Vendedor de picolé agredido em barraca conta que discriminação a ambulantes é recorrente

PRAIA DO FUTURO

Vendedor de picolé agredido em barraca conta que discriminação a ambulantes é recorrente

José Apolicácio, de 26 anos, diz que ambulante já foi morto, e promete acionar a Justiça contra a agressão que sofreu

Por TV Jangadeiro em Segurança Pública

25 de abril de 2017 às 09:00

Há 2 anos

Familiares afirmam que José Apolicácio tem problemas mentais (FOTO: Reprodução/TV Jangadeiro)

O vendedor de picolé José Apolicácio Melo da Silva, de 26 anos, contou a sua versão das agressões que sofreu de seguranças de uma barraca da Praia do Futuro, no sábado (22), que ganharam a internet em vídeo feito por testemunhas. Em sua casa, no Bairro Vicente Pinzón, ele concedeu entrevista ao programa Barra Pesada, da TV Jangadeiro/SBT.

> Confira a entrevista completa às 12h10min no Barra Pesada.

Segundo sua versão, ele entrou na barraca para receber dinheiro referente ao picolé que havia vendido a um cliente da barraca Crocobeach. Os seguranças haviam dito para não entrar no estabelecimento, mas ele ignorou. Foi nesse momento em que as agressões começaram, segundo conta, e que são anteriores à gravação do vídeo que viralizou nas redes sociais.

Ele foi empurrado e reagiu. Em seguida, levou um soco de um dos seguranças, tendo reagido também com um murro. Então, foi cercado pelos seguranças, chegando a ser enforcado. “Graças a Deus, eu não morri”, diz, destacando a força do movimento.

Após as agressões, os seguranças mandaram ele ir para casa, o que chega a ser registrado em vídeo. Mesmo assim continuou a trabalhar normalmente.

“Se fosse por mim eu deixaria para lá. Mas por causa desse negócio de reportagem e internet, eu tenho que correr atrás. Porque isso não é certo. Você não iria gostar de estar trabalhando e ser agredido”, afirma José Apolicácio, dizendo que levará o caso à Justiça. No entanto, ele ainda não prestou queixa na Polícia nem fez exame de corpo de delito.


Ele negou acusações que circulam em redes sociais de que realiza roubos no local, embora confirmasse já ter tido passagens pela Polícia, por roubo, porte ilegal de armas e tráfico de drogas — mas enquanto adolescente. “Meu nome está limpo”.

Como maior de idade, confessa passagem por agressão a mulher, na Lei Maria da Penha, no que diz ter sido na verdade, uma agressão ao primo, não contra a companheira dele, conforme a denúncia.

Ele diz trabalhar há dez anos vendendo picolé na praia e conhecer outros casos de agressão. Segundo conta, um vendedor morreu logo após receber agressões de segurança de barracas na mesma praia — “e ficou por isso mesmo”. No entanto, foi a primeira vez que sofreu agressões de segurança.

A mãe dele, que pediu para não ter o nome revelado, afirma que ele sofre algum tipo de doença mental, embora não especificasse qual. Ela ainda diz que ele tomava medicação controlada, mas que já abandonou.

Relembre o caso:

25 de abril — Proprietário da Crocobeach já era alvo de processo na Justiça por impedir comércio ambulante na Praia do Futuro

24 de abril — Barraca Crocobeach afasta funcionários envolvidos na agressão a vendedor de picolé

24 de abril — Barraca receberá protesto contra agressão de vendedor de picolé feita por seguranças

23 de abril — Vendedor de picolé é agredido por seguranças de barraca na Praia do Futuro

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Vendedor de picolé agredido em barraca conta que discriminação a ambulantes é recorrente

José Apolicácio, de 26 anos, diz que ambulante já foi morto, e promete acionar a Justiça contra a agressão que sofreu

Por TV Jangadeiro em Segurança Pública

25 de abril de 2017 às 09:00

Há 2 anos

Familiares afirmam que José Apolicácio tem problemas mentais (FOTO: Reprodução/TV Jangadeiro)

O vendedor de picolé José Apolicácio Melo da Silva, de 26 anos, contou a sua versão das agressões que sofreu de seguranças de uma barraca da Praia do Futuro, no sábado (22), que ganharam a internet em vídeo feito por testemunhas. Em sua casa, no Bairro Vicente Pinzón, ele concedeu entrevista ao programa Barra Pesada, da TV Jangadeiro/SBT.

> Confira a entrevista completa às 12h10min no Barra Pesada.

Segundo sua versão, ele entrou na barraca para receber dinheiro referente ao picolé que havia vendido a um cliente da barraca Crocobeach. Os seguranças haviam dito para não entrar no estabelecimento, mas ele ignorou. Foi nesse momento em que as agressões começaram, segundo conta, e que são anteriores à gravação do vídeo que viralizou nas redes sociais.

Ele foi empurrado e reagiu. Em seguida, levou um soco de um dos seguranças, tendo reagido também com um murro. Então, foi cercado pelos seguranças, chegando a ser enforcado. “Graças a Deus, eu não morri”, diz, destacando a força do movimento.

Após as agressões, os seguranças mandaram ele ir para casa, o que chega a ser registrado em vídeo. Mesmo assim continuou a trabalhar normalmente.

“Se fosse por mim eu deixaria para lá. Mas por causa desse negócio de reportagem e internet, eu tenho que correr atrás. Porque isso não é certo. Você não iria gostar de estar trabalhando e ser agredido”, afirma José Apolicácio, dizendo que levará o caso à Justiça. No entanto, ele ainda não prestou queixa na Polícia nem fez exame de corpo de delito.


Ele negou acusações que circulam em redes sociais de que realiza roubos no local, embora confirmasse já ter tido passagens pela Polícia, por roubo, porte ilegal de armas e tráfico de drogas — mas enquanto adolescente. “Meu nome está limpo”.

Como maior de idade, confessa passagem por agressão a mulher, na Lei Maria da Penha, no que diz ter sido na verdade, uma agressão ao primo, não contra a companheira dele, conforme a denúncia.

Ele diz trabalhar há dez anos vendendo picolé na praia e conhecer outros casos de agressão. Segundo conta, um vendedor morreu logo após receber agressões de segurança de barracas na mesma praia — “e ficou por isso mesmo”. No entanto, foi a primeira vez que sofreu agressões de segurança.

A mãe dele, que pediu para não ter o nome revelado, afirma que ele sofre algum tipo de doença mental, embora não especificasse qual. Ela ainda diz que ele tomava medicação controlada, mas que já abandonou.

Relembre o caso:

25 de abril — Proprietário da Crocobeach já era alvo de processo na Justiça por impedir comércio ambulante na Praia do Futuro

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