Talento da música erudita, garoto de 13 anos de Viçosa é conhecido como Mini Tenor do Ceará


Talento da música erudita, garoto de 13 anos de Viçosa é conhecido como Mini Tenor do Ceará

Diego Gabriel, cantor desde 7 anos, foi convidado a dividir palco com tenores como Franklin Dantas, Samira Denoa e George Nashville

Por Thamiris Treigher em Perfil

19 de novembro de 2015 às 05:00

Há 4 anos
Diego Gabriel Fontenele Ximenes, de 12 anos, é conhecido como o Mini Tenor do Ceará (Foto: Divulgação)

Diego Gabriel Fontenele Ximenes, de 12 anos, é conhecido como o Mini Tenor do Ceará (Foto: Divulgação)

“Sem a música, a vida seria um erro”, disse Friedrich Nietzsche. “A música exprime a mais alta filosofia numa linguagem que a razão não compreende”, segundo Arthur Schopenhauer. Bem, não há dúvidas que a música emociona, acalma, alegra, consola. Mexe com nossas emoções. E ela pode vir de onde menos se espera, ou de quem não se imagina.

Na cidade de Viçosa do Ceará, localizada a 290 km de Fortaleza, um menino já mostrava desde muito novo o interesse pela música. E por música erudita, o que despertou a curiosidade dos moradores da cidade do interior do Ceará.

Diego Gabriel Fontenele Ximenes, de 13 anos, é conhecido como o Mini Tenor do Ceará. Por volta dos 7 anos de idade, já cantava em igrejas e simulava celebrações de missas no terraço da sua casa. Sempre ganhando destaque na igreja que frequentava. Apesar da pouca idade, suas celebrações acumulavam dezenas de pessoas, principalmente idosas, que adoravam o pequeno “padre”.

Auxiliador e incentivador de sua carreira, o tio de Diego, Marcos Fontenele, conta que desde muito pequeno, antes mesmo de aprender a falar, ele já gostava de ouvir músicas, acompanhando o ritmo e cantarolando do seu jeito. “Lembro bem, uma vez quando ouvíamos Zezé de Camargo e Luciano, ele tinha ainda cerca de 1 ano, e prestando atenção na música, cantou muito bem o refrão, imitando a voz do Zezé com fôlego até o final! Foi crescendo e aprendendo a falar e cantar ao mesmo tempo”, diz. Em casa, ele sempre cantarolava musicas atípicas para sua idade, como músicas com “notas mais longas”, o que chamava muita atenção, sendo sempre incentivado pela mãe e pelos avós maternos.

Francy Mary Fontenele, mãe de Diego, fala sobre a  herança musical na família. “Meu pai era músico desde os 12 anos de idade e entendia muito quem era afinado e quem não era. Ele tocava tudo e entendia as partituras. Desde que Diego usava fraldas e pegava o microfone para cantar, meu pai dizia que gostava e que sua voz era nota 10”, conta.

Com 9 anos, Diego começou a participar do coral de sua escola e logo se destacou. “Sua primeira apresentação foi nesse coral, na festa de final de ano da escola. Ele foi muito elogiado e aplaudido por todos ali presentes”, conta Marcos. Diego, então, inscreveu-se para participar do Festival de Música da Ibiapaba, que acontece todos os anos em Viçosa do Ceará, com apresentações solo. O menino foi muito elogiado e destacou-se dentre as demais crianças.

[uol video=”http://mais.uol.com.br/view/15664956″]

 

Durante o festival de música, sua mãe ficou sabendo que o maestro Poty, também nascido em Viçosa do Ceará, iria apresentar-se com seu coral de Fortaleza. Ao ouvir a voz e se comover com seu talento, o convidou para vir para Fortaleza fazer parte do coral das crianças que se apresentam durante as comemorações natalinas, conhecida como “Natal de Luz”, com apresentações em shoppings, na Cidade da Criança, no programa Ceará Caboclo e nas janelas do antigo hotel na Praça do Ferreira.

Diego diz gostar da vida de músico. “Eu gosto, comecei na igreja e para mim é como se fosse uma diversão, porque uso minha voz para cantar e ajudar as pessoas que não entendem”. Entre os ensaios para as apresentações, Diego ganhou destaque e foi convidado a fazer apresentações solo, dividindo os palcos com tenores nacionais e internacionais, como Franklin Dantas, a cantora lírica Samira Denoa e o tenor George Nashville.

A partir dessas apresentações, o maestro deu destaque para o potencial lírico de Diego, antes ouvido somente em músicas de igreja e apresentações de sua cidade. Deixou de cantar somente músicas religiosas como “Força e Vitória”, para explorar sua voz em músicas como “Panis Angelicus” e “Ave Maria de Gounoud”.

O mini tenor tem planos para o futuro. “O estilo que quero seguir, eu não sei. Mas quero sim ser cantor”. Diego nunca fez aulas de canto ou de instrumentos. O talento dele foi percebido e incentivado pelos parentes desde muito novo. Atualmente com 13 anos, Diego pretende se dedicar as aulas de canto e aperfeiçoar ainda mais sua voz. A música agradece.

Apresentação no
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Apresentação no “Natal de Luz”, em 2014

(Foto: Divulgação)

Apresentação no
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Apresentação no “Natal de Luz”, em 2014

(Foto: Divulgação)

Mini Tenor do Ceará
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Mini Tenor do Ceará

(Foto: Divulgação)

 

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Talento da música erudita, garoto de 13 anos de Viçosa é conhecido como Mini Tenor do Ceará

Diego Gabriel, cantor desde 7 anos, foi convidado a dividir palco com tenores como Franklin Dantas, Samira Denoa e George Nashville

Por Thamiris Treigher em Perfil

19 de novembro de 2015 às 05:00

Há 4 anos
Diego Gabriel Fontenele Ximenes, de 12 anos, é conhecido como o Mini Tenor do Ceará (Foto: Divulgação)

Diego Gabriel Fontenele Ximenes, de 12 anos, é conhecido como o Mini Tenor do Ceará (Foto: Divulgação)

“Sem a música, a vida seria um erro”, disse Friedrich Nietzsche. “A música exprime a mais alta filosofia numa linguagem que a razão não compreende”, segundo Arthur Schopenhauer. Bem, não há dúvidas que a música emociona, acalma, alegra, consola. Mexe com nossas emoções. E ela pode vir de onde menos se espera, ou de quem não se imagina.

Na cidade de Viçosa do Ceará, localizada a 290 km de Fortaleza, um menino já mostrava desde muito novo o interesse pela música. E por música erudita, o que despertou a curiosidade dos moradores da cidade do interior do Ceará.

Diego Gabriel Fontenele Ximenes, de 13 anos, é conhecido como o Mini Tenor do Ceará. Por volta dos 7 anos de idade, já cantava em igrejas e simulava celebrações de missas no terraço da sua casa. Sempre ganhando destaque na igreja que frequentava. Apesar da pouca idade, suas celebrações acumulavam dezenas de pessoas, principalmente idosas, que adoravam o pequeno “padre”.

Auxiliador e incentivador de sua carreira, o tio de Diego, Marcos Fontenele, conta que desde muito pequeno, antes mesmo de aprender a falar, ele já gostava de ouvir músicas, acompanhando o ritmo e cantarolando do seu jeito. “Lembro bem, uma vez quando ouvíamos Zezé de Camargo e Luciano, ele tinha ainda cerca de 1 ano, e prestando atenção na música, cantou muito bem o refrão, imitando a voz do Zezé com fôlego até o final! Foi crescendo e aprendendo a falar e cantar ao mesmo tempo”, diz. Em casa, ele sempre cantarolava musicas atípicas para sua idade, como músicas com “notas mais longas”, o que chamava muita atenção, sendo sempre incentivado pela mãe e pelos avós maternos.

Francy Mary Fontenele, mãe de Diego, fala sobre a  herança musical na família. “Meu pai era músico desde os 12 anos de idade e entendia muito quem era afinado e quem não era. Ele tocava tudo e entendia as partituras. Desde que Diego usava fraldas e pegava o microfone para cantar, meu pai dizia que gostava e que sua voz era nota 10”, conta.

Com 9 anos, Diego começou a participar do coral de sua escola e logo se destacou. “Sua primeira apresentação foi nesse coral, na festa de final de ano da escola. Ele foi muito elogiado e aplaudido por todos ali presentes”, conta Marcos. Diego, então, inscreveu-se para participar do Festival de Música da Ibiapaba, que acontece todos os anos em Viçosa do Ceará, com apresentações solo. O menino foi muito elogiado e destacou-se dentre as demais crianças.

[uol video=”http://mais.uol.com.br/view/15664956″]

 

Durante o festival de música, sua mãe ficou sabendo que o maestro Poty, também nascido em Viçosa do Ceará, iria apresentar-se com seu coral de Fortaleza. Ao ouvir a voz e se comover com seu talento, o convidou para vir para Fortaleza fazer parte do coral das crianças que se apresentam durante as comemorações natalinas, conhecida como “Natal de Luz”, com apresentações em shoppings, na Cidade da Criança, no programa Ceará Caboclo e nas janelas do antigo hotel na Praça do Ferreira.

Diego diz gostar da vida de músico. “Eu gosto, comecei na igreja e para mim é como se fosse uma diversão, porque uso minha voz para cantar e ajudar as pessoas que não entendem”. Entre os ensaios para as apresentações, Diego ganhou destaque e foi convidado a fazer apresentações solo, dividindo os palcos com tenores nacionais e internacionais, como Franklin Dantas, a cantora lírica Samira Denoa e o tenor George Nashville.

A partir dessas apresentações, o maestro deu destaque para o potencial lírico de Diego, antes ouvido somente em músicas de igreja e apresentações de sua cidade. Deixou de cantar somente músicas religiosas como “Força e Vitória”, para explorar sua voz em músicas como “Panis Angelicus” e “Ave Maria de Gounoud”.

O mini tenor tem planos para o futuro. “O estilo que quero seguir, eu não sei. Mas quero sim ser cantor”. Diego nunca fez aulas de canto ou de instrumentos. O talento dele foi percebido e incentivado pelos parentes desde muito novo. Atualmente com 13 anos, Diego pretende se dedicar as aulas de canto e aperfeiçoar ainda mais sua voz. A música agradece.

Apresentação no
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Apresentação no “Natal de Luz”, em 2014

(Foto: Divulgação)

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Apresentação no “Natal de Luz”, em 2014

(Foto: Divulgação)

Mini Tenor do Ceará
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Mini Tenor do Ceará

(Foto: Divulgação)