Conheça 3 casos de cearenses que comandam franquias de sucesso no Nordeste


Conheça 3 casos de cearenses que comandam franquias de sucesso no Nordeste

Por serem mais consolidadas, filiais representam um porto seguro para empreendedores que procuram apostar em modelo de negócio rentável

Por Marianna Gomes em Negócios

15 de setembro de 2015 às 07:00

Há 4 anos

Abrir um negócio, muitas vezes, é um processo além de burocrático, exaustivo. Um dos principais impedimentos para os empreendedores que querem investir em algo próprio é a falta de dinheiro para aplicar. Uma opção para um investimento mais seguro é a franquia, uma variedade comercial que envolve a distribuição de produtos ou serviços, de acordo com condições estabelecidas entre o franqueador – dono da marca – e franqueado. Por serem mais consolidadas, as filiais representam um porto seguro para empreendedores que procuram apostar em modelo de negócio rentável e presente no cotidiano dos consumidores.

Para ilustrar a eficiência desse tipo de modalidade, o Tribuna do Ceará listou três casos de sucesso de donos de franquias cearenses que foram além do Estado e se consolidaram no mercado.

Clecilda

Clecilda Beserra é atual dona e uma das diretoras da Ferrovia Eyewear. (FOTO: Arquivo pessoal)

De um sonho ao sucesso

Criada em 1982, a Inbrasol produzia óculos solares para outras grifes. Em 1994, o representante comercial José Beserra decidiu criar sua própria assinatura graças a um sonho que teve.

“Já tínhamos contratado uma empresa especializada para decidir que nome daríamos a empresa, e durante seis meses nada deu certo. Um dia ele sonhou que estava em sua sala e uma pessoa aparecia e dizia que o nome deveria ser Ferrovia. No começo eu estranhei, mas hoje tenho certeza que foi um sinal divino”, conta a atual dona e uma das diretora da marca, Clecilda Beserra.

Com 21 anos firmados no mercado, a Ferrovia Eyewear é uma das marcas mais conhecidas no segmento de óculos solar no Nordeste, com 45 franquias espalhas pelo Ceará, Paraíba, Piauí, Amazonas e Maranhão. Além das lojas físicas e quiosques, a empresa possui também uma loja virtual. Segundo  a diretora, o investimento dos quiosques é de R$ 40 mil e as lojas R$ 100 mil.

“O retorno do investimento é sempre com 24 meses, pelo menos no nosso caso, às vezes vem até antes”, pontua. “As franquias têm se revelado como uma ótima opção de crescimento para os empreendedores. Nós não dispomos do nosso capital, pois existem parceiros que auxiliam no processo”, recomenda.

/home/tribu/public html/wp content/uploads/sites/2/2015/09/bebelu crédito jarbas oliveira

Criada em 1986 por Dernier Rios, a Bebelu já é a 5º maior franquia de fast-food do Brasil. (FOTO: Divulgação/ Jarbas Oliveira)

Quinta maior do Brasil

As combinações nos sanduíches para além do hambúrguer e salada surgiram para matar a fome dos amigos após noites de festas na cozinha do fundador da marca, Dernier Pessoas Rios, em 1986. Concorrente “mordida-a-mordida” com gigantes do ramo fast-food, a empresa cearense Bebelu sanduíches conseguiu ocupar um lugar de destaque no setor alimentício nacional, com diferencial de adotar ingredientes tipicamente nordestinos, como carne de sol.

A marca que começou em um carrinho de lanches na calçada hoje se multiplicou em mais de 80 lojas e conquistou o título de quinta melhor franquia de fast-food do Brasil e a primeira no Nordeste, segundo a revista Pequenas Empresas Grandes Negócios. Em 2013, o faturamento chegou a R$ 100 milhões.

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Junto com o irmão e um amigo, Lairton Brasileiro criou em 1998 a Stalker, marca de vestuário masculino. (FOTO: Reprodução)

Irmãos empreendedores

Criada em 1998 pelos irmãos cearenses Lairton e Lagildo Brasilero, a Stalker, marca de vestuário masculino, já conta com 33 franquias nos estados do Ceará, Alagoas, Amapá, Maranhão, Minas Gerais, Paraíba, Piauí e Rio Grande do Norte. “É uma alegria muito grande pra gente ter conseguido tanta luta chegar nesses 17 anos” , conta Lairton.

A gestora da marca, Sarah Oliveira, destaca que o investimento de uma loja em shopping, por exemplo, custa R$ 360 mil, e o retorno do investimento é de 36 meses. No último ano, a Stalker faturou mais de R$ 15 milhões. Com 31 lojas físicas, dois pontos multimarcas e a previsão de mais duas lojas até o mês de novembro, a gestora informa que, para ser um franqueado é necessário o comprometimento total ao negócio, experiência em varejo, sobretudo no mercado em que vai atuar.

Analisar é preciso

A analista do Sebrae Cattleya Guedes explica que, embora a franquia tenha todo o plano de negócios pronto, como marketing, layout e regras que podem dar maior garantia ao empreendedor, é necessário avaliar e conhecer a marca em que se vai investir. “É importante, primeiro, saber qual lucro o empreendedor deseja. A partir daí ele vai verificar a taxa de sobrevivência e de retorno da filial”, completa.

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Conheça 3 casos de cearenses que comandam franquias de sucesso no Nordeste

Por serem mais consolidadas, filiais representam um porto seguro para empreendedores que procuram apostar em modelo de negócio rentável

Por Marianna Gomes em Negócios

15 de setembro de 2015 às 07:00

Há 4 anos

Abrir um negócio, muitas vezes, é um processo além de burocrático, exaustivo. Um dos principais impedimentos para os empreendedores que querem investir em algo próprio é a falta de dinheiro para aplicar. Uma opção para um investimento mais seguro é a franquia, uma variedade comercial que envolve a distribuição de produtos ou serviços, de acordo com condições estabelecidas entre o franqueador – dono da marca – e franqueado. Por serem mais consolidadas, as filiais representam um porto seguro para empreendedores que procuram apostar em modelo de negócio rentável e presente no cotidiano dos consumidores.

Para ilustrar a eficiência desse tipo de modalidade, o Tribuna do Ceará listou três casos de sucesso de donos de franquias cearenses que foram além do Estado e se consolidaram no mercado.

Clecilda

Clecilda Beserra é atual dona e uma das diretoras da Ferrovia Eyewear. (FOTO: Arquivo pessoal)

De um sonho ao sucesso

Criada em 1982, a Inbrasol produzia óculos solares para outras grifes. Em 1994, o representante comercial José Beserra decidiu criar sua própria assinatura graças a um sonho que teve.

“Já tínhamos contratado uma empresa especializada para decidir que nome daríamos a empresa, e durante seis meses nada deu certo. Um dia ele sonhou que estava em sua sala e uma pessoa aparecia e dizia que o nome deveria ser Ferrovia. No começo eu estranhei, mas hoje tenho certeza que foi um sinal divino”, conta a atual dona e uma das diretora da marca, Clecilda Beserra.

Com 21 anos firmados no mercado, a Ferrovia Eyewear é uma das marcas mais conhecidas no segmento de óculos solar no Nordeste, com 45 franquias espalhas pelo Ceará, Paraíba, Piauí, Amazonas e Maranhão. Além das lojas físicas e quiosques, a empresa possui também uma loja virtual. Segundo  a diretora, o investimento dos quiosques é de R$ 40 mil e as lojas R$ 100 mil.

“O retorno do investimento é sempre com 24 meses, pelo menos no nosso caso, às vezes vem até antes”, pontua. “As franquias têm se revelado como uma ótima opção de crescimento para os empreendedores. Nós não dispomos do nosso capital, pois existem parceiros que auxiliam no processo”, recomenda.

/home/tribu/public html/wp content/uploads/sites/2/2015/09/bebelu crédito jarbas oliveira

Criada em 1986 por Dernier Rios, a Bebelu já é a 5º maior franquia de fast-food do Brasil. (FOTO: Divulgação/ Jarbas Oliveira)

Quinta maior do Brasil

As combinações nos sanduíches para além do hambúrguer e salada surgiram para matar a fome dos amigos após noites de festas na cozinha do fundador da marca, Dernier Pessoas Rios, em 1986. Concorrente “mordida-a-mordida” com gigantes do ramo fast-food, a empresa cearense Bebelu sanduíches conseguiu ocupar um lugar de destaque no setor alimentício nacional, com diferencial de adotar ingredientes tipicamente nordestinos, como carne de sol.

A marca que começou em um carrinho de lanches na calçada hoje se multiplicou em mais de 80 lojas e conquistou o título de quinta melhor franquia de fast-food do Brasil e a primeira no Nordeste, segundo a revista Pequenas Empresas Grandes Negócios. Em 2013, o faturamento chegou a R$ 100 milhões.

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Junto com o irmão e um amigo, Lairton Brasileiro criou em 1998 a Stalker, marca de vestuário masculino. (FOTO: Reprodução)

Irmãos empreendedores

Criada em 1998 pelos irmãos cearenses Lairton e Lagildo Brasilero, a Stalker, marca de vestuário masculino, já conta com 33 franquias nos estados do Ceará, Alagoas, Amapá, Maranhão, Minas Gerais, Paraíba, Piauí e Rio Grande do Norte. “É uma alegria muito grande pra gente ter conseguido tanta luta chegar nesses 17 anos” , conta Lairton.

A gestora da marca, Sarah Oliveira, destaca que o investimento de uma loja em shopping, por exemplo, custa R$ 360 mil, e o retorno do investimento é de 36 meses. No último ano, a Stalker faturou mais de R$ 15 milhões. Com 31 lojas físicas, dois pontos multimarcas e a previsão de mais duas lojas até o mês de novembro, a gestora informa que, para ser um franqueado é necessário o comprometimento total ao negócio, experiência em varejo, sobretudo no mercado em que vai atuar.

Analisar é preciso

A analista do Sebrae Cattleya Guedes explica que, embora a franquia tenha todo o plano de negócios pronto, como marketing, layout e regras que podem dar maior garantia ao empreendedor, é necessário avaliar e conhecer a marca em que se vai investir. “É importante, primeiro, saber qual lucro o empreendedor deseja. A partir daí ele vai verificar a taxa de sobrevivência e de retorno da filial”, completa.