Namorado de universitária morta comprava drogas na Praça da Gentilândia

POR MENOS DE R$ 30

Namorado de universitária morta comprava drogas na Praça da Gentilândia

Jovem comprava a substância com um desconhecido e pagava em média R$ 22 por ampola

Por Tribuna do Ceará em Segurança Pública

4 de maio de 2016 às 20:00

Há 3 anos
Universitária morreu no domingo (FOTO: Reprodução/Facebook)

Universitária morreu no domingo (FOTO: Reprodução/Facebook)

A delegada da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), Socorro Portela, afirmou, na tarde desta quarta-feira (4), que o namorado da estilista morta, Gregório Donizeti Freire Neto, comprou morfina, droga que supostamente matou a jovem na Praça da Gentilândia, em um praça localizada no bairro Benfica, em Fortaleza. Yrna Castro foi encontrada morta no porta-malas do veículo do rapaz no último domingo (1º).

Em entrevista, a delegada afirmou que o jovem tinha costume de comprar as ampolas da substância na praça com um desconhecido. Cada dose da droga custaria R$ 22. A droga supostamente utilizada por Yrna pode ocasionar problemas cardiorrespiratórios, de acordo com a representante do Conselho Regional de Farmácias, Caroline Sousa.

Em depoimento à polícia, o namorado da vítima informou que os dois usaram morfina misturada a um comprimido e injetaram as substâncias na veia, fato que teria ocasionado a morte da jovem de 27 anos.

Em entrevista à Rádio Tribuna BandNews FM, Caroline Sousa disse que para adquirir a substância é preciso possuir uma receita emitida pela Secretaria de Saúde do Ceará. “A morfina em si só é vendida com receituários tipo A, que é tipo um cheque. Uma notificação de receita, que inclusive é da cor amarela. Ela é emitida somente pela Secretaria de Saúde do Estado do Ceará”, explicou a representante.

Entre os principais sintomas causados pela morfina no corpo, Caroline afirmou que ela causa analgesia intensa, mas quando aplicada em alta dose pode provocar sensação de prazer intensa. “Em alguns livros de farmacologia, eles dizem que a droga causa prazer abdominal. Então, é uma droga que causa bastante prazer, principalmente no uso recreativo. Porém, a dose alta dessa substância também pode levar a uma complicação cardiorrespiratória, e aí pode ser fulminante”, contou.

Quando perguntada se essa substância é utilizada pela medicina, Caroline afirmou que o uso é indicado somente em casos de pacientes com estado de saúde terminais.”Ela geralmente é utilizada em pacientes com câncer, mas a utilização dela é monitorada. Até porque quando começa a utilizar morfina o paciente já está em sua fase terminal. No geral, não se utiliza antes dessa fase. A morfina também tem a questão da tolerância, para fazer efeito é preciso usar 5 miligramas. Na medicina essa substância é utilizada em casos de dores intensas”, relatou a especialista.

Versão contestada

Durante o enterro da vítima, familiares contestaram a versão do namorado da jovem, de que ela morreu por overdose após injetar morfina no corpo. De acordo com os familiares, Yrna tinha marcas de violência no corpo.

Para a tia de Yrna, Socorro Meyer, a informação de que Yrna tinha o costume de usar entorpecentes é desconhecida. “Eu não vou dizer que ele influenciou, que ele é culpado. Mas que ele tem uma parcela de culpa, ele tem. Porque, pra nós, é um fato desconhecido. E, se houve algum vício, é recente, a partir desse relacionamento”, ressaltou.

Gregório Donizetti e Yrna de Sousa Castro se conheceram através do aplicativo de relacionamentos Tinder, em 2015, mas a família não conhecia o rapaz. Segundo informações obtidas pelo Tribuna do Ceará, nem os próprios familiares e as amigas de infância de Yrna conheciam o namorado.

Exame

A polícia solicitou exame cadavérico, para identificar a causa da morte, que é entregue com o prazo de 10 dias, e o exame toxicológico, que tem prazo de 30 dias, além de outros exames não informados. “Nós esperamos isenção dos meios, da polícia civil, da perícia forense. Esperamos sair o laudo, é o que vai dizer o que realmente aconteceu. Nós queremos justiça e acreditamos em Deus”, conclui o irmão da vítima.

Confira matéria do Jornal Jangadeiro 2° edição:

Acompanhe o caso:

4 de maio – Perito e delegada afirmam que não viram hematomas no corpo de universitária

4 de maio – Amigas de universitária achada morta em porta-malas cobram maior investigação

4 de maio – “Ela nunca falou sobre drogas”, diz amiga íntima de universitária achada morta em porta-malas

3 de maio – Namorado diz à Polícia que tentou se matar após ver universitária morta no carro

3 de maio – Familiares apontam hematomas no corpo de universitária encontrada morta em porta-malas

3 de maio – Universitária encontrada em porta-malas do carro do namorado teria injetado morfina

2 de maio – Universitária é encontrada morta no porta-malas do carro do namorado

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POR MENOS DE R$ 30

Namorado de universitária morta comprava drogas na Praça da Gentilândia

Jovem comprava a substância com um desconhecido e pagava em média R$ 22 por ampola

Por Tribuna do Ceará em Segurança Pública

4 de maio de 2016 às 20:00

Há 3 anos
Universitária morreu no domingo (FOTO: Reprodução/Facebook)

Universitária morreu no domingo (FOTO: Reprodução/Facebook)

A delegada da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), Socorro Portela, afirmou, na tarde desta quarta-feira (4), que o namorado da estilista morta, Gregório Donizeti Freire Neto, comprou morfina, droga que supostamente matou a jovem na Praça da Gentilândia, em um praça localizada no bairro Benfica, em Fortaleza. Yrna Castro foi encontrada morta no porta-malas do veículo do rapaz no último domingo (1º).

Em entrevista, a delegada afirmou que o jovem tinha costume de comprar as ampolas da substância na praça com um desconhecido. Cada dose da droga custaria R$ 22. A droga supostamente utilizada por Yrna pode ocasionar problemas cardiorrespiratórios, de acordo com a representante do Conselho Regional de Farmácias, Caroline Sousa.

Em depoimento à polícia, o namorado da vítima informou que os dois usaram morfina misturada a um comprimido e injetaram as substâncias na veia, fato que teria ocasionado a morte da jovem de 27 anos.

Em entrevista à Rádio Tribuna BandNews FM, Caroline Sousa disse que para adquirir a substância é preciso possuir uma receita emitida pela Secretaria de Saúde do Ceará. “A morfina em si só é vendida com receituários tipo A, que é tipo um cheque. Uma notificação de receita, que inclusive é da cor amarela. Ela é emitida somente pela Secretaria de Saúde do Estado do Ceará”, explicou a representante.

Entre os principais sintomas causados pela morfina no corpo, Caroline afirmou que ela causa analgesia intensa, mas quando aplicada em alta dose pode provocar sensação de prazer intensa. “Em alguns livros de farmacologia, eles dizem que a droga causa prazer abdominal. Então, é uma droga que causa bastante prazer, principalmente no uso recreativo. Porém, a dose alta dessa substância também pode levar a uma complicação cardiorrespiratória, e aí pode ser fulminante”, contou.

Quando perguntada se essa substância é utilizada pela medicina, Caroline afirmou que o uso é indicado somente em casos de pacientes com estado de saúde terminais.”Ela geralmente é utilizada em pacientes com câncer, mas a utilização dela é monitorada. Até porque quando começa a utilizar morfina o paciente já está em sua fase terminal. No geral, não se utiliza antes dessa fase. A morfina também tem a questão da tolerância, para fazer efeito é preciso usar 5 miligramas. Na medicina essa substância é utilizada em casos de dores intensas”, relatou a especialista.

Versão contestada

Durante o enterro da vítima, familiares contestaram a versão do namorado da jovem, de que ela morreu por overdose após injetar morfina no corpo. De acordo com os familiares, Yrna tinha marcas de violência no corpo.

Para a tia de Yrna, Socorro Meyer, a informação de que Yrna tinha o costume de usar entorpecentes é desconhecida. “Eu não vou dizer que ele influenciou, que ele é culpado. Mas que ele tem uma parcela de culpa, ele tem. Porque, pra nós, é um fato desconhecido. E, se houve algum vício, é recente, a partir desse relacionamento”, ressaltou.

Gregório Donizetti e Yrna de Sousa Castro se conheceram através do aplicativo de relacionamentos Tinder, em 2015, mas a família não conhecia o rapaz. Segundo informações obtidas pelo Tribuna do Ceará, nem os próprios familiares e as amigas de infância de Yrna conheciam o namorado.

Exame

A polícia solicitou exame cadavérico, para identificar a causa da morte, que é entregue com o prazo de 10 dias, e o exame toxicológico, que tem prazo de 30 dias, além de outros exames não informados. “Nós esperamos isenção dos meios, da polícia civil, da perícia forense. Esperamos sair o laudo, é o que vai dizer o que realmente aconteceu. Nós queremos justiça e acreditamos em Deus”, conclui o irmão da vítima.

Confira matéria do Jornal Jangadeiro 2° edição:

Acompanhe o caso:

4 de maio – Perito e delegada afirmam que não viram hematomas no corpo de universitária

4 de maio – Amigas de universitária achada morta em porta-malas cobram maior investigação

4 de maio – “Ela nunca falou sobre drogas”, diz amiga íntima de universitária achada morta em porta-malas

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3 de maio – Familiares apontam hematomas no corpo de universitária encontrada morta em porta-malas

3 de maio – Universitária encontrada em porta-malas do carro do namorado teria injetado morfina

2 de maio – Universitária é encontrada morta no porta-malas do carro do namorado