Passageira denuncia perseguição de taxistas a "táxi amigo", com direito a tiros - Noticias

GUERRA DO TRANSPORTE

Passageira denuncia perseguição de taxistas a “táxi amigo”, com direito a tiros

A estudante Priscilla Martins usou um “táxi amigo” e acredita que os homens confundiram o veículo com um Uber

Por Matheus Ribeiro em Mobilidade Urbana

19 de maio de 2016 às 12:48

Há 3 anos
Relato nas redes sociais foi feito durante a manhã desta quinta-feira (FOTOS: Reprodução Facebook)

Relato nas redes sociais foi feito durante a manhã desta quinta-feira (FOTOS: Reprodução Facebook)

O clima de tensão entre taxistas e o aplicativo de caronas Uber tem ficado cada vez mais quente em Fortaleza. Na madrugada desta quinta-feira (19), mais um suposto ataque de taxistas a motoristas não regularizados foi denunciado em redes sociais.

Em seu perfil no Facebook, a estudante Priscilla Martins relatou que foi perseguida por taxistas e que viveu momentos de terror enquanto fazia o trajeto entre os bairros Varjota e Cajazeiras, em Fortaleza. “Eu estava voltando de uma festa de aniversário e chamei um ‘táxi amigo’ para voltar pra casa, pois os motoristas do Uber estavam cancelando. Logo quando ele chegou, outro taxista encostou ao lado e questionou se estávamos no Uber. Afirmamos que não e seguimos viagem. Então eles nos seguiram e tudo começou”, relata.

Em entrevista ao Tribuna do Ceará, Priscilla contou que os taxistas perseguiram o carro onde ela estava durante 15 minutos. Para não serem identificados, ela diz que os taxistas usavam luz alta para que não fosse possível visualizar a placa do carro.

Além disso, a estudante disse que durante a perseguição eles ficaram lado a lado e foi possível identificar o taxista. “Teve uma hora que dobramos muito rápido em uma rua bem pequena e um dos carros que estava nos seguindo ficou lado a lado com o carro da gente. Daí vimos o rosto dele, ele era careca e usava uma barba grande”, disse.

Após um bom tempo de perseguição, ela relata que o carro onde ela estava foi atingido com tiros. “A cada curva perigosa que o motorista executava – com a tentativa de escaparmos do táxi que nos perseguiu -, o taxista aproximava-se mais. E foi em uma dessas que o carro que estávamos foi atingido por um tiro. Ele nos perseguiu até a entrada do nosso condomínio. Desesperados, chegamos gritando pedindo que o porteiro abrisse o portão e entramos com o taxista, que passou um bom tempo por aqui até ser escoltado de volta por outros taxistas”, comentou a jovem.

Apesar do acontecimento, Priscilla não prestou registrou Boletim de Ocorrência (BO). O Tribuna do Ceará tentou entrar em contato com o motorista do “táxi amigo”, mas até a publicação desta matéria não foi possível.

Segundo o presidente do Sindicato dos Motoristas de Táxis do Ceará, Vicente de Paula, até o momento não houve registro sobre esse caso. Ele orienta que os profissionais não reajam com violência.

“Nossa orientação é que os profissionais não façam agressões violentas. Na verdade, o sindicato informa que ao identificar um táxi clandestino é preciso anotar a placa, tirar fotos do carro e encaminhar essas informações para a Etufor (Empresa de Transporte Urbano de Fortaleza). A partir daí eles farão as fiscalizações devidas”, informou o presidente.

Tiro
1/3

Tiro

Tiro supostamente efetuado por taxista atinge carro de motorista autônomo (FOTO: Divulgação)

Tiro
2/3

Tiro

Tiro supostamente efetuado por taxista atinge carro de motorista autônomo (FOTO: Divulgação)

Tiro
3/3

Tiro

Tiro supostamente efetuado por taxista atinge carro de motorista autônomo (FOTO: Divulgação)

 

Taxista x Uber

Desde que o serviço de caronas iniciou em Fortaleza, as ocorrências de ataques não param de surgir. Na madrugada da última sexta-feira (13), um taxista e um motorista que utiliza o aplicativo tiveram um conflito que também terminou em perseguição. A confusão teve início quando o taxista Pedro Henrique dos Santos tentou parar o motorista do Uber em uma rua no Centro da cidade. Com receio, o motorista tentou fugir, mas acabou colidindo no veículo do taxista, então a perseguição foi iniciada. 

Além de perseguições, vídeos e áudios de ameaças a quem adere ao Uber e informações sobre locais de risco para os motoristas são compartilhados em grupos de Whatsapp e em outras redes sociais.

Defesa de motoristas do Uber

Para tentar evitar essas manifestações contrárias, clientes têm utilizado formas criativas de driblar taxistas que supostamente atrapalhariam o desembarque. Em Fortaleza,O jornalista Tom Cardoso utilizou o serviço Uber para se deslocar até o aeroporto. Antes de chegar no destino, o motorista disse que teria que deixá-lo bem antes, com receio de uma manifestação de taxistas contra o Uber. Como já estava atrasado, o jornalista foi para o banco da frente do veículo e disse “Toca em frente, confia em mim”.

Ao chegar na porta do aeroporto, vários taxistas reclamavam da situação quando o jornalista saiu do carro e disse para o motorista do Uber: “Jorginho, me abraça. Vou morrer de saudade”. O ato despistou os taxistas e ambos seguiram seus caminhos livremente.

Publicidade

Dê sua opinião

GUERRA DO TRANSPORTE

Passageira denuncia perseguição de taxistas a “táxi amigo”, com direito a tiros

A estudante Priscilla Martins usou um “táxi amigo” e acredita que os homens confundiram o veículo com um Uber

Por Matheus Ribeiro em Mobilidade Urbana

19 de maio de 2016 às 12:48

Há 3 anos
Relato nas redes sociais foi feito durante a manhã desta quinta-feira (FOTOS: Reprodução Facebook)

Relato nas redes sociais foi feito durante a manhã desta quinta-feira (FOTOS: Reprodução Facebook)

O clima de tensão entre taxistas e o aplicativo de caronas Uber tem ficado cada vez mais quente em Fortaleza. Na madrugada desta quinta-feira (19), mais um suposto ataque de taxistas a motoristas não regularizados foi denunciado em redes sociais.

Em seu perfil no Facebook, a estudante Priscilla Martins relatou que foi perseguida por taxistas e que viveu momentos de terror enquanto fazia o trajeto entre os bairros Varjota e Cajazeiras, em Fortaleza. “Eu estava voltando de uma festa de aniversário e chamei um ‘táxi amigo’ para voltar pra casa, pois os motoristas do Uber estavam cancelando. Logo quando ele chegou, outro taxista encostou ao lado e questionou se estávamos no Uber. Afirmamos que não e seguimos viagem. Então eles nos seguiram e tudo começou”, relata.

Em entrevista ao Tribuna do Ceará, Priscilla contou que os taxistas perseguiram o carro onde ela estava durante 15 minutos. Para não serem identificados, ela diz que os taxistas usavam luz alta para que não fosse possível visualizar a placa do carro.

Além disso, a estudante disse que durante a perseguição eles ficaram lado a lado e foi possível identificar o taxista. “Teve uma hora que dobramos muito rápido em uma rua bem pequena e um dos carros que estava nos seguindo ficou lado a lado com o carro da gente. Daí vimos o rosto dele, ele era careca e usava uma barba grande”, disse.

Após um bom tempo de perseguição, ela relata que o carro onde ela estava foi atingido com tiros. “A cada curva perigosa que o motorista executava – com a tentativa de escaparmos do táxi que nos perseguiu -, o taxista aproximava-se mais. E foi em uma dessas que o carro que estávamos foi atingido por um tiro. Ele nos perseguiu até a entrada do nosso condomínio. Desesperados, chegamos gritando pedindo que o porteiro abrisse o portão e entramos com o taxista, que passou um bom tempo por aqui até ser escoltado de volta por outros taxistas”, comentou a jovem.

Apesar do acontecimento, Priscilla não prestou registrou Boletim de Ocorrência (BO). O Tribuna do Ceará tentou entrar em contato com o motorista do “táxi amigo”, mas até a publicação desta matéria não foi possível.

Segundo o presidente do Sindicato dos Motoristas de Táxis do Ceará, Vicente de Paula, até o momento não houve registro sobre esse caso. Ele orienta que os profissionais não reajam com violência.

“Nossa orientação é que os profissionais não façam agressões violentas. Na verdade, o sindicato informa que ao identificar um táxi clandestino é preciso anotar a placa, tirar fotos do carro e encaminhar essas informações para a Etufor (Empresa de Transporte Urbano de Fortaleza). A partir daí eles farão as fiscalizações devidas”, informou o presidente.

Tiro
1/3

Tiro

Tiro supostamente efetuado por taxista atinge carro de motorista autônomo (FOTO: Divulgação)

Tiro
2/3

Tiro

Tiro supostamente efetuado por taxista atinge carro de motorista autônomo (FOTO: Divulgação)

Tiro
3/3

Tiro

Tiro supostamente efetuado por taxista atinge carro de motorista autônomo (FOTO: Divulgação)

 

Taxista x Uber

Desde que o serviço de caronas iniciou em Fortaleza, as ocorrências de ataques não param de surgir. Na madrugada da última sexta-feira (13), um taxista e um motorista que utiliza o aplicativo tiveram um conflito que também terminou em perseguição. A confusão teve início quando o taxista Pedro Henrique dos Santos tentou parar o motorista do Uber em uma rua no Centro da cidade. Com receio, o motorista tentou fugir, mas acabou colidindo no veículo do taxista, então a perseguição foi iniciada. 

Além de perseguições, vídeos e áudios de ameaças a quem adere ao Uber e informações sobre locais de risco para os motoristas são compartilhados em grupos de Whatsapp e em outras redes sociais.

Defesa de motoristas do Uber

Para tentar evitar essas manifestações contrárias, clientes têm utilizado formas criativas de driblar taxistas que supostamente atrapalhariam o desembarque. Em Fortaleza,O jornalista Tom Cardoso utilizou o serviço Uber para se deslocar até o aeroporto. Antes de chegar no destino, o motorista disse que teria que deixá-lo bem antes, com receio de uma manifestação de taxistas contra o Uber. Como já estava atrasado, o jornalista foi para o banco da frente do veículo e disse “Toca em frente, confia em mim”.

Ao chegar na porta do aeroporto, vários taxistas reclamavam da situação quando o jornalista saiu do carro e disse para o motorista do Uber: “Jorginho, me abraça. Vou morrer de saudade”. O ato despistou os taxistas e ambos seguiram seus caminhos livremente.