1ª audiência sobre chacina de Messejana tem protestos de familiares de PMs

CURIÓ

1ª audiência sobre chacina de Messejana tem protestos de familiares de PMs

Além de alguns policiais envolvidos, a justiça também ouviu sete vítimas que sobreviveram no dia da maior chacina da história do Ceará

Por Matheus Ribeiro em Polícia

7 de outubro de 2016 às 14:01

Há 3 anos
Familiares de policiais se manifestaram do lado de fora do fórum (FOTO: Matheus Ribeiro / Tribuna Do Ceará )

Familiares de policiais se manifestaram do lado de fora do fórum (FOTO: Matheus Ribeiro / Tribuna Do Ceará )

A Justiça do Ceará realizou, nesta sexta-feira (7), a primeira audiência do processo sobre a chacina da Grande Messejana. Na ocasião, sete vítimas sobreviventes e alguns policiais militares foram ouvidos na 1ª Vara do Júri do Fórum Clóvis Beviláquia.

Do lado de fora da sessão, que iniciou por volta das 10h, familiares e representantes da Associação das Esposas das Praças Militares do Ceará (ASSEPEC) estiveram presente em forma de protesto.

De acordo com a presidente da Associação, Nina Carvalho, o objetivo da manifestação é chamar atenção para os policiais que estão presos pela chacina, mas que, segundo ela, não participaram do crime.

“O crime precisa ser investigado, mas de forma coerente. E a gente observa que o Ministério Público foi infeliz de divulgar a lista com os nomes dos policiais, já que tem policiais ali que não possuem nenhum envolvimento. Ao divulgar, o MP já julgou os policiais, pois pra sociedade todos que estão ali são culpados e isso não é verdade”, explica Nina. 

Além dos representantes da associação, a manifestação possuía alguns parentes de policiais. O Tribuna do Ceará tentou entrevistá-los, mas nenhum parente quis conceder entrevista por questões de ameaças. Segundo os parentes, muitos familiares estão sofrendo ameaças de familiares das vítimas da chacina.

Lista

A relação com os nomes dos PMs denunciados pelo MP foi divulgada no dia 1º de setembro. Os detalhes da denúncia foram apresentados pelo procurador-geral de Justiça, Plácido Barroso Rios; o coordenador do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), o promotor Manoel Epaminondas Vasconcelos; e os promotores Marcus Renan Plácido, Joseana França, Alice Iracema Aragão, Humberto Ibiapina, Rinaldo Janja e Felipe Diogo.

Chacina

A chacina é referente às mortes ocorridas em novembro do ano passado, na região da Grande Messejana, em Fortaleza. Ao todo, 11 pessoas foram assassinadas e outras sete foram vítimas de crimes distintos. A denúncia foi oferecida contra 44 policiais militares.

Curió
0h20min – Antônio Alisson Inácio Cardoso, 17 anos
0h20min – Jardel Lima dos Santos, 17 anos
1h20min – Alef Souza Cavalcante , 17 anos
1h20min – Renayson Girão da Silva, 17 anos
1h54min – Patricio João Pinho Leite, 16 anos
3h33min – Jandson Alexandre de Sousa, 19 anos
3h33min – Francisco Elenildo Pereira Chagas, 41 anos
3h33min – Valmir Ferreira da Conceição, 37 anos
3h57min – Pedro Alcantara Barroso do Nascimento, 18 anos

Messejana
3h57min – Marcelo da Silva Pereira, 17 anos
3h57min – Desconhecido do sexo masculino

Familiares de policiais afirmam que alguns dos PMs presos não possuem envolvimento no crime
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Familiares de policiais afirmam que alguns dos PMs presos não possuem envolvimento no crime

(FOTO: Matheus Ribeiro / Tribuna do Ceará)

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(FOTO: Matheus Ribeiro / Tribuna do Ceará)

Acompanhe o caso:

12 de novembro – Secretaria de Segurança monta força-tarefa para investigar mortes em sequência em Messejana

12 de novembro – Escolas suspendem aulas por sequência de mortes na Grande Messejana

13 de novembro – Sequência de mortes em Fortaleza aconteceu em 4 horas com pelos menos 4 adolescentes assassinados

13 de novembro – Sequência de mortes muda rotina no terminal da Messejana

13 de novembro – Nenhuma das vítimas de chacina da Messejana tinha antecedentes criminais graves

14 de novembro – Associação de PMs diz que é inadmissível associar crimes à represália por morte de policial

16 de novembro – Após sequência de mortes, moradores do Curió realizam protesto

16 de novembro – Mensagens de ameaças em Fortaleza espalham-se por Whatsapp; PM desmente boatos

16 de novembro – Após divulgar vídeo com ameaças, adolescente pede desculpas à polícia

16 de novembro – Viatura da polícia é incendiada, e quartel é alvejado por tiros em Fortaleza

16 de novembro – Ministério Público vai investigar mortes da chacina na Grande Messejana

17 de novembro – Presidente de associação lamenta que sociedade não se sensibiliza mais com morte de policiais

17 de novembro – Dois carros com atiradores encapuzados metralham quatro pessoas em dois bairros de Fortaleza

17 de novembro – #TamoJuntoCurió: Página de apoio às vítimas de chacina vira febre em poucas horas

18 de novembro – Moradores do Curió prometem “marcação cerrada” ao governo por justiça após chacina

18 de novembro – Secretário de Segurança promete investigar denúncia sobre grupo de extermínio na Polícia

19 de novembro – Parentes e amigos querem que vítimas de chacina deem nome a ruas do Curió

20 de novembro – Mãe de jovem morto em chacina contesta que ele respondia a ação por pensão alimentícia

23 de novembro – Vítima da chacina de Messejana deixou viúva de 16 anos, já mãe de bebê de 3 meses

22 de dezembro – Detento suspeito de envolvimento na Chacina de Messejana é encontrado morto em presídio

12 de janeiro – Maior chacina da história do Ceará completa 2 meses, ainda sem autoria conhecida

14 de janeiro – Coordenadoria da Prefeitura critica Governo por lentidão na investigação da chacina de Messejana

11 de fevereiro – 3 meses depois da chacina da Messejana, nada de resposta na investigação policial

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CURIÓ

1ª audiência sobre chacina de Messejana tem protestos de familiares de PMs

Além de alguns policiais envolvidos, a justiça também ouviu sete vítimas que sobreviveram no dia da maior chacina da história do Ceará

Por Matheus Ribeiro em Polícia

7 de outubro de 2016 às 14:01

Há 3 anos
Familiares de policiais se manifestaram do lado de fora do fórum (FOTO: Matheus Ribeiro / Tribuna Do Ceará )

Familiares de policiais se manifestaram do lado de fora do fórum (FOTO: Matheus Ribeiro / Tribuna Do Ceará )

A Justiça do Ceará realizou, nesta sexta-feira (7), a primeira audiência do processo sobre a chacina da Grande Messejana. Na ocasião, sete vítimas sobreviventes e alguns policiais militares foram ouvidos na 1ª Vara do Júri do Fórum Clóvis Beviláquia.

Do lado de fora da sessão, que iniciou por volta das 10h, familiares e representantes da Associação das Esposas das Praças Militares do Ceará (ASSEPEC) estiveram presente em forma de protesto.

De acordo com a presidente da Associação, Nina Carvalho, o objetivo da manifestação é chamar atenção para os policiais que estão presos pela chacina, mas que, segundo ela, não participaram do crime.

“O crime precisa ser investigado, mas de forma coerente. E a gente observa que o Ministério Público foi infeliz de divulgar a lista com os nomes dos policiais, já que tem policiais ali que não possuem nenhum envolvimento. Ao divulgar, o MP já julgou os policiais, pois pra sociedade todos que estão ali são culpados e isso não é verdade”, explica Nina. 

Além dos representantes da associação, a manifestação possuía alguns parentes de policiais. O Tribuna do Ceará tentou entrevistá-los, mas nenhum parente quis conceder entrevista por questões de ameaças. Segundo os parentes, muitos familiares estão sofrendo ameaças de familiares das vítimas da chacina.

Lista

A relação com os nomes dos PMs denunciados pelo MP foi divulgada no dia 1º de setembro. Os detalhes da denúncia foram apresentados pelo procurador-geral de Justiça, Plácido Barroso Rios; o coordenador do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), o promotor Manoel Epaminondas Vasconcelos; e os promotores Marcus Renan Plácido, Joseana França, Alice Iracema Aragão, Humberto Ibiapina, Rinaldo Janja e Felipe Diogo.

Chacina

A chacina é referente às mortes ocorridas em novembro do ano passado, na região da Grande Messejana, em Fortaleza. Ao todo, 11 pessoas foram assassinadas e outras sete foram vítimas de crimes distintos. A denúncia foi oferecida contra 44 policiais militares.

Curió
0h20min – Antônio Alisson Inácio Cardoso, 17 anos
0h20min – Jardel Lima dos Santos, 17 anos
1h20min – Alef Souza Cavalcante , 17 anos
1h20min – Renayson Girão da Silva, 17 anos
1h54min – Patricio João Pinho Leite, 16 anos
3h33min – Jandson Alexandre de Sousa, 19 anos
3h33min – Francisco Elenildo Pereira Chagas, 41 anos
3h33min – Valmir Ferreira da Conceição, 37 anos
3h57min – Pedro Alcantara Barroso do Nascimento, 18 anos

Messejana
3h57min – Marcelo da Silva Pereira, 17 anos
3h57min – Desconhecido do sexo masculino

Familiares de policiais afirmam que alguns dos PMs presos não possuem envolvimento no crime
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Familiares de policiais afirmam que alguns dos PMs presos não possuem envolvimento no crime

(FOTO: Matheus Ribeiro / Tribuna do Ceará)

Familiares de policiais afirmam que alguns dos PMs presos não possuem envolvimento no crime
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Familiares de policiais afirmam que alguns dos PMs presos não possuem envolvimento no crime

(FOTO: Matheus Ribeiro / Tribuna do Ceará)

Familiares de policiais afirmam que alguns dos PMs presos não possuem envolvimento no crime
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Familiares de policiais afirmam que alguns dos PMs presos não possuem envolvimento no crime

(FOTO: Matheus Ribeiro / Tribuna do Ceará)

Familiares de policiais afirmam que alguns dos PMs presos não possuem envolvimento no crime
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Familiares de policiais afirmam que alguns dos PMs presos não possuem envolvimento no crime

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Familiares de policiais afirmam que alguns dos PMs presos não possuem envolvimento no crime

(FOTO: Matheus Ribeiro / Tribuna do Ceará)

Familiares de policiais afirmam que alguns dos PMs presos não possuem envolvimento no crime
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Familiares de policiais afirmam que alguns dos PMs presos não possuem envolvimento no crime

(FOTO: Matheus Ribeiro / Tribuna do Ceará)

Familiares de policiais afirmam que alguns dos PMs presos não possuem envolvimento no crime
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Familiares de policiais afirmam que alguns dos PMs presos não possuem envolvimento no crime

(FOTO: Matheus Ribeiro / Tribuna do Ceará)

Acompanhe o caso:

12 de novembro – Secretaria de Segurança monta força-tarefa para investigar mortes em sequência em Messejana

12 de novembro – Escolas suspendem aulas por sequência de mortes na Grande Messejana

13 de novembro – Sequência de mortes em Fortaleza aconteceu em 4 horas com pelos menos 4 adolescentes assassinados

13 de novembro – Sequência de mortes muda rotina no terminal da Messejana

13 de novembro – Nenhuma das vítimas de chacina da Messejana tinha antecedentes criminais graves

14 de novembro – Associação de PMs diz que é inadmissível associar crimes à represália por morte de policial

16 de novembro – Após sequência de mortes, moradores do Curió realizam protesto

16 de novembro – Mensagens de ameaças em Fortaleza espalham-se por Whatsapp; PM desmente boatos

16 de novembro – Após divulgar vídeo com ameaças, adolescente pede desculpas à polícia

16 de novembro – Viatura da polícia é incendiada, e quartel é alvejado por tiros em Fortaleza

16 de novembro – Ministério Público vai investigar mortes da chacina na Grande Messejana

17 de novembro – Presidente de associação lamenta que sociedade não se sensibiliza mais com morte de policiais

17 de novembro – Dois carros com atiradores encapuzados metralham quatro pessoas em dois bairros de Fortaleza

17 de novembro – #TamoJuntoCurió: Página de apoio às vítimas de chacina vira febre em poucas horas

18 de novembro – Moradores do Curió prometem “marcação cerrada” ao governo por justiça após chacina

18 de novembro – Secretário de Segurança promete investigar denúncia sobre grupo de extermínio na Polícia

19 de novembro – Parentes e amigos querem que vítimas de chacina deem nome a ruas do Curió

20 de novembro – Mãe de jovem morto em chacina contesta que ele respondia a ação por pensão alimentícia

23 de novembro – Vítima da chacina de Messejana deixou viúva de 16 anos, já mãe de bebê de 3 meses

22 de dezembro – Detento suspeito de envolvimento na Chacina de Messejana é encontrado morto em presídio

12 de janeiro – Maior chacina da história do Ceará completa 2 meses, ainda sem autoria conhecida

14 de janeiro – Coordenadoria da Prefeitura critica Governo por lentidão na investigação da chacina de Messejana

11 de fevereiro – 3 meses depois da chacina da Messejana, nada de resposta na investigação policial