Perícia aponta que universitária encontrada dentro de porta-malas morreu de overdose

LAUDO

Perícia aponta que universitária encontrada dentro de porta-malas morreu de overdose

De acordo com o laudo, Yrna Castro teria injetado a droga após consumir uma grande quantidade de álcool

Por Matheus Ribeiro em Segurança Pública

28 de junho de 2016 às 10:44

Há 3 anos
Yrna Castro tinha 27 anos e era formada em Design de Moda, pela UFC. (FOTO: reprodução/ facebook)

Yrna Castro tinha 27 anos e era formada em Design de Moda, pela UFC. (FOTO: reprodução/ facebook)

Quase dois meses depois de a universitária Yrna de Sousa Castro, de 27 anos, ser encontrada morta dentro do carro do namorado, Gregório Donizeti, o laudo cadavérico da Perícia Forense do Ceará (Pefoce) constatou que a estudante morreu por overdose de morfina. De acordo com o resultado, divulgado nesta segunda-feira (27), Yrna teria injetado a droga após consumir uma grande quantidade de álcool, fator que pode resultar em óbito.

O caso da morte da universitária permanece sendo investigado pela Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). No entanto, há um mês, a delegada Socorro Portela informou que todo o processo tramita sob segredo de Justiça e que nenhuma informação por parte do órgão seria divulgada.

No dia 13 de maio, a Polícia Civil pediu que o corpo de Yrna fosse exumado para que o material genético da estudante fosse recolhido. Na época, os advogados da vítima apresentaram uma ação junto ao Ministério Público Estadual (MPCE) com a intenção de intervir a exumação.

Segundo João Victor, um dos advogados da família de Yrna, a ação de exumação do corpo da estudante fugia ao objeto do inquérito. “Querem investigar o perfil social dela e não realmente o caso. O fato é que qualquer resultado que tiver sobre esse exame em nada contribuirá para o inquérito”, relatou ao na época.

Entretanto, o advogado de Gregório, Leandro Vasques, protocolou no judiciário nesta segunda-feira (27) um documento solicitando e argumentando sobre os motivos da exumação do corpo da jovem. Para a defesa, o material recolhido do corpo de Yrna afirmaria se ela teria injetado a droga em dias anteriores ao acontecimento. O exame para constatar essas informações seria realizado na Califórnia, nos Estados Unidos. 

Relembre o caso

No dia 1º de maio, a estudante Yrna Castro foi encontrada morta dentro do carro de Gregório Donizeti, no Bairro Dionísio Torres. De acordo com a Polícia Civil, a jovem teria morrido por overdose na madrugada daquele dia, no apartamento do namorado, com quem tinha um relacionamento desde 2015.

O homem foi indiciado por ocultação de cadáver por permanecer com o corpo de Yrna por mais de 12 horas dentro do seu carro e não ter informado à polícia e aos familiares sobre a morte. Segundo Socorro Portela, Gregório informou em depoimento que os dois usaram morfina misturada a um comprimido e injetaram as substâncias na veia.

O efeito da morfina dura de 4 a 6 horas. Pode provocar alívio de alguma dor e da ansiedade, diminuindo o sentimento de desconfiança e proporcionando um misto de sensações, como bem-estar, tranquilidade, sonolência e até depressão.

Acompanhe o caso:

1 de junho – “Gregório não tem nada a esconder”, diz advogado sobre caso de universitária morta

14 de maio – Polícia pede exumação do corpo de universitária achada morta no carro de namorado

13 de maio – Polícia pede exumação do corpo de universitária achada morta no carro de namorado

11 de maio – Advogado quer o indiciamento do namorado de jovem encontrada morta no carro dele

10 de maio – Polícia pede novo exame para detectar uso de morfina em universitária

7 de maio – Moradores do entorno da Praça da Gentilândia denunciam livre comércio de drogas na região

6 de maio – Pai de empresário atribui às drogas a culpa da morte da namorada do filho

6 de maio – Desviada de hospitais, morfina é negociada de forma escancarada na internet

6 de maio – Pai de empresário já havia pedido à Justiça a interdição do filho, devido ao vício em drogas

5 de maio – Para advogado, internação de namorado de universitária morta é para atrapalhar a polícia

5 de maio – Campanha no Facebook questiona hematomas no corpo de jovem achada morta em porta-malas

4 de maio – Perito e delegada afirmam que não viram hematomas no corpo de universitária

4 de maio – Amigas de universitária achada morta em porta-malas cobram maior investigação

4 de maio – “Ela nunca falou sobre drogas”, diz amiga íntima de universitária achada morta em porta-malas

3 de maio – Namorado diz à Polícia que tentou se matar após ver universitária morta no carro

3 de maio – Familiares apontam hematomas no corpo de universitária encontrada morta em porta-malas

3 de maio – Universitária encontrada em porta-malas do carro do namorado teria injetado morfina

2 de maio – Universitária é encontrada morta no porta-malas do carro do namorado

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LAUDO

Perícia aponta que universitária encontrada dentro de porta-malas morreu de overdose

De acordo com o laudo, Yrna Castro teria injetado a droga após consumir uma grande quantidade de álcool

Por Matheus Ribeiro em Segurança Pública

28 de junho de 2016 às 10:44

Há 3 anos
Yrna Castro tinha 27 anos e era formada em Design de Moda, pela UFC. (FOTO: reprodução/ facebook)

Yrna Castro tinha 27 anos e era formada em Design de Moda, pela UFC. (FOTO: reprodução/ facebook)

Quase dois meses depois de a universitária Yrna de Sousa Castro, de 27 anos, ser encontrada morta dentro do carro do namorado, Gregório Donizeti, o laudo cadavérico da Perícia Forense do Ceará (Pefoce) constatou que a estudante morreu por overdose de morfina. De acordo com o resultado, divulgado nesta segunda-feira (27), Yrna teria injetado a droga após consumir uma grande quantidade de álcool, fator que pode resultar em óbito.

O caso da morte da universitária permanece sendo investigado pela Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). No entanto, há um mês, a delegada Socorro Portela informou que todo o processo tramita sob segredo de Justiça e que nenhuma informação por parte do órgão seria divulgada.

No dia 13 de maio, a Polícia Civil pediu que o corpo de Yrna fosse exumado para que o material genético da estudante fosse recolhido. Na época, os advogados da vítima apresentaram uma ação junto ao Ministério Público Estadual (MPCE) com a intenção de intervir a exumação.

Segundo João Victor, um dos advogados da família de Yrna, a ação de exumação do corpo da estudante fugia ao objeto do inquérito. “Querem investigar o perfil social dela e não realmente o caso. O fato é que qualquer resultado que tiver sobre esse exame em nada contribuirá para o inquérito”, relatou ao na época.

Entretanto, o advogado de Gregório, Leandro Vasques, protocolou no judiciário nesta segunda-feira (27) um documento solicitando e argumentando sobre os motivos da exumação do corpo da jovem. Para a defesa, o material recolhido do corpo de Yrna afirmaria se ela teria injetado a droga em dias anteriores ao acontecimento. O exame para constatar essas informações seria realizado na Califórnia, nos Estados Unidos. 

Relembre o caso

No dia 1º de maio, a estudante Yrna Castro foi encontrada morta dentro do carro de Gregório Donizeti, no Bairro Dionísio Torres. De acordo com a Polícia Civil, a jovem teria morrido por overdose na madrugada daquele dia, no apartamento do namorado, com quem tinha um relacionamento desde 2015.

O homem foi indiciado por ocultação de cadáver por permanecer com o corpo de Yrna por mais de 12 horas dentro do seu carro e não ter informado à polícia e aos familiares sobre a morte. Segundo Socorro Portela, Gregório informou em depoimento que os dois usaram morfina misturada a um comprimido e injetaram as substâncias na veia.

O efeito da morfina dura de 4 a 6 horas. Pode provocar alívio de alguma dor e da ansiedade, diminuindo o sentimento de desconfiança e proporcionando um misto de sensações, como bem-estar, tranquilidade, sonolência e até depressão.

Acompanhe o caso:

1 de junho – “Gregório não tem nada a esconder”, diz advogado sobre caso de universitária morta

14 de maio – Polícia pede exumação do corpo de universitária achada morta no carro de namorado

13 de maio – Polícia pede exumação do corpo de universitária achada morta no carro de namorado

11 de maio – Advogado quer o indiciamento do namorado de jovem encontrada morta no carro dele

10 de maio – Polícia pede novo exame para detectar uso de morfina em universitária

7 de maio – Moradores do entorno da Praça da Gentilândia denunciam livre comércio de drogas na região

6 de maio – Pai de empresário atribui às drogas a culpa da morte da namorada do filho

6 de maio – Desviada de hospitais, morfina é negociada de forma escancarada na internet

6 de maio – Pai de empresário já havia pedido à Justiça a interdição do filho, devido ao vício em drogas

5 de maio – Para advogado, internação de namorado de universitária morta é para atrapalhar a polícia

5 de maio – Campanha no Facebook questiona hematomas no corpo de jovem achada morta em porta-malas

4 de maio – Perito e delegada afirmam que não viram hematomas no corpo de universitária

4 de maio – Amigas de universitária achada morta em porta-malas cobram maior investigação

4 de maio – “Ela nunca falou sobre drogas”, diz amiga íntima de universitária achada morta em porta-malas

3 de maio – Namorado diz à Polícia que tentou se matar após ver universitária morta no carro

3 de maio – Familiares apontam hematomas no corpo de universitária encontrada morta em porta-malas

3 de maio – Universitária encontrada em porta-malas do carro do namorado teria injetado morfina

2 de maio – Universitária é encontrada morta no porta-malas do carro do namorado