81% dos pacientes de chikungunya contraíram a doença dentro de casa, revela o prefeito Roberto Cláudio

ENTREVISTA

81% dos pacientes de chikungunya contraíram a doença em casa, revela o prefeito Roberto Cláudio

Em entrevista à Rádio Tribuna BandNews FM, o prefeito de Fortaleza usou o dado para ressaltar que o maior responsável pelo surto é a própria população

Por Lyvia Rocha em Política

5 de maio de 2017 às 12:45

Há 2 anos
Roberto Cláudio comentou sobre o alto índice de chicunguya (FOTO: Adriano Paiva/Tribuna do Ceará)

Roberto Cláudio comentou sobre o alto índice de chikungunya (FOTO: Adriano Paiva/Tribuna do Ceará)

Um assunto é recorrente em Fortaleza: chikungunya. Difícil achar alguém que não conheça quem já foi picado pelo mosquito Aedes aegypti e contraiu a doença. Foi um dos temas abordados pelo prefeito Roberto Cláudio, em entrevista nesta sexta-feira (5) à Rádio Tribuna BandNews FM. Ele aproveitou o espaço para indicar a necessidade de a população abraçar essa guerra.

Só no primeiro trimestre de 2017 foram registrados 1.867 casos de febre chikungunya. Em meio ao surto, que para alguns especialistas já pode ser tratado como epidemia, o gestor argumenta que a maior parte dos pacientes contraiu a doença dentro de casa.

> Hotsite Quem Mata o Mosquito – Veja pesquisas de universidades cearenses que buscam uma solução contra o  Aedes aegypti

“É um assunto realmente de grande importância, mas o grande problema ainda é domiciliar. O combate tem que ser dentro das residências, nos condomínios, fizemos uma pesquisa e comprovamos que 81% dos casos da doença aconteceram dentro de casa”, afirmou.

Indagado sobre o não uso dos fumacês, carros que passam com veneno para o mosquito pelas ruas, o prefeito diz que isso não é mais tarefa do município. 

“Os carros fumacês são administrados pelo Governo, e eles não circulam mais tanto porque a eficiência dele é relativa. Ele ajuda no combate a infestação no meio ambiente, sendo que o combate maior tem que ser dentro de casa. Até atrás da geladeira, que acumula água, e pode criar o mosquito”, reitera.

Com todos esses casos, a prefeitura irá fazer a partir da semana que vem uma campanha. “Vamos criar na próxima semana um fórum para se conscientizar sobre essa doença, até porque pode deixar consequências crônicas”.

Sobre o lixo espalhado em Fortaleza, Roberto Cláudio nega que isso esteja aumentando o surto de chikungunya. “No lixo, o mosquito raramente se prolifera”, destaca. “Mas isso também é uma questão de cidadania. Nós estamos aumentando a coleta, porque tem lixo na rua. Na Avenida Leste-Oeste, a coleta é realizada 8 vezes ao dia”, afirma.

Acompanhe a entrevista completa à Rádio Tribuna BandNews FM:

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81% dos pacientes de chikungunya contraíram a doença em casa, revela o prefeito Roberto Cláudio

Em entrevista à Rádio Tribuna BandNews FM, o prefeito de Fortaleza usou o dado para ressaltar que o maior responsável pelo surto é a própria população

Por Lyvia Rocha em Política

5 de maio de 2017 às 12:45

Há 2 anos
Roberto Cláudio comentou sobre o alto índice de chicunguya (FOTO: Adriano Paiva/Tribuna do Ceará)

Roberto Cláudio comentou sobre o alto índice de chikungunya (FOTO: Adriano Paiva/Tribuna do Ceará)

Um assunto é recorrente em Fortaleza: chikungunya. Difícil achar alguém que não conheça quem já foi picado pelo mosquito Aedes aegypti e contraiu a doença. Foi um dos temas abordados pelo prefeito Roberto Cláudio, em entrevista nesta sexta-feira (5) à Rádio Tribuna BandNews FM. Ele aproveitou o espaço para indicar a necessidade de a população abraçar essa guerra.

Só no primeiro trimestre de 2017 foram registrados 1.867 casos de febre chikungunya. Em meio ao surto, que para alguns especialistas já pode ser tratado como epidemia, o gestor argumenta que a maior parte dos pacientes contraiu a doença dentro de casa.

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“É um assunto realmente de grande importância, mas o grande problema ainda é domiciliar. O combate tem que ser dentro das residências, nos condomínios, fizemos uma pesquisa e comprovamos que 81% dos casos da doença aconteceram dentro de casa”, afirmou.

Indagado sobre o não uso dos fumacês, carros que passam com veneno para o mosquito pelas ruas, o prefeito diz que isso não é mais tarefa do município. 

“Os carros fumacês são administrados pelo Governo, e eles não circulam mais tanto porque a eficiência dele é relativa. Ele ajuda no combate a infestação no meio ambiente, sendo que o combate maior tem que ser dentro de casa. Até atrás da geladeira, que acumula água, e pode criar o mosquito”, reitera.

Com todos esses casos, a prefeitura irá fazer a partir da semana que vem uma campanha. “Vamos criar na próxima semana um fórum para se conscientizar sobre essa doença, até porque pode deixar consequências crônicas”.

Sobre o lixo espalhado em Fortaleza, Roberto Cláudio nega que isso esteja aumentando o surto de chikungunya. “No lixo, o mosquito raramente se prolifera”, destaca. “Mas isso também é uma questão de cidadania. Nós estamos aumentando a coleta, porque tem lixo na rua. Na Avenida Leste-Oeste, a coleta é realizada 8 vezes ao dia”, afirma.

Acompanhe a entrevista completa à Rádio Tribuna BandNews FM: