Família de Gregório se pronuncia pela 1ª vez sobre morte de universitária

CARTA ABERTA

Pai de empresário atribui às drogas a culpa da morte da namorada do filho

Com o mesmo nome do filho, Gregório divulgou nota lamentando a “tragédia decorrente da influência das drogas”

Por Hayanne Narlla em Segurança Pública

6 de maio de 2016 às 16:28

Há 3 anos
Yrna Castro foi encontrada morta no porta-malas do carro do namorado, Gregório Donizeti. (FOTO: Divulgação)

Yrna Castro foi encontrada morta no porta-malas do carro do namorado, Gregório Donizeti. (FOTO: Divulgação)

A família de Gregório Donizeti, namorado de Yrna Castro, se pronunciou pela primeira vez sobre o caso. A universitária foi encontrada morta no porta-malas do carro dele no domingo (1º), após 12 horas do falecimento.

Com o mesmo nome do filho, o pai Gregório divulgou uma nota sobre a “tragédia sem tradução, decorrente da nociva influência das drogas”. Ele ressalta a dependência química do filho, que já é uma batalha de algum tempo.

“Ao que aparentava, para nós familiares e amigos, [Gregório] estava sóbrio há alguns anos, razão pela qual o ocorrido do último final de semana nos tomou de grande surpresa e tristeza. Lamento ver a devastação que a droga tem causado às famílias de forma avassaladora e impiedosa, não escolhendo cor, credo ou classe social. Meu coração sangra, especialmente diante da impotência que me domina”.

Além disso, o pai salienta o depoimento do filho, indicando que ele buscou socorrer Yrna, mas sem sucesso. Ainda aponta que o relacionamento do casal era harmônico e sem histórico de desavenças.

“Greg hoje se vê novamente internado, sendo que dessa vez, para buscar um socorro duplo: enfrentar mais uma vez a dependência e perseguir o tratamento para a inconsolável perda de sua namorada”.

No fim da nota, o pai ainda presta solidariedade à família de Yrna. “Quisera eu ter condições nesse momento de fazer algo para abrandar a dor que tomou conta do coração de todos. Diante da minha total impotência, recorro a Deus, que tudo pode, e rogo que traga brandura aos nossos corações para enfrentar essa dura realidade que marcou, e de alguma forma, une para sempre nossas famílias”, encerra.


Entenda

A universitária Yrna Castro foi encontrada morta dentro do carro do seu namorado Gregório Donizeti, no Bairro Dionísio Torres. De acordo com a Polícia Civil, a jovem teria morrido por overdose de morfina na madrugada de sábado, no apartamento do namorado, com quem tinha um relacionamento desde 2015.

O homem foi indiciado por ocultação de cadáver por permanecer com o corpo de Yrna por mais de 12 horas dentro do seu carro e não ter informado à polícia e aos familiares sobre a morte. Segundo a delegada Socorro Portela, Gregório informou em depoimento que os dois usaram morfina misturada a um comprimido e injetaram as substâncias na veia.

O efeito da morfina dura de 4 a 6 horas. Pode provocar alívio de alguma dor e da ansiedade, diminuindo o sentimento de desconfiança e proporcionando um misto de sensações, como bem-estar, tranquilidade, sonolência e até depressão.

Acompanhe o caso:

6 de maio – Desviada de hospitais, morfina é negociada de forma escancarada na internet

6 de maio – Pai de empresário já havia pedido à Justiça a interdição do filho, devido ao vício em drogas

5 de maio – Para advogado, internação de namorado de universitária morta é para atrapalhar a polícia

5 de maio – Campanha no Facebook questiona hematomas no corpo de jovem achada morta em porta-malas

4 de maio – Perito e delegada afirmam que não viram hematomas no corpo de universitária

4 de maio – Amigas de universitária achada morta em porta-malas cobram maior investigação

4 de maio – “Ela nunca falou sobre drogas”, diz amiga íntima de universitária achada morta em porta-malas

3 de maio – Namorado diz à Polícia que tentou se matar após ver universitária morta no carro

3 de maio – Familiares apontam hematomas no corpo de universitária encontrada morta em porta-malas

3 de maio – Universitária encontrada em porta-malas do carro do namorado teria injetado morfina

2 de maio – Universitária é encontrada morta no porta-malas do carro do namorado

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CARTA ABERTA

Pai de empresário atribui às drogas a culpa da morte da namorada do filho

Com o mesmo nome do filho, Gregório divulgou nota lamentando a “tragédia decorrente da influência das drogas”

Por Hayanne Narlla em Segurança Pública

6 de maio de 2016 às 16:28

Há 3 anos
Yrna Castro foi encontrada morta no porta-malas do carro do namorado, Gregório Donizeti. (FOTO: Divulgação)

Yrna Castro foi encontrada morta no porta-malas do carro do namorado, Gregório Donizeti. (FOTO: Divulgação)

A família de Gregório Donizeti, namorado de Yrna Castro, se pronunciou pela primeira vez sobre o caso. A universitária foi encontrada morta no porta-malas do carro dele no domingo (1º), após 12 horas do falecimento.

Com o mesmo nome do filho, o pai Gregório divulgou uma nota sobre a “tragédia sem tradução, decorrente da nociva influência das drogas”. Ele ressalta a dependência química do filho, que já é uma batalha de algum tempo.

“Ao que aparentava, para nós familiares e amigos, [Gregório] estava sóbrio há alguns anos, razão pela qual o ocorrido do último final de semana nos tomou de grande surpresa e tristeza. Lamento ver a devastação que a droga tem causado às famílias de forma avassaladora e impiedosa, não escolhendo cor, credo ou classe social. Meu coração sangra, especialmente diante da impotência que me domina”.

Além disso, o pai salienta o depoimento do filho, indicando que ele buscou socorrer Yrna, mas sem sucesso. Ainda aponta que o relacionamento do casal era harmônico e sem histórico de desavenças.

“Greg hoje se vê novamente internado, sendo que dessa vez, para buscar um socorro duplo: enfrentar mais uma vez a dependência e perseguir o tratamento para a inconsolável perda de sua namorada”.

No fim da nota, o pai ainda presta solidariedade à família de Yrna. “Quisera eu ter condições nesse momento de fazer algo para abrandar a dor que tomou conta do coração de todos. Diante da minha total impotência, recorro a Deus, que tudo pode, e rogo que traga brandura aos nossos corações para enfrentar essa dura realidade que marcou, e de alguma forma, une para sempre nossas famílias”, encerra.


Entenda

A universitária Yrna Castro foi encontrada morta dentro do carro do seu namorado Gregório Donizeti, no Bairro Dionísio Torres. De acordo com a Polícia Civil, a jovem teria morrido por overdose de morfina na madrugada de sábado, no apartamento do namorado, com quem tinha um relacionamento desde 2015.

O homem foi indiciado por ocultação de cadáver por permanecer com o corpo de Yrna por mais de 12 horas dentro do seu carro e não ter informado à polícia e aos familiares sobre a morte. Segundo a delegada Socorro Portela, Gregório informou em depoimento que os dois usaram morfina misturada a um comprimido e injetaram as substâncias na veia.

O efeito da morfina dura de 4 a 6 horas. Pode provocar alívio de alguma dor e da ansiedade, diminuindo o sentimento de desconfiança e proporcionando um misto de sensações, como bem-estar, tranquilidade, sonolência e até depressão.

Acompanhe o caso:

6 de maio – Desviada de hospitais, morfina é negociada de forma escancarada na internet

6 de maio – Pai de empresário já havia pedido à Justiça a interdição do filho, devido ao vício em drogas

5 de maio – Para advogado, internação de namorado de universitária morta é para atrapalhar a polícia

5 de maio – Campanha no Facebook questiona hematomas no corpo de jovem achada morta em porta-malas

4 de maio – Perito e delegada afirmam que não viram hematomas no corpo de universitária

4 de maio – Amigas de universitária achada morta em porta-malas cobram maior investigação

4 de maio – “Ela nunca falou sobre drogas”, diz amiga íntima de universitária achada morta em porta-malas

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3 de maio – Familiares apontam hematomas no corpo de universitária encontrada morta em porta-malas

3 de maio – Universitária encontrada em porta-malas do carro do namorado teria injetado morfina

2 de maio – Universitária é encontrada morta no porta-malas do carro do namorado