Secretário opta por não comentar ataques registrados um dia após anunciar mudanças em presídios

AGUARDA INVESTIGAÇÕES

Secretário opta por não comentar ataques registrados um dia após anunciar mudanças em presídios

No dia da posse, o secretário da nova pasta de Administração Penitenciária adiantou que acabaria com a divisão de presos por facções no Ceará

Por Tribuna do Ceará em Segurança Pública

3 de janeiro de 2019 às 11:47

Há 5 meses
Pelo menos 13 ataques foram registrados em Fortaleza e Região Metropolitana. (FOTO: Reprodução/WhatsApp)

Pelo menos 13 ataques foram registrados em Fortaleza e Região Metropolitana. (FOTO: Reprodução/WhatsApp)

A Secretaria de Administração Penitenciária optou por não comentar a onda de ataques na Região Metropolitana de Fortaleza na noite desta quarta-feira (2) e na madrugada desta quinta (3). A pasta informou que está acompanhando as investigações da Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS) sobre os crimes.

Os ataques aconteceram um dia após as declarações do secretário Luís Mauro Albuquerque ter afirmado que não reconhecia as facções e que acabaria com a separação de detentos por organizações criminosas dentro dos presídios. Pelo menos 13 ações foram confirmadas pela SSPDS. 

As declarações do novo secretário aconteceram no dia da posse da pasta nesta terça-feira (1). “Quem manda é o Estado. Eu não reconheço facção, o Estado não deve reconhecer facção, a lei não reconhece facção, então nós vamos aplicar a lei”, afirmou .A postura também implica na divisão de detentos por ligação a grupos. A medida foi adotada no início de janeiro de 2017 como uma forma de “salvaguardar a integridade física dos internos”.

Luís Mauro Albuquerque assume Administração Penitenciária no Ceará. (Foto: Divulgação/Sejuc)

Luís Mauro Albuquerque assume Administração Penitenciária no Ceará. (Foto: Divulgação/Sejuc)

De acordo com a Coordenadoria do Sistema Penitenciário (Cosip) da Secretaria da Justiça e Cidadania do Estado (Sejus), repassado ao Tribuna do Ceará em setembro de 2018 pelo Conselho Penitenciário do Ceará (Copen), 4 mil detentos de diversas unidades prisionais foram transferidos. “O preso é o preso, não tem diferenciação perante a lei”, acrescentou Albuquerque no dia da posse, fazendo referência à medida.

Diante da repercussão dos ataques das últimas horas, o Tribuna do Ceará entrou em contato com a Secretaria de Administração Penitenciária para ter um posicionamento sobre o caso. A pasta informou por telefone, por meio da assessoria de comunicação, que está acompanhando o caso por meio das investigações da SSPDS e que não vai comentar sobre o assunto.

Confira a cobertura sobre o caso:

3/1 – Polícia prende 9 suspeitos de envolvimento na onda de ataques na Grande Fortaleza

3/1 – Cartas espalhadas em viaduto atacado ameaçam Governo por mudanças no sistema prisional

3/1 – Ônibus de Fortaleza vão circular normalmente mesmo após ataques, garante Sindionibus

3/1 – General Theophilo oferece intervenção federal após ataques no Ceará: “Está na mão do governador”

3/1 – Grande Fortaleza sofre onda de ataques um dia após secretário anunciar fim da divisão de facções em presídios

2/1 – “Haverá matança, se juntar detentos de facções diferentes no mesmo presídio”, alerta Copen

2/1 – Novo secretário promete fim da divisão de presídios por facções no Ceará

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Secretário opta por não comentar ataques registrados um dia após anunciar mudanças em presídios

No dia da posse, o secretário da nova pasta de Administração Penitenciária adiantou que acabaria com a divisão de presos por facções no Ceará

Por Tribuna do Ceará em Segurança Pública

3 de janeiro de 2019 às 11:47

Há 5 meses
Pelo menos 13 ataques foram registrados em Fortaleza e Região Metropolitana. (FOTO: Reprodução/WhatsApp)

Pelo menos 13 ataques foram registrados em Fortaleza e Região Metropolitana. (FOTO: Reprodução/WhatsApp)

A Secretaria de Administração Penitenciária optou por não comentar a onda de ataques na Região Metropolitana de Fortaleza na noite desta quarta-feira (2) e na madrugada desta quinta (3). A pasta informou que está acompanhando as investigações da Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS) sobre os crimes.

Os ataques aconteceram um dia após as declarações do secretário Luís Mauro Albuquerque ter afirmado que não reconhecia as facções e que acabaria com a separação de detentos por organizações criminosas dentro dos presídios. Pelo menos 13 ações foram confirmadas pela SSPDS. 

As declarações do novo secretário aconteceram no dia da posse da pasta nesta terça-feira (1). “Quem manda é o Estado. Eu não reconheço facção, o Estado não deve reconhecer facção, a lei não reconhece facção, então nós vamos aplicar a lei”, afirmou .A postura também implica na divisão de detentos por ligação a grupos. A medida foi adotada no início de janeiro de 2017 como uma forma de “salvaguardar a integridade física dos internos”.

Luís Mauro Albuquerque assume Administração Penitenciária no Ceará. (Foto: Divulgação/Sejuc)

Luís Mauro Albuquerque assume Administração Penitenciária no Ceará. (Foto: Divulgação/Sejuc)

De acordo com a Coordenadoria do Sistema Penitenciário (Cosip) da Secretaria da Justiça e Cidadania do Estado (Sejus), repassado ao Tribuna do Ceará em setembro de 2018 pelo Conselho Penitenciário do Ceará (Copen), 4 mil detentos de diversas unidades prisionais foram transferidos. “O preso é o preso, não tem diferenciação perante a lei”, acrescentou Albuquerque no dia da posse, fazendo referência à medida.

Diante da repercussão dos ataques das últimas horas, o Tribuna do Ceará entrou em contato com a Secretaria de Administração Penitenciária para ter um posicionamento sobre o caso. A pasta informou por telefone, por meio da assessoria de comunicação, que está acompanhando o caso por meio das investigações da SSPDS e que não vai comentar sobre o assunto.

Confira a cobertura sobre o caso:

3/1 – Polícia prende 9 suspeitos de envolvimento na onda de ataques na Grande Fortaleza

3/1 – Cartas espalhadas em viaduto atacado ameaçam Governo por mudanças no sistema prisional

3/1 – Ônibus de Fortaleza vão circular normalmente mesmo após ataques, garante Sindionibus

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