“Gregório quer falar, porque não tem nada a esconder”, diz advogado de namorado de universitária morta

1 MÊS DA MORTE

“Gregório não tem nada a esconder”, diz advogado sobre caso de universitária morta

Caso completou 1 mês nesta quarta-feira (1º) e ainda está sendo investigado pela polícia

Por Tribuna do Ceará em Segurança Pública

1 de junho de 2016 às 09:50

Há 3 anos
O casal se conheceu em um aplicativo de relacionamento em dezembro de 2015 (FOTO: Reprodução/Facebook)

O casal se conheceu em um aplicativo de relacionamento em dezembro de 2015 (FOTO: Reprodução/Facebook)

Um mês após a universitária e estilista Yrna de Sousa Castro Lemos, 27 anos, ter sido encontrada morta dentro do porta-malas do carro do namorado, o empresário Gregório Donizeti, o caso parece estar próximo de ser concluído. Em entrevista ao programa Barra Pesada, da TV Jangadeiro/SBT, o advogado de Gregório, Leandro Vasquez, afirmou que o jornalista “quer falar, porque não tem nada a esconder”.

Gregório deve prestar esclarecimentos novamente após a conclusão do novo laudo cadavérico. Ele está internado, fazendo tratamento para dependentes químicos. “Cada retirada dele do tratamento interrompe o procedimento. Lembrando que, se ele quiser, pode ficar em silêncio; mas, não, ele quer falar, porque não tem nada a esconder”, garantiu.

Segundo o advogado da família de Yrna, João Victor, duas providências ainda impedem a conclusão do inquérito. “A investigação já está próxima de ser concluída. Mas, ainda é preciso esclarecer as lesões no corpo da vítima, a marca da seringa, que estava no braço direito sendo que ela era destra. Então, somente um novo interrogatório de Gregório esclarecerá o caso. No entanto, não tem como negar que há indícios para que ele seja indiciado por homicídio doloso, independente da chegada do laudo cadavérico. Nesses 30 dias, o que impede a conclusão das investigações, é realmente isso: o novo interrogatório e o laudo cadavérico”, explicou João Victor.

Ainda conforme o advogado da família, a exumação do corpo da vítima não traria algo relevante para as investigações; mas, sim, prolongaria um fato que está próximo de ser concluído. “A exumação do corpo é algo que pode prolongar desnecessariamente a investigação. Nós entendemos que essa perícia é completamente desnecessária porque ela não trará nenhum elemento novo. Investigar o perfil social da vítima não é o objetivo do inquérito. A intenção do processo é esclarecer as circunstâncias em que ocorreram a morte dela. Esse sim é o grande objetivo. Positivo ou negativo, em nada influenciará no fato”, concluiu.

Em resposta, o advogado do empresário Gregório afirmou que o caso, na verdade, foi uma tragédia. “Um elenco de personagens foram ouvidos, e nenhum alega que Greg teria cometido qualquer violência contra Yrna. Todos sustentam que o casal vivia em harmonia. Partindo disso e das testemunhas que foram ouvidas, em que falaram sob juramento que viram a Yrna consumindo drogas, é possível identificar que ela não foi pressionada para usar a droga que teria levado a sua morte. O álcool faz mal, mas as pessoas consomem mais do que deveriam. O cigarro faz mal, mas as pessoas consomem porque é um vício. Então, a autodeterminação confunde a sua consciência”, informou Leandro Vasques.

Ele acrescentou que Gregório é dependente químico, e Yrna fazia uso habitual de drogas. “Naquele dia, aconteceu o que todo mundo já sabe. É uma tragédia, mas o que se verificou, na verdade, foi uma overdose”, afirmou. Ainda segundo o advogado, testemunhas teriam informado que a universitária consumiu cocaína no período de carnaval e em outros momentos. “Ao todo, mais de 30 pessoas foram ouvidas. A conclusão que se tem é de que Greg não quis a morte dela, e muito menos assumiu a morte”.

A delegada da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), Socorro Portela, informou que não se pronunciará sobre o caso, que está sob segredo de Justiça.

Com informações do repórter Abraão Ramos, da TV Jangadeiro/SBT

Acompanhe o caso:

14 de maio – Marcas de seringa no braço direito contradizem versão do namorado de jovem achada morta

13 de maio – Polícia pede exumação do corpo de universitária achada morta no carro de namorado

11 de maio – Advogado quer o indiciamento do namorado de jovem encontrada morta no carro dele

10 de maio – Polícia pede novo exame para detectar uso de morfina em universitária

7 de maio – Moradores do entorno da Praça da Gentilândia denunciam livre comércio de drogas na região

6 de maio – Pai de empresário atribui às drogas a culpa da morte da namorada do filho

6 de maio – Desviada de hospitais, morfina é negociada de forma escancarada na internet

6 de maio – Pai de empresário já havia pedido à Justiça a interdição do filho, devido ao vício em drogas

5 de maio – Para advogado, internação de namorado de universitária morta é para atrapalhar a polícia

5 de maio – Campanha no Facebook questiona hematomas no corpo de jovem achada morta em porta-malas

4 de maio – Perito e delegada afirmam que não viram hematomas no corpo de universitária

4 de maio – Amigas de universitária achada morta em porta-malas cobram maior investigação

4 de maio – “Ela nunca falou sobre drogas”, diz amiga íntima de universitária achada morta em porta-malas

3 de maio – Namorado diz à Polícia que tentou se matar após ver universitária morta no carro

3 de maio – Familiares apontam hematomas no corpo de universitária encontrada morta em porta-malas

3 de maio – Universitária encontrada em porta-malas do carro do namorado teria injetado morfina

2 de maio – Universitária é encontrada morta no porta-malas do carro do namorado

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1 MÊS DA MORTE

“Gregório não tem nada a esconder”, diz advogado sobre caso de universitária morta

Caso completou 1 mês nesta quarta-feira (1º) e ainda está sendo investigado pela polícia

Por Tribuna do Ceará em Segurança Pública

1 de junho de 2016 às 09:50

Há 3 anos
O casal se conheceu em um aplicativo de relacionamento em dezembro de 2015 (FOTO: Reprodução/Facebook)

O casal se conheceu em um aplicativo de relacionamento em dezembro de 2015 (FOTO: Reprodução/Facebook)

Um mês após a universitária e estilista Yrna de Sousa Castro Lemos, 27 anos, ter sido encontrada morta dentro do porta-malas do carro do namorado, o empresário Gregório Donizeti, o caso parece estar próximo de ser concluído. Em entrevista ao programa Barra Pesada, da TV Jangadeiro/SBT, o advogado de Gregório, Leandro Vasquez, afirmou que o jornalista “quer falar, porque não tem nada a esconder”.

Gregório deve prestar esclarecimentos novamente após a conclusão do novo laudo cadavérico. Ele está internado, fazendo tratamento para dependentes químicos. “Cada retirada dele do tratamento interrompe o procedimento. Lembrando que, se ele quiser, pode ficar em silêncio; mas, não, ele quer falar, porque não tem nada a esconder”, garantiu.

Segundo o advogado da família de Yrna, João Victor, duas providências ainda impedem a conclusão do inquérito. “A investigação já está próxima de ser concluída. Mas, ainda é preciso esclarecer as lesões no corpo da vítima, a marca da seringa, que estava no braço direito sendo que ela era destra. Então, somente um novo interrogatório de Gregório esclarecerá o caso. No entanto, não tem como negar que há indícios para que ele seja indiciado por homicídio doloso, independente da chegada do laudo cadavérico. Nesses 30 dias, o que impede a conclusão das investigações, é realmente isso: o novo interrogatório e o laudo cadavérico”, explicou João Victor.

Ainda conforme o advogado da família, a exumação do corpo da vítima não traria algo relevante para as investigações; mas, sim, prolongaria um fato que está próximo de ser concluído. “A exumação do corpo é algo que pode prolongar desnecessariamente a investigação. Nós entendemos que essa perícia é completamente desnecessária porque ela não trará nenhum elemento novo. Investigar o perfil social da vítima não é o objetivo do inquérito. A intenção do processo é esclarecer as circunstâncias em que ocorreram a morte dela. Esse sim é o grande objetivo. Positivo ou negativo, em nada influenciará no fato”, concluiu.

Em resposta, o advogado do empresário Gregório afirmou que o caso, na verdade, foi uma tragédia. “Um elenco de personagens foram ouvidos, e nenhum alega que Greg teria cometido qualquer violência contra Yrna. Todos sustentam que o casal vivia em harmonia. Partindo disso e das testemunhas que foram ouvidas, em que falaram sob juramento que viram a Yrna consumindo drogas, é possível identificar que ela não foi pressionada para usar a droga que teria levado a sua morte. O álcool faz mal, mas as pessoas consomem mais do que deveriam. O cigarro faz mal, mas as pessoas consomem porque é um vício. Então, a autodeterminação confunde a sua consciência”, informou Leandro Vasques.

Ele acrescentou que Gregório é dependente químico, e Yrna fazia uso habitual de drogas. “Naquele dia, aconteceu o que todo mundo já sabe. É uma tragédia, mas o que se verificou, na verdade, foi uma overdose”, afirmou. Ainda segundo o advogado, testemunhas teriam informado que a universitária consumiu cocaína no período de carnaval e em outros momentos. “Ao todo, mais de 30 pessoas foram ouvidas. A conclusão que se tem é de que Greg não quis a morte dela, e muito menos assumiu a morte”.

A delegada da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), Socorro Portela, informou que não se pronunciará sobre o caso, que está sob segredo de Justiça.

Com informações do repórter Abraão Ramos, da TV Jangadeiro/SBT

Acompanhe o caso:

14 de maio – Marcas de seringa no braço direito contradizem versão do namorado de jovem achada morta

13 de maio – Polícia pede exumação do corpo de universitária achada morta no carro de namorado

11 de maio – Advogado quer o indiciamento do namorado de jovem encontrada morta no carro dele

10 de maio – Polícia pede novo exame para detectar uso de morfina em universitária

7 de maio – Moradores do entorno da Praça da Gentilândia denunciam livre comércio de drogas na região

6 de maio – Pai de empresário atribui às drogas a culpa da morte da namorada do filho

6 de maio – Desviada de hospitais, morfina é negociada de forma escancarada na internet

6 de maio – Pai de empresário já havia pedido à Justiça a interdição do filho, devido ao vício em drogas

5 de maio – Para advogado, internação de namorado de universitária morta é para atrapalhar a polícia

5 de maio – Campanha no Facebook questiona hematomas no corpo de jovem achada morta em porta-malas

4 de maio – Perito e delegada afirmam que não viram hematomas no corpo de universitária

4 de maio – Amigas de universitária achada morta em porta-malas cobram maior investigação

4 de maio – “Ela nunca falou sobre drogas”, diz amiga íntima de universitária achada morta em porta-malas

3 de maio – Namorado diz à Polícia que tentou se matar após ver universitária morta no carro

3 de maio – Familiares apontam hematomas no corpo de universitária encontrada morta em porta-malas

3 de maio – Universitária encontrada em porta-malas do carro do namorado teria injetado morfina

2 de maio – Universitária é encontrada morta no porta-malas do carro do namorado