Caseiro acusado de matar a menina Rakelly tem prisão preventiva decretada - Noticias

JUSTIÇA

Caseiro acusado de matar a menina Rakelly tem prisão preventiva decretada

Criança de 8 anos foi encontrada com mãos amarradas na cacimba de sítio vizinho a sua casa, em Itaitinga

Por Matheus Ribeiro em Segurança Pública

29 de setembro de 2016 às 10:43

Há 3 anos
Rakelly Matias Alves foi encontrada morta no último dia 24, dentro de uma cacimba no sítio em que o acusado morava (FOTO: TJCE)

Rakelly Matias Alves foi encontrada morta no último dia 24, dentro de uma cacimba no sítio em que o acusado morava (FOTO: TJCE)

O juiz Edísio Meira Tejo Neto, que responde pela Vara Única da Comarca de Itaitinga, decretou, nessa terça-feira (27), a prisão preventiva do caseiro José Leonardo de Vasconcelos Graciano. O homem é acusado de estuprar e matar a menina Rakelly Matias Alves, de 8 anos, e jogá-la em uma cacimba.

O caseiro, conhecido como “Zé”, foi preso no último sábado (24), após a polícia passar três dias procurando a garota pela comunidade onde ela morava. De acordo com o magistrado, a prisão do acusado se dá pelo nível bárbaro do crime.

“A segregação do acusado é indispensável à garantia da ordem pública e da credibilidade da Justiça, posto que foram praticados três crimes bárbaros distintos, quais sejam estupro de vulnerável, homicídio triplamente qualificado e ocultação de cadáver”, relatou Edísio. 

O juiz ainda ressaltou que a prisão preventiva do caseiro foi dada em medida cautelar. “Entendo que a confissão do acusado, aliado ao depoimento dos policiais civis e testemunhas, bem como diante da própria situação em que foi realizada prisão, são aptos ao reconhecimento dos indícios de autoria no caso”, concluiu.

Relembre

O caseiro confessou ter abusado sexualmente de Rakelly, que foi morta por asfixia e depois jogada em uma cacimba, que era utilizada como uma fossa séptica do sítio para onde a criança se dirigiu para brincar com o filho de Leonardo, tendo sido impedida por ele na varanda da residência principal da propriedade.

Caseiro foi preso pela Divisão de Homicídios (FOTO: Reprodução)

Caseiro foi preso pela Divisão de Homicídios (FOTO: Reprodução)

Para o promotor de Justiça Luís Bezerra Lima Neto, as circunstâncias da morte de Rakely Matias Alves chocaram o meio social e colocaram em cheque a ordem pública trazendo potencial sensação de insegurança e vulnerabilidade da comunidade.

“Frise-se que os elementos de provas já produzidos no inquérito policial apontam que a vítima foi abusada sexualmente pelo seu ofensor e brutalmente assassinada. O corpo somente foi achado três dias após a prática do delito. Inegavelmente houve abalo no equilíbrio social, com reflexos negativos na vida de pessoas comuns que a tudo acompanham incrédulas. Não há como se negar à imprescindibilidade da decretação da prisão para a garantia da ordem pública”, expõe no pedido.

“O modus operandi empregado para a prática dos delitos tem requintes de crueldade, frieza e perversidade. Os fatos praticados acentuaram o sentimento de impunidade, impondo ao Poder Judiciário o dever de resgatar a tranquilidade de uma coletividade consternada”, argumenta ainda o promotor de Justiça.

Acompanhe o caso

25 de setembro – Vizinho do sítio onde menina Rakelly foi encontrada morta disse à Polícia ter tido “sonho revelador”

26 de setembro – Polícia revela que menina foi estuprada antes e depois de ser morta por caseiro

26 de setembro – Polícia investiga envolvimento de outras pessoas no assassinato de Rakelly

27 de setembro – Escola reúne multidão para se despedir de menina morta por caseiro

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JUSTIÇA

Caseiro acusado de matar a menina Rakelly tem prisão preventiva decretada

Criança de 8 anos foi encontrada com mãos amarradas na cacimba de sítio vizinho a sua casa, em Itaitinga

Por Matheus Ribeiro em Segurança Pública

29 de setembro de 2016 às 10:43

Há 3 anos
Rakelly Matias Alves foi encontrada morta no último dia 24, dentro de uma cacimba no sítio em que o acusado morava (FOTO: TJCE)

Rakelly Matias Alves foi encontrada morta no último dia 24, dentro de uma cacimba no sítio em que o acusado morava (FOTO: TJCE)

O juiz Edísio Meira Tejo Neto, que responde pela Vara Única da Comarca de Itaitinga, decretou, nessa terça-feira (27), a prisão preventiva do caseiro José Leonardo de Vasconcelos Graciano. O homem é acusado de estuprar e matar a menina Rakelly Matias Alves, de 8 anos, e jogá-la em uma cacimba.

O caseiro, conhecido como “Zé”, foi preso no último sábado (24), após a polícia passar três dias procurando a garota pela comunidade onde ela morava. De acordo com o magistrado, a prisão do acusado se dá pelo nível bárbaro do crime.

“A segregação do acusado é indispensável à garantia da ordem pública e da credibilidade da Justiça, posto que foram praticados três crimes bárbaros distintos, quais sejam estupro de vulnerável, homicídio triplamente qualificado e ocultação de cadáver”, relatou Edísio. 

O juiz ainda ressaltou que a prisão preventiva do caseiro foi dada em medida cautelar. “Entendo que a confissão do acusado, aliado ao depoimento dos policiais civis e testemunhas, bem como diante da própria situação em que foi realizada prisão, são aptos ao reconhecimento dos indícios de autoria no caso”, concluiu.

Relembre

O caseiro confessou ter abusado sexualmente de Rakelly, que foi morta por asfixia e depois jogada em uma cacimba, que era utilizada como uma fossa séptica do sítio para onde a criança se dirigiu para brincar com o filho de Leonardo, tendo sido impedida por ele na varanda da residência principal da propriedade.

Caseiro foi preso pela Divisão de Homicídios (FOTO: Reprodução)

Caseiro foi preso pela Divisão de Homicídios (FOTO: Reprodução)

Para o promotor de Justiça Luís Bezerra Lima Neto, as circunstâncias da morte de Rakely Matias Alves chocaram o meio social e colocaram em cheque a ordem pública trazendo potencial sensação de insegurança e vulnerabilidade da comunidade.

“Frise-se que os elementos de provas já produzidos no inquérito policial apontam que a vítima foi abusada sexualmente pelo seu ofensor e brutalmente assassinada. O corpo somente foi achado três dias após a prática do delito. Inegavelmente houve abalo no equilíbrio social, com reflexos negativos na vida de pessoas comuns que a tudo acompanham incrédulas. Não há como se negar à imprescindibilidade da decretação da prisão para a garantia da ordem pública”, expõe no pedido.

“O modus operandi empregado para a prática dos delitos tem requintes de crueldade, frieza e perversidade. Os fatos praticados acentuaram o sentimento de impunidade, impondo ao Poder Judiciário o dever de resgatar a tranquilidade de uma coletividade consternada”, argumenta ainda o promotor de Justiça.

Acompanhe o caso

25 de setembro – Vizinho do sítio onde menina Rakelly foi encontrada morta disse à Polícia ter tido “sonho revelador”

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26 de setembro – Polícia investiga envolvimento de outras pessoas no assassinato de Rakelly

27 de setembro – Escola reúne multidão para se despedir de menina morta por caseiro