Site vende adesivo “Não sou Uber”, para proteção contra agressões de taxistas

TENSÃO

Site vende adesivo “Não sou Uber”, para proteção contra agressões de taxistas

Após constantes agressões registradas pelo país, a intenção é informar que o carro não pertence ao aplicativo

Por Roberta Tavares em Mobilidade Urbana

3 de junho de 2016 às 11:30

Há 3 anos
Adesivos são comercializados em sites (FOTO: Reprodução/Mercado Livre)

Adesivos são comercializados em sites como o Mercado Livre (FOTO: Reprodução/Mercado Livre)

Diante dos constantes relatos de agressões e perseguições contra motoristas do Uber, adesivos com os dizeres “Não sou Uber” passaram a ser vendidos na internet. A intenção é informar que aquele carro não pertence ao aplicativo de caronas pagas.

Os itens podem ser encontrados em sites de compra, como o Mercado Livre. Um vendedor de Fortaleza comercializa três adesivos por R$ 16, com frete grátis. No anúncio, intitulado “3 adesivos de segurança”, os produtos são ofertados em seis cores e no tamanho 25 cm x 25 cm.

Na página do vendedor, diversos internautas se interessam pelo produto. “Como faço para escolher a cor prata?”; “Qual o tamanho do adesivo?”; “Tem aquele com a mensagem ‘Não sou Uber. Veículo familiar“? Outro vendedor de Guarulhos, na Grande São Paulo, comercializa os adesivos por R$ 19,90.

Na última terça-feira (31), quatro irmãos foram agredidos e tiveram o carro danificado próximo ao Aeroporto de Brasília. Os motoristas de táxi pensaram que se tratava de uma corrida do Uber.

Em Fortaleza, uma passageira denunciou perseguição de supostos taxistas a “táxi amigo”, serviço considerado irregular, no dia 19 de maio. Em seu perfil no Facebook, a estudante Priscilla Martins relatou que foi perseguida e que viveu momentos de terror enquanto fazia o trajeto entre os bairros Varjota e Cajazeiras. Ela ainda disse que, após um bom tempo de perseguição, o carro foi atingido com tiros.

Aplicativo em Fortaleza

O Uber chegou à capital cearense em 30 de abril deste ano e tem gerado reclamações dos taxistas convencionais. Eles afirmam que o serviço é ilegal e deve ser proibido na cidade. Em abril, a categoria fez carreata em protesto contra o aplicativo e seguiu até a Câmara Municipal de Fortaleza, a fim de pressionar os vereadores para a votação dos projetos de lei que impedem a execução do serviço na capital.

A Empresa de Transporte Urbano de Fortaleza (Etufor) afirma que, até então, o transporte é considerado irregular e ilegal, sendo o veículo passível de multa e apreensão, conforme a lei de n° 7163 de 30 de junho de 1992, que proíbe o transporte remunerado de passageiros em veículo não-autorizado pela Prefeitura de Fortaleza.

Em resposta, a empresa Uber informou que “é completamente legal, já que os motoristas parceiros prestam o serviço de transporte individual privado, que tem respaldo na Constituição Federal e é previsto em lei federal”. A assessoria acrescentou que em diversas cidades em que o aplicativo opera percebem-se decisões que reforçam a legalidade do serviço.

Vendedor de Fortaleza anuncia o produto como "adesivos de segurança" (FOTO: Reprodução/Mercado Livre)

Vendedor de Fortaleza anuncia o produto como “adesivos de segurança” (FOTO: Reprodução/Mercado Livre)

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TENSÃO

Site vende adesivo “Não sou Uber”, para proteção contra agressões de taxistas

Após constantes agressões registradas pelo país, a intenção é informar que o carro não pertence ao aplicativo

Por Roberta Tavares em Mobilidade Urbana

3 de junho de 2016 às 11:30

Há 3 anos
Adesivos são comercializados em sites (FOTO: Reprodução/Mercado Livre)

Adesivos são comercializados em sites como o Mercado Livre (FOTO: Reprodução/Mercado Livre)

Diante dos constantes relatos de agressões e perseguições contra motoristas do Uber, adesivos com os dizeres “Não sou Uber” passaram a ser vendidos na internet. A intenção é informar que aquele carro não pertence ao aplicativo de caronas pagas.

Os itens podem ser encontrados em sites de compra, como o Mercado Livre. Um vendedor de Fortaleza comercializa três adesivos por R$ 16, com frete grátis. No anúncio, intitulado “3 adesivos de segurança”, os produtos são ofertados em seis cores e no tamanho 25 cm x 25 cm.

Na página do vendedor, diversos internautas se interessam pelo produto. “Como faço para escolher a cor prata?”; “Qual o tamanho do adesivo?”; “Tem aquele com a mensagem ‘Não sou Uber. Veículo familiar“? Outro vendedor de Guarulhos, na Grande São Paulo, comercializa os adesivos por R$ 19,90.

Na última terça-feira (31), quatro irmãos foram agredidos e tiveram o carro danificado próximo ao Aeroporto de Brasília. Os motoristas de táxi pensaram que se tratava de uma corrida do Uber.

Em Fortaleza, uma passageira denunciou perseguição de supostos taxistas a “táxi amigo”, serviço considerado irregular, no dia 19 de maio. Em seu perfil no Facebook, a estudante Priscilla Martins relatou que foi perseguida e que viveu momentos de terror enquanto fazia o trajeto entre os bairros Varjota e Cajazeiras. Ela ainda disse que, após um bom tempo de perseguição, o carro foi atingido com tiros.

Aplicativo em Fortaleza

O Uber chegou à capital cearense em 30 de abril deste ano e tem gerado reclamações dos taxistas convencionais. Eles afirmam que o serviço é ilegal e deve ser proibido na cidade. Em abril, a categoria fez carreata em protesto contra o aplicativo e seguiu até a Câmara Municipal de Fortaleza, a fim de pressionar os vereadores para a votação dos projetos de lei que impedem a execução do serviço na capital.

A Empresa de Transporte Urbano de Fortaleza (Etufor) afirma que, até então, o transporte é considerado irregular e ilegal, sendo o veículo passível de multa e apreensão, conforme a lei de n° 7163 de 30 de junho de 1992, que proíbe o transporte remunerado de passageiros em veículo não-autorizado pela Prefeitura de Fortaleza.

Em resposta, a empresa Uber informou que “é completamente legal, já que os motoristas parceiros prestam o serviço de transporte individual privado, que tem respaldo na Constituição Federal e é previsto em lei federal”. A assessoria acrescentou que em diversas cidades em que o aplicativo opera percebem-se decisões que reforçam a legalidade do serviço.

Vendedor de Fortaleza anuncia o produto como "adesivos de segurança" (FOTO: Reprodução/Mercado Livre)

Vendedor de Fortaleza anuncia o produto como “adesivos de segurança” (FOTO: Reprodução/Mercado Livre)