Médica questiona tese de Roberto Cláudio de que proliferação do Aedes é maior dentro das casas

"EPIDEMIA SEM CONTROLE"

Médica questiona tese de Roberto Cláudio de que proliferação do Aedes é maior dentro das casas

Para a infectologista Roberta dos Santos, a coleta precária de lixo é culpa da “epidemia de chikungunya sem controle”

Por Tribuna Bandnews FM em Saúde

5 de maio de 2017 às 15:38

Há 2 anos
A médica quebrou teorias ditas pelo prefeito (FOTO: Reprodução/Facebook)

A médica quebrou teorias ditas pelo prefeito (FOTO: Reprodução/Facebook)

A médica especialista e coordenadora da Câmara Técnica de Infectologia do Conselho Regional de Medicina, Roberta dos Santos, alertou sobre o grande número de casos de chikungunya que acontece em Fortaleza em 2017. Em entrevista à Tribuna Band News FM, ela questionou a afirmativa do prefeito Roberto Cláudio de que a maior infestação da doença ocorre dentro das residências, e não nas ruas, onde hoje se vê várias rampas de lixo.

Para a especialista, o que acontece na cidade de Fortaleza é bem mais grave do que o prefeito considerou na entrevista. Não seria um surto, mas sim uma séria epidemia. “Francamente, nós vivemos uma epidemia em ascensão de chikungunya, sem nenhum tipo de controle”, defende.

Diferentemente do que Roberto Cláudio afirmou, para a médica a doença e a proliferação do mosquito têm ligação com o lixo acumulado na cidade.

“Sabemos desde o ano passado que teríamos uma estação chuvosa regular/boa este ano, e temos uma coleta de lixo precária e um baixo nível educacional, e essas doenças são veiculadas não só com água limpa, e sim suja também. O mosquito também se prolifera na sujeira que acumula por exemplo pneus”, esclarece.

Outro fator preocupante que a médica abordou são os usos de medicamento à base de corticoide, receitados por médicos das redes pública e privada.

“Nós estamos com dificuldade para orientar os médicos. O que está acontecendo é que as pessoas estão usando no ápice da doença um medicamento com corticoide, e isso pode ser perigoso, pois pode tornar as dores crônicas. Esse uso deve ser feito depois de 3 meses dos sintomas”, alerta.

Veja a entrevista à Rádio Tribuna BandNews FM:

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"EPIDEMIA SEM CONTROLE"

Médica questiona tese de Roberto Cláudio de que proliferação do Aedes é maior dentro das casas

Para a infectologista Roberta dos Santos, a coleta precária de lixo é culpa da “epidemia de chikungunya sem controle”

Por Tribuna Bandnews FM em Saúde

5 de maio de 2017 às 15:38

Há 2 anos
A médica quebrou teorias ditas pelo prefeito (FOTO: Reprodução/Facebook)

A médica quebrou teorias ditas pelo prefeito (FOTO: Reprodução/Facebook)

A médica especialista e coordenadora da Câmara Técnica de Infectologia do Conselho Regional de Medicina, Roberta dos Santos, alertou sobre o grande número de casos de chikungunya que acontece em Fortaleza em 2017. Em entrevista à Tribuna Band News FM, ela questionou a afirmativa do prefeito Roberto Cláudio de que a maior infestação da doença ocorre dentro das residências, e não nas ruas, onde hoje se vê várias rampas de lixo.

Para a especialista, o que acontece na cidade de Fortaleza é bem mais grave do que o prefeito considerou na entrevista. Não seria um surto, mas sim uma séria epidemia. “Francamente, nós vivemos uma epidemia em ascensão de chikungunya, sem nenhum tipo de controle”, defende.

Diferentemente do que Roberto Cláudio afirmou, para a médica a doença e a proliferação do mosquito têm ligação com o lixo acumulado na cidade.

“Sabemos desde o ano passado que teríamos uma estação chuvosa regular/boa este ano, e temos uma coleta de lixo precária e um baixo nível educacional, e essas doenças são veiculadas não só com água limpa, e sim suja também. O mosquito também se prolifera na sujeira que acumula por exemplo pneus”, esclarece.

Outro fator preocupante que a médica abordou são os usos de medicamento à base de corticoide, receitados por médicos das redes pública e privada.

“Nós estamos com dificuldade para orientar os médicos. O que está acontecendo é que as pessoas estão usando no ápice da doença um medicamento com corticoide, e isso pode ser perigoso, pois pode tornar as dores crônicas. Esse uso deve ser feito depois de 3 meses dos sintomas”, alerta.

Veja a entrevista à Rádio Tribuna BandNews FM: