Chacina em Palmácia foi motivada por vingança de estupro contra adolescente

4 PRESOS

Chacina em Palmácia foi motivada por vingança de estupro contra adolescente, diz Polícia

A Polícia já prendeu quatro pessoas acusadas de envolvimento na chacina em Palmácia, na sexta-feira, mas ainda há suspeito foragido

Por Tribuna do Ceará em Segurança Pública

16 de julho de 2018 às 13:56

Há 9 meses
O município de Palmácia onde aconteceu a chacina fica a 72 km de Fortaleza (Foto: Google Street)

O município de Palmácia onde aconteceu a chacina fica a 72 km de Fortaleza (Foto: Google Street)

Os criminosos responsáveis pela chacina em Palmácia estavam em busca de um homem acusado de ter cometido estupro contra familiar de um dos envolvidos no massacre.  A informação foi dada em coletiva de imprensa na sede da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), na manhã desta segunda-feira (16).

Segundo a Polícia Civil, o alvo era Antônio Augusto dos Santos Silva, suspeito de ter cometido o crime sexual contra uma adolescente.

Até o momento, quatro pessoas foram presas: duas no bairro Bom Jardim e as outras duas na região onde o crime aconteceu. As vítimas foram amarradas, torturadas e alvejadas por disparos de arma de fogo.

Conforme a Polícia, entre as vítimas da chacina, estavam o pai e o irmão de Antônio Augusto. As outras vítimas não tinha nenhum parentesco com o alvo. Antônio Augusto havia fugido da cadeia pública de Palmácia e segue foragido.

Logo após o crime, quatro pessoas foram presas. Wagli Edmar da Silva Viana (30) e André Nascimento do Araújo foram encontrados no bairro Bom Jardim, em Fortaleza. Os dois já respondem a processos criminais na Justiça. Já Antônio Evandilson Azevedo Fernandes (34) e Francisca Maria Pereira Sales (35) foram detidos na localidade de Cafundó, onde o massacre aconteceu. Os quatro foram autuado por homicídio qualificado e por integrar organização criminosa.

Outro suspeito de participar do crime se encontra foragido. Segundo a Polícia Civil, Francisco Antônio Azevedo Fernandes, irmão de Antônio Evandilson, é apontado como mandante do massacre.

Relato de um sobrevivente

Um dos sobreviventes da chacina em Palmácia, na qual cinco pessoas foram mortas, falou ao programa Barra Pesada, da TV Jangadeiro. Irmão de uma das vítimas, ele dá detalhes da abordagem do grupo de criminosos que estava fortemente armado e usava balaclavas. Segundo a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS), os corpos foram encontrados amarrados com cordas próximos a uma estrada.

O homem, que mora no local com o filho e o irmão, agora morto, não sabe se vai continuar na residência.

“A pessoa viver um negócio desses não é pra qualquer um. Ouvi muito tiro. Depois que eles saíram, corri para o mato. Tem umas foices que a gente usa na roça do sítio… Eles saíram com as foices na mão, dizendo que iam roçar os matos, mas acho que iam cortar gente também”, disse.

Segundo o sobrevivente, que a reportagem opta por não identificar, os criminosos chegaram ao local dizendo serem policiais e mandando os homens deitarem no chão. “Amarraram as mãos para trás e (disseram) que não olhasse para eles. Estávamos eu e aqueles três mortos ali. Disseram só: ‘você fica e nós vamos levar esses três aqui’”, conta. Depois, ele ouviu o irmão fazendo reclamações e, em seguida, o barulho do tiro.

De acordo com o homem, o grupo havia acabado de chegar de uma caça. Pouco depois, um grupo de três homens invadiu o local, por volta das 4h30 da sexta-feira. A ação foi rápida e todos usavam capuz. Um dos homens ficou no local vigiando o grupo e os outros foram atrás de outra vítima.

“Eu só pensava em morrer, na hora em que a gente tava aqui tudo amarrado. Vieram pedir dinheiro. Não deve ser policial (pensou). Eles não iam pedir dinheiro. Aqui não tem dinheiro. A gente tem aqui só uma bananinha, só dá pra comer mesmo. ‘Vamos morrer todo mundo’: foi isso que pensei”, disse.

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Chacina em Palmácia foi motivada por vingança de estupro contra adolescente, diz Polícia

A Polícia já prendeu quatro pessoas acusadas de envolvimento na chacina em Palmácia, na sexta-feira, mas ainda há suspeito foragido

Por Tribuna do Ceará em Segurança Pública

16 de julho de 2018 às 13:56

Há 9 meses
O município de Palmácia onde aconteceu a chacina fica a 72 km de Fortaleza (Foto: Google Street)

O município de Palmácia onde aconteceu a chacina fica a 72 km de Fortaleza (Foto: Google Street)

Os criminosos responsáveis pela chacina em Palmácia estavam em busca de um homem acusado de ter cometido estupro contra familiar de um dos envolvidos no massacre.  A informação foi dada em coletiva de imprensa na sede da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), na manhã desta segunda-feira (16).

Segundo a Polícia Civil, o alvo era Antônio Augusto dos Santos Silva, suspeito de ter cometido o crime sexual contra uma adolescente.

Até o momento, quatro pessoas foram presas: duas no bairro Bom Jardim e as outras duas na região onde o crime aconteceu. As vítimas foram amarradas, torturadas e alvejadas por disparos de arma de fogo.

Conforme a Polícia, entre as vítimas da chacina, estavam o pai e o irmão de Antônio Augusto. As outras vítimas não tinha nenhum parentesco com o alvo. Antônio Augusto havia fugido da cadeia pública de Palmácia e segue foragido.

Logo após o crime, quatro pessoas foram presas. Wagli Edmar da Silva Viana (30) e André Nascimento do Araújo foram encontrados no bairro Bom Jardim, em Fortaleza. Os dois já respondem a processos criminais na Justiça. Já Antônio Evandilson Azevedo Fernandes (34) e Francisca Maria Pereira Sales (35) foram detidos na localidade de Cafundó, onde o massacre aconteceu. Os quatro foram autuado por homicídio qualificado e por integrar organização criminosa.

Outro suspeito de participar do crime se encontra foragido. Segundo a Polícia Civil, Francisco Antônio Azevedo Fernandes, irmão de Antônio Evandilson, é apontado como mandante do massacre.

Relato de um sobrevivente

Um dos sobreviventes da chacina em Palmácia, na qual cinco pessoas foram mortas, falou ao programa Barra Pesada, da TV Jangadeiro. Irmão de uma das vítimas, ele dá detalhes da abordagem do grupo de criminosos que estava fortemente armado e usava balaclavas. Segundo a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS), os corpos foram encontrados amarrados com cordas próximos a uma estrada.

O homem, que mora no local com o filho e o irmão, agora morto, não sabe se vai continuar na residência.

“A pessoa viver um negócio desses não é pra qualquer um. Ouvi muito tiro. Depois que eles saíram, corri para o mato. Tem umas foices que a gente usa na roça do sítio… Eles saíram com as foices na mão, dizendo que iam roçar os matos, mas acho que iam cortar gente também”, disse.

Segundo o sobrevivente, que a reportagem opta por não identificar, os criminosos chegaram ao local dizendo serem policiais e mandando os homens deitarem no chão. “Amarraram as mãos para trás e (disseram) que não olhasse para eles. Estávamos eu e aqueles três mortos ali. Disseram só: ‘você fica e nós vamos levar esses três aqui’”, conta. Depois, ele ouviu o irmão fazendo reclamações e, em seguida, o barulho do tiro.

De acordo com o homem, o grupo havia acabado de chegar de uma caça. Pouco depois, um grupo de três homens invadiu o local, por volta das 4h30 da sexta-feira. A ação foi rápida e todos usavam capuz. Um dos homens ficou no local vigiando o grupo e os outros foram atrás de outra vítima.

“Eu só pensava em morrer, na hora em que a gente tava aqui tudo amarrado. Vieram pedir dinheiro. Não deve ser policial (pensou). Eles não iam pedir dinheiro. Aqui não tem dinheiro. A gente tem aqui só uma bananinha, só dá pra comer mesmo. ‘Vamos morrer todo mundo’: foi isso que pensei”, disse.