Ambulante transforma raspas de gelo em sorvete e supera crise em Fortaleza

BEIRA-MAR

Ambulante transforma raspas de gelo em sorvete para superar crise

Anderson Garcia comercializa raspadinha de gelo para sobreviver. O gaúcho está há dois anos em Fortaleza

Por Matheus Ribeiro em Negócios

20 de junho de 2016 às 07:00

Há 3 anos
Vendedor ambulante Gaúcho usa criatividade para sobreviver no Ceará (Foto: Arquivo Pessoal)

Vendedor ambulante gaúcho usa criatividade para sobreviver no Ceará (FOTO: Arquivo Pessoal)

Para vencer as dificuldades do comércio e ultrapassar as barreiras da crise econômica, um gaúcho, que mora em Fortaleza há dois anos, resolveu usar a criatividade para sobreviver. Utilizando raspas de gelo e suco de diversos sabores, Anderson Garcia, de 32 anos, e a esposa, Ana Cláudia, e 42 anos, criaram a ‘Raspadinha’, um refresco que está caindo no gosto do cearense.

Apesar da novidade no Ceará, o produto não é tão novo no país. Segundo Anderson, ele já comercializava a raspadinha no Sul. “Eu já trabalhava há cinco anos com isso no Rio Grande do Sul. Lá, o pessoal sabe o que é raspadinha. Quando eu vim para Fortaleza, mandei fazer uma carrocinha e comecei a vender o produto no Bairro Conjunto Palmeiras e, há dois meses, estou vendendo na Beira-Mar”, disse.

Cada copinho de 300 mL de raspadinha custa apenas R$ 2. Ele diz que é possível sobreviver, mas ainda é complicado. “Como aqui o povo não conhece muito, eu consigo tirar de R$ 30 a 40 por dia. No Sul, eu tirava, por dia, de R$ 60 a 70. Em alguns feriados, eu fazia até R$ 200. Mas, aos poucos, a gente consegue ganhar mais”, destacou o ambulante. 

Segundo ele, uma das complicações que vive diariamente é o fato de não ser cadastrado oficialmente pela prefeitura como vendedor ambulante. Para ele, isso ajudaria na hora de comercializar o seu produto. “Eu já fui em alguns órgãos e me informaram que o cadastro não estava mais sendo realizado. Eu gostaria de legalizar tudo direitinho, porque fornece mais credibilidade, e consigo exercer melhor a minha profissão”, disse.

“Crise para os fracos”

Quando perguntado se a crise tem atrapalhado as vendas, Anderson respondeu rindo. “Rapaz, a crise é para os fracos. Eu tenho um argumento que sempre digo: ‘a pessoa só fica desempregada se ela quiser’. Ser humano é acomodado demais. A gente tem que usar a criatividade para ganhar dinheiro. Eu sei que não é tão fácil, mas acho que é a preguiça que não deixa as pessoas pensarem. Nem todo mundo aguenta, e põe culpa nessa crise. Com crise ou sem crise, desempregado eu não fico”, ressalta o rapaz com tom de risada.

“A gente tem que usar a criatividade para ganhar dinheiro” (Anderson Garcia, Ambulante)

Amor sem fronteiras

Mas se o ambulante ganhava mais e já vendia o produto há pelo menos cinco anos, o que lhe fez mudar do Sul para o Nordeste do país? Sim, o amor. Segundo Anderson, a vontade de se mudar para o Ceará já era grande, mas lhe faltava coragem. Ausência essa que foi suprida pelo amor que conheceu através das redes sociais. “Eu já tinha muita vontade de vir pra cá porque meu produto aqui é mais acessível. Então, eu conheci minha esposa pelo Facebook há dois anos. Ela foi lá me conhecer pessoalmente, e eu voltei com ela para o Ceará. Nós casamos e, desde então, a gente tá junto”, conta.

Ana Cláudia é cearense e incentivou Anderson a vender o produto em Fortaleza. Com o clima bastante favorável, a tendência é de crescimento. “Nós desejamos crescimento. Esperamos que as pessoas possam ir lá, provar o produto e realmente verificar que é bom. Ainda mais aqui no Ceará, que o clima é quente, a expectativa ainda é maior. É uma aposta que estamos fazendo graças ao amor que temos um pelo outro”, concluiu o ambulante.

Raspadinha
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Raspadinha

Anderson trabalha há cinco anos com o produto na região Sul do País (FOTO: arquivo pessoal)

Raspadinha
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Raspadinha

Anderson trabalha há cinco anos com o produto na região Sul do País (FOTO: arquivo pessoal)

Raspadinha
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Raspadinha

Anderson trabalha há cinco anos com o produto na região Sul do País (FOTO: arquivo pessoal)

Amor no Ceará
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Amor no Ceará

Anderson Garcia e Ana Cláudia (FOTO: Arquivo Pessoal)

Raspadinha
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Raspadinha

Anderson trabalha há cinco anos com o produto na região Sul do País (FOTO: arquivo pessoal)

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BEIRA-MAR

Ambulante transforma raspas de gelo em sorvete para superar crise

Anderson Garcia comercializa raspadinha de gelo para sobreviver. O gaúcho está há dois anos em Fortaleza

Por Matheus Ribeiro em Negócios

20 de junho de 2016 às 07:00

Há 3 anos
Vendedor ambulante Gaúcho usa criatividade para sobreviver no Ceará (Foto: Arquivo Pessoal)

Vendedor ambulante gaúcho usa criatividade para sobreviver no Ceará (FOTO: Arquivo Pessoal)

Para vencer as dificuldades do comércio e ultrapassar as barreiras da crise econômica, um gaúcho, que mora em Fortaleza há dois anos, resolveu usar a criatividade para sobreviver. Utilizando raspas de gelo e suco de diversos sabores, Anderson Garcia, de 32 anos, e a esposa, Ana Cláudia, e 42 anos, criaram a ‘Raspadinha’, um refresco que está caindo no gosto do cearense.

Apesar da novidade no Ceará, o produto não é tão novo no país. Segundo Anderson, ele já comercializava a raspadinha no Sul. “Eu já trabalhava há cinco anos com isso no Rio Grande do Sul. Lá, o pessoal sabe o que é raspadinha. Quando eu vim para Fortaleza, mandei fazer uma carrocinha e comecei a vender o produto no Bairro Conjunto Palmeiras e, há dois meses, estou vendendo na Beira-Mar”, disse.

Cada copinho de 300 mL de raspadinha custa apenas R$ 2. Ele diz que é possível sobreviver, mas ainda é complicado. “Como aqui o povo não conhece muito, eu consigo tirar de R$ 30 a 40 por dia. No Sul, eu tirava, por dia, de R$ 60 a 70. Em alguns feriados, eu fazia até R$ 200. Mas, aos poucos, a gente consegue ganhar mais”, destacou o ambulante. 

Segundo ele, uma das complicações que vive diariamente é o fato de não ser cadastrado oficialmente pela prefeitura como vendedor ambulante. Para ele, isso ajudaria na hora de comercializar o seu produto. “Eu já fui em alguns órgãos e me informaram que o cadastro não estava mais sendo realizado. Eu gostaria de legalizar tudo direitinho, porque fornece mais credibilidade, e consigo exercer melhor a minha profissão”, disse.

“Crise para os fracos”

Quando perguntado se a crise tem atrapalhado as vendas, Anderson respondeu rindo. “Rapaz, a crise é para os fracos. Eu tenho um argumento que sempre digo: ‘a pessoa só fica desempregada se ela quiser’. Ser humano é acomodado demais. A gente tem que usar a criatividade para ganhar dinheiro. Eu sei que não é tão fácil, mas acho que é a preguiça que não deixa as pessoas pensarem. Nem todo mundo aguenta, e põe culpa nessa crise. Com crise ou sem crise, desempregado eu não fico”, ressalta o rapaz com tom de risada.

“A gente tem que usar a criatividade para ganhar dinheiro” (Anderson Garcia, Ambulante)

Amor sem fronteiras

Mas se o ambulante ganhava mais e já vendia o produto há pelo menos cinco anos, o que lhe fez mudar do Sul para o Nordeste do país? Sim, o amor. Segundo Anderson, a vontade de se mudar para o Ceará já era grande, mas lhe faltava coragem. Ausência essa que foi suprida pelo amor que conheceu através das redes sociais. “Eu já tinha muita vontade de vir pra cá porque meu produto aqui é mais acessível. Então, eu conheci minha esposa pelo Facebook há dois anos. Ela foi lá me conhecer pessoalmente, e eu voltei com ela para o Ceará. Nós casamos e, desde então, a gente tá junto”, conta.

Ana Cláudia é cearense e incentivou Anderson a vender o produto em Fortaleza. Com o clima bastante favorável, a tendência é de crescimento. “Nós desejamos crescimento. Esperamos que as pessoas possam ir lá, provar o produto e realmente verificar que é bom. Ainda mais aqui no Ceará, que o clima é quente, a expectativa ainda é maior. É uma aposta que estamos fazendo graças ao amor que temos um pelo outro”, concluiu o ambulante.

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Anderson trabalha há cinco anos com o produto na região Sul do País (FOTO: arquivo pessoal)

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Anderson trabalha há cinco anos com o produto na região Sul do País (FOTO: arquivo pessoal)

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Anderson trabalha há cinco anos com o produto na região Sul do País (FOTO: arquivo pessoal)

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Anderson Garcia e Ana Cláudia (FOTO: Arquivo Pessoal)

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Anderson trabalha há cinco anos com o produto na região Sul do País (FOTO: arquivo pessoal)