Médica perde todo o cabelo em dois meses e vira inspiração para pacientes


Médica perde todo o cabelo em dois meses e vira inspiração para pacientes

Carol Gondim foi diagnosticada com doença rara, perdeu todos os pelos do corpo e fez da experiência uma forma de ajudar jovens com câncer

Por Roberta Tavares em Perfil

1 de junho de 2015 às 06:30

Há 4 anos
http://www.haircaptain.co.uk/

Carol foi diagnosticada com o tipo universal da doença, que resulta na perda de todos os pelos do corpo (FOTO: Arquivo pessoal)

Ela perdeu todos os cabelos. Não é preciso ser mulher para ter dimensão do quanto isso pode impactar na vida de alguém. Aos 19 anos, Carol Gondim descobriu que tinha uma doença rara e fez dela um caminho para ajudar outras pessoas. Agora, aos 29, aproveita o melhor que a experiência tem a oferecer.

Os primeiros sinais da perda de cabelos surgiram quando a cearense começou a faculdade de Medicina, em 2005, em Juazeiro do Norte, interior do Ceará. “Fui ao salão, e o cabeleireiro notou uma falha no meu couro cabeludo, uma área redonda sem cabelo. Eu não percebi, porque tinha muito cabelo na época”, lembra.

Procurou ajuda e foi diagnosticada com alopecia areata, uma doença autoimune que acomete 2% da população, afeta ambos os sexos e pode surgir em qualquer idade. “Meu organismo não reconhece as células do cabelo e as combate porque interpreta como células agressoras, inimigas do organismo”, explica.

Ela perderia todos os pelos do corpo, pois estava com o tipo universal da doença. Após a descoberta, a família teve choque inicial, mas a cearense recebeu apoio e incentivo de todos. “Minha mãe dizia que, se pudesse, raspava o cabelo dela para me dar. Me dizia sempre que minha beleza ia muito além do cabelo”.

Esperançosa, a jovem fez tratamentos com pomadas, soluções e injeções no couro cabeludo. Nenhum deu resultado. Começou, então, a tomar corticoides. O cabelo voltou a nascer, mas os efeitos colaterais eram bem severos, como possibilidade de adquirir hipertensão e osteoporose. “Parei de tomar. Dentro de poucos dias caiu tudo de novo. Eu não conseguia mais frear”, revela. Em dois meses, ficou completamente careca, sem cílios e sem pelos nas sobrancelhas.

As pessoas olham com pena, mas não me incomodo
Com o emocional abalado, Carol passou por um período de reflexão. Revolta, raiva, tristeza, questionamentos. “Tinha receio de estar com alguma doença mais grave, medo de meu namorado da época me deixar. Chorei alguns dias, e então me peguei pensando: ou eu enfrento isso da melhor maneira ou então vou me entregar à tristeza”. Resolveu enfrentar, acreditando que tudo teria uma razão, na qual não podia entender naquele momento, mas se faria clara no futuro.

Seguindo sua vida, a então acadêmica de Medicina escolheu ingressar no serviço de mastologia, onde passou a atuar junto a pacientes com câncer de mama, e sua vida ganhou outro significado. “Sempre gostei muito da área de câncer, pensava inicialmente em fazer oncologia pediátrica. Ao ter a oportunidade de conhecer a mastologia, me identifiquei de imediato com as mulheres que fazem quimioterapia e passam pelo mesmo processo de perda de cabelo”.

Apesar de não sentir dores e ter uma vida completamente normal, diversas vezes Carol é comparada a pacientes com câncer, e ainda se depara com olhares preconceituosos. “As pessoas olham com pena, mas não me incomodo com o que elas estão pensando ou achando”. E isso é nítido na cearense. Desde que passou a se sentir bem com ela, teve coragem de sair sem peruca, independente da opinião dos outros. “Saía à praia sem peruca, mas a aceitação maior foi quando conheci uma pessoa que me mostrou e fez entender que o cabelo era só um detalhe”.

Veja as fotos:

Médica Carol Gondim
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Médica Carol Gondim

Ter vários visuais é um dos pontos positivos para a médica. Ela consegue combinar o cabelo com a roupa ou com a ocasião. Virou uma verdadeira brincadeira (FOTO: Arquivo pessoal)

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Ter vários visuais é um dos pontos positivos para a médica. Ela consegue combinar o cabelo com a roupa ou com a ocasião. Virou uma verdadeira brincadeira (FOTO: Arquivo pessoal)

Vaidosa, Carol passou a ver com alegria a doença, e até brinca com o namorado sobre a falta de cabelo. Ele a conheceu com uma peruca chanel preta pela manhã e à noite com uma loira longa cacheada. No dia seguinte, a jovem apareceu com uma curta loira. “Ele ficou super empolgado quando eu disse: ‘já imaginou você poder ter várias namoradas em uma só?”.

A melhor vantagem, segundo a jovem, é não fazer depilação. “Isso é fantástico! Quando penso em, quem sabe um dia, meu cabelo voltar a crescer, imagino que vou reclamar muito, por ter que me depilar de novo”. A médica usa cílios postiços e tem a sobrancelha tatuada na pele.

“Quando penso em, quem sabe um dia, meu cabelo voltar a crescer, imagino que vou reclamar muito, por ter que me depilar de novo” (Carol Gondim)

Ter vários visuais também é outro ponto positivo. Conseguir combinar o cabelo com a roupa ou com a ocasião não é para qualquer um. Virou uma verdadeira brincadeira. Para trabalhar, Carol opta pela peruca loira curta e nunca troca no hospital, para não confundir os pacientes. A jovem tem, em média, 10 perucas de uso pessoal. Por serem importadas e de excelente qualidade, o valor é bem salgado, cerca de R$ 2 mil. “Elas não apertam e nem caem, porque o acabamento é muito bem feito. Tem o formato da cabeça, então ajusta sem apertar, e também não cai com facilidade. Eu danço, corro, já pulei até na piscina e tomei banho de mar”, comemora.

A médica tem perucas de todos os estilos, desde loiro curto a castanho cacheado (FOTO: Arquivo pessoal)

A médica tem perucas de todos os estilos, desde loiro curto a castanho cacheado (FOTO: Arquivo pessoal)

E a experiência com a perda de cabelo é levada ao consultório. Quando vê alguma paciente sofrendo, com dificuldade em aderir ao tratamento ou receio de perder o parceiro, ela usa a história de vida como exemplo. “Eu procuro mostrar a elas que consigo viver normalmente sem cabelos e que elas podem ser bonitas, mesmo sem cabelos”, diz.

As perucas que não usa doa, colocando o sorriso no rosto de cada garota diagnosticada com câncer sem condição financeira para adquirir. “Infelizmente são poucas perucas, não é sempre que tenho, mas acredito que podemos ajudar nem que seja aos pouquinhos”.

Outra forma encontrada pela médica para ajudar as pacientes, foi criar – junto à irmã – uma página no Facebook, intitulada “Contos de Uma Careca Feliz”, com mais de mil curtidores. Lá, a médica faz postagens e narra como foi o processo enfrentado. “Acredito que amadureci muito. Meus valores e conceitos sobre beleza real, enfrentamento de problemas, mudou. Aprendi que podemos levar a vida de maneira mais prática e feliz e não dar tanta importância aos problemas pequenos, sabe?”.

A fé em Deus que Carol tem lhe trouxe novos rumos e a resposta divina. Dez anos depois de ser diagnosticada com a doença, ela aproveita o que a vida tem de melhor a oferecer. A vaidade e o amor próprio, elementos que fazem parte da autoestima de qualquer indivíduo, ganharam outro significado. “Nada acontece por acaso em nossas vidas. Qualquer coisa que estejamos passando tem um propósito. Independente de se ter câncer ou não, diante dos problemas da vida é preciso ter cabeça erguida, fé, e tudo o que for para felicidade virá naturalmente”.

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Médica perde todo o cabelo em dois meses e vira inspiração para pacientes

Carol Gondim foi diagnosticada com doença rara, perdeu todos os pelos do corpo e fez da experiência uma forma de ajudar jovens com câncer

Por Roberta Tavares em Perfil

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Há 4 anos
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Carol foi diagnosticada com o tipo universal da doença, que resulta na perda de todos os pelos do corpo (FOTO: Arquivo pessoal)

Ela perdeu todos os cabelos. Não é preciso ser mulher para ter dimensão do quanto isso pode impactar na vida de alguém. Aos 19 anos, Carol Gondim descobriu que tinha uma doença rara e fez dela um caminho para ajudar outras pessoas. Agora, aos 29, aproveita o melhor que a experiência tem a oferecer.

Os primeiros sinais da perda de cabelos surgiram quando a cearense começou a faculdade de Medicina, em 2005, em Juazeiro do Norte, interior do Ceará. “Fui ao salão, e o cabeleireiro notou uma falha no meu couro cabeludo, uma área redonda sem cabelo. Eu não percebi, porque tinha muito cabelo na época”, lembra.

Procurou ajuda e foi diagnosticada com alopecia areata, uma doença autoimune que acomete 2% da população, afeta ambos os sexos e pode surgir em qualquer idade. “Meu organismo não reconhece as células do cabelo e as combate porque interpreta como células agressoras, inimigas do organismo”, explica.

Ela perderia todos os pelos do corpo, pois estava com o tipo universal da doença. Após a descoberta, a família teve choque inicial, mas a cearense recebeu apoio e incentivo de todos. “Minha mãe dizia que, se pudesse, raspava o cabelo dela para me dar. Me dizia sempre que minha beleza ia muito além do cabelo”.

Esperançosa, a jovem fez tratamentos com pomadas, soluções e injeções no couro cabeludo. Nenhum deu resultado. Começou, então, a tomar corticoides. O cabelo voltou a nascer, mas os efeitos colaterais eram bem severos, como possibilidade de adquirir hipertensão e osteoporose. “Parei de tomar. Dentro de poucos dias caiu tudo de novo. Eu não conseguia mais frear”, revela. Em dois meses, ficou completamente careca, sem cílios e sem pelos nas sobrancelhas.

As pessoas olham com pena, mas não me incomodo
Com o emocional abalado, Carol passou por um período de reflexão. Revolta, raiva, tristeza, questionamentos. “Tinha receio de estar com alguma doença mais grave, medo de meu namorado da época me deixar. Chorei alguns dias, e então me peguei pensando: ou eu enfrento isso da melhor maneira ou então vou me entregar à tristeza”. Resolveu enfrentar, acreditando que tudo teria uma razão, na qual não podia entender naquele momento, mas se faria clara no futuro.

Seguindo sua vida, a então acadêmica de Medicina escolheu ingressar no serviço de mastologia, onde passou a atuar junto a pacientes com câncer de mama, e sua vida ganhou outro significado. “Sempre gostei muito da área de câncer, pensava inicialmente em fazer oncologia pediátrica. Ao ter a oportunidade de conhecer a mastologia, me identifiquei de imediato com as mulheres que fazem quimioterapia e passam pelo mesmo processo de perda de cabelo”.

Apesar de não sentir dores e ter uma vida completamente normal, diversas vezes Carol é comparada a pacientes com câncer, e ainda se depara com olhares preconceituosos. “As pessoas olham com pena, mas não me incomodo com o que elas estão pensando ou achando”. E isso é nítido na cearense. Desde que passou a se sentir bem com ela, teve coragem de sair sem peruca, independente da opinião dos outros. “Saía à praia sem peruca, mas a aceitação maior foi quando conheci uma pessoa que me mostrou e fez entender que o cabelo era só um detalhe”.

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Ter vários visuais é um dos pontos positivos para a médica. Ela consegue combinar o cabelo com a roupa ou com a ocasião. Virou uma verdadeira brincadeira (FOTO: Arquivo pessoal)

Vaidosa, Carol passou a ver com alegria a doença, e até brinca com o namorado sobre a falta de cabelo. Ele a conheceu com uma peruca chanel preta pela manhã e à noite com uma loira longa cacheada. No dia seguinte, a jovem apareceu com uma curta loira. “Ele ficou super empolgado quando eu disse: ‘já imaginou você poder ter várias namoradas em uma só?”.

A melhor vantagem, segundo a jovem, é não fazer depilação. “Isso é fantástico! Quando penso em, quem sabe um dia, meu cabelo voltar a crescer, imagino que vou reclamar muito, por ter que me depilar de novo”. A médica usa cílios postiços e tem a sobrancelha tatuada na pele.

“Quando penso em, quem sabe um dia, meu cabelo voltar a crescer, imagino que vou reclamar muito, por ter que me depilar de novo” (Carol Gondim)

Ter vários visuais também é outro ponto positivo. Conseguir combinar o cabelo com a roupa ou com a ocasião não é para qualquer um. Virou uma verdadeira brincadeira. Para trabalhar, Carol opta pela peruca loira curta e nunca troca no hospital, para não confundir os pacientes. A jovem tem, em média, 10 perucas de uso pessoal. Por serem importadas e de excelente qualidade, o valor é bem salgado, cerca de R$ 2 mil. “Elas não apertam e nem caem, porque o acabamento é muito bem feito. Tem o formato da cabeça, então ajusta sem apertar, e também não cai com facilidade. Eu danço, corro, já pulei até na piscina e tomei banho de mar”, comemora.

A médica tem perucas de todos os estilos, desde loiro curto a castanho cacheado (FOTO: Arquivo pessoal)

A médica tem perucas de todos os estilos, desde loiro curto a castanho cacheado (FOTO: Arquivo pessoal)

E a experiência com a perda de cabelo é levada ao consultório. Quando vê alguma paciente sofrendo, com dificuldade em aderir ao tratamento ou receio de perder o parceiro, ela usa a história de vida como exemplo. “Eu procuro mostrar a elas que consigo viver normalmente sem cabelos e que elas podem ser bonitas, mesmo sem cabelos”, diz.

As perucas que não usa doa, colocando o sorriso no rosto de cada garota diagnosticada com câncer sem condição financeira para adquirir. “Infelizmente são poucas perucas, não é sempre que tenho, mas acredito que podemos ajudar nem que seja aos pouquinhos”.

Outra forma encontrada pela médica para ajudar as pacientes, foi criar – junto à irmã – uma página no Facebook, intitulada “Contos de Uma Careca Feliz”, com mais de mil curtidores. Lá, a médica faz postagens e narra como foi o processo enfrentado. “Acredito que amadureci muito. Meus valores e conceitos sobre beleza real, enfrentamento de problemas, mudou. Aprendi que podemos levar a vida de maneira mais prática e feliz e não dar tanta importância aos problemas pequenos, sabe?”.

A fé em Deus que Carol tem lhe trouxe novos rumos e a resposta divina. Dez anos depois de ser diagnosticada com a doença, ela aproveita o que a vida tem de melhor a oferecer. A vaidade e o amor próprio, elementos que fazem parte da autoestima de qualquer indivíduo, ganharam outro significado. “Nada acontece por acaso em nossas vidas. Qualquer coisa que estejamos passando tem um propósito. Independente de se ter câncer ou não, diante dos problemas da vida é preciso ter cabeça erguida, fé, e tudo o que for para felicidade virá naturalmente”.