Período de chuva aumenta circulação de vírus responsável por doenças respiratórias em bebês


Período de chuva aumenta circulação de vírus responsável por doenças respiratórias em bebês

Ocorrências no Nordeste são mais frequentes em abril, período de chuva intensa

Por Tribuna do Ceará em Saúde

7 de março de 2015 às 11:00

Há 4 anos
Infecção do vírus em bebês prematuro é caso de saúde pública, defende especialista (FOTO: Corncob82)

Vírus é responsável por 160 mil mortes em todo o mundo (FOTO: Corncob82)

São nos primeiros meses do ano que cresce a circulação do Vírus Sincicial Respiratório (VSR) no Nordeste, segundo dados oficiais do sistema de vigilância epidemiológica para influenza. O aumento ocorre devido o período de chuva, principalmente durante abril, e acomete com maior gravidade os recém-nascidos.

De caráter sazonal, o vírus varia de região para região no país, com maior propagação entre os meses de janeiro a junho. Nas regiões Sudeste, Nordeste e Centro­-Oeste o pico é entre abril a maio. No Sul, o auge ocorre mais tardiamente, entre junho e julho.

O VSR é a principal causa de doenças respiratórias e hospitalizações de prematuros e crianças com cardopatia ou displasia broncopulmonar (DBP). Hoje, estima-­se que cerca de 9,2% dos nascimentos no Brasil ocorrem antes do período considerado normal – a partir de 37 semanas – porcentagem que cresce a cada ano.

“Para os bebês prematuros, a infecção pelo VSR é um problema sério e de saúde pública”, afirma Dr. Renato Kfouri, da Sociedade Brasileira de Imunizações. “De todos os bebês infectados pelo vírus, 30% terão problemas por longo prazo, como crises de chiado repetidas e asma. Os problemas causados pelo vírus sincicial respiratório podem ser prevenidos e é importante que os médicos orientem as famílias sobre isso”.

Para crianças acima de dois anos de idade ou adultos com condições normais de saúde, a infecção pode ser confundida com um simples resfriado. Entretanto, em crianças prematuras ou portadoras de doenças cardíacas congênitas e DBP, o vírus pode dobrar o tempo de hospitalização da criança, ou sua permanência em unidades de tratamento intensivo, devido a problemas respiratórios.

O VSR também pode ser responsável por hospitalizações três vezes mais contantes nos bebês prematuros. As consequências mais comuns são bronquiolite e pneumonia. “Como o vírus pode ser facilmente transmitido de uma pessoa para outra, pelo contato com secreções, quando um caso surge numa unidade neonatal, o número de casos pode crescer rapidamente”, garante Dr. Kfouri.

O Vírus pode levar a criança apresentar um chiado recorrente que pode perdurar até os 13 anos de idade. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o VSR é responsável por cerca de 60 milhões de infecções e 160 mil mortes anuais em todo o mundo.

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Período de chuva aumenta circulação de vírus responsável por doenças respiratórias em bebês

Ocorrências no Nordeste são mais frequentes em abril, período de chuva intensa

Por Tribuna do Ceará em Saúde

7 de março de 2015 às 11:00

Há 4 anos
Infecção do vírus em bebês prematuro é caso de saúde pública, defende especialista (FOTO: Corncob82)

Vírus é responsável por 160 mil mortes em todo o mundo (FOTO: Corncob82)

São nos primeiros meses do ano que cresce a circulação do Vírus Sincicial Respiratório (VSR) no Nordeste, segundo dados oficiais do sistema de vigilância epidemiológica para influenza. O aumento ocorre devido o período de chuva, principalmente durante abril, e acomete com maior gravidade os recém-nascidos.

De caráter sazonal, o vírus varia de região para região no país, com maior propagação entre os meses de janeiro a junho. Nas regiões Sudeste, Nordeste e Centro­-Oeste o pico é entre abril a maio. No Sul, o auge ocorre mais tardiamente, entre junho e julho.

O VSR é a principal causa de doenças respiratórias e hospitalizações de prematuros e crianças com cardopatia ou displasia broncopulmonar (DBP). Hoje, estima-­se que cerca de 9,2% dos nascimentos no Brasil ocorrem antes do período considerado normal – a partir de 37 semanas – porcentagem que cresce a cada ano.

“Para os bebês prematuros, a infecção pelo VSR é um problema sério e de saúde pública”, afirma Dr. Renato Kfouri, da Sociedade Brasileira de Imunizações. “De todos os bebês infectados pelo vírus, 30% terão problemas por longo prazo, como crises de chiado repetidas e asma. Os problemas causados pelo vírus sincicial respiratório podem ser prevenidos e é importante que os médicos orientem as famílias sobre isso”.

Para crianças acima de dois anos de idade ou adultos com condições normais de saúde, a infecção pode ser confundida com um simples resfriado. Entretanto, em crianças prematuras ou portadoras de doenças cardíacas congênitas e DBP, o vírus pode dobrar o tempo de hospitalização da criança, ou sua permanência em unidades de tratamento intensivo, devido a problemas respiratórios.

O VSR também pode ser responsável por hospitalizações três vezes mais contantes nos bebês prematuros. As consequências mais comuns são bronquiolite e pneumonia. “Como o vírus pode ser facilmente transmitido de uma pessoa para outra, pelo contato com secreções, quando um caso surge numa unidade neonatal, o número de casos pode crescer rapidamente”, garante Dr. Kfouri.

O Vírus pode levar a criança apresentar um chiado recorrente que pode perdurar até os 13 anos de idade. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o VSR é responsável por cerca de 60 milhões de infecções e 160 mil mortes anuais em todo o mundo.