Cearense domina mercado de pipas do Nordeste


Cearense domina mercado de pipas no Nordeste

Quando criança, o cearense Marcelo Leonilia vendia pipas na rua. Três décadas depois, a fábrica dele é referência no Nordeste e produz 500 mil pipas por ano

Por Rafael Luis Azevedo em Perfil

27 de agosto de 2013 às 19:20

Há 6 anos
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Marcelo Leonilia vendia pipa na rua aos 13 anos. Hoje, comercializa 500 mil por ano (Foto: Rafael Luis Azevedo)

Marcelo vendia pipa nas ruas de Fortaleza aos 13 anos. Passadas três décadas, o cearense é o maior abastecedor do mercado de pipas no Nordeste. Sua trajetória de sucesso, de vendedor ambulante a empresário, é exemplo de empreendedorismo. Acima de tudo, é um caso que inspira quem aposta (ou quer apostar) num sonho.

Aberta há seis anos, a empresa de Marcelo Sidney Leonilia Alexandre, de 42 anos, é hoje a maior do Nordeste no ramo de atuação. Possui uma fábrica, no bairro Demócrito Rocha, e mais três lojas, uma ao lado da fábrica, outra no Bom Jardim e outra no Carlito Pamplona, todas na periferia. A Chocolate Pipas virou sucesso em bodegas de Fortaleza.

O negócio começou quando Marcelo ficou desempregado. “Fui vendedor durante muitos anos, mas resolvi fazer algo pra mim. Como sempre fui bom em montar pipa, combinei com minha mulher de fazer algumas para vender. Pintava a mão”, relata Marcelo, que começou com capital de R$ 1.000. “Deu certo”, reforça. E como deu!

Por ano a Chocolate Pipas produz 500 mil pipas – dispostas uma atrás da outra, isso dá 250 km, distância de Fortaleza a Sobral. Boa parte delas é vendida em duas temporadas, de dezembro a fevereiro e de maio a julho, época em que a criançada corre para as ruas. “Vendemos em muitas cidades do interior e em estados vizinhos”.

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Empresa de produção de pipas, com uma fábrica e três lojas, emprega 22 pessoas (Foto: Rafael Luis Azevedo)

Como o produto é barato, a venda precisa ter larga escala para garantir renda. Suas pipas, de três tamanhos diferentes, são vendidas por R$ 1,25, R$ 1,70 e R$ 3. À preço de revenda, ficam em R$ 0,80, R$ 1 e R$ 2. “Tenho clientes que compram milhares de uma vez só”, conta Marcelo. A atração é um modelo decorativo, de 1,5 metro, vendido a R$ 40.

A vareta de bambu usada nas pipas é comprada em Minas Gerais, sendo de melhor qualidade que a matéria-prima local. Já o papel de seda vem de São Paulo já com os desenhos impressos, após o envio das imagens pela internet. O próximo passo é produzir o papel em Fortaleza, para a revenda em armazéns. “Estamos em processo de ampliação do galpão”.

A família inteira abraçou o negócio. Os filhos de 21 e 20 anos cuidam das lojas do Carlito Pamplona e Bom Jardim. A esposa trabalha na loja de fábrica. E o filho de 11 é responsável pelo carimbo da logomarca da empresa na pipas. “É difícil ter alguém pra carimbar mais rápido”, vangloria-se. Ao todo, o negócio emprega 22 pessoas.

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Marcelo Leonília já venceu alguns prêmios em concursos de arte em pipas (Foto: Rafael Luis Azevedo)

O sucesso foi consequência. “Eu era de família carente, cheguei a ser supervisor de venda de refrigerante e cerveja, mas nunca consegui o que tenho agora”, comemora. Depois de morar de aluguel, hoje ele possui apartamento, comprou carro, moto e duas casas. “Sou realizado profissionalmente”. O garoto de 13 anos não sonhava com tanto.

 

 

 

 

Confira mais detalhes sobre a produção de pipas na reportagem do programa Gente na TV:

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Cearense domina mercado de pipas no Nordeste

Quando criança, o cearense Marcelo Leonilia vendia pipas na rua. Três décadas depois, a fábrica dele é referência no Nordeste e produz 500 mil pipas por ano

Por Rafael Luis Azevedo em Perfil

27 de agosto de 2013 às 19:20

Há 6 anos
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Marcelo Leonilia vendia pipa na rua aos 13 anos. Hoje, comercializa 500 mil por ano (Foto: Rafael Luis Azevedo)

Marcelo vendia pipa nas ruas de Fortaleza aos 13 anos. Passadas três décadas, o cearense é o maior abastecedor do mercado de pipas no Nordeste. Sua trajetória de sucesso, de vendedor ambulante a empresário, é exemplo de empreendedorismo. Acima de tudo, é um caso que inspira quem aposta (ou quer apostar) num sonho.

Aberta há seis anos, a empresa de Marcelo Sidney Leonilia Alexandre, de 42 anos, é hoje a maior do Nordeste no ramo de atuação. Possui uma fábrica, no bairro Demócrito Rocha, e mais três lojas, uma ao lado da fábrica, outra no Bom Jardim e outra no Carlito Pamplona, todas na periferia. A Chocolate Pipas virou sucesso em bodegas de Fortaleza.

O negócio começou quando Marcelo ficou desempregado. “Fui vendedor durante muitos anos, mas resolvi fazer algo pra mim. Como sempre fui bom em montar pipa, combinei com minha mulher de fazer algumas para vender. Pintava a mão”, relata Marcelo, que começou com capital de R$ 1.000. “Deu certo”, reforça. E como deu!

Por ano a Chocolate Pipas produz 500 mil pipas – dispostas uma atrás da outra, isso dá 250 km, distância de Fortaleza a Sobral. Boa parte delas é vendida em duas temporadas, de dezembro a fevereiro e de maio a julho, época em que a criançada corre para as ruas. “Vendemos em muitas cidades do interior e em estados vizinhos”.

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Empresa de produção de pipas, com uma fábrica e três lojas, emprega 22 pessoas (Foto: Rafael Luis Azevedo)

Como o produto é barato, a venda precisa ter larga escala para garantir renda. Suas pipas, de três tamanhos diferentes, são vendidas por R$ 1,25, R$ 1,70 e R$ 3. À preço de revenda, ficam em R$ 0,80, R$ 1 e R$ 2. “Tenho clientes que compram milhares de uma vez só”, conta Marcelo. A atração é um modelo decorativo, de 1,5 metro, vendido a R$ 40.

A vareta de bambu usada nas pipas é comprada em Minas Gerais, sendo de melhor qualidade que a matéria-prima local. Já o papel de seda vem de São Paulo já com os desenhos impressos, após o envio das imagens pela internet. O próximo passo é produzir o papel em Fortaleza, para a revenda em armazéns. “Estamos em processo de ampliação do galpão”.

A família inteira abraçou o negócio. Os filhos de 21 e 20 anos cuidam das lojas do Carlito Pamplona e Bom Jardim. A esposa trabalha na loja de fábrica. E o filho de 11 é responsável pelo carimbo da logomarca da empresa na pipas. “É difícil ter alguém pra carimbar mais rápido”, vangloria-se. Ao todo, o negócio emprega 22 pessoas.

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Marcelo Leonília já venceu alguns prêmios em concursos de arte em pipas (Foto: Rafael Luis Azevedo)

O sucesso foi consequência. “Eu era de família carente, cheguei a ser supervisor de venda de refrigerante e cerveja, mas nunca consegui o que tenho agora”, comemora. Depois de morar de aluguel, hoje ele possui apartamento, comprou carro, moto e duas casas. “Sou realizado profissionalmente”. O garoto de 13 anos não sonhava com tanto.

 

 

 

 

Confira mais detalhes sobre a produção de pipas na reportagem do programa Gente na TV: