Apesar do aumento da violência, delegado-geral comemora alto índice de prisões


Apesar do aumento da violência no Ceará, delegado-geral comemora alto índice de prisões

De acordo com o delegado-geral da Polícia Civil, a população carcerária do Ceará é de 28 mil, enquanto a do Rio de Janeiro é de 31 mil

Por Roberta Tavares em Polícia

24 de março de 2014 às 13:00

Há 5 anos
Andrade Júnior aproveitou a oportunidade para alfinetar a antiga gestão (FOTO: Polícia Civil/Divulgação)

Andrade Júnior aproveitou a oportunidade para alfinetar a antiga gestão (FOTO: Polícia Civil/Divulgação)

A violência e a sensação de insegurança aumentam a cada dia em Fortaleza. Homicídios, latrocínios, assaltos e sequestros são constantes na segunda cidade mais perigosa do país, de acordo com da pesquisa da ONG mexicana Conselho Cidadão para Segurança Pública e Justiça Penal.

O delegado-geral da Polícia Civil no Ceará, Andrade Júnior, admitiu surpresa com o elevado número de homicídios registrados de janeiro a março deste ano, totalizando 766 mortos. Em entrevista à Tribuna BandNews FM na manhã desta segunda-feira (24), afirmou que, no último semestre do ano passado, o estado apresentou queda no número de homicídios. “No início deste ano, notamos aumento do crime, principalmente referentes a homicídios. Sinceramente, não eram os números que esperávamos”.

Mesmo assim, Andrade Júnior comemora o aumento do índice de prisões no estado. De acordo com ele, o Ceará é, proporcionalmente, o estado que mais prende. “Tem sido feitas muitas prisões. Nosso sistema penitenciário está lotado por causa disso. Temos uma população carcerária com o número próximo à do Rio de Janeiro, com 28 mil e 31 mil bandidos presos, respectivamente”, afirma.

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Segurança esquecida

Andrade Júnior aproveitou a oportunidade para alfinetar a antiga gestão. Segundo disse, a criminalidade “é reflexo do que houve no passado, de esquecimento ao trabalho que deveria ter sido feito de forma paulatina”.

De acordo com ele, na gestão do governador Cid Gomes (Pros), houve aumento de 70% do efetivo, além de estabelecimento de metas para a polícia. “A segurança pública tem de estar de olhos abertos. Tudo tem sido estudado, com reuniões à noite, monitoramentos… Não existe feriado, nem sábado e domingo. A intenção é estimular e mostrar a nova sistemática de trabalho”, diz.

Confiança

O delegado-geral afirmou ainda se preocupar diariamente com “todos aqueles que não têm preparação policial e precisam vivenciar hoje situação um tanto complicada no aspecto da criminalidade”.

Segundo disse, só existe uma alternativa para que seja devolvida a sensação de insegurança para a sociedade: reduzindo o índice de criminalidade. “A gente sabe que a necessidade é urgente. Precisamos fazer com que as pessoas se sintam seguras, e eu me incluo como membro da sociedade, porque tenho minha família, minha esposa, minha filha. Acredito piamente que vamos conseguir”, conclui. “A sociedade tem que confiar no nosso trabalho”, finaliza.

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Apesar do aumento da violência no Ceará, delegado-geral comemora alto índice de prisões

De acordo com o delegado-geral da Polícia Civil, a população carcerária do Ceará é de 28 mil, enquanto a do Rio de Janeiro é de 31 mil

Por Roberta Tavares em Polícia

24 de março de 2014 às 13:00

Há 5 anos
Andrade Júnior aproveitou a oportunidade para alfinetar a antiga gestão (FOTO: Polícia Civil/Divulgação)

Andrade Júnior aproveitou a oportunidade para alfinetar a antiga gestão (FOTO: Polícia Civil/Divulgação)

A violência e a sensação de insegurança aumentam a cada dia em Fortaleza. Homicídios, latrocínios, assaltos e sequestros são constantes na segunda cidade mais perigosa do país, de acordo com da pesquisa da ONG mexicana Conselho Cidadão para Segurança Pública e Justiça Penal.

O delegado-geral da Polícia Civil no Ceará, Andrade Júnior, admitiu surpresa com o elevado número de homicídios registrados de janeiro a março deste ano, totalizando 766 mortos. Em entrevista à Tribuna BandNews FM na manhã desta segunda-feira (24), afirmou que, no último semestre do ano passado, o estado apresentou queda no número de homicídios. “No início deste ano, notamos aumento do crime, principalmente referentes a homicídios. Sinceramente, não eram os números que esperávamos”.

Mesmo assim, Andrade Júnior comemora o aumento do índice de prisões no estado. De acordo com ele, o Ceará é, proporcionalmente, o estado que mais prende. “Tem sido feitas muitas prisões. Nosso sistema penitenciário está lotado por causa disso. Temos uma população carcerária com o número próximo à do Rio de Janeiro, com 28 mil e 31 mil bandidos presos, respectivamente”, afirma.

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Segurança esquecida

Andrade Júnior aproveitou a oportunidade para alfinetar a antiga gestão. Segundo disse, a criminalidade “é reflexo do que houve no passado, de esquecimento ao trabalho que deveria ter sido feito de forma paulatina”.

De acordo com ele, na gestão do governador Cid Gomes (Pros), houve aumento de 70% do efetivo, além de estabelecimento de metas para a polícia. “A segurança pública tem de estar de olhos abertos. Tudo tem sido estudado, com reuniões à noite, monitoramentos… Não existe feriado, nem sábado e domingo. A intenção é estimular e mostrar a nova sistemática de trabalho”, diz.

Confiança

O delegado-geral afirmou ainda se preocupar diariamente com “todos aqueles que não têm preparação policial e precisam vivenciar hoje situação um tanto complicada no aspecto da criminalidade”.

Segundo disse, só existe uma alternativa para que seja devolvida a sensação de insegurança para a sociedade: reduzindo o índice de criminalidade. “A gente sabe que a necessidade é urgente. Precisamos fazer com que as pessoas se sintam seguras, e eu me incluo como membro da sociedade, porque tenho minha família, minha esposa, minha filha. Acredito piamente que vamos conseguir”, conclui. “A sociedade tem que confiar no nosso trabalho”, finaliza.