Ex-esposa de subtenente lamenta ser alvo de "linchamento cibernético" após morte de filho


Ex-esposa de subtenente lamenta ser alvo de “linchamento cibernético” após morte de filho

Cinco meses depois do envenenamento do filho, Cristiane Coelho nega que esteja impedindo contato do pai com o caçula. E reclama que é alvo de injustiça da sociedade

Por Hayanne Narlla em Segurança Pública

8 de abril de 2015 às 15:28

Há 4 anos
Cristiane chora ao relembrar de filho morto (FOTO: Fernanda Moura/ Tribuna do Ceará)

Cristiane chora ao relembrar de filho morto (FOTO: Fernanda Moura/ Tribuna do Ceará)

Selo SubtenenteSuspeita de assassinar o próprio filho, Cristiane Renata Coelho, a esposa do subtenente Francilewdo Bezerra, deu sua versão dos fatos. Em entrevista ao Tribuna do Ceará, ela se disse inocente, mas se negou a falar sobre o caso extraconjugal que teria sido o estopim do conflito com o marido.

Quase cinco meses após a morte de Lewdinho, registrada no dia 11 de novembro de 2014, o caso ainda continua sem resolução. Enquanto o subtenente Francilewdo concedeu diversas entrevistas nesse período, Cristiane se manteve em silêncio.

Morando no Recife com a família, a ex-esposa está com Lucas, o filho mais jovem do casal, e mantém uma rotina de dona de casa. Cristiane nega a versão de Francilewdo, dada em entrevista do Tribuna do Ceará em março, de que o pai estaria sendo impedido de ter contato com o garoto. Confira a conversa abaixo:

[uol video=”http://mais.uol.com.br/view/15434337″]

Tribuna do Ceará – Após voltar para Recife e ainda em processo judicial, como está sua rotina?
Cristiane Coelho – Minha rotina de vida não está sendo fácil. Eu venho oscilando muito o luto. Tem dias que estou melhor, mas tem dias que vem tudo na cabeça de novo. Isso me deixa bem debilitada, porque lembro sempre todos os dias do meu filho [Lewdo]. Então deixar um na escola e não deixar o outro é muito devastador, sempre fui eu que fiz isso. Não estou trabalhando, por enquanto estou me dedicando a cuidar dele mesmo, como eu fazia com ele e com o outro.

Tribuna – E como está seu segundo filho?
Cristiane – Eu fiquei com o outro filho, não o sequestrei, levei para ficar comigo e minha família. Ele está estudando, graças a Deus, consegui colocar ele na mesma escola, com os amiguinhos dele. Levo ele todos os dias para a escola, para as terapias com psicóloga. Ele está bem, fazendo natação, começou a falar algumas palavras. Estou catalogando, filmando todo esse desenvolvimento dele.

'Ele (Francilewdo) fala tanto nesse seguro de vida como se esse dinheiro desse para comprar tanta coisa.

Tribuna – Ele tem contato com o pai?
Cristiane – O pai já deu a entrevista dele. Ele só procurou uma única vez no aniversário [do filho]. Como ele vai ter contato com o pai se ele só procurou uma vez, no dia 6 de janeiro [de 2015]? A gente já está em abril. No dia, eu não estava em casa e quem atendeu o telefone foi uma tia minha. Realmente o telefone foi desligado. E eu tentei outro contato com ele depois, e quem não quis o contato foi ele. Não era para ele falar comigo, era para falar com o filho dele. Nem ele, nem ninguém da família dele, acho que não estão muito preocupados quanto a isso.

Tribuna – O que aconteceu naquele dia?
Cristiane – Eu posso te dizer que foi o pior dia da minha vida. No dia 11 [de novembro de 2014]… essa parte que ele não esqueceu, mas que ele diz que esqueceu, porque ele lembra que fez algumas compras e não lembra do resto. Ele esqueceu do período das compras entre dormir nessa bendita rede, e esqueceu de tudo que fez. Ele fez as compras, me chamou para conversar, tinha trazido vinho, eu não sabia, porque tinha pedido só lanche e leite para as crianças. Na acareação foi confirmado que eu não vi que ele tinha comprado vinho. Ele me chamou para tomar esse vinho, eu questionei que não, porque era segunda-feira e eu tomava remédio controlado. E ele falou que era só duas tacinhas para a gente conversar um pouco. Até porque a gente já vinha bem afastado, praticamente nós não conversamos. Como ele vinha tratando muito mal as crianças, eu aceitei tomar o vinho. Coloquei o vinho na geladeira, no congelador. Também não prestei atenção no que tinha dentro. E fui tomar um banho enquanto o vinho gelava. E aí eu já voltei de babydoll. Aí peguei as duas taças, dei uma para ele e peguei outra para mim. Então, nós começamos a tomar o vinho. E eu comecei a conversar com ele da questão de ir embora em dezembro para Recife e que eu viria de vez, porque queria o divórcio.

Cristiane contou sua versão da história e se emocionou durante conversa (FOTO: Fernanda Moura/ Tribuna do Ceará)

Cristiane contou sua versão da história e se emocionou durante conversa (FOTO: Fernanda Moura/ Tribuna do Ceará)

Tribuna – Foi a primeira vez que você pediu divórcio?
Cristiane – Antes eu já tinha falado do divórcio em julho [de 2014] e ele se nega. Como ele disse que ia mudar e tal, disse que no próximo ano deixaria o futebol americano. Eu disse que a questão não era só o futebol, era a indiferença com as crianças, o tratamento que ele dava às crianças. Para você ter ideia, os meninos não podiam passar em frente à televisão. O Lucas, o menor, não podia subir em cima do capô do carro, porque ele saía ou embaixo de tapa ou embaixo de palavrões. Eu vim para cá realmente por conta dessa escola que tinha em Fortaleza. Quando cheguei aqui minha vida se transformou num verdadeiro inferno, ninguém me ajudava, a família dele não se prontificava a ficar com meus filhos. Eu não tinha uma vida de casal com meu marido. Minha separação tem a ver apenas com o fato de ele tratar mal as crianças. Chegou ao ponto de ele falar que tinha vontade de afundar a cabeça do Lewdinho, que já passava longe dele.

'Só tínhamos nós quatro na casa. As crianças estavam dormindo. Se eu apanhei e fiquei dopada primeiro, então não tem outra resposta.

Tribuna – E depois de falar sobre esse assunto?
Cristiane – Ele disse que para tomar mais uma taça, já tínhamos tomado duas. Eu disse que não, porque tinha que levar os meninos para o colégio e tinha que tomar o remédio e não podia ser com álcool. Ele disse que não: “Você vai tomar”. Ele foi na minha gaveta e pegou meus remédios, não sei precisar quantos, e machucou no aparelho, botou na taça de vinho e disse: “Você vai tomar”. Eu disse “não”, ele disse “você vai tomar sim”. Foi quando ele me pegou pelos dois braços e eme olhou com o rosto completamente transtornado. Eu nunca o vi daquela forma. Já via ele estranho, mas daquele jeito nunca tinha visto. Aí tomei. Foi quando ele foi para o quarto e pegou um cinto que usava na farda dele. Ele me deu um tapa no rosto, que caí sentada, eu só fiz defender meu rosto.

Tribuna – Há a versão de autoflagelação. Você nega essa afirmação?
Cristiane – Lógico! Para quem viu o estado que eu fiquei, sabe que não tem condição de ter sido autoflagelo. Eu fiquei toda machucada, no enterro do meu filho eu nem conseguia andar direito. Nas fotos que mandei aparece nitidamente a pegada, marca das mãos. Eu fiz exame corpo de delito aqui, no IML, e fiz com ortopedista do Exército de Recife. Tenho o laudo. O médico disse que seria impossível fazer eu mesma com a mão.

Tribuna – Ainda sobre a noite. O que aconteceu depois?
Cristiane – Depois ele mandou eu ir para o quarto e disse: “Vá para você não ver a merda que eu vou fazer”. Os meninos estavam dormindo. O Lucas na cama de casal e o Lewdinho no quarto dele. Eu fui para meu quarto, onde estava o Lucas, e adormeci. Apaguei não sei precisar por quantas horas. Quando acordei estava escuro ainda, mas acho que era madrugada. Levantei no impulso, peguei em Lucas e ele estava bem, estava quetinho. Quando corri pra sala, me deparei com a cena que ele [Francilewdo] estava lá agonizando, mas aí corri para o quarto do meu filho (chora), então no que eu cheguei no quarto do meu filho ele estava geladinho. Eu toquei nele e ele estava gelado.

'Estou tendo ameaça de morte pela internet. Estou sofrendo isso de pessoas que nem me conhecem.

Tribuna – Ele estava sem vida?
Cristiane – Eu levantei meio corpo dele, e ele ainda estava conseguindo abrir os olhos, me olhou e eu disse: “Filho, mamãe vai te salvar, mamãe vai chamar o socorro agora”. E fui para sala e o Francilewdo estava espumando, com fezes, estava embaixo da rede já. Quando vi que ele não respondia, peguei meu celular imediatamente, fiquei totalmente atordoada e liguei 190. Eu saí correndo na rua, chamando ajuda. Chamei vizinhos do lado. Foi que veio um rapaz que falou com o Samu e falou o que tava acontecendo. Ainda estava escuro. Aí um vizinho, que achava até que era assalto, entrou e colocou o Francilewdo de lado para ele não sufocar. Como quero que a pessoa morra e eu chamo socorro? Quando o Samu chegou, que para mim foi uma eternidade, eu corri e balancei o cara do Samu e perguntei se meu filho estava vivo (chora). Ele olhou para a mulher do lado e eu já sabia. Aí ele disse: “Seu filho está em óbito”. Daí já chegaram os policiais. Quando falece alguém dentro de casa, eu não sabia disso, me tiraram de dentro de casa, fiquei sem roupa, sem nada. Minha sobrinha ainda entrou no quarto para tirar meu outro filho de casa e eu fiquei enrolada em um lençol.

Tribuna – E você foi para onde?
Cristiane – Fui para casa da minha sogra. Coloquei blusa do cunhado dele e um calção dele que ele tinha deixado lá e desse jeito eu fui depor, fui fazer exame corpo de delito, passei o dia todo assim. Não tive acesso nenhum à casa. Meu cunhado me acompanhou e uma assistente social também, o tempo todinho.

Tribuna – Então você acha que foi ele quem provocou a morte de seu filho?
Cristiane – Agora eu utilizo as palavras dele. Só tínhamos nós quatro na casa. As crianças estavam dormindo. Se eu apanhei e fiquei dopada primeiro, então não tem outra resposta.

Tribuna – Ele te acusa de ter colocado veneno na mamadeira do seu filho…
Cristiane – Se quem dava a última alimentação das crianças era ele! Nego categoricamente. Quem dava alimentação às crianças era ele.

Tribuna – Quanto ao Facebook. Ele diz que não escreveu aquela mensagem. Foi você que escreveu?
Cristiane – Não fui eu que escrevi. Sou amante da leitura e escrita, ele sabe muito bem disso. Gosto muito de poesias, citações e versos. Ele mesmo foi categórico em afirmar que quem foi buscar tudo sobre autismo das crianças era eu. Eu não tenho aqueles erros de português.

Tribuna – Você tinha a senha do Facebook dele?
Cristiane – Não tinha. Quando eu peguei no celular dele, [o Facebook] estava aberto. Quem fechou [encerrou a conta] fui eu. Eu vim fechar em Recife. Fechei o dele e o meu, como as pessoas já estavam transtornadas e eu estava pensando em voltar para cá [Fortaleza], porque achei que ele só tinha surtado. Peguei esse celular de noite na casa da mãe, lembro de coisas esporádicas no dia. Passei o dia na rua, estava acompanhada, nem lembro se eu estava com esse celular.

Tribuna – Você disse que ele se tornou indiferente. Quando começou isso?
Cristiane – Quando chegamos em Fortaleza no final de 2013, 27 de dezembro. Ele sempre foi muito caseiro, muito na dele. Nunca foi muito de fazer surpresa, nunca foi romântico.

Tribuna – Você tem noção de que a sociedade lhe considera culpada? Inclusive que você é uma pessoa fria e que não esboçou sentimento durante a primeira reconstituição.
Cristiane – Não sei por quê, porque eu chorei do início até o final [da reconstituição]. As pessoas pensam que sou fria, calculista, dissimulada. Ninguém sabe quem é Cristiane! Cristiane chora todos os dias. Muito fácil julgar a pessoa que mora fora e ninguém conhece. Enquanto o outro nasceu e foi criado no bairro e tem toda a família lá. Agora se coloquem no meu lugar!

'É muito diferente um casal da porta de dentro e da porta pra fora.

Tribuna – E o seguro de vida? Você teria arquitetado esse plano para ficar com o dinheiro. Isso é verdade?
Cristiane – Ele fala tanto nesse seguro de vida como se esse dinheiro desse para comprar tanta coisa. Em Recife, nem uma casa na favela dá para comprar. E eu nem sabia da existência desse seguro [do filho]. Ele fala do dinheiro como se fosse uma grande coisa da minha vida. Mas não fala para ninguém que quatro pessoas da minha família depositavam dinheiro na conta dele e nunca foi repassado para mim.

Tribuna – E por que você faltou a última reconstituição?
Cristiane – Tive fissura no osso do punho, fiquei como braço imobilizado, ainda estou com minha perna toda roxa, com uma tendinite. E outra, o meu filho Lucas adoeceu e o pai não sabe. Na semana da reconstituição, tive que ficar com Lucas, porque ele teve que tomar antibiótico, porque passou por uma sinusite crônica. Meus pais são de idade, mas eles vão acordar pra dar medicação. Justifiquei com atestado também do meu filho.

Tribuna – Para muitas pessoas, você se declarou culpada ao contratar do advogado Paulo Quezado, pois ele tem fama de que consegue libertar qualquer acusado de crime. O que você acha disso?
Cristiane – Eu nem conhecia o trabalho do doutor Paulo Quezado. Como vi que a situação daqui estava ficando muito violenta, liguei para uma pessoa de Fortaleza e perguntei quem era o melhor criminalista. Não sabia que ele era conhecido dessa forma. Daí meu cunhado veio e ficou meio que acertado. Ele disse que queria me conhecer, e vim para Fortaleza. Falei minha história e ele disse que até estava acreditando no que as pessoas estavam falando. E aí ele pegou o caso.

‘Eu simplesmente estou sofrendo linchamento cibernético’.

Tribuna – Por fim, por que você silenciou após a recuperação de seu marido?
Cristiane – Porque eu simplesmente estou sofrendo linchamento cibernético. Estou tendo ameaça de morte pela internet. Estou sofrendo isso de pessoas que nem me conhecem. Não sabe de onde vim, quem é meu pai, minha mãe. As pessoas que falam nunca tiveram dentro da minha casa. É muito diferente um casal da porta de dentro e da porta pra fora. Muita gente não sabia o que tava passando dentro da minha casa. Tenho medo, piorou minha depressão. O tempo todo olhando pros lados pra ver se tem alguém que vai me reconhecer e me taxar de assassina. Tenho receio de que aconteça alguma coisa comigo, com meu filho, com minha família.

Relembre as matérias do caso:

12 de novembro – Subtenente é suspeito de matar filho autista, agredir esposa e anunciar crimes no Facebook

13 de novembro – Subtenente suspeito de matar filho e agredir esposa continua em estado grave no hospital

15 de novembro – Polícia quer ouvir mulher de subtenente do Exército suspeito de matar o filho envenenado

19 de novembro – Filho autista de subtenente do Exército ingeriu “chumbinho”, aponta laudo

19 de novembro – Esposa de militar do Exército suspeito de matar o filho nega traição que seria estopim do caso

21 de novembro – Militar suspeito de matar filho sai do coma, mas ainda não tem condições de prestar depoimento

21 de novembro – Delegado quer saber quem comprou chumbinho usado para matar o filho de militar do Exército

24 de novembro – Amigo duvida que subtenente tenha sido o autor da morte do filho autista

24 de novembro – Com melhora de subtenente, delegado aguarda depoimento até o fim da semana

25 de novembro – Subtenente fica chocado ao acordar do coma e saber que é acusado do assassinato do filho

26 de novembro – Delegado estuda fazer reconstituição do caso de subtenente acusado pela mulher de matar o filho

27 de novembro – Delegado desconfia que uma terceira pessoa tenha assassinado filho de subtenente do Exército

28 de novembro – Subtenente suspeito de matar filho será ouvido pela polícia mesmo na UTI

29 de novembro – Subtenente nega acusações e seu advogado acusa esposa de assassinar o filho para culpar militar

2 de dezembro – Delegado considera esposa de subtenente uma “suspeita em potencial” da morte do filho

3 de dezembro – Subtenente vai de vilão a mocinho após 3 semanas de investigação por morte de filho envenenado

3 de dezembro – Subtenente suspeito de matar o filho tem prisão preventiva revogada pela Justiça

4 de dezembro – Caso Subtenente: pai e mãe ficarão frente a frente pela 1ª vez após morte do filho envenenado

4 de dezembro – Em 1ª entrevista após sair de UTI, subtenente revela que tem tatuagem com nome de filho morto

8 de dezembro – Esposa de subtenente suspeita de matar o filho contrata um dos juristas mais conhecidos do Ceará

11 de dezembro – Um mês após crime, vizinha diz que nunca acreditou na versão de que subtenente matou o filho

11 de dezembro – Polícia revela áudio que indica desespero da esposa de subtenente após crime

12 de dezembro – Sobrinha será investigada por acionar a polícia quando militar já havia sido socorrido

13 de dezembro – Subtenente recebe alta médica e deseja acareação com esposa sobre morte de filho envenenado

15 de dezembro – Subtenente e esposa participarão de acareação e reconstituição de crime até a próxima semana

16 de dezembro – Caso Subtenente: esposa e militar fazem acareação na próxima segunda-feira

22 de dezembro – Em acareação, subtenente e esposa se encontram pela primeira vez após morte do filho

22 de dezembro – Subtenente acusa publicamente sua mulher de matar filho e agora teme pela vida do mais novo

23 de dezembro – Subtenente tem seguro de vida que pagaria R$ 153 mil a esposa em caso de morte

23 de dezembro – Polícia investiga denúncia de que depósito teria vendido chumbinho a esposa de subtenente

24 de dezembro – Esposa de subtenente admitiu ao marido que tem um amante, no reencontro do casal em acareação

25 de dezembro – Confira o bilhete de brincadeira suspeita entre subtenente e esposa que intriga a polícia

26 de dezembro – Laudo aponta que esposa de subtenente teve lesões mais leves do que em fotos entregues à polícia

27 de dezembro – Polícia quer saber se amante teve participação na morte de filho de subtenente

29 de dezembro – Frieza de mulher de subtenente teria chamado a atenção de presentes em reconstituição de crime

1º de janeiro – Mensagem editada no Facebook de subtenente teve alteração no nome do amante da esposa

7 de janeiro – Amante de esposa do subtenente deve prestar depoimento à polícia na próxima semana

12 de janeiro – Em entrevista exclusiva, subtenente revela que veneno estava em mamadeira do filho

11 de fevereiro – Três meses após morte de filho de subtenente por envenenamento, caso segue sem respostas

25 de fevereiro – Delegado revela que cena do crime de morte do filho de subtenente foi alterada

11 de março – Quatro meses depois, polícia não sabe quando concluirá investigação do “Caso Subtenente”

26 de março – Após mais de 4 meses do crime, polícia marca nova reconstituição do Caso Subtenente

27 de março – Quatro meses após morte de filho, subtenente revela que esposa dificulta contato com caçula

8 de abril – Após ausência de mãe, reconstituição da morte de filho do subtenente será feita nesta quarta

8 de abril – Caso subtenente: delegado promete concluir inquérito nos próximos dias

8 de abril – Ex- esposa de subtenente lamenta ser alvo de “linchamento cibernético” após morte de filho

8 de abril – Amigos e parentes de subtenente fazem manifestação pedindo prisão de ex-esposa

9 de abril – Vizinhos negam versão de ex-esposa de subtenente de que pediu ajuda após o crime

14 de abril – Subtenente acusa família de ex-esposa de colocar “sangue nas mãos” ao defendê-la

15 de abril – Ex-mulher de subtenente é indiciada por morte do filho por envenenamento

15 de abril – Ex-esposa de subtenente pesquisou no Google “como envenenar uma pessoa com chumbinho”

16 de abril – Delegado teme que ex-esposa de subtenente venha a fugir após indiciamento por morte de filho

16 de abril – Guarda de filho mais novo de subtenente será solicitada à Justiça nesta quinta-feira

16 de abril – Delegado pedirá prisão preventiva de ex-mulher de subtenente até esta sexta-feira

16 de abril – Veja as pesquisas que a ex-mulher de subtenente fez antes de envenenar o filho e o marido com chumbinho

 

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Ex-esposa de subtenente lamenta ser alvo de “linchamento cibernético” após morte de filho

Cinco meses depois do envenenamento do filho, Cristiane Coelho nega que esteja impedindo contato do pai com o caçula. E reclama que é alvo de injustiça da sociedade

Por Hayanne Narlla em Segurança Pública

8 de abril de 2015 às 15:28

Há 4 anos
Cristiane chora ao relembrar de filho morto (FOTO: Fernanda Moura/ Tribuna do Ceará)

Cristiane chora ao relembrar de filho morto (FOTO: Fernanda Moura/ Tribuna do Ceará)

Selo SubtenenteSuspeita de assassinar o próprio filho, Cristiane Renata Coelho, a esposa do subtenente Francilewdo Bezerra, deu sua versão dos fatos. Em entrevista ao Tribuna do Ceará, ela se disse inocente, mas se negou a falar sobre o caso extraconjugal que teria sido o estopim do conflito com o marido.

Quase cinco meses após a morte de Lewdinho, registrada no dia 11 de novembro de 2014, o caso ainda continua sem resolução. Enquanto o subtenente Francilewdo concedeu diversas entrevistas nesse período, Cristiane se manteve em silêncio.

Morando no Recife com a família, a ex-esposa está com Lucas, o filho mais jovem do casal, e mantém uma rotina de dona de casa. Cristiane nega a versão de Francilewdo, dada em entrevista do Tribuna do Ceará em março, de que o pai estaria sendo impedido de ter contato com o garoto. Confira a conversa abaixo:

[uol video=”http://mais.uol.com.br/view/15434337″]

Tribuna do Ceará – Após voltar para Recife e ainda em processo judicial, como está sua rotina?
Cristiane Coelho – Minha rotina de vida não está sendo fácil. Eu venho oscilando muito o luto. Tem dias que estou melhor, mas tem dias que vem tudo na cabeça de novo. Isso me deixa bem debilitada, porque lembro sempre todos os dias do meu filho [Lewdo]. Então deixar um na escola e não deixar o outro é muito devastador, sempre fui eu que fiz isso. Não estou trabalhando, por enquanto estou me dedicando a cuidar dele mesmo, como eu fazia com ele e com o outro.

Tribuna – E como está seu segundo filho?
Cristiane – Eu fiquei com o outro filho, não o sequestrei, levei para ficar comigo e minha família. Ele está estudando, graças a Deus, consegui colocar ele na mesma escola, com os amiguinhos dele. Levo ele todos os dias para a escola, para as terapias com psicóloga. Ele está bem, fazendo natação, começou a falar algumas palavras. Estou catalogando, filmando todo esse desenvolvimento dele.

'Ele (Francilewdo) fala tanto nesse seguro de vida como se esse dinheiro desse para comprar tanta coisa.

Tribuna – Ele tem contato com o pai?
Cristiane – O pai já deu a entrevista dele. Ele só procurou uma única vez no aniversário [do filho]. Como ele vai ter contato com o pai se ele só procurou uma vez, no dia 6 de janeiro [de 2015]? A gente já está em abril. No dia, eu não estava em casa e quem atendeu o telefone foi uma tia minha. Realmente o telefone foi desligado. E eu tentei outro contato com ele depois, e quem não quis o contato foi ele. Não era para ele falar comigo, era para falar com o filho dele. Nem ele, nem ninguém da família dele, acho que não estão muito preocupados quanto a isso.

Tribuna – O que aconteceu naquele dia?
Cristiane – Eu posso te dizer que foi o pior dia da minha vida. No dia 11 [de novembro de 2014]… essa parte que ele não esqueceu, mas que ele diz que esqueceu, porque ele lembra que fez algumas compras e não lembra do resto. Ele esqueceu do período das compras entre dormir nessa bendita rede, e esqueceu de tudo que fez. Ele fez as compras, me chamou para conversar, tinha trazido vinho, eu não sabia, porque tinha pedido só lanche e leite para as crianças. Na acareação foi confirmado que eu não vi que ele tinha comprado vinho. Ele me chamou para tomar esse vinho, eu questionei que não, porque era segunda-feira e eu tomava remédio controlado. E ele falou que era só duas tacinhas para a gente conversar um pouco. Até porque a gente já vinha bem afastado, praticamente nós não conversamos. Como ele vinha tratando muito mal as crianças, eu aceitei tomar o vinho. Coloquei o vinho na geladeira, no congelador. Também não prestei atenção no que tinha dentro. E fui tomar um banho enquanto o vinho gelava. E aí eu já voltei de babydoll. Aí peguei as duas taças, dei uma para ele e peguei outra para mim. Então, nós começamos a tomar o vinho. E eu comecei a conversar com ele da questão de ir embora em dezembro para Recife e que eu viria de vez, porque queria o divórcio.

Cristiane contou sua versão da história e se emocionou durante conversa (FOTO: Fernanda Moura/ Tribuna do Ceará)

Cristiane contou sua versão da história e se emocionou durante conversa (FOTO: Fernanda Moura/ Tribuna do Ceará)

Tribuna – Foi a primeira vez que você pediu divórcio?
Cristiane – Antes eu já tinha falado do divórcio em julho [de 2014] e ele se nega. Como ele disse que ia mudar e tal, disse que no próximo ano deixaria o futebol americano. Eu disse que a questão não era só o futebol, era a indiferença com as crianças, o tratamento que ele dava às crianças. Para você ter ideia, os meninos não podiam passar em frente à televisão. O Lucas, o menor, não podia subir em cima do capô do carro, porque ele saía ou embaixo de tapa ou embaixo de palavrões. Eu vim para cá realmente por conta dessa escola que tinha em Fortaleza. Quando cheguei aqui minha vida se transformou num verdadeiro inferno, ninguém me ajudava, a família dele não se prontificava a ficar com meus filhos. Eu não tinha uma vida de casal com meu marido. Minha separação tem a ver apenas com o fato de ele tratar mal as crianças. Chegou ao ponto de ele falar que tinha vontade de afundar a cabeça do Lewdinho, que já passava longe dele.

'Só tínhamos nós quatro na casa. As crianças estavam dormindo. Se eu apanhei e fiquei dopada primeiro, então não tem outra resposta.

Tribuna – E depois de falar sobre esse assunto?
Cristiane – Ele disse que para tomar mais uma taça, já tínhamos tomado duas. Eu disse que não, porque tinha que levar os meninos para o colégio e tinha que tomar o remédio e não podia ser com álcool. Ele disse que não: “Você vai tomar”. Ele foi na minha gaveta e pegou meus remédios, não sei precisar quantos, e machucou no aparelho, botou na taça de vinho e disse: “Você vai tomar”. Eu disse “não”, ele disse “você vai tomar sim”. Foi quando ele me pegou pelos dois braços e eme olhou com o rosto completamente transtornado. Eu nunca o vi daquela forma. Já via ele estranho, mas daquele jeito nunca tinha visto. Aí tomei. Foi quando ele foi para o quarto e pegou um cinto que usava na farda dele. Ele me deu um tapa no rosto, que caí sentada, eu só fiz defender meu rosto.

Tribuna – Há a versão de autoflagelação. Você nega essa afirmação?
Cristiane – Lógico! Para quem viu o estado que eu fiquei, sabe que não tem condição de ter sido autoflagelo. Eu fiquei toda machucada, no enterro do meu filho eu nem conseguia andar direito. Nas fotos que mandei aparece nitidamente a pegada, marca das mãos. Eu fiz exame corpo de delito aqui, no IML, e fiz com ortopedista do Exército de Recife. Tenho o laudo. O médico disse que seria impossível fazer eu mesma com a mão.

Tribuna – Ainda sobre a noite. O que aconteceu depois?
Cristiane – Depois ele mandou eu ir para o quarto e disse: “Vá para você não ver a merda que eu vou fazer”. Os meninos estavam dormindo. O Lucas na cama de casal e o Lewdinho no quarto dele. Eu fui para meu quarto, onde estava o Lucas, e adormeci. Apaguei não sei precisar por quantas horas. Quando acordei estava escuro ainda, mas acho que era madrugada. Levantei no impulso, peguei em Lucas e ele estava bem, estava quetinho. Quando corri pra sala, me deparei com a cena que ele [Francilewdo] estava lá agonizando, mas aí corri para o quarto do meu filho (chora), então no que eu cheguei no quarto do meu filho ele estava geladinho. Eu toquei nele e ele estava gelado.

'Estou tendo ameaça de morte pela internet. Estou sofrendo isso de pessoas que nem me conhecem.

Tribuna – Ele estava sem vida?
Cristiane – Eu levantei meio corpo dele, e ele ainda estava conseguindo abrir os olhos, me olhou e eu disse: “Filho, mamãe vai te salvar, mamãe vai chamar o socorro agora”. E fui para sala e o Francilewdo estava espumando, com fezes, estava embaixo da rede já. Quando vi que ele não respondia, peguei meu celular imediatamente, fiquei totalmente atordoada e liguei 190. Eu saí correndo na rua, chamando ajuda. Chamei vizinhos do lado. Foi que veio um rapaz que falou com o Samu e falou o que tava acontecendo. Ainda estava escuro. Aí um vizinho, que achava até que era assalto, entrou e colocou o Francilewdo de lado para ele não sufocar. Como quero que a pessoa morra e eu chamo socorro? Quando o Samu chegou, que para mim foi uma eternidade, eu corri e balancei o cara do Samu e perguntei se meu filho estava vivo (chora). Ele olhou para a mulher do lado e eu já sabia. Aí ele disse: “Seu filho está em óbito”. Daí já chegaram os policiais. Quando falece alguém dentro de casa, eu não sabia disso, me tiraram de dentro de casa, fiquei sem roupa, sem nada. Minha sobrinha ainda entrou no quarto para tirar meu outro filho de casa e eu fiquei enrolada em um lençol.

Tribuna – E você foi para onde?
Cristiane – Fui para casa da minha sogra. Coloquei blusa do cunhado dele e um calção dele que ele tinha deixado lá e desse jeito eu fui depor, fui fazer exame corpo de delito, passei o dia todo assim. Não tive acesso nenhum à casa. Meu cunhado me acompanhou e uma assistente social também, o tempo todinho.

Tribuna – Então você acha que foi ele quem provocou a morte de seu filho?
Cristiane – Agora eu utilizo as palavras dele. Só tínhamos nós quatro na casa. As crianças estavam dormindo. Se eu apanhei e fiquei dopada primeiro, então não tem outra resposta.

Tribuna – Ele te acusa de ter colocado veneno na mamadeira do seu filho…
Cristiane – Se quem dava a última alimentação das crianças era ele! Nego categoricamente. Quem dava alimentação às crianças era ele.

Tribuna – Quanto ao Facebook. Ele diz que não escreveu aquela mensagem. Foi você que escreveu?
Cristiane – Não fui eu que escrevi. Sou amante da leitura e escrita, ele sabe muito bem disso. Gosto muito de poesias, citações e versos. Ele mesmo foi categórico em afirmar que quem foi buscar tudo sobre autismo das crianças era eu. Eu não tenho aqueles erros de português.

Tribuna – Você tinha a senha do Facebook dele?
Cristiane – Não tinha. Quando eu peguei no celular dele, [o Facebook] estava aberto. Quem fechou [encerrou a conta] fui eu. Eu vim fechar em Recife. Fechei o dele e o meu, como as pessoas já estavam transtornadas e eu estava pensando em voltar para cá [Fortaleza], porque achei que ele só tinha surtado. Peguei esse celular de noite na casa da mãe, lembro de coisas esporádicas no dia. Passei o dia na rua, estava acompanhada, nem lembro se eu estava com esse celular.

Tribuna – Você disse que ele se tornou indiferente. Quando começou isso?
Cristiane – Quando chegamos em Fortaleza no final de 2013, 27 de dezembro. Ele sempre foi muito caseiro, muito na dele. Nunca foi muito de fazer surpresa, nunca foi romântico.

Tribuna – Você tem noção de que a sociedade lhe considera culpada? Inclusive que você é uma pessoa fria e que não esboçou sentimento durante a primeira reconstituição.
Cristiane – Não sei por quê, porque eu chorei do início até o final [da reconstituição]. As pessoas pensam que sou fria, calculista, dissimulada. Ninguém sabe quem é Cristiane! Cristiane chora todos os dias. Muito fácil julgar a pessoa que mora fora e ninguém conhece. Enquanto o outro nasceu e foi criado no bairro e tem toda a família lá. Agora se coloquem no meu lugar!

'É muito diferente um casal da porta de dentro e da porta pra fora.

Tribuna – E o seguro de vida? Você teria arquitetado esse plano para ficar com o dinheiro. Isso é verdade?
Cristiane – Ele fala tanto nesse seguro de vida como se esse dinheiro desse para comprar tanta coisa. Em Recife, nem uma casa na favela dá para comprar. E eu nem sabia da existência desse seguro [do filho]. Ele fala do dinheiro como se fosse uma grande coisa da minha vida. Mas não fala para ninguém que quatro pessoas da minha família depositavam dinheiro na conta dele e nunca foi repassado para mim.

Tribuna – E por que você faltou a última reconstituição?
Cristiane – Tive fissura no osso do punho, fiquei como braço imobilizado, ainda estou com minha perna toda roxa, com uma tendinite. E outra, o meu filho Lucas adoeceu e o pai não sabe. Na semana da reconstituição, tive que ficar com Lucas, porque ele teve que tomar antibiótico, porque passou por uma sinusite crônica. Meus pais são de idade, mas eles vão acordar pra dar medicação. Justifiquei com atestado também do meu filho.

Tribuna – Para muitas pessoas, você se declarou culpada ao contratar do advogado Paulo Quezado, pois ele tem fama de que consegue libertar qualquer acusado de crime. O que você acha disso?
Cristiane – Eu nem conhecia o trabalho do doutor Paulo Quezado. Como vi que a situação daqui estava ficando muito violenta, liguei para uma pessoa de Fortaleza e perguntei quem era o melhor criminalista. Não sabia que ele era conhecido dessa forma. Daí meu cunhado veio e ficou meio que acertado. Ele disse que queria me conhecer, e vim para Fortaleza. Falei minha história e ele disse que até estava acreditando no que as pessoas estavam falando. E aí ele pegou o caso.

‘Eu simplesmente estou sofrendo linchamento cibernético’.

Tribuna – Por fim, por que você silenciou após a recuperação de seu marido?
Cristiane – Porque eu simplesmente estou sofrendo linchamento cibernético. Estou tendo ameaça de morte pela internet. Estou sofrendo isso de pessoas que nem me conhecem. Não sabe de onde vim, quem é meu pai, minha mãe. As pessoas que falam nunca tiveram dentro da minha casa. É muito diferente um casal da porta de dentro e da porta pra fora. Muita gente não sabia o que tava passando dentro da minha casa. Tenho medo, piorou minha depressão. O tempo todo olhando pros lados pra ver se tem alguém que vai me reconhecer e me taxar de assassina. Tenho receio de que aconteça alguma coisa comigo, com meu filho, com minha família.

Relembre as matérias do caso:

12 de novembro – Subtenente é suspeito de matar filho autista, agredir esposa e anunciar crimes no Facebook

13 de novembro – Subtenente suspeito de matar filho e agredir esposa continua em estado grave no hospital

15 de novembro – Polícia quer ouvir mulher de subtenente do Exército suspeito de matar o filho envenenado

19 de novembro – Filho autista de subtenente do Exército ingeriu “chumbinho”, aponta laudo

19 de novembro – Esposa de militar do Exército suspeito de matar o filho nega traição que seria estopim do caso

21 de novembro – Militar suspeito de matar filho sai do coma, mas ainda não tem condições de prestar depoimento

21 de novembro – Delegado quer saber quem comprou chumbinho usado para matar o filho de militar do Exército

24 de novembro – Amigo duvida que subtenente tenha sido o autor da morte do filho autista

24 de novembro – Com melhora de subtenente, delegado aguarda depoimento até o fim da semana

25 de novembro – Subtenente fica chocado ao acordar do coma e saber que é acusado do assassinato do filho

26 de novembro – Delegado estuda fazer reconstituição do caso de subtenente acusado pela mulher de matar o filho

27 de novembro – Delegado desconfia que uma terceira pessoa tenha assassinado filho de subtenente do Exército

28 de novembro – Subtenente suspeito de matar filho será ouvido pela polícia mesmo na UTI

29 de novembro – Subtenente nega acusações e seu advogado acusa esposa de assassinar o filho para culpar militar

2 de dezembro – Delegado considera esposa de subtenente uma “suspeita em potencial” da morte do filho

3 de dezembro – Subtenente vai de vilão a mocinho após 3 semanas de investigação por morte de filho envenenado

3 de dezembro – Subtenente suspeito de matar o filho tem prisão preventiva revogada pela Justiça

4 de dezembro – Caso Subtenente: pai e mãe ficarão frente a frente pela 1ª vez após morte do filho envenenado

4 de dezembro – Em 1ª entrevista após sair de UTI, subtenente revela que tem tatuagem com nome de filho morto

8 de dezembro – Esposa de subtenente suspeita de matar o filho contrata um dos juristas mais conhecidos do Ceará

11 de dezembro – Um mês após crime, vizinha diz que nunca acreditou na versão de que subtenente matou o filho

11 de dezembro – Polícia revela áudio que indica desespero da esposa de subtenente após crime

12 de dezembro – Sobrinha será investigada por acionar a polícia quando militar já havia sido socorrido

13 de dezembro – Subtenente recebe alta médica e deseja acareação com esposa sobre morte de filho envenenado

15 de dezembro – Subtenente e esposa participarão de acareação e reconstituição de crime até a próxima semana

16 de dezembro – Caso Subtenente: esposa e militar fazem acareação na próxima segunda-feira

22 de dezembro – Em acareação, subtenente e esposa se encontram pela primeira vez após morte do filho

22 de dezembro – Subtenente acusa publicamente sua mulher de matar filho e agora teme pela vida do mais novo

23 de dezembro – Subtenente tem seguro de vida que pagaria R$ 153 mil a esposa em caso de morte

23 de dezembro – Polícia investiga denúncia de que depósito teria vendido chumbinho a esposa de subtenente

24 de dezembro – Esposa de subtenente admitiu ao marido que tem um amante, no reencontro do casal em acareação

25 de dezembro – Confira o bilhete de brincadeira suspeita entre subtenente e esposa que intriga a polícia

26 de dezembro – Laudo aponta que esposa de subtenente teve lesões mais leves do que em fotos entregues à polícia

27 de dezembro – Polícia quer saber se amante teve participação na morte de filho de subtenente

29 de dezembro – Frieza de mulher de subtenente teria chamado a atenção de presentes em reconstituição de crime

1º de janeiro – Mensagem editada no Facebook de subtenente teve alteração no nome do amante da esposa

7 de janeiro – Amante de esposa do subtenente deve prestar depoimento à polícia na próxima semana

12 de janeiro – Em entrevista exclusiva, subtenente revela que veneno estava em mamadeira do filho

11 de fevereiro – Três meses após morte de filho de subtenente por envenenamento, caso segue sem respostas

25 de fevereiro – Delegado revela que cena do crime de morte do filho de subtenente foi alterada

11 de março – Quatro meses depois, polícia não sabe quando concluirá investigação do “Caso Subtenente”

26 de março – Após mais de 4 meses do crime, polícia marca nova reconstituição do Caso Subtenente

27 de março – Quatro meses após morte de filho, subtenente revela que esposa dificulta contato com caçula

8 de abril – Após ausência de mãe, reconstituição da morte de filho do subtenente será feita nesta quarta

8 de abril – Caso subtenente: delegado promete concluir inquérito nos próximos dias

8 de abril – Ex- esposa de subtenente lamenta ser alvo de “linchamento cibernético” após morte de filho

8 de abril – Amigos e parentes de subtenente fazem manifestação pedindo prisão de ex-esposa

9 de abril – Vizinhos negam versão de ex-esposa de subtenente de que pediu ajuda após o crime

14 de abril – Subtenente acusa família de ex-esposa de colocar “sangue nas mãos” ao defendê-la

15 de abril – Ex-mulher de subtenente é indiciada por morte do filho por envenenamento

15 de abril – Ex-esposa de subtenente pesquisou no Google “como envenenar uma pessoa com chumbinho”

16 de abril – Delegado teme que ex-esposa de subtenente venha a fugir após indiciamento por morte de filho

16 de abril – Guarda de filho mais novo de subtenente será solicitada à Justiça nesta quinta-feira

16 de abril – Delegado pedirá prisão preventiva de ex-mulher de subtenente até esta sexta-feira

16 de abril – Veja as pesquisas que a ex-mulher de subtenente fez antes de envenenar o filho e o marido com chumbinho