Mãe de frentista desaparecido em 2015 faz apelo a secretário de Segurança e ao MP

PEDIDO DE JUSTIÇA

Mãe de frentista desaparecido em 2015 faz apelo a secretário de Segurança e ao MP

João Paulo de Sousa Rodrigues, de 20 anos, ia ao trabalho quando foi abordado por quatro policiais que o obrigaram a entrar num veículo preto

Por TV Jangadeiro em Segurança Pública

26 de dezembro de 2018 às 12:10

Há 4 meses
mãe-frentista

Margarida de Sousa, mãe do frentista morto, pede justiça. (FOTO: Reprodução/TV Jangadeiro)

Mais de três anos depois da morte do filho, a mãe de João Paulo de Sousa Rodrigues pede justiça. Em 30 de setembro de 2015, o frentista foi obrigado por quatro policiais militares a entrar em um veículo de cor preta e nunca mais foi visto.

Ele ia para o trabalho quando foi abordado. A ação foi gravada por câmeras de segurança da Avenida Cônego de Castro, em Fortaleza. O dono do posto de combustíveis onde o jovem trabalhava e os agentes de segurança foram denunciados, mas não estão presos.

O frentista, que morava em Maracanaú, utilizava uma moto para ir ao trabalho. Quando estava a caminho, na Avenida Cônego de Castro, em Fortaleza, quatro policiais militares obrigaram o frentista a entrar em um veículo preto. Uma câmera de vigilância de um departamento comercial flagrou o momento.

Cinco suspeitos foram denunciados: o empresário Severino Almeida Chaves e os quatro policiais Francisco Vanderlei Alves da Silva, Antônio Ferreira Barbosa Júnior, Elidson Barbosa Valentim e Haroldo Cardoso da Silva. Eles chegaram a ser presos mas, agora, todos aguardam julgamento fora da prisão.

“Foi um dia de tristeza de passar o Natal sem meu filho. Hoje, tá com três anos que passo a data sem ele. É muito triste, doloroso. Ele só era de casa para o trabalho. Minha revolta maior é essa de saber que meu filho perdeu a vida inocentemente”, disse a mãe, Margarida de Sousa, em entrevista ao programa Barra Pesada, da TV Jangadeiro/SBT.

Segundo a Justiça, o empresário, mandante do crime, conhecido como Ceará, saiu da prisão domiciliar e agora tem o benefício de medidas cautelares. Ele não pode sair do estado. Dos policiais, todos estão soltos. A motivação para o crime seria a suspeita de que João Paulo estaria facilitando assaltos aos postos de combustíveis.

“A dor maior é que ele deixou uma filha, que está precisando de amparo, e eu tenho que dar porque a mãe dela não trabalha. A criança não pode ficar desamparada, ela tinha um pai que trabalhava, ele tava construindo o lar dele. Ele era um rapaz trabalhador, era ele que me ajudava. Ele não tinha necessidade nem precisão em mexer com nada de ninguém”, desabafou a mãe.

O corpo de João Paulo nunca foi encontrado. A mãe lamenta não ter podido velar o filho e pede que o caso não fique impune.

“Foi tirada a vida dele de uma maneira tão trágica, que não tive nem direito de velar o corpo do meu filho, como se ele fosse um animal. De ter tirado a vida e ser jogado assim, de nem encontrar o corpo dele. Isso não se faz nem com animal, quanto mais com ser humano. Peço ao secretário de Segurança e ao Ministério Público que olhem para esse caso. Não pode ficar impune. Tem prova, filmagem e tudo. Como é que pode? Vão presos, vão soltos. A situação tem que ser resolvida”, desabafou a mãe.

Veja mais detalhes no vídeo do Barra Pesada, da TV Jangadeiro/SBT:

http://mais.uol.com.br/view/16589822

Confira reportagem no programa Barra Pesada, da TV Jangadeiro/SBT, às 12h10 desta quarta-feira (26).

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PEDIDO DE JUSTIÇA

Mãe de frentista desaparecido em 2015 faz apelo a secretário de Segurança e ao MP

João Paulo de Sousa Rodrigues, de 20 anos, ia ao trabalho quando foi abordado por quatro policiais que o obrigaram a entrar num veículo preto

Por TV Jangadeiro em Segurança Pública

26 de dezembro de 2018 às 12:10

Há 4 meses
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Margarida de Sousa, mãe do frentista morto, pede justiça. (FOTO: Reprodução/TV Jangadeiro)

Mais de três anos depois da morte do filho, a mãe de João Paulo de Sousa Rodrigues pede justiça. Em 30 de setembro de 2015, o frentista foi obrigado por quatro policiais militares a entrar em um veículo de cor preta e nunca mais foi visto.

Ele ia para o trabalho quando foi abordado. A ação foi gravada por câmeras de segurança da Avenida Cônego de Castro, em Fortaleza. O dono do posto de combustíveis onde o jovem trabalhava e os agentes de segurança foram denunciados, mas não estão presos.

O frentista, que morava em Maracanaú, utilizava uma moto para ir ao trabalho. Quando estava a caminho, na Avenida Cônego de Castro, em Fortaleza, quatro policiais militares obrigaram o frentista a entrar em um veículo preto. Uma câmera de vigilância de um departamento comercial flagrou o momento.

Cinco suspeitos foram denunciados: o empresário Severino Almeida Chaves e os quatro policiais Francisco Vanderlei Alves da Silva, Antônio Ferreira Barbosa Júnior, Elidson Barbosa Valentim e Haroldo Cardoso da Silva. Eles chegaram a ser presos mas, agora, todos aguardam julgamento fora da prisão.

“Foi um dia de tristeza de passar o Natal sem meu filho. Hoje, tá com três anos que passo a data sem ele. É muito triste, doloroso. Ele só era de casa para o trabalho. Minha revolta maior é essa de saber que meu filho perdeu a vida inocentemente”, disse a mãe, Margarida de Sousa, em entrevista ao programa Barra Pesada, da TV Jangadeiro/SBT.

Segundo a Justiça, o empresário, mandante do crime, conhecido como Ceará, saiu da prisão domiciliar e agora tem o benefício de medidas cautelares. Ele não pode sair do estado. Dos policiais, todos estão soltos. A motivação para o crime seria a suspeita de que João Paulo estaria facilitando assaltos aos postos de combustíveis.

“A dor maior é que ele deixou uma filha, que está precisando de amparo, e eu tenho que dar porque a mãe dela não trabalha. A criança não pode ficar desamparada, ela tinha um pai que trabalhava, ele tava construindo o lar dele. Ele era um rapaz trabalhador, era ele que me ajudava. Ele não tinha necessidade nem precisão em mexer com nada de ninguém”, desabafou a mãe.

O corpo de João Paulo nunca foi encontrado. A mãe lamenta não ter podido velar o filho e pede que o caso não fique impune.

“Foi tirada a vida dele de uma maneira tão trágica, que não tive nem direito de velar o corpo do meu filho, como se ele fosse um animal. De ter tirado a vida e ser jogado assim, de nem encontrar o corpo dele. Isso não se faz nem com animal, quanto mais com ser humano. Peço ao secretário de Segurança e ao Ministério Público que olhem para esse caso. Não pode ficar impune. Tem prova, filmagem e tudo. Como é que pode? Vão presos, vão soltos. A situação tem que ser resolvida”, desabafou a mãe.

Veja mais detalhes no vídeo do Barra Pesada, da TV Jangadeiro/SBT:

http://mais.uol.com.br/view/16589822

Confira reportagem no programa Barra Pesada, da TV Jangadeiro/SBT, às 12h10 desta quarta-feira (26).