Pai de empresário já havia pedido à Justiça a interdição do filho, devido ao vício em drogas

CASO DO PORTA-MALAS

Pai de empresário já havia pedido à Justiça a interdição do filho, devido ao vício em drogas

Gregório Donizeti é investigado pela Polícia Civil após sua namorada ter sido encontrada morta dentro de porta-malas

Por Matheus Ribeiro em Segurança Pública

6 de maio de 2016 às 09:15

Há 3 anos
O casal se conheceu em um aplicativo de relacionamento em dezembro de 2015 (FOTO: Reprodução/Facebook)

O casal se conheceu em um aplicativo de relacionamento em dezembro de 2015 (FOTO: Reprodução/Facebook)

O consumo de entorpecentes por parte do empresário Gregório Donizeti Freite Neto, de 27 anos, já era um problema conhecido. Há três anos, a família do jovem entrou com um processo de interdição contra ele na Justiça. O jovem é investigado pela Polícia Civil após sua namorada, Yrna de Souza Castro, também de 27 anos, ter sido encontrada morta dentro do porta-malas do seu carro na madrugada do último domingo (1º).

Conforme o processo, o pedido de interdição foi protocolado na Comarca de Maracanaú, na Região Metropolitana de Fortaleza. No entanto, foi suspenso no dia 26 de abril deste ano pela juíza da Vara Única de Família e Sucessões.

Em entrevista ao Tribuna do Ceará, o atual advogado de Gregório afirmou que a medida não foi cumprida em virtude da decisão voluntária do filho em se internar.

“O que identificamos com o advogado da época, André Parente, foi que em virtude do seu alto consumo de drogas o pai de Gregório queria interditá-lo, mas uma liminar suspendeu a ação. Quando essa situação chegou ao conhecimento do filho, ele voluntariamente decidiu se internar em uma clínica de reabilitação em São Paulo. Com isso, essa ação de internação compulsória não foi mais necessária”, explicou Leandro Vasques.

Ainda segundo Leandro, o jornalista passou bastante tempo internado, mas não soube informar ao certo o período. No entanto, o advogado informou que, após mais de três anos sem consumir drogas, Gregório teve uma recaída no fim do ano passado. 

De acordo com a delegada da Divisão de Homicídio e Proteção a Pessoa (DHPP), Socorro Portela, até a próxima terça-feira (10), Gregório deve prestar novos esclarecimentos à polícia.

Entenda

No último domingo (1º), a universitária Yrna Castro foi encontrada morta dentro do carro de Gregório Donizeti, no Bairro Dionísio Torres. De acordo com a Polícia Civil, a jovem teria morrido por overdose na madrugada de sábado, no apartamento do namorado, com quem tinha um relacionamento desde 2015.

O homem foi indiciado por ocultação de cadáver por permanecer com o corpo de Yrna por mais de 12 horas dentro do seu carro e não ter informado à polícia e aos familiares sobre a morte. Segundo a delegada Socorro Portela, Gregório informou em depoimento que os dois usaram morfina misturada a um comprimido e injetaram as substâncias na veia.

O efeito da morfina dura de 4 a 6 horas. Pode provocar alívio de alguma dor e da ansiedade, diminuindo o sentimento de desconfiança e proporcionando um misto de sensações, como bem-estar, tranquilidade, sonolência e até depressão.

Campanha

Pedindo mais investigações sobre o caso, amigas da universitária criaram uma campanha nas redes sociais intitulada #JustiçaparaYrna. A intenção da campanha é pressionar a Polícia e a Justiça para que o caso não seja esquecido.

Acompanhe o caso:

5 de maio – Polícia analisa GPS do carro em que universitária foi encontrada morta

5 de maio – Para advogado, internação de namorado de universitária morta é para atrapalhar a polícia

5 de maio – Campanha no Facebook questiona hematomas no corpo de jovem achada morta em porta-malas

4 de maio – Perito e delegada afirmam que não viram hematomas no corpo de universitária

4 de maio – Amigas de universitária achada morta em porta-malas cobram maior investigação

4 de maio – “Ela nunca falou sobre drogas”, diz amiga íntima de universitária achada morta em porta-malas

3 de maio – Namorado diz à Polícia que tentou se matar após ver universitária morta no carro

3 de maio – Familiares apontam hematomas no corpo de universitária encontrada morta em porta-malas

3 de maio – Universitária encontrada em porta-malas do carro do namorado teria injetado morfina

2 de maio – Universitária é encontrada morta no porta-malas do carro do namorado

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CASO DO PORTA-MALAS

Pai de empresário já havia pedido à Justiça a interdição do filho, devido ao vício em drogas

Gregório Donizeti é investigado pela Polícia Civil após sua namorada ter sido encontrada morta dentro de porta-malas

Por Matheus Ribeiro em Segurança Pública

6 de maio de 2016 às 09:15

Há 3 anos
O casal se conheceu em um aplicativo de relacionamento em dezembro de 2015 (FOTO: Reprodução/Facebook)

O casal se conheceu em um aplicativo de relacionamento em dezembro de 2015 (FOTO: Reprodução/Facebook)

O consumo de entorpecentes por parte do empresário Gregório Donizeti Freite Neto, de 27 anos, já era um problema conhecido. Há três anos, a família do jovem entrou com um processo de interdição contra ele na Justiça. O jovem é investigado pela Polícia Civil após sua namorada, Yrna de Souza Castro, também de 27 anos, ter sido encontrada morta dentro do porta-malas do seu carro na madrugada do último domingo (1º).

Conforme o processo, o pedido de interdição foi protocolado na Comarca de Maracanaú, na Região Metropolitana de Fortaleza. No entanto, foi suspenso no dia 26 de abril deste ano pela juíza da Vara Única de Família e Sucessões.

Em entrevista ao Tribuna do Ceará, o atual advogado de Gregório afirmou que a medida não foi cumprida em virtude da decisão voluntária do filho em se internar.

“O que identificamos com o advogado da época, André Parente, foi que em virtude do seu alto consumo de drogas o pai de Gregório queria interditá-lo, mas uma liminar suspendeu a ação. Quando essa situação chegou ao conhecimento do filho, ele voluntariamente decidiu se internar em uma clínica de reabilitação em São Paulo. Com isso, essa ação de internação compulsória não foi mais necessária”, explicou Leandro Vasques.

Ainda segundo Leandro, o jornalista passou bastante tempo internado, mas não soube informar ao certo o período. No entanto, o advogado informou que, após mais de três anos sem consumir drogas, Gregório teve uma recaída no fim do ano passado. 

De acordo com a delegada da Divisão de Homicídio e Proteção a Pessoa (DHPP), Socorro Portela, até a próxima terça-feira (10), Gregório deve prestar novos esclarecimentos à polícia.

Entenda

No último domingo (1º), a universitária Yrna Castro foi encontrada morta dentro do carro de Gregório Donizeti, no Bairro Dionísio Torres. De acordo com a Polícia Civil, a jovem teria morrido por overdose na madrugada de sábado, no apartamento do namorado, com quem tinha um relacionamento desde 2015.

O homem foi indiciado por ocultação de cadáver por permanecer com o corpo de Yrna por mais de 12 horas dentro do seu carro e não ter informado à polícia e aos familiares sobre a morte. Segundo a delegada Socorro Portela, Gregório informou em depoimento que os dois usaram morfina misturada a um comprimido e injetaram as substâncias na veia.

O efeito da morfina dura de 4 a 6 horas. Pode provocar alívio de alguma dor e da ansiedade, diminuindo o sentimento de desconfiança e proporcionando um misto de sensações, como bem-estar, tranquilidade, sonolência e até depressão.

Campanha

Pedindo mais investigações sobre o caso, amigas da universitária criaram uma campanha nas redes sociais intitulada #JustiçaparaYrna. A intenção da campanha é pressionar a Polícia e a Justiça para que o caso não seja esquecido.

Acompanhe o caso:

5 de maio – Polícia analisa GPS do carro em que universitária foi encontrada morta

5 de maio – Para advogado, internação de namorado de universitária morta é para atrapalhar a polícia

5 de maio – Campanha no Facebook questiona hematomas no corpo de jovem achada morta em porta-malas

4 de maio – Perito e delegada afirmam que não viram hematomas no corpo de universitária

4 de maio – Amigas de universitária achada morta em porta-malas cobram maior investigação

4 de maio – “Ela nunca falou sobre drogas”, diz amiga íntima de universitária achada morta em porta-malas

3 de maio – Namorado diz à Polícia que tentou se matar após ver universitária morta no carro

3 de maio – Familiares apontam hematomas no corpo de universitária encontrada morta em porta-malas

3 de maio – Universitária encontrada em porta-malas do carro do namorado teria injetado morfina

2 de maio – Universitária é encontrada morta no porta-malas do carro do namorado