Justiça condena a 24 anos de prisão homem que raptou e matou menina Débora Lohany em Fortaleza

TJCE

Justiça condena a 24 anos de prisão homem que raptou e matou menina Débora Lohany em Fortaleza

Walderir foi condenado pelo homicídio triplamente qualificado, além de sequestro, com grave sofrimento físico ou moral à vítima, e ocultação do cadáver de Débora Lohany

Por Tribuna do Ceará em Segurança Pública

27 de abril de 2019 às 12:02

Há 2 meses
Débora Lohany tinha apenas 4 anos de idade. (Foto: Arquivo pessoal)

s3://jgdprod us/wp content/uploads/sites/2/2019/04/menina raptada 1

O réu Walderir Batista dos Santos foi condenado a 24 anos e três meses de prisão pelo Conselho de Sentença do 5º Tribunal do Júri da Comarca de Fortaleza. Ele foi julgado pelo sequestro, morte e ocultação do cadáver da menina Débora Lohany de Oliveira, em 2017, quando a vítima tinha apenas quatro anos de idade.

O julgamento se prolongou por cerca de 12 horas, terminando às 22h45 da sexta-feira (26), no Fórum Clóvis Beviláqua. Por maioria de votos, os jurados condenaram o réu por homicídio triplamente qualificado (por motivo torpe, meio cruel e uso de recurso que impossibilitou a defesa da vítima), além de sequestro, com grave sofrimento físico ou moral à vítima, e ocultação de cadáver.

A defesa pediu a absolvição do acusado, alegando ausência de provas, tese que foi rejeitada pelo Conselho de Sentença.

O julgamento teve início com o depoimento de seis testemunhas, sendo quatro delegados da Polícia Civil que estiveram à frente das investigações, a mãe da vítima e outra testemunha que morava no bairro.

Em seguida, foi feito o interrogatório do réu. Por volta das 16h30, teve início o debate entre acusação e defesa, seguidos pela votação dos jurados e, às 22h40, foi proferida a sentença.

A sessão foi presidida pelo juiz auxiliar privativo da 5ª Vara do Júri de Fortaleza, Raimundo Lucena Neto. O magistrado manteve a prisão do réu e determinou ainda que este não poderá recorrer em liberdade. Com informações do Tribunal de Justiça do Ceará.

Relembre o caso

Walderir Batista dos Santos, de 40 anos, teria atacado a criança com uma pedrada na cabeça, no dia 27 de março de 2017, para se vingar de familiares dela que haviam se desentendido com ele pela atuação em um ponto de flanelinhas, na Avenida Raul Barbosa, no Bairro Aerolândia.

As buscas pelo corpo de Débora, realizadas pelo Corpo de Bombeiros e por voluntários, duraram 11 dias. No dia 7 abril, a menina foi achada morta em um lixão, nas proximidades da Avenida Almirante Henrique Saboia (Via Expressa). Os exames da Pericia Forense do Ceará (Pefoce) confirmaram o traumatismo na cabeça de Débora, compatível com uma lesão que pode ter sido causada por uma pedra.

Walderir Santos já respondia a outros quatro procedimento na Justiça, incluindo homicídio e lesão corporal. Ele foi preso no dia 13 de abril, na Cidade de Parnaíba, no Piauí, e conduzido para o Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), onde foi autuado em flagrante pelo delegado Leonardo D’Almeida Couto Barreto.

Publicidade

Dê sua opinião

TJCE

Justiça condena a 24 anos de prisão homem que raptou e matou menina Débora Lohany em Fortaleza

Walderir foi condenado pelo homicídio triplamente qualificado, além de sequestro, com grave sofrimento físico ou moral à vítima, e ocultação do cadáver de Débora Lohany

Por Tribuna do Ceará em Segurança Pública

27 de abril de 2019 às 12:02

Há 2 meses
Débora Lohany tinha apenas 4 anos de idade. (Foto: Arquivo pessoal)

s3://jgdprod us/wp content/uploads/sites/2/2019/04/menina raptada 1

O réu Walderir Batista dos Santos foi condenado a 24 anos e três meses de prisão pelo Conselho de Sentença do 5º Tribunal do Júri da Comarca de Fortaleza. Ele foi julgado pelo sequestro, morte e ocultação do cadáver da menina Débora Lohany de Oliveira, em 2017, quando a vítima tinha apenas quatro anos de idade.

O julgamento se prolongou por cerca de 12 horas, terminando às 22h45 da sexta-feira (26), no Fórum Clóvis Beviláqua. Por maioria de votos, os jurados condenaram o réu por homicídio triplamente qualificado (por motivo torpe, meio cruel e uso de recurso que impossibilitou a defesa da vítima), além de sequestro, com grave sofrimento físico ou moral à vítima, e ocultação de cadáver.

A defesa pediu a absolvição do acusado, alegando ausência de provas, tese que foi rejeitada pelo Conselho de Sentença.

O julgamento teve início com o depoimento de seis testemunhas, sendo quatro delegados da Polícia Civil que estiveram à frente das investigações, a mãe da vítima e outra testemunha que morava no bairro.

Em seguida, foi feito o interrogatório do réu. Por volta das 16h30, teve início o debate entre acusação e defesa, seguidos pela votação dos jurados e, às 22h40, foi proferida a sentença.

A sessão foi presidida pelo juiz auxiliar privativo da 5ª Vara do Júri de Fortaleza, Raimundo Lucena Neto. O magistrado manteve a prisão do réu e determinou ainda que este não poderá recorrer em liberdade. Com informações do Tribunal de Justiça do Ceará.

Relembre o caso

Walderir Batista dos Santos, de 40 anos, teria atacado a criança com uma pedrada na cabeça, no dia 27 de março de 2017, para se vingar de familiares dela que haviam se desentendido com ele pela atuação em um ponto de flanelinhas, na Avenida Raul Barbosa, no Bairro Aerolândia.

As buscas pelo corpo de Débora, realizadas pelo Corpo de Bombeiros e por voluntários, duraram 11 dias. No dia 7 abril, a menina foi achada morta em um lixão, nas proximidades da Avenida Almirante Henrique Saboia (Via Expressa). Os exames da Pericia Forense do Ceará (Pefoce) confirmaram o traumatismo na cabeça de Débora, compatível com uma lesão que pode ter sido causada por uma pedra.

Walderir Santos já respondia a outros quatro procedimento na Justiça, incluindo homicídio e lesão corporal. Ele foi preso no dia 13 de abril, na Cidade de Parnaíba, no Piauí, e conduzido para o Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), onde foi autuado em flagrante pelo delegado Leonardo D’Almeida Couto Barreto.