Prefeitura terá de indenizar família de ciclista que morreu por mau atendimento em hospital

ALTA INDEVIDA

Prefeitura terá de indenizar família de ciclista que morreu por mau atendimento em hospital

Para a Justiça, ciclista atropelado em 2011 não deveria ter recebido alta de Frotinha. Indenização será de R$ 60 mil

Por Matheus Ribeiro em Saúde

28 de abril de 2016 às 13:00

Há 3 anos
Juizado 6ª vara (FOTO: Mikael Soares)

Juizado 6ª vara (FOTO: Mikael Soares)

A 6ª Câmara Cível determinou que o Município de Fortaleza terá de indenizar em R$ 60 mil esposa e filho de paciente que morreu após ser liberado do hospital Frotinha do Antônio Bezerra com fratura na bacia.

Segundo a determinação, o município não cumpriu com a obrigação de zelar pela vida do homem atendido em seu estabelecimento de saúde. Faltou eficiência aos agentes públicos, restando evidenciado que não foram adotadas todas as providências possíveis, cabíveis e adequadas para o regular atendimento e tratamento do paciente, o que, sem dúvidas, contribuiu para o seu falecimento. 

Para a relatora do caso, desembargadora Lira Ramos de Oliveira, “restam comprovados os pressupostos da responsabilidade civil do Estado. Em verdade, a obrigação do profissional de saúde junto ao paciente é de meio e não de resultado, de modo que ele tem o dever de agir diligentemente, sem necessariamente ter qualquer vinculação com o resultado da atividade”.

Entenda o caso

Em junho de 2011, o homem trafegava de bicicleta quando foi atropelado por uma motocicleta. Após o incidente, o rapaz foi socorrido pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e encaminhado ao Hospital Distrital Dr. Evandro Ayres de Moura (Frotinha do Antônio Bezerra). Conforme os documentos da decisão, o homem foi atendido por um médico e foi diagnosticada uma fratura na bacia.

A esposa foi orientada a procurar o cirurgião do hospital, mas não obteve sucesso. O clínico que fez o primeiro atendimento receitou remédio para alívio da dor e, em seguida, deu alta ao paciente. Em casa, a vítima continuou reclamando de fortes dores e acabou falecendo na noite do mesmo dia.

Após a realização de necrópsia, foi verificada a morte por falha do sistema circulatório em decorrência do trauma na bacia. Depois do ocorrido, a esposa e o filho do paciente ajuizaram ação requerendo pagamento por danos morais.

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ALTA INDEVIDA

Prefeitura terá de indenizar família de ciclista que morreu por mau atendimento em hospital

Para a Justiça, ciclista atropelado em 2011 não deveria ter recebido alta de Frotinha. Indenização será de R$ 60 mil

Por Matheus Ribeiro em Saúde

28 de abril de 2016 às 13:00

Há 3 anos
Juizado 6ª vara (FOTO: Mikael Soares)

Juizado 6ª vara (FOTO: Mikael Soares)

A 6ª Câmara Cível determinou que o Município de Fortaleza terá de indenizar em R$ 60 mil esposa e filho de paciente que morreu após ser liberado do hospital Frotinha do Antônio Bezerra com fratura na bacia.

Segundo a determinação, o município não cumpriu com a obrigação de zelar pela vida do homem atendido em seu estabelecimento de saúde. Faltou eficiência aos agentes públicos, restando evidenciado que não foram adotadas todas as providências possíveis, cabíveis e adequadas para o regular atendimento e tratamento do paciente, o que, sem dúvidas, contribuiu para o seu falecimento. 

Para a relatora do caso, desembargadora Lira Ramos de Oliveira, “restam comprovados os pressupostos da responsabilidade civil do Estado. Em verdade, a obrigação do profissional de saúde junto ao paciente é de meio e não de resultado, de modo que ele tem o dever de agir diligentemente, sem necessariamente ter qualquer vinculação com o resultado da atividade”.

Entenda o caso

Em junho de 2011, o homem trafegava de bicicleta quando foi atropelado por uma motocicleta. Após o incidente, o rapaz foi socorrido pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e encaminhado ao Hospital Distrital Dr. Evandro Ayres de Moura (Frotinha do Antônio Bezerra). Conforme os documentos da decisão, o homem foi atendido por um médico e foi diagnosticada uma fratura na bacia.

A esposa foi orientada a procurar o cirurgião do hospital, mas não obteve sucesso. O clínico que fez o primeiro atendimento receitou remédio para alívio da dor e, em seguida, deu alta ao paciente. Em casa, a vítima continuou reclamando de fortes dores e acabou falecendo na noite do mesmo dia.

Após a realização de necrópsia, foi verificada a morte por falha do sistema circulatório em decorrência do trauma na bacia. Depois do ocorrido, a esposa e o filho do paciente ajuizaram ação requerendo pagamento por danos morais.