Polícia pede exumação do corpo de universitária achada morta no carro de namorado

INVESTIGAÇÃO

Polícia pede exumação do corpo de universitária achada morta no carro de namorado

A família de Yrna de Sousa questiona o procedimento, que busca definir um perfil toxicológico da jovem

Por Matheus Ribeiro em Segurança Pública

13 de maio de 2016 às 09:01

Há 3 anos
Yrna Castro tinha 27 anos e era formada em Design de Moda, pela UFC. (FOTO: reprodução/ facebook)

Yrna Castro tinha 27 anos e era formada em Design de Moda, pela UFC. (FOTO: reprodução/ facebook)

O corpo da universitária Yrna de Sousa Castro, de 27 anos, encontrada morta dentro do porta-malas do carro do seu namorado, Gregório Donizeti, também de 27 anos, pode ser exumado. A pedido das investigações da Polícia Civil, o procedimento seria realizado para que o material genético da estudante fosse recolhido e enviado para exames toxicológicos.

De acordo com os advogados da vítima, uma ação deve ser apresentada ao Ministério Público Estadual (MPCE) com a intenção de intervir a exumação. Segundo João Victor, um dos advogados da família de Yrna Castro, a ação de exumação do corpo da estudante foge ao objeto do inquérito.

Família reclama

“Nós protocolamos um requerimento junto a delegacia que somos contra essa exumação. Ou seja, querem investigar o perfil social dela e não realmente o caso. O fato é que qualquer resultado que tiver sobre esse exame em nada contribuirá para o inquérito. Isso tem causado um incômodo muito forte para a família”, relatou o advogado, em entrevista ao Tribuna do Ceará.

O novo exame seria realizado para que peritos recolhessem amostras genéticas que não teriam sido retiradas durante a primeira análise do corpo. Além disso, o material pode ser utilizado em um exame específico que só é realizado na Califórnia (EUA), intitulado “Janela Larga de Detecção.

Ainda conforme João Victor, um pedido de intervenção do Ministério Público deve ser formulado devido às inúmeras falhas de investigação sobre o caso. “Questões que a investigação já deveria ter tomado, mas até agora nada. Por isso, estamos vendo uma forma de solicitar a intervenção do Ministério Público para que ele tome as diligências que são necessárias no caso”, informou o advogado. 

Depoimentos 

Na última quarta-feira (11), a ex-mulher de Gregório Donizeti e seu pai, o empresário Gregório Donizeti Freire Filho, prestaram depoimento na Delegacia de Divisão de Homicidio e Proteção a Pessoa (DHPP). Gregório teve o seu segundo depoimento adiado e ainda não há data confirmada para um novo dia.

O Tribuna do Ceará tentou entrar em contato com a delegada Socorro Portela, mas até a publicação desta matéria não obteve retorno.

Entenda o caso

No dia 1º de maio, a universitária Yrna Castro foi encontrada morta dentro do carro de Gregório Donizeti, no Bairro Dionísio Torres. De acordo com a Polícia Civil, a jovem teria morrido por overdose na madrugada daquele dia, no apartamento do namorado, com quem tinha um relacionamento desde 2015.

O homem foi indiciado por ocultação de cadáver por permanecer com o corpo de Yrna por mais de 12 horas dentro do seu carro e não ter informado à polícia e aos familiares sobre a morte. Segundo Socorro Portela, Gregório informou em depoimento que os dois usaram morfina misturada a um comprimido e injetaram as substâncias na veia.

O efeito da morfina dura de 4 a 6 horas. Pode provocar alívio de alguma dor e da ansiedade, diminuindo o sentimento de desconfiança e proporcionando um misto de sensações, como bem-estar, tranquilidade, sonolência e até depressão.

Acompanhe o caso:

13 de maio – Polícia pede exumação do corpo de universitária achada morta no carro de namorado

11 de maio – Advogado quer o indiciamento do namorado de jovem encontrada morta no carro dele

10 de maio – Polícia pede novo exame para detectar uso de morfina em universitária

7 de maio – Moradores do entorno da Praça da Gentilândia denunciam livre comércio de drogas na região

6 de maio – Pai de empresário atribui às drogas a culpa da morte da namorada do filho

6 de maio – Desviada de hospitais, morfina é negociada de forma escancarada na internet

6 de maio – Pai de empresário já havia pedido à Justiça a interdição do filho, devido ao vício em drogas

5 de maio – Para advogado, internação de namorado de universitária morta é para atrapalhar a polícia

5 de maio – Campanha no Facebook questiona hematomas no corpo de jovem achada morta em porta-malas

4 de maio – Perito e delegada afirmam que não viram hematomas no corpo de universitária

4 de maio – Amigas de universitária achada morta em porta-malas cobram maior investigação

4 de maio – “Ela nunca falou sobre drogas”, diz amiga íntima de universitária achada morta em porta-malas

3 de maio – Namorado diz à Polícia que tentou se matar após ver universitária morta no carro

3 de maio – Familiares apontam hematomas no corpo de universitária encontrada morta em porta-malas

3 de maio – Universitária encontrada em porta-malas do carro do namorado teria injetado morfina

2 de maio – Universitária é encontrada morta no porta-malas do carro do namorado

Publicidade

Dê sua opinião

INVESTIGAÇÃO

Polícia pede exumação do corpo de universitária achada morta no carro de namorado

A família de Yrna de Sousa questiona o procedimento, que busca definir um perfil toxicológico da jovem

Por Matheus Ribeiro em Segurança Pública

13 de maio de 2016 às 09:01

Há 3 anos
Yrna Castro tinha 27 anos e era formada em Design de Moda, pela UFC. (FOTO: reprodução/ facebook)

Yrna Castro tinha 27 anos e era formada em Design de Moda, pela UFC. (FOTO: reprodução/ facebook)

O corpo da universitária Yrna de Sousa Castro, de 27 anos, encontrada morta dentro do porta-malas do carro do seu namorado, Gregório Donizeti, também de 27 anos, pode ser exumado. A pedido das investigações da Polícia Civil, o procedimento seria realizado para que o material genético da estudante fosse recolhido e enviado para exames toxicológicos.

De acordo com os advogados da vítima, uma ação deve ser apresentada ao Ministério Público Estadual (MPCE) com a intenção de intervir a exumação. Segundo João Victor, um dos advogados da família de Yrna Castro, a ação de exumação do corpo da estudante foge ao objeto do inquérito.

Família reclama

“Nós protocolamos um requerimento junto a delegacia que somos contra essa exumação. Ou seja, querem investigar o perfil social dela e não realmente o caso. O fato é que qualquer resultado que tiver sobre esse exame em nada contribuirá para o inquérito. Isso tem causado um incômodo muito forte para a família”, relatou o advogado, em entrevista ao Tribuna do Ceará.

O novo exame seria realizado para que peritos recolhessem amostras genéticas que não teriam sido retiradas durante a primeira análise do corpo. Além disso, o material pode ser utilizado em um exame específico que só é realizado na Califórnia (EUA), intitulado “Janela Larga de Detecção.

Ainda conforme João Victor, um pedido de intervenção do Ministério Público deve ser formulado devido às inúmeras falhas de investigação sobre o caso. “Questões que a investigação já deveria ter tomado, mas até agora nada. Por isso, estamos vendo uma forma de solicitar a intervenção do Ministério Público para que ele tome as diligências que são necessárias no caso”, informou o advogado. 

Depoimentos 

Na última quarta-feira (11), a ex-mulher de Gregório Donizeti e seu pai, o empresário Gregório Donizeti Freire Filho, prestaram depoimento na Delegacia de Divisão de Homicidio e Proteção a Pessoa (DHPP). Gregório teve o seu segundo depoimento adiado e ainda não há data confirmada para um novo dia.

O Tribuna do Ceará tentou entrar em contato com a delegada Socorro Portela, mas até a publicação desta matéria não obteve retorno.

Entenda o caso

No dia 1º de maio, a universitária Yrna Castro foi encontrada morta dentro do carro de Gregório Donizeti, no Bairro Dionísio Torres. De acordo com a Polícia Civil, a jovem teria morrido por overdose na madrugada daquele dia, no apartamento do namorado, com quem tinha um relacionamento desde 2015.

O homem foi indiciado por ocultação de cadáver por permanecer com o corpo de Yrna por mais de 12 horas dentro do seu carro e não ter informado à polícia e aos familiares sobre a morte. Segundo Socorro Portela, Gregório informou em depoimento que os dois usaram morfina misturada a um comprimido e injetaram as substâncias na veia.

O efeito da morfina dura de 4 a 6 horas. Pode provocar alívio de alguma dor e da ansiedade, diminuindo o sentimento de desconfiança e proporcionando um misto de sensações, como bem-estar, tranquilidade, sonolência e até depressão.

Acompanhe o caso:

13 de maio – Polícia pede exumação do corpo de universitária achada morta no carro de namorado

11 de maio – Advogado quer o indiciamento do namorado de jovem encontrada morta no carro dele

10 de maio – Polícia pede novo exame para detectar uso de morfina em universitária

7 de maio – Moradores do entorno da Praça da Gentilândia denunciam livre comércio de drogas na região

6 de maio – Pai de empresário atribui às drogas a culpa da morte da namorada do filho

6 de maio – Desviada de hospitais, morfina é negociada de forma escancarada na internet

6 de maio – Pai de empresário já havia pedido à Justiça a interdição do filho, devido ao vício em drogas

5 de maio – Para advogado, internação de namorado de universitária morta é para atrapalhar a polícia

5 de maio – Campanha no Facebook questiona hematomas no corpo de jovem achada morta em porta-malas

4 de maio – Perito e delegada afirmam que não viram hematomas no corpo de universitária

4 de maio – Amigas de universitária achada morta em porta-malas cobram maior investigação

4 de maio – “Ela nunca falou sobre drogas”, diz amiga íntima de universitária achada morta em porta-malas

3 de maio – Namorado diz à Polícia que tentou se matar após ver universitária morta no carro

3 de maio – Familiares apontam hematomas no corpo de universitária encontrada morta em porta-malas

3 de maio – Universitária encontrada em porta-malas do carro do namorado teria injetado morfina

2 de maio – Universitária é encontrada morta no porta-malas do carro do namorado