Corpos das três mulheres decapitadas foram jogados 1 km adentro em mangue - Noticias

CRUELMENTE TORTURADAS

Corpos das três mulheres decapitadas foram jogados 1 km adentro em mangue

Ingrid Teixeira Ferreira (22) e Nara Aline Mota de Lima (23) só puderam ser identificadas com exames de DNA

Por TV Jangadeiro em Segurança Pública

16 de março de 2018 às 12:51

Há 1 ano
Vila Velha, Polícia

DHPP e 7º Distrito Policial trabalham em conjunto para solucionar o caso. (FOTO: Reprodução/TV Jangadeiro)

Os três corpos das mulheres cruelmente torturadas e assassinadas no bairro Vila Velha, em Fortaleza, foram identificados e entregues às famílias nesta quinta-feira (15). As vítimas, Darcyelle Ancelmo de Alencar (31), Ingrid Teixeira Ferreira (22) e Nara Aline Mota de Lima (23), só puderam ser identificadas com exames de DNA.

Jeilson Lopes Pires, de 21 anos, era uma das lideranças dos “Gafanhotos”, ligados à facção criminosa GDE, e foi preso. A Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) e o 7º Distrito Policial trabalham em parceria no caso.

O crime, que ganhou repercussão nacional pelos requintes de crueldade, foi motivado por uma suspeita de que Nara Aline, que seria de facção rival, estaria vendendo droga na Barra do Ceará.

“Foi devido à rivalidade entre facções criminosas. À princípio, o alvo seria a moça de cabelo curto, no vídeo, a Nara Aline Mota de Lima. Ela era de Maracanaú, e eles acreditavam que ela integrava o Comando Vermelho de lá, porém, ela havia se mudado para a Barra do Ceará, e acreditavam que ela estaria traficando no bairro. E foi isso o que ensejou os atos de violência”, disse a delegada Cláudia Guia.

Ainda segundo depoimentos colhidos, as outras duas vítimas, Darciele Anselma e Ingrid Teixeira, foram mortas apenas porque estavam no momento do sequestro de Nara. Elas teriam visto os assassinos e seriam possíveis testemunhas.

As famílias tomaram conhecimento das mortes após vídeos que circularam nos grupos de Whatsapp. A ordem para gravar as imagens foi de Geilson, preso nesta quinta-feira (15), um dos líderes dos “Gafanhotos”, ligados à facção criminosa GDE. Com apenas 21 anos ele é um dos que exerce liderança no grupo. Outros autores do crime foram identificados, mas a polícia preferiu não revelar nomes.

As três mulheres foram mortas e decapitadas. Segundo a perícia criminal, foram encontrados os três corpos, três cabeças e um braço. As vítimas estavam em uma cova a 1 km mangue adentro. O local é de difícil acesso. Após a localização, os exames de DNA foram prioridade para identificação das mesmas, já que estavam em processo de putrefação.

“Foi feito exame de DNA para confirmar a conexão das partes que chegaram e entregar os corpos às famílias para que realizassem sepultamento. Esse trabalho foi concluído nesta quinta-feira, pela manhã. Os trabalhos continuam e próxima semana teremos os laudos conclusos com todos os exames”, disse Hugo Leandro, coordenador de Medicina Legal.

Ainda segundo a delegada, os presos negam que o crime tenha qualquer conotação sexual.

“Eles negam veementemente que houve qualquer ato ou ofensa sexual as três mulheres. O que foi passado é que foi mais rivalidade entre as facções e foi por isso que o crime ocorreu. E não teve nenhum tipo de conotação sexual nem antes nem depois nem durante”, disse a delegada.

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CRUELMENTE TORTURADAS

Corpos das três mulheres decapitadas foram jogados 1 km adentro em mangue

Ingrid Teixeira Ferreira (22) e Nara Aline Mota de Lima (23) só puderam ser identificadas com exames de DNA

Por TV Jangadeiro em Segurança Pública

16 de março de 2018 às 12:51

Há 1 ano
Vila Velha, Polícia

DHPP e 7º Distrito Policial trabalham em conjunto para solucionar o caso. (FOTO: Reprodução/TV Jangadeiro)

Os três corpos das mulheres cruelmente torturadas e assassinadas no bairro Vila Velha, em Fortaleza, foram identificados e entregues às famílias nesta quinta-feira (15). As vítimas, Darcyelle Ancelmo de Alencar (31), Ingrid Teixeira Ferreira (22) e Nara Aline Mota de Lima (23), só puderam ser identificadas com exames de DNA.

Jeilson Lopes Pires, de 21 anos, era uma das lideranças dos “Gafanhotos”, ligados à facção criminosa GDE, e foi preso. A Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) e o 7º Distrito Policial trabalham em parceria no caso.

O crime, que ganhou repercussão nacional pelos requintes de crueldade, foi motivado por uma suspeita de que Nara Aline, que seria de facção rival, estaria vendendo droga na Barra do Ceará.

“Foi devido à rivalidade entre facções criminosas. À princípio, o alvo seria a moça de cabelo curto, no vídeo, a Nara Aline Mota de Lima. Ela era de Maracanaú, e eles acreditavam que ela integrava o Comando Vermelho de lá, porém, ela havia se mudado para a Barra do Ceará, e acreditavam que ela estaria traficando no bairro. E foi isso o que ensejou os atos de violência”, disse a delegada Cláudia Guia.

Ainda segundo depoimentos colhidos, as outras duas vítimas, Darciele Anselma e Ingrid Teixeira, foram mortas apenas porque estavam no momento do sequestro de Nara. Elas teriam visto os assassinos e seriam possíveis testemunhas.

As famílias tomaram conhecimento das mortes após vídeos que circularam nos grupos de Whatsapp. A ordem para gravar as imagens foi de Geilson, preso nesta quinta-feira (15), um dos líderes dos “Gafanhotos”, ligados à facção criminosa GDE. Com apenas 21 anos ele é um dos que exerce liderança no grupo. Outros autores do crime foram identificados, mas a polícia preferiu não revelar nomes.

As três mulheres foram mortas e decapitadas. Segundo a perícia criminal, foram encontrados os três corpos, três cabeças e um braço. As vítimas estavam em uma cova a 1 km mangue adentro. O local é de difícil acesso. Após a localização, os exames de DNA foram prioridade para identificação das mesmas, já que estavam em processo de putrefação.

“Foi feito exame de DNA para confirmar a conexão das partes que chegaram e entregar os corpos às famílias para que realizassem sepultamento. Esse trabalho foi concluído nesta quinta-feira, pela manhã. Os trabalhos continuam e próxima semana teremos os laudos conclusos com todos os exames”, disse Hugo Leandro, coordenador de Medicina Legal.

Ainda segundo a delegada, os presos negam que o crime tenha qualquer conotação sexual.

“Eles negam veementemente que houve qualquer ato ou ofensa sexual as três mulheres. O que foi passado é que foi mais rivalidade entre as facções e foi por isso que o crime ocorreu. E não teve nenhum tipo de conotação sexual nem antes nem depois nem durante”, disse a delegada.