Secretaria de Segurança se cala diante de acusações de jornalista dinamarquês


Secretaria de Segurança se cala diante de acusações de jornalista dinamarquês

A assessoria de imprensa do órgão alega que não foi procurada pelo jornalista, e que não vai investigar a sugestão de que crianças estariam sendo mortas como ‘limpeza social’

Por Felipe Lima em Fortaleza

16 de abril de 2014 às 14:45

Há 5 anos
Tendo a missão de cobrir a Copa do Mundo, o jornalista desistiu e voltou para a Dinamarca ao ter contato com os problemas sociais do Brasil (FOTO: REPRODUÇÃO/FACEBOOK)

Tendo a missão de cobrir a Copa do Mundo, o jornalista desistiu e voltou para a Dinamarca ao ter contato com os problemas sociais do Brasil (FOTO: REPRODUÇÃO/FACEBOOK)

O artigo feito por um jornalista dinamarquês que desistiu de cobrir a Copa do Mundo no Brasil depois de conhecer a violência em Fortaleza repercutiu internacionalmente. Apesar disso, a Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS) preferiu se calar diante da sugestão de Mikkel Jensen de que o Estado estaria fazendo uma limpeza social por meio de grupo de extermínio visando o evento.

Contactada pelo Tribuna do Ceará por telefone, a assessoria de imprensa do órgão disse que não investigaria o caso porque não houve uma denúncia formal do jornalista. Além disso, a assessoria alegou que o correspondente não seria uma pessoa famosa, e que por isso não poderia saber a veracidade de suas acusações.

> LEIA MAIS:

O Tribuna do Ceará já havia procurado a assessoria da SSPDS, por telefone e por e-mail, na última segunda-feira (14), antes da publicação com exclusividade do depoimento de Mikkel. Na ocasião, a secretaria não respondeu até a publicação da matéria. Nesta quarta-feira (16), a assessoria alegou que não recebeu o e-mail.

Fac-símile do email enviado à SSPDS

Fac-símile do email enviado à SSPDS

Atualização às 18h30:

Após a publicação desta matéria, a SSPDS encaminhou uma nota ao Tribuna do Ceará.

“A Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social do Estado do Ceará (SSPDS-CE) informa que não há registro de mortes de crianças em situação de rua em Fortaleza. A Delegacia Geral da Polícia Civil frisa que não existem denúncias em suas delegacias sobre a alegação do suposto jornalista. A SSPDS reitera que, na ocorrência de crimes reais, a população deve entrar em contato com a Coordenadoria Integrada de Operações Policiais (Ciops), por meio do telefone 190, ou procurar a delegacia mais próxima.”

> LEIA TAMBÉM:

Veja a matéria que mostrou com exclusividade o caso de Mikkel Jensen

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Secretaria de Segurança se cala diante de acusações de jornalista dinamarquês

A assessoria de imprensa do órgão alega que não foi procurada pelo jornalista, e que não vai investigar a sugestão de que crianças estariam sendo mortas como ‘limpeza social’

Por Felipe Lima em Fortaleza

16 de abril de 2014 às 14:45

Há 5 anos
Tendo a missão de cobrir a Copa do Mundo, o jornalista desistiu e voltou para a Dinamarca ao ter contato com os problemas sociais do Brasil (FOTO: REPRODUÇÃO/FACEBOOK)

Tendo a missão de cobrir a Copa do Mundo, o jornalista desistiu e voltou para a Dinamarca ao ter contato com os problemas sociais do Brasil (FOTO: REPRODUÇÃO/FACEBOOK)

O artigo feito por um jornalista dinamarquês que desistiu de cobrir a Copa do Mundo no Brasil depois de conhecer a violência em Fortaleza repercutiu internacionalmente. Apesar disso, a Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS) preferiu se calar diante da sugestão de Mikkel Jensen de que o Estado estaria fazendo uma limpeza social por meio de grupo de extermínio visando o evento.

Contactada pelo Tribuna do Ceará por telefone, a assessoria de imprensa do órgão disse que não investigaria o caso porque não houve uma denúncia formal do jornalista. Além disso, a assessoria alegou que o correspondente não seria uma pessoa famosa, e que por isso não poderia saber a veracidade de suas acusações.

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O Tribuna do Ceará já havia procurado a assessoria da SSPDS, por telefone e por e-mail, na última segunda-feira (14), antes da publicação com exclusividade do depoimento de Mikkel. Na ocasião, a secretaria não respondeu até a publicação da matéria. Nesta quarta-feira (16), a assessoria alegou que não recebeu o e-mail.

Fac-símile do email enviado à SSPDS

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Atualização às 18h30:

Após a publicação desta matéria, a SSPDS encaminhou uma nota ao Tribuna do Ceará.

“A Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social do Estado do Ceará (SSPDS-CE) informa que não há registro de mortes de crianças em situação de rua em Fortaleza. A Delegacia Geral da Polícia Civil frisa que não existem denúncias em suas delegacias sobre a alegação do suposto jornalista. A SSPDS reitera que, na ocorrência de crimes reais, a população deve entrar em contato com a Coordenadoria Integrada de Operações Policiais (Ciops), por meio do telefone 190, ou procurar a delegacia mais próxima.”

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