Operação que investiga sonegação de R$ 220 milhões tem mais de 10 presos no Ceará

53 MANDADOS DE PRISÃO

Operação que investiga sonegação de R$ 220 milhões tem mais de 10 presos no Ceará

Foram expedidos 53 mandados judiciais no Ceará, sendo 18 de prisão e 35 de busca; 12 pessoas foram presas e seis estão foragidas suspeita de participar de sonegação fiscal

Por Tribuna do Ceará em Segurança Pública

16 de abril de 2019 às 19:00

Há 1 mês
Foram expedidos 53 mandatos judiciais no Ceará, sendo 18 de prisão e 35 de busca (FOTO: Divulgação/ SSPDS)

(FOTO: Divulgação/ SSPDS)

Uma operação de combate à sonegação fiscal, intitulada Aluminum, expediu nesta terça-feira (16) 53 mandados judiciais, sendo 18 de prisão e 35 de busca e apreensão, nas cidades de Juazeiro do Norte, Jaguaribe, Eusébio e Fortaleza, além de São Paulo e Sergipe.

Até o momento, 12 pessoas foram presas, sendo nove do Ceará e três de São Paulo, e seis estão foragidas. Estima-se que a empresa envolvida tenha sonegado cerca de R$ 220 milhões de 2014 a 2018.

No Ceará, foram 15 mandados de prisão e 31 de busca e apreensão nas cidades de Eusébio, Fortaleza, Juazeiro do Norte e Jaguaribe. A operação também ocorreu também em Sergipe e São Paulo.

A investigação foi coordenada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate à Sonegação Fiscal (Gaesf) e começou em 2018 após recebimento de informação fiscal oriunda da Secretaria da Fazenda do Estado, noticiando evidência de um gigantesco esquema criminoso voltado, em especial, para crimes contra a ordem tributária, tendo como principal beneficiária a empresa Bandeira Indústria de Alumínio Ltda, sediada em Jaguaribe. Há indícios de, pelo menos 22 empresas, sendo 18 de fachada e outras quatro de capital fechado, criadas com o propósito de alimentar o esquema da Bandeira.

Segundo investigação, a empresa Bandeira mantém relações comerciais com diversas empresas de fachada sediadas no Maranhão, Piauí, Ceará, Sergipe, Bahia e São Paulo. Juntas, teriam movimentado R$ 5,5 bilhões nos últimos quatro anos. Estima-se a Bandeira, sozinha, tenha sonegado cerca de R$ 220 milhões de 2014 a 2018. O MPCE acredita que seja a maior operação contra sonegação fiscal já ocorrida no Ceará.

A atividade principal da organização criminosa consiste na criação de empresas fictícias constituídas por “laranjas” e responsáveis pela emissão de inúmeras e milionárias notas fiscais fraudulentas com o objetivo de beneficiar, mediante a geração de créditos indevidos de ICMS, as principais empresas envolvidas no esquema. Há evidências ainda de lavagem de dinheiro e falsidade, dentre outros crimes.

A Operação Aluminum ocorreu através do Ministério Público do Estado do Ceará (MPCE), em parceria com a Secretaria da Fazenda (Sefaz), a Receita Federal e a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS).

As informações levantadas pelo MP e Sefaz foram compartilhadas com a Receita Federal porque há indícios de fraude contra o PIS e COFINS. Constam pedidos de ressarcimento por parte da Bandeira junto à Receita.

Foram presos: Gildevandio Mendonça Dias,Marina Lariza Pereira Lacerda, Vagner Almeida dos Santos, Antônia Farias de Oliveira,Cícero Danilo Silva Marcelino, Adriano dos Santos Rodrigues, Alex de Oliveira Mendonça (Cariri) Geraldo Silva Neto (Região Metropolitana de Fortaleza), Rodrigo Diogo de Sampaio Leitão, Marcio Bandeira, Sérgio Bandeira e Bruno Vinicius Ribeiro Lopes.

Seis pessoas são consideradas foragidas da justiça: Elton Cesar Bezerra, Fábio Vieira Ledo, Washington Galdino de Melo, Vitor Bandeira, Átila Persici Filho e Pedro Machado de Oliveira.

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53 MANDADOS DE PRISÃO

Operação que investiga sonegação de R$ 220 milhões tem mais de 10 presos no Ceará

Foram expedidos 53 mandados judiciais no Ceará, sendo 18 de prisão e 35 de busca; 12 pessoas foram presas e seis estão foragidas suspeita de participar de sonegação fiscal

Por Tribuna do Ceará em Segurança Pública

16 de abril de 2019 às 19:00

Há 1 mês
Foram expedidos 53 mandatos judiciais no Ceará, sendo 18 de prisão e 35 de busca (FOTO: Divulgação/ SSPDS)

(FOTO: Divulgação/ SSPDS)

Uma operação de combate à sonegação fiscal, intitulada Aluminum, expediu nesta terça-feira (16) 53 mandados judiciais, sendo 18 de prisão e 35 de busca e apreensão, nas cidades de Juazeiro do Norte, Jaguaribe, Eusébio e Fortaleza, além de São Paulo e Sergipe.

Até o momento, 12 pessoas foram presas, sendo nove do Ceará e três de São Paulo, e seis estão foragidas. Estima-se que a empresa envolvida tenha sonegado cerca de R$ 220 milhões de 2014 a 2018.

No Ceará, foram 15 mandados de prisão e 31 de busca e apreensão nas cidades de Eusébio, Fortaleza, Juazeiro do Norte e Jaguaribe. A operação também ocorreu também em Sergipe e São Paulo.

A investigação foi coordenada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate à Sonegação Fiscal (Gaesf) e começou em 2018 após recebimento de informação fiscal oriunda da Secretaria da Fazenda do Estado, noticiando evidência de um gigantesco esquema criminoso voltado, em especial, para crimes contra a ordem tributária, tendo como principal beneficiária a empresa Bandeira Indústria de Alumínio Ltda, sediada em Jaguaribe. Há indícios de, pelo menos 22 empresas, sendo 18 de fachada e outras quatro de capital fechado, criadas com o propósito de alimentar o esquema da Bandeira.

Segundo investigação, a empresa Bandeira mantém relações comerciais com diversas empresas de fachada sediadas no Maranhão, Piauí, Ceará, Sergipe, Bahia e São Paulo. Juntas, teriam movimentado R$ 5,5 bilhões nos últimos quatro anos. Estima-se a Bandeira, sozinha, tenha sonegado cerca de R$ 220 milhões de 2014 a 2018. O MPCE acredita que seja a maior operação contra sonegação fiscal já ocorrida no Ceará.

A atividade principal da organização criminosa consiste na criação de empresas fictícias constituídas por “laranjas” e responsáveis pela emissão de inúmeras e milionárias notas fiscais fraudulentas com o objetivo de beneficiar, mediante a geração de créditos indevidos de ICMS, as principais empresas envolvidas no esquema. Há evidências ainda de lavagem de dinheiro e falsidade, dentre outros crimes.

A Operação Aluminum ocorreu através do Ministério Público do Estado do Ceará (MPCE), em parceria com a Secretaria da Fazenda (Sefaz), a Receita Federal e a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS).

As informações levantadas pelo MP e Sefaz foram compartilhadas com a Receita Federal porque há indícios de fraude contra o PIS e COFINS. Constam pedidos de ressarcimento por parte da Bandeira junto à Receita.

Foram presos: Gildevandio Mendonça Dias,Marina Lariza Pereira Lacerda, Vagner Almeida dos Santos, Antônia Farias de Oliveira,Cícero Danilo Silva Marcelino, Adriano dos Santos Rodrigues, Alex de Oliveira Mendonça (Cariri) Geraldo Silva Neto (Região Metropolitana de Fortaleza), Rodrigo Diogo de Sampaio Leitão, Marcio Bandeira, Sérgio Bandeira e Bruno Vinicius Ribeiro Lopes.

Seis pessoas são consideradas foragidas da justiça: Elton Cesar Bezerra, Fábio Vieira Ledo, Washington Galdino de Melo, Vitor Bandeira, Átila Persici Filho e Pedro Machado de Oliveira.