Demitido na gestão Cid Gomes, Cabo Sabino, agora deputado, chama ex-ministro de "caloteiro"


Demitido na gestão Cid Gomes, Cabo Sabino, agora deputado, chama ex-ministro de “caloteiro”

Já o líder do Pros, Domingos Neto, rebateu as críticas da oposição e do PMDB ao, até então, ministro da Educação

Por Hayanne Narlla em Política

19 de março de 2015 às 10:00

Há 4 anos
Sabino acusou Cid Gomes de mentiroso e caloteiro (FOTO: Gustavo Lima / Câmara dos Deputados)

Sabino acusou Cid Gomes de mentiroso e caloteiro (FOTO: Gustavo Lima / Câmara dos Deputados)

As declarações do ex-ministro da Educação, Cid Gomes, estimularam pronunciamento de deputados do Ceará, na última quarta-feira (18). Cabo Sabino (PR) e Domingos Neto (Pros) se manifestaram sobre o caráter de Cid, contra e a favor, respectivamente.

Já no começo de sua fala, Sabino acusou o ex-governador do Ceará de mentiroso e caloteiro. “Não gosta das declarações abertas, nas ruas, mas das dadas entre quatro paredes”. Ele ainda relembrou o episódio com a revista IstoÉ, que publicou uma reportagem envolvendo Cid no caso de corrupção na Petrobras, a qual deixou o ex-ministro insatisfeito, solicitando o impedimento de circulação da edição.

“Quem não conhece vossa excelência, que lhe compre! No meu estado, vossa excelência não só mentiu, como caloteou os profissionais de segurança pública, especialmente os policiais e bombeiros militares”.

Cabo Sabino foi um dos líderes do movimento grevista da PM em 2011. Na ocasião da paralisação, ele ocupava o cargo de presidente da Associação dos Cabos e Soldados Militares do Ceará (ACSMCE). Conforme o Boletim do Comando Geral n° 094, de 22 de maio de 2013, Sabino foi demitido sob a alegativa de “participação ativa na reunião/assembleia (no dia três de janeiro de 2013) e inequívoca demonstração de liderança no movimento, caracterizando tais atos, como contrários aos valores militares”.

Domingos Neto defendeu Cid e reforçou que ele pediu desculpas (FOTO: Gustavo Lima / Câmara dos Deputados)

Domingos Neto defendeu Cid e reforçou que ele pediu desculpas (FOTO: Gustavo Lima / Câmara dos Deputados)

Defesa

Já o líder do Pros, Domingos Neto, rebateu as críticas da oposição e do PMDB ao, até então, ministro da Educação. As críticas a Cid, segundo Domingos, teriam a intenção de ver mais uma cadeira vaga na Esplanada do Ministério. “Foram colocadas as desculpas, agora, questionar a permanência do ministro é puxar de um fato para atender a interesses políticos obscenos”, declarou o líder.

Ele disse ainda que ouviu um pronunciamento diferente daquele questionado pela oposição. “Pelas palavras dos que me antecederam, parece que foram dois ministros diferentes que estiveram aqui”, comentou. Ele reforçou que Cid Gomes pediu, sim, desculpas. “Eu o ouvi reconhecer que foi infeliz naquele momento, não estava tentando falar como ministro, pediu reiteradamente perdão”, afirmou.

Relembre

O cearense foi à Câmara Federal pedir perdão por ter dito que havia “300, 400 achacadores” na Casa. Porém, ao fim de sua fala, atacou a base governista, chamado parlamentares de oportunistas, além de pedir para quem “larguem o osso”. O ministro acirrou os ânimos do parlamento, complicando a relação com o Poder Executivo.

Em meio às diversas críticas dos parlamentares ao ex-governador do Ceará, Cid escutou tudo em plenário calado. Porém, o estopim aconteceu quando o deputado federal Sérgio Szveiter (PSD-RJ) o chamou de palhaço. Cid pediu respeito e se retirou do local.

O presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), anunciou que a Casa Civil da Presidência da República comunicou a demissão do ministro da Educação. O anúncio foi feito minutos depois do abandono do cearense do plenário.

O Palácio do Planalto anunciou, através de nota oficial, o pedido de demissão. “O ministro da Educação, Cid Gomes, entregou nesta quarta-feira, 18 de março, seu pedido de demissão à presidenta Dilma Rousseff. Ela agradeceu a dedicação dele à frente da pasta”.

Com isso, o cearense, que nos últimos oito anos foi governador do Ceará, permaneceu no cargo durante somente 77 dias.

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Demitido na gestão Cid Gomes, Cabo Sabino, agora deputado, chama ex-ministro de “caloteiro”

Já o líder do Pros, Domingos Neto, rebateu as críticas da oposição e do PMDB ao, até então, ministro da Educação

Por Hayanne Narlla em Política

19 de março de 2015 às 10:00

Há 4 anos
Sabino acusou Cid Gomes de mentiroso e caloteiro (FOTO: Gustavo Lima / Câmara dos Deputados)

Sabino acusou Cid Gomes de mentiroso e caloteiro (FOTO: Gustavo Lima / Câmara dos Deputados)

As declarações do ex-ministro da Educação, Cid Gomes, estimularam pronunciamento de deputados do Ceará, na última quarta-feira (18). Cabo Sabino (PR) e Domingos Neto (Pros) se manifestaram sobre o caráter de Cid, contra e a favor, respectivamente.

Já no começo de sua fala, Sabino acusou o ex-governador do Ceará de mentiroso e caloteiro. “Não gosta das declarações abertas, nas ruas, mas das dadas entre quatro paredes”. Ele ainda relembrou o episódio com a revista IstoÉ, que publicou uma reportagem envolvendo Cid no caso de corrupção na Petrobras, a qual deixou o ex-ministro insatisfeito, solicitando o impedimento de circulação da edição.

“Quem não conhece vossa excelência, que lhe compre! No meu estado, vossa excelência não só mentiu, como caloteou os profissionais de segurança pública, especialmente os policiais e bombeiros militares”.

Cabo Sabino foi um dos líderes do movimento grevista da PM em 2011. Na ocasião da paralisação, ele ocupava o cargo de presidente da Associação dos Cabos e Soldados Militares do Ceará (ACSMCE). Conforme o Boletim do Comando Geral n° 094, de 22 de maio de 2013, Sabino foi demitido sob a alegativa de “participação ativa na reunião/assembleia (no dia três de janeiro de 2013) e inequívoca demonstração de liderança no movimento, caracterizando tais atos, como contrários aos valores militares”.

Domingos Neto defendeu Cid e reforçou que ele pediu desculpas (FOTO: Gustavo Lima / Câmara dos Deputados)

Domingos Neto defendeu Cid e reforçou que ele pediu desculpas (FOTO: Gustavo Lima / Câmara dos Deputados)

Defesa

Já o líder do Pros, Domingos Neto, rebateu as críticas da oposição e do PMDB ao, até então, ministro da Educação. As críticas a Cid, segundo Domingos, teriam a intenção de ver mais uma cadeira vaga na Esplanada do Ministério. “Foram colocadas as desculpas, agora, questionar a permanência do ministro é puxar de um fato para atender a interesses políticos obscenos”, declarou o líder.

Ele disse ainda que ouviu um pronunciamento diferente daquele questionado pela oposição. “Pelas palavras dos que me antecederam, parece que foram dois ministros diferentes que estiveram aqui”, comentou. Ele reforçou que Cid Gomes pediu, sim, desculpas. “Eu o ouvi reconhecer que foi infeliz naquele momento, não estava tentando falar como ministro, pediu reiteradamente perdão”, afirmou.

Relembre

O cearense foi à Câmara Federal pedir perdão por ter dito que havia “300, 400 achacadores” na Casa. Porém, ao fim de sua fala, atacou a base governista, chamado parlamentares de oportunistas, além de pedir para quem “larguem o osso”. O ministro acirrou os ânimos do parlamento, complicando a relação com o Poder Executivo.

Em meio às diversas críticas dos parlamentares ao ex-governador do Ceará, Cid escutou tudo em plenário calado. Porém, o estopim aconteceu quando o deputado federal Sérgio Szveiter (PSD-RJ) o chamou de palhaço. Cid pediu respeito e se retirou do local.

O presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), anunciou que a Casa Civil da Presidência da República comunicou a demissão do ministro da Educação. O anúncio foi feito minutos depois do abandono do cearense do plenário.

O Palácio do Planalto anunciou, através de nota oficial, o pedido de demissão. “O ministro da Educação, Cid Gomes, entregou nesta quarta-feira, 18 de março, seu pedido de demissão à presidenta Dilma Rousseff. Ela agradeceu a dedicação dele à frente da pasta”.

Com isso, o cearense, que nos últimos oito anos foi governador do Ceará, permaneceu no cargo durante somente 77 dias.