Psicóloga com câncer compartilha rotina na internet e encoraja pacientes a vencer doença


Psicóloga com câncer compartilha rotina na internet e encoraja pacientes a vencerem doença

Os textos de incentivo fizeram outras pessoas acompanhar Maria Camila em sua rede social, que contém mais de 5 mil seguidores. A jovem enfrenta um câncer de mama

Por Rosana Romão em Saúde

22 de abril de 2015 às 07:00

Há 4 anos
Rotina de exames e quimioterapia é acompanhada de textos motivacionais. (FOTO: Reprodução)

Rotina de exames e quimioterapia é acompanhada de textos motivacionais. (FOTO: Reprodução)

Ser diagnosticado com câncer não é uma notícia de fácil aceitação. Os sintomas e o tratamento doloroso deixam os pacientes desanimados e desconfortáveis com a situação. Mas não necessariamente precisam agir assim. Maria Camila, de 26 anos, tinha uma vida saudável, com alimentação equilibrada, praticava atividade física seis vezes por semana e também preenchia o tempo com a ioga. Ao ser diagnosticada com câncer, ficou um pouco assustada, mas percebeu que precisava ser mais forte que a doença. Hoje, a sua história de luta e a forma como lida com os sintomas da doença inspiram outros pacientes com câncer. Tanto que ela costuma receber comentários como “nem parece que você tem câncer”.

A notícia de que iria ficar careca a fez tomar uma atitude que tem mudado a vida de outras pessoas. “Sempre tão vaidosa, com cabelo grande, vivia na escova, aí vou aparecer careca e as pessoas vão me olhar com aquele olhar de pena. Então eu resolvi partilhar que estava doente, era mais pra evitar qualquer olhar de piedade quando eu encontrasse com conhecidos”, relata. Por isso, Maria Camila utilizou sua conta no Instagram, rede social de fotos, para mostrar sua nova rotina. Remédios, alimentação e tratamento são detalhados nas descrições das fotos, o que lhe rendeu um crescimento no número de seguidores, atualmente com mais de 5 mil.

[uol video=”http://mais.uol.com.br/view/15447378″]

“Se eu já compartilhava um pouco da minha vida na rede social por que eu teria que ter vergonha da minha nova rotina?”

Os novos seguidores são pacientes e pessoas que têm algum parente ou amigo com a doença. Pelo fato de ser psicóloga, Maria Camila recebe diversos e-mails de pessoas agradecendo pela força que suas postagens dão e de familiares pedindo aconselhamento. “As pessoas dizendo ‘obrigada pela força’, ‘nossa, que bom te ver assim’, ‘eu também tô doente, mas posso sair de casa, fazer exercício, posso sorrir’, ‘a vida não acabou’. Poxa, vamos fazer o melhor possível até acabar. Seja amanhã, seja daqui há um ano ou seja quando a gente estiver bem velhinha”, encoraja.

Descoberta do câncer

Um toque no seio a fez perceber que algo estava errado. Logo procurou uma clínica de radiologia, mesmo sem pedido médico, pois sabia da responsabilidade em cuidar de sua saúde. Ao chegar à clínica não havia médico disponível para atendê-la, apenas para meses depois. “Eu disse: Moço, vamos fazer o seguinte, eu fico aqui sentada esperando por um médico que possa me atender no intervalo de uma consulta e outra”, relembra. A insistência deu resultado. Depois de algumas horas de espera, conseguiu ser atendida. Após a consulta e exames veio o resultado: câncer de mama.

Como o câncer estava em estágio avançado, não foi possível operar, então teve de se apressar para as sessões de quimioterapia. Até então o conhecimento que tinha sobre a doença era superficial, por isso ocupou o tempo livre pesquisando sobre o assunto. “Eu não tenho nenhum histórico de câncer na família e sempre levei uma vida extremamente saudável. Nunca imaginei que fosse ter uma doença dessa”, confessa. Esse desconhecimento a impulsionou a buscar forças e exercitar sua fé. “A Bíblia nunca diz que você não vai ter um dia difícil, que sua vida vai ser uma maravilha. Mas ela sempre diz para você não ter medo. Eu fui me apegando a isso e tem dado certo”, destaca.

“Todo mundo sabe que vai morrer, mas quando existe essa possibilidade muito perto, você começa a dar mais valor à vida.”

Psicóloga com câncer compartilha rotina nas redes sociais e encoraja outros pacientes
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As sessões de quimioterapia são chamadas de “quimiofolia” por estar acompanhada de amigos e familiares. (FOTO: Reprodução)

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Em seu instagram, Camila explica cada etapa do tratamento com mensagens de motivação. (FOTO: Reprodução)

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Mesmo durante o tratamento, Camila usa sua experiência em palestras para encorajar outros pacientes e familiares. (FOTO: Reprodução)

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Segundo Camila, a fé é fundamental para encarar o tratamento da doença. (FOTO: Reprodução)

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Durante o tratamento a psicóloga continua praticando atividades físicas porém, com o ritmo moderado e acompanhado por profissionais. (FOTO: Reprodução)

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Amigas de Camila cortaram o cabelo em solidariedade. Os cabelos serão levados para doação. (FOTO: Reprodução)

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Amigas de Camila cortaram o cabelo em solidariedade. Os cabelos serão levados para doação. (FOTO: Reprodução)

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Após a surpresa das amigas, foi a vez de Camila desapegar do cabelo e levá-lo para doação. (FOTO: Reprodução)

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Em seu instagram, Camila explica cada etapa do tratamento com mensagens de motivação. (FOTO: Reprodução)

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Mesmo sem cílios e sem sobrancelha, Camila busca um jeito de não deixar a vaidade de lado. (REPRODUÇÃO)

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Mesmo sem cílios e sem sobrancelha, Camila busca um jeito de não deixar a vaidade de lado. (REPRODUÇÃO)

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Em seu instagram, Camila explica cada etapa do tratamento com mensagens de motivação. (FOTO: Reprodução)

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As sessões de quimioterapia são chamadas de “quimiofolia” por estar acompanhada de amigos e familiares. (FOTO: Reprodução)

Apoio familiar

O apoio da família e dos amigos tem dado força à sua recuperação. As sessões de quimioterapia se transformaram em momentos de confraternização, onde os colegas a acompanham e levam sorrisos para apoiá-la. Devido ao momento proporcionado, Camila chama as sessões de “quimiofolia”, uma forma de amenizar o tratamento. Vaidosa, preocupa-se em estar com o cabelo arrumado – apesar de saber que logo mais ele vai cair – e com um batom para destacar o seu sorriso. “Foi até engraçado quando meu cabelo começou a cair, eu tava com uma pena de desapegar, de cortar meu cabelo, porque ele estava grande há tanto tempo e minhas amigas chegaram aqui em casa todas de cabelo curto. Antes mesmo de eu cortar, eu achei aquilo tão lindo!”, comenta.

“Como paciente, só me cabe ser paciente, no sentido de paciência mesmo. Saber esperar o momento certo, se vier a cura – o que eu torço muito -, é um exercício de humildade.”

Aconselhamento

Para o futuro, a psicóloga pretende usar sua experiência para atender pacientes com câncer e mostrar que é possível vencer a doença. E já adianta uma recomendação aos parentes de pessoas com câncer. “Não façam cara de piedade para o paciente, pois ele sente. Às vezes o familiar está com mais medo do que o paciente. O apoio já é o suficiente, não precisa ter pena ou demonstrar medo”, propõe.

Já para os pacientes com câncer, ela sugere autocontrole e força de vontade. “Eu diria para ter fé e seguir em frente. Tentar ter uma qualidade de vida. Você tem uma responsabilidade no seu bem estar, não é uma doença que vai tirar o seu bem-estar. Se você se comprometer, o seu dia vai ser bem melhor do que você pensava”, conclui.

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Os textos de incentivo fizeram outras pessoas acompanhar Maria Camila em sua rede social, que contém mais de 5 mil seguidores. A jovem enfrenta um câncer de mama

Por Rosana Romão em Saúde

22 de abril de 2015 às 07:00

Há 4 anos
Rotina de exames e quimioterapia é acompanhada de textos motivacionais. (FOTO: Reprodução)

Rotina de exames e quimioterapia é acompanhada de textos motivacionais. (FOTO: Reprodução)

Ser diagnosticado com câncer não é uma notícia de fácil aceitação. Os sintomas e o tratamento doloroso deixam os pacientes desanimados e desconfortáveis com a situação. Mas não necessariamente precisam agir assim. Maria Camila, de 26 anos, tinha uma vida saudável, com alimentação equilibrada, praticava atividade física seis vezes por semana e também preenchia o tempo com a ioga. Ao ser diagnosticada com câncer, ficou um pouco assustada, mas percebeu que precisava ser mais forte que a doença. Hoje, a sua história de luta e a forma como lida com os sintomas da doença inspiram outros pacientes com câncer. Tanto que ela costuma receber comentários como “nem parece que você tem câncer”.

A notícia de que iria ficar careca a fez tomar uma atitude que tem mudado a vida de outras pessoas. “Sempre tão vaidosa, com cabelo grande, vivia na escova, aí vou aparecer careca e as pessoas vão me olhar com aquele olhar de pena. Então eu resolvi partilhar que estava doente, era mais pra evitar qualquer olhar de piedade quando eu encontrasse com conhecidos”, relata. Por isso, Maria Camila utilizou sua conta no Instagram, rede social de fotos, para mostrar sua nova rotina. Remédios, alimentação e tratamento são detalhados nas descrições das fotos, o que lhe rendeu um crescimento no número de seguidores, atualmente com mais de 5 mil.

[uol video=”http://mais.uol.com.br/view/15447378″]

“Se eu já compartilhava um pouco da minha vida na rede social por que eu teria que ter vergonha da minha nova rotina?”

Os novos seguidores são pacientes e pessoas que têm algum parente ou amigo com a doença. Pelo fato de ser psicóloga, Maria Camila recebe diversos e-mails de pessoas agradecendo pela força que suas postagens dão e de familiares pedindo aconselhamento. “As pessoas dizendo ‘obrigada pela força’, ‘nossa, que bom te ver assim’, ‘eu também tô doente, mas posso sair de casa, fazer exercício, posso sorrir’, ‘a vida não acabou’. Poxa, vamos fazer o melhor possível até acabar. Seja amanhã, seja daqui há um ano ou seja quando a gente estiver bem velhinha”, encoraja.

Descoberta do câncer

Um toque no seio a fez perceber que algo estava errado. Logo procurou uma clínica de radiologia, mesmo sem pedido médico, pois sabia da responsabilidade em cuidar de sua saúde. Ao chegar à clínica não havia médico disponível para atendê-la, apenas para meses depois. “Eu disse: Moço, vamos fazer o seguinte, eu fico aqui sentada esperando por um médico que possa me atender no intervalo de uma consulta e outra”, relembra. A insistência deu resultado. Depois de algumas horas de espera, conseguiu ser atendida. Após a consulta e exames veio o resultado: câncer de mama.

Como o câncer estava em estágio avançado, não foi possível operar, então teve de se apressar para as sessões de quimioterapia. Até então o conhecimento que tinha sobre a doença era superficial, por isso ocupou o tempo livre pesquisando sobre o assunto. “Eu não tenho nenhum histórico de câncer na família e sempre levei uma vida extremamente saudável. Nunca imaginei que fosse ter uma doença dessa”, confessa. Esse desconhecimento a impulsionou a buscar forças e exercitar sua fé. “A Bíblia nunca diz que você não vai ter um dia difícil, que sua vida vai ser uma maravilha. Mas ela sempre diz para você não ter medo. Eu fui me apegando a isso e tem dado certo”, destaca.

“Todo mundo sabe que vai morrer, mas quando existe essa possibilidade muito perto, você começa a dar mais valor à vida.”

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As sessões de quimioterapia são chamadas de “quimiofolia” por estar acompanhada de amigos e familiares. (FOTO: Reprodução)

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Psicóloga com câncer compartilha rotina nas redes sociais e encoraja outros pacientes

Em seu instagram, Camila explica cada etapa do tratamento com mensagens de motivação. (FOTO: Reprodução)

Psicóloga com câncer compartilha rotina nas redes sociais e encoraja outros pacientes
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Psicóloga com câncer compartilha rotina nas redes sociais e encoraja outros pacientes

Mesmo durante o tratamento, Camila usa sua experiência em palestras para encorajar outros pacientes e familiares. (FOTO: Reprodução)

Psicóloga com câncer compartilha rotina nas redes sociais e encoraja outros pacientes
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Psicóloga com câncer compartilha rotina nas redes sociais e encoraja outros pacientes

Segundo Camila, a fé é fundamental para encarar o tratamento da doença. (FOTO: Reprodução)

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Psicóloga com câncer compartilha rotina nas redes sociais e encoraja outros pacientes

Durante o tratamento a psicóloga continua praticando atividades físicas porém, com o ritmo moderado e acompanhado por profissionais. (FOTO: Reprodução)

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Amigas de Camila cortaram o cabelo em solidariedade. Os cabelos serão levados para doação. (FOTO: Reprodução)

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Amigas de Camila cortaram o cabelo em solidariedade. Os cabelos serão levados para doação. (FOTO: Reprodução)

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Após a surpresa das amigas, foi a vez de Camila desapegar do cabelo e levá-lo para doação. (FOTO: Reprodução)

Psicóloga com câncer compartilha rotina nas redes sociais e encoraja outros pacientes
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Psicóloga com câncer compartilha rotina nas redes sociais e encoraja outros pacientes

Em seu instagram, Camila explica cada etapa do tratamento com mensagens de motivação. (FOTO: Reprodução)

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Psicóloga com câncer compartilha rotina nas redes sociais e encoraja outros pacientes

Mesmo sem cílios e sem sobrancelha, Camila busca um jeito de não deixar a vaidade de lado. (REPRODUÇÃO)

Psicóloga com câncer compartilha rotina nas redes sociais e encoraja outros pacientes
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Psicóloga com câncer compartilha rotina nas redes sociais e encoraja outros pacientes

Mesmo sem cílios e sem sobrancelha, Camila busca um jeito de não deixar a vaidade de lado. (REPRODUÇÃO)

Psicóloga com câncer compartilha rotina nas redes sociais e encoraja outros pacientes
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Psicóloga com câncer compartilha rotina nas redes sociais e encoraja outros pacientes

Em seu instagram, Camila explica cada etapa do tratamento com mensagens de motivação. (FOTO: Reprodução)

Psicóloga com câncer compartilha rotina nas redes sociais e encoraja outros pacientes
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As sessões de quimioterapia são chamadas de “quimiofolia” por estar acompanhada de amigos e familiares. (FOTO: Reprodução)

Apoio familiar

O apoio da família e dos amigos tem dado força à sua recuperação. As sessões de quimioterapia se transformaram em momentos de confraternização, onde os colegas a acompanham e levam sorrisos para apoiá-la. Devido ao momento proporcionado, Camila chama as sessões de “quimiofolia”, uma forma de amenizar o tratamento. Vaidosa, preocupa-se em estar com o cabelo arrumado – apesar de saber que logo mais ele vai cair – e com um batom para destacar o seu sorriso. “Foi até engraçado quando meu cabelo começou a cair, eu tava com uma pena de desapegar, de cortar meu cabelo, porque ele estava grande há tanto tempo e minhas amigas chegaram aqui em casa todas de cabelo curto. Antes mesmo de eu cortar, eu achei aquilo tão lindo!”, comenta.

“Como paciente, só me cabe ser paciente, no sentido de paciência mesmo. Saber esperar o momento certo, se vier a cura – o que eu torço muito -, é um exercício de humildade.”

Aconselhamento

Para o futuro, a psicóloga pretende usar sua experiência para atender pacientes com câncer e mostrar que é possível vencer a doença. E já adianta uma recomendação aos parentes de pessoas com câncer. “Não façam cara de piedade para o paciente, pois ele sente. Às vezes o familiar está com mais medo do que o paciente. O apoio já é o suficiente, não precisa ter pena ou demonstrar medo”, propõe.

Já para os pacientes com câncer, ela sugere autocontrole e força de vontade. “Eu diria para ter fé e seguir em frente. Tentar ter uma qualidade de vida. Você tem uma responsabilidade no seu bem estar, não é uma doença que vai tirar o seu bem-estar. Se você se comprometer, o seu dia vai ser bem melhor do que você pensava”, conclui.