Polícia Federal investiga Cid Gomes no caso da JBS

INVESTIGAÇÃO

Polícia Federal investiga Cid Gomes no caso da JBS

O juiz determinou que a Polícia Federal instaure inquérito para apurar as denúncias contra Cid Gomes. O ex-governador negou as irregularidades

Por Tribuna do Ceará em Política

22 de março de 2018 às 15:49

Há 1 ano
Cid Gomes

O ex-governador abriu ação contra o delator (FOTO: Agência Brasil)

O juiz da 12ª Vara Federal, Danilo Dias Vasconcelos de Almeida, determinou que a Polícia Federal instaure inquérito para apurar as denúncias contra Cid Gomes. O processo chegou ao Ministério Público Federal do Ceará (MPF/CE) na tarde de quarta-feira (21).

As acusações foram feitas durante delação premiada de Wesley Batista. Ele acusou o ex-governador de ter negociado R$ 20 milhões em propina para a JBS. O empresário ainda afirma que Cid procurou pessoalmente
o grupo e que o esquema teria operado também em 2010. Segundo disse, Cid teria créditos de ICMS da empresa Cascavel Couros, do grupo JBS, em troca de doações milionárias à campanha de Camilo Santana ao Governo do Ceará em 2014.

Segundo o juiz, o depoimento do ex-diretor da JBS aponta supostos crimes cometidos pelo ex- governador como lavagem de dinheiro e corrupção ativa. “Os fatos foram apenas noticiados pelo colaborador, não tendo ainda se iniciado as investigações, nem havido a apuração da efetiva ocorrência”. 

As acusações envolviam também os secretários de Relações Internacionais, Antônio Balhmann, e de Turismo, Arialdo Pinho. Cid tentou que o processo ficasse no STF devido ao foto privilegiado dos dois. O ministro Edson Fachin, relator do caso na Corte, mandou que acusações do ano de 2010, onde secretários ainda não
são citados, venham para o Ceará.

Cid negou as irregularidades e comentou que as acusações não batem com o volume de recursos liberados pela JBS. “Não é possível fazer veiculação de qualquer tipo para esses pagamentos. Isso não é da minha índole, jamais foi feito. Nós temos regras e critérios para campanhas”. O ex-governador abriu ação contra o delator por calúnia e difamação.

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Polícia Federal investiga Cid Gomes no caso da JBS

O juiz determinou que a Polícia Federal instaure inquérito para apurar as denúncias contra Cid Gomes. O ex-governador negou as irregularidades

Por Tribuna do Ceará em Política

22 de março de 2018 às 15:49

Há 1 ano
Cid Gomes

O ex-governador abriu ação contra o delator (FOTO: Agência Brasil)

O juiz da 12ª Vara Federal, Danilo Dias Vasconcelos de Almeida, determinou que a Polícia Federal instaure inquérito para apurar as denúncias contra Cid Gomes. O processo chegou ao Ministério Público Federal do Ceará (MPF/CE) na tarde de quarta-feira (21).

As acusações foram feitas durante delação premiada de Wesley Batista. Ele acusou o ex-governador de ter negociado R$ 20 milhões em propina para a JBS. O empresário ainda afirma que Cid procurou pessoalmente
o grupo e que o esquema teria operado também em 2010. Segundo disse, Cid teria créditos de ICMS da empresa Cascavel Couros, do grupo JBS, em troca de doações milionárias à campanha de Camilo Santana ao Governo do Ceará em 2014.

Segundo o juiz, o depoimento do ex-diretor da JBS aponta supostos crimes cometidos pelo ex- governador como lavagem de dinheiro e corrupção ativa. “Os fatos foram apenas noticiados pelo colaborador, não tendo ainda se iniciado as investigações, nem havido a apuração da efetiva ocorrência”. 

As acusações envolviam também os secretários de Relações Internacionais, Antônio Balhmann, e de Turismo, Arialdo Pinho. Cid tentou que o processo ficasse no STF devido ao foto privilegiado dos dois. O ministro Edson Fachin, relator do caso na Corte, mandou que acusações do ano de 2010, onde secretários ainda não
são citados, venham para o Ceará.

Cid negou as irregularidades e comentou que as acusações não batem com o volume de recursos liberados pela JBS. “Não é possível fazer veiculação de qualquer tipo para esses pagamentos. Isso não é da minha índole, jamais foi feito. Nós temos regras e critérios para campanhas”. O ex-governador abriu ação contra o delator por calúnia e difamação.