Troca de acusação, propaganda fora do ar e ação na Justiça: Roberto Cláudio e Capitão Wagner acirram disputa

CLIMA ESQUENTOU

Troca de acusação, propaganda fora do ar e ação na Justiça: Roberto Cláudio e Capitão Wagner acirram disputa

Candidatos à Prefeitura de Fortaleza subiram o clima da campanha eleitoral a menos de 15 dias da votação em segundo turno

Por Jéssica Welma em Política

17 de outubro de 2016 às 14:03

Há 3 anos

selo-03O segundo turno da campanha eleitoral em Fortaleza assumiu novo tom de acirramento nas últimas 48 horas, com ataques diretos entre Capitão Wagner (PR) e Roberto Cláudio (PDT), troca de acusações no horário eleitoral e nas redes sociais, e ações judiciais para tentar frear o adversário. A Justiça Eleitoral já interviu com cinco liminares entre o domingo (16) e a segunda-feira (17) contra a coligação do candidato do PR.

A mudança na estratégia de ataque ao adversário começou com a veiculação da propaganda eleitoral no rádio e na TV na qual Capitão Wagner acusa Roberto Cláudio de “mentir” sobre a construção de um depósito de medicamentos da Prefeitura de Fortaleza. O candidato do PR diz que o depósito pertence ao Instituto de Saúde e Gestão Hospitalar (ISGH) – organização social que administra os equipamentos e a logística da saúde em diversos municípios -, e não à Prefeitura, como veiculado na propaganda do atual prefeito.

Na representação, os advogados da coligação de Roberto Cláudio afirmam que “o Instituto de Saúde e Gestão Hospitalar (ISGH), criado pela prefeitura de Fortaleza, é uma entidade responsável pela organização e armazenamento dos remédios a serem distribuídos no município de Fortaleza” e “diferentemente da propaganda do representado, o ISGH não distribui remédios para todos os 184 municípios do Estado do Ceará, mas tão somente para Fortaleza”.

A propaganda continua veiculada no Facebook, após a Justiça Eleitoral proibir exibição no rádio e na TV. (Foto: Reprodução)

A propaganda continua veiculada no Facebook, após a Justiça Eleitoral proibir exibição no rádio e na TV. (Foto: Reprodução)

Wagner também usou seu horário eleitoral para atrelar RC à escândalos do Partido dos Trabalhadores (PT), que apoia parcialmente o candidato do PDT.

Em resposta, Roberto Cláudio divulgou vídeo nas redes sociais criticando a ação do adversário como “ataques grosseiros, calúnias, mentiras e falsidades”. “Esses ataques só mostram o despreparo e o desespero do meu adversário e de sua campanha. É lamentável que usem dessa forma o horário eleitoral gratuito, criado para que o eleitor possa conhecer os candidatos e avaliar suas propostas”, rebateu o atual prefeito.

Desde o domingo, já foram deferidas cinco liminares contra a campanha de Wagner, quatro delas diretamente sobre as propagandas eleitorais. Estão proibidas “a divulgação de qualquer propaganda eleitoral em rádio, TV e internet, que vinculem imagens do candidato Roberto Cláudio a pessoas que não integrem seu partido/coligação”, que atrelem RC ao escândalo do mensalão e abordem as acusações sobre a construção do depósito de medicamentos.

Como a decisão que proíbe a veiculação da propaganda do “escândalo dos remédios” – como denominou Capitão Wagner – não especifica a proibição para as redes sociais, o candidato do PR continua compartilhando os ataques em sua página nas redes sociais.

Novas ações

Através da assessoria, o candidato do PDT afirmou que deve recorrer judicialmente da veiculação nas redes sociais da propaganda que acusa o prefeito de “mentir” sobre o depósito de remédios. Já o advogado da coligação de Wagner, Vicente Aquino, afirmou que estão analisando contrapartida judicial contra a proibição de veicularem as propagandas.

Na manhã de hoje, a coligação de Capitão Wagner solicitou investigação da Justiça Eleitoral a suposto uso indevido dos meios de comunicação social e abuso de poder político da chapa de Roberto Cláudio.

Apreensão de adesivos

Também no domingo, a coligação de Wagner denunciou a distribuição de material de campanha “ofensivo” contra a campanha do PR. Adesivos contra Capitão Wagner estariam sendo distribuídos no bairro Conjunto Ceará, com os dizeres “#capetaoemeuzovo. Vicente Aquino pontuou que a coligação denunciou à Polícia e vai acompanhar a investigação sobre os atos contra Wagner.

Os adesivos estavam sendo distribuídos supostamente pelo presidente do Instituto Cuca – ligado à Prefeitura, Ismênio Bezerra. A assessoria de Roberto Cláudio afirmou, por telefone, que ainda não conseguiu contato com o presidente do Instituto para averiguar a situação.

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CLIMA ESQUENTOU

Troca de acusação, propaganda fora do ar e ação na Justiça: Roberto Cláudio e Capitão Wagner acirram disputa

Candidatos à Prefeitura de Fortaleza subiram o clima da campanha eleitoral a menos de 15 dias da votação em segundo turno

Por Jéssica Welma em Política

17 de outubro de 2016 às 14:03

Há 3 anos

selo-03O segundo turno da campanha eleitoral em Fortaleza assumiu novo tom de acirramento nas últimas 48 horas, com ataques diretos entre Capitão Wagner (PR) e Roberto Cláudio (PDT), troca de acusações no horário eleitoral e nas redes sociais, e ações judiciais para tentar frear o adversário. A Justiça Eleitoral já interviu com cinco liminares entre o domingo (16) e a segunda-feira (17) contra a coligação do candidato do PR.

A mudança na estratégia de ataque ao adversário começou com a veiculação da propaganda eleitoral no rádio e na TV na qual Capitão Wagner acusa Roberto Cláudio de “mentir” sobre a construção de um depósito de medicamentos da Prefeitura de Fortaleza. O candidato do PR diz que o depósito pertence ao Instituto de Saúde e Gestão Hospitalar (ISGH) – organização social que administra os equipamentos e a logística da saúde em diversos municípios -, e não à Prefeitura, como veiculado na propaganda do atual prefeito.

Na representação, os advogados da coligação de Roberto Cláudio afirmam que “o Instituto de Saúde e Gestão Hospitalar (ISGH), criado pela prefeitura de Fortaleza, é uma entidade responsável pela organização e armazenamento dos remédios a serem distribuídos no município de Fortaleza” e “diferentemente da propaganda do representado, o ISGH não distribui remédios para todos os 184 municípios do Estado do Ceará, mas tão somente para Fortaleza”.

A propaganda continua veiculada no Facebook, após a Justiça Eleitoral proibir exibição no rádio e na TV. (Foto: Reprodução)

A propaganda continua veiculada no Facebook, após a Justiça Eleitoral proibir exibição no rádio e na TV. (Foto: Reprodução)

Wagner também usou seu horário eleitoral para atrelar RC à escândalos do Partido dos Trabalhadores (PT), que apoia parcialmente o candidato do PDT.

Em resposta, Roberto Cláudio divulgou vídeo nas redes sociais criticando a ação do adversário como “ataques grosseiros, calúnias, mentiras e falsidades”. “Esses ataques só mostram o despreparo e o desespero do meu adversário e de sua campanha. É lamentável que usem dessa forma o horário eleitoral gratuito, criado para que o eleitor possa conhecer os candidatos e avaliar suas propostas”, rebateu o atual prefeito.

Desde o domingo, já foram deferidas cinco liminares contra a campanha de Wagner, quatro delas diretamente sobre as propagandas eleitorais. Estão proibidas “a divulgação de qualquer propaganda eleitoral em rádio, TV e internet, que vinculem imagens do candidato Roberto Cláudio a pessoas que não integrem seu partido/coligação”, que atrelem RC ao escândalo do mensalão e abordem as acusações sobre a construção do depósito de medicamentos.

Como a decisão que proíbe a veiculação da propaganda do “escândalo dos remédios” – como denominou Capitão Wagner – não especifica a proibição para as redes sociais, o candidato do PR continua compartilhando os ataques em sua página nas redes sociais.

Novas ações

Através da assessoria, o candidato do PDT afirmou que deve recorrer judicialmente da veiculação nas redes sociais da propaganda que acusa o prefeito de “mentir” sobre o depósito de remédios. Já o advogado da coligação de Wagner, Vicente Aquino, afirmou que estão analisando contrapartida judicial contra a proibição de veicularem as propagandas.

Na manhã de hoje, a coligação de Capitão Wagner solicitou investigação da Justiça Eleitoral a suposto uso indevido dos meios de comunicação social e abuso de poder político da chapa de Roberto Cláudio.

Apreensão de adesivos

Também no domingo, a coligação de Wagner denunciou a distribuição de material de campanha “ofensivo” contra a campanha do PR. Adesivos contra Capitão Wagner estariam sendo distribuídos no bairro Conjunto Ceará, com os dizeres “#capetaoemeuzovo. Vicente Aquino pontuou que a coligação denunciou à Polícia e vai acompanhar a investigação sobre os atos contra Wagner.

Os adesivos estavam sendo distribuídos supostamente pelo presidente do Instituto Cuca – ligado à Prefeitura, Ismênio Bezerra. A assessoria de Roberto Cláudio afirmou, por telefone, que ainda não conseguiu contato com o presidente do Instituto para averiguar a situação.