Vamos fazer um com números e outro com formas geométricas, porque o 3D facilita muito isso. O Alfabeto 3D é simples, mas uma vitória grande, feita por apenas duas pessoas. Conseguindo fazer esses outros, a gente fecha um ciclo mais robusto”, conclui. “Mesmo que seja pequena a nossa contribuição, se recebermos feedback de uma única mãe nos dizendo que o nosso aplicativo ajudou o seu filho, já valeu a pena”, completa.