Moradores do entorno da Praça da Gentilândia denunciam livre comércio de drogas na região

TRÁFICO

Moradores do entorno da Praça da Gentilândia denunciam livre comércio de drogas na região

Moradores destacam que presidiários monitorados por tornozeleiras eletrônicas consomem e vendem entorpecentes no local

Por Matheus Ribeiro em Segurança Pública

7 de maio de 2016 às 06:30

Há 3 anos
Praça da Gentilândia, no Benfica, é usada como ponto de comercialização de drogas (FOTO: Reprodução)

Praça da Gentilândia, no Benfica, é usada como ponto de comercialização de drogas (FOTO: Reprodução)

A onda de violência e o frequente consumo de drogas na Praça da Gentilândia, no bairro Benfica, em Fortaleza, tem causado problemas constantes aos moradores da região. Segundo moradores, o consumo e a comercialização de entorpecentes é feita de forma descarada e em plena luz do dia.

O local, também foi onde o empresário Gregório Donizeti comprou uma ampola de Morfina, supostamente utilizada por sua namorada, Yrna Castro, que morreu de overdose no último domingo (1º). Em entrevista a rádio Tribuna Bandnews FM, os moradores do entorno da praça, que não quiseram se identificar, afirmam que o tráfico de drogas no lugar acontece a todo instante, inclusive com a circulação de presos monitorados por tornozeleira eletrônica.

“Aqui (na praça da Gentilândia) o consumo de droga é muito alto. Você fica acuado na sua casa, não pode nem sair. A violência aqui tá muito grande é assalto direto. Tem presidiário que anda na praça com tornozeleira eletrônica consumindo droga. Parece que esse bairro virou o fim do mundo”, disse.

Outra moradora também informou que, além do consumo de drogas, pessoas praticam atos sexuais próximo de árvores e bancos da praça. “Eles ficam usando droga o dia inteiro na praça, tem menores de idade que vendem e escondem em árvores para ninguém pegar. Além disso, muitos deles usam drogas, bebem e depois começam a fazer sexo publicamente”, informou.

Em nota, a assessoria da Polícia Militar informou que realiza o monitoramento na região com viaturas, especialmente nas paradas de ônibus consideradas críticas.

Relembre o caso

No último domingo (1º), a universitária Yrna Castro foi encontrada morta dentro do carro de Gregório Donizeti, no Bairro Dionísio Torres. De acordo com a Polícia Civil, a jovem teria morrido por overdose na madrugada de sábado, no apartamento do namorado, com quem tinha um relacionamento desde 2015.

O homem foi indiciado por ocultação de cadáver por permanecer com o corpo de Yrna por mais de 12 horas dentro do seu carro e não ter informado à polícia e aos familiares sobre a morte. Segundo a delegada Socorro Portela, Gregório informou em depoimento que os dois usaram morfina misturada a um comprimido e injetaram as substâncias na veia.

Ouça as entrevistas concedidas a rádio Tribuna Bandnews FM:

Acompanhe o caso:

6 de maio – Pai de empresário atribui às drogas a culpa da morte da namorada do filho

6 de maio – Desviada de hospitais, morfina é negociada de forma escancarada na internet

6 de maio – Pai de empresário já havia pedido à Justiça a interdição do filho, devido ao vício em drogas

5 de maio – Para advogado, internação de namorado de universitária morta é para atrapalhar a polícia

5 de maio – Campanha no Facebook questiona hematomas no corpo de jovem achada morta em porta-malas

4 de maio – Perito e delegada afirmam que não viram hematomas no corpo de universitária

4 de maio – Amigas de universitária achada morta em porta-malas cobram maior investigação

4 de maio – “Ela nunca falou sobre drogas”, diz amiga íntima de universitária achada morta em porta-malas

3 de maio – Namorado diz à Polícia que tentou se matar após ver universitária morta no carro

3 de maio – Familiares apontam hematomas no corpo de universitária encontrada morta em porta-malas

3 de maio – Universitária encontrada em porta-malas do carro do namorado teria injetado morfina

2 de maio – Universitária é encontrada morta no porta-malas do carro do namorado

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Moradores do entorno da Praça da Gentilândia denunciam livre comércio de drogas na região

Moradores destacam que presidiários monitorados por tornozeleiras eletrônicas consomem e vendem entorpecentes no local

Por Matheus Ribeiro em Segurança Pública

7 de maio de 2016 às 06:30

Há 3 anos
Praça da Gentilândia, no Benfica, é usada como ponto de comercialização de drogas (FOTO: Reprodução)

Praça da Gentilândia, no Benfica, é usada como ponto de comercialização de drogas (FOTO: Reprodução)

A onda de violência e o frequente consumo de drogas na Praça da Gentilândia, no bairro Benfica, em Fortaleza, tem causado problemas constantes aos moradores da região. Segundo moradores, o consumo e a comercialização de entorpecentes é feita de forma descarada e em plena luz do dia.

O local, também foi onde o empresário Gregório Donizeti comprou uma ampola de Morfina, supostamente utilizada por sua namorada, Yrna Castro, que morreu de overdose no último domingo (1º). Em entrevista a rádio Tribuna Bandnews FM, os moradores do entorno da praça, que não quiseram se identificar, afirmam que o tráfico de drogas no lugar acontece a todo instante, inclusive com a circulação de presos monitorados por tornozeleira eletrônica.

“Aqui (na praça da Gentilândia) o consumo de droga é muito alto. Você fica acuado na sua casa, não pode nem sair. A violência aqui tá muito grande é assalto direto. Tem presidiário que anda na praça com tornozeleira eletrônica consumindo droga. Parece que esse bairro virou o fim do mundo”, disse.

Outra moradora também informou que, além do consumo de drogas, pessoas praticam atos sexuais próximo de árvores e bancos da praça. “Eles ficam usando droga o dia inteiro na praça, tem menores de idade que vendem e escondem em árvores para ninguém pegar. Além disso, muitos deles usam drogas, bebem e depois começam a fazer sexo publicamente”, informou.

Em nota, a assessoria da Polícia Militar informou que realiza o monitoramento na região com viaturas, especialmente nas paradas de ônibus consideradas críticas.

Relembre o caso

No último domingo (1º), a universitária Yrna Castro foi encontrada morta dentro do carro de Gregório Donizeti, no Bairro Dionísio Torres. De acordo com a Polícia Civil, a jovem teria morrido por overdose na madrugada de sábado, no apartamento do namorado, com quem tinha um relacionamento desde 2015.

O homem foi indiciado por ocultação de cadáver por permanecer com o corpo de Yrna por mais de 12 horas dentro do seu carro e não ter informado à polícia e aos familiares sobre a morte. Segundo a delegada Socorro Portela, Gregório informou em depoimento que os dois usaram morfina misturada a um comprimido e injetaram as substâncias na veia.

Ouça as entrevistas concedidas a rádio Tribuna Bandnews FM:

Acompanhe o caso:

6 de maio – Pai de empresário atribui às drogas a culpa da morte da namorada do filho

6 de maio – Desviada de hospitais, morfina é negociada de forma escancarada na internet

6 de maio – Pai de empresário já havia pedido à Justiça a interdição do filho, devido ao vício em drogas

5 de maio – Para advogado, internação de namorado de universitária morta é para atrapalhar a polícia

5 de maio – Campanha no Facebook questiona hematomas no corpo de jovem achada morta em porta-malas

4 de maio – Perito e delegada afirmam que não viram hematomas no corpo de universitária

4 de maio – Amigas de universitária achada morta em porta-malas cobram maior investigação

4 de maio – “Ela nunca falou sobre drogas”, diz amiga íntima de universitária achada morta em porta-malas

3 de maio – Namorado diz à Polícia que tentou se matar após ver universitária morta no carro

3 de maio – Familiares apontam hematomas no corpo de universitária encontrada morta em porta-malas

3 de maio – Universitária encontrada em porta-malas do carro do namorado teria injetado morfina

2 de maio – Universitária é encontrada morta no porta-malas do carro do namorado