Saiba o que os hospitais devem exigir antes de um atendimento emergencial


Saiba o que os hospitais devem exigir antes de um atendimento emergencial

O atendimento em hospitais públicos ou particulares podem causar estresses aos pacientes. Dentre os motivos, a exigência de documentação para a criação de um cadastro, geralmente, atrasam o socorro

Por Jackson Cruz em Fortaleza

27 de agosto de 2012 às 16:26

Há 7 anos

O atendimento emergencial em hospitais públicos ou particulares podem causar estresses aos pacientes. Dentre os motivos, a exigência de documentação para a criação de um cadastro, geralmente, atrasam o socorro.

Em Fortaleza, o Instituto Doutor José Frota (IJF) é o hospital público com maior índice de atendimentos emergenciais locais. Sem necessidade de pagamento, basta que o paciente apresente a carteira de identidade, ou documento com foto, para redigir o cadastro. A administração do IJF orienta para que os acompanhantes realizem essa tarefa, adiantando o socorro a um acidentado, por exemplo.

Já aqueles que não possuem identificação, considerados como desconhecidos, a emergência também não é negada. De acordo com o IFJ, todos os casos de desconhecidos são informados ao serviço social, por meio do envio de uma nota de utilidade.

Particular

No caso de hospitais particulares não é muito diferente. O Hospital Regional Unimed (HRU), por exemplo, realiza atendimento emergencial, solicitando documentos como: cartão do plano de saúde e documento de identificação com foto.

A assessoria da Unimed afirma que não há diferenciação no cadastro de pacientes com ou sem plano de saúde. “As pessoas que possuem o plano tem cadastro próprio feito a partir de sua identificação no HRU. Para quem não é cliente, o cadastro é feito também a partir de um documento de identificação”, esclarece.

Após a proibição da cobrança de cheque-caução, a Unimed Fortaleza ressalta que segue as determinações e que a obrigação do hospital é dar atendimento médico-hospitalar emergencial para qualquer pessoa. “Somente após esse atendimento, o paciente ou responsável legal será informado sobre as despesas médico-hospitalares emergenciais não cobertas ou particulares. Já no caso de uma cirurgia eletiva, por exemplo, ele contrata antes o atendimento”, pontua.

Planos de Saúde

A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) afirma que nenhuma relação de documentos deve inibir ou impedir o atendimento aos beneficiários de planos de saúde, seja ele de urgência e emergência ou internação hospitalar. O atendimento deve ser garantido nos prazos máximos estabelecidos pela Resolução Normativa nº 259 da ANS: urgência e emergência sendo imediato; e internações eletivas em 21 dias.

Cheque-caução

No dia 29 de maio deste ano, foi criada a Lei 12.653 que torna crime a exigência de cheque-caução, nota promissória ou preenchimento de formulário como garantia de pagamento para atendimento de emergência em hospitais particulares.

A lei altera o Código Penal, determinando que o socorro emergencial foi negado. A pena prevista para o crime é a detenção de três meses a um ano, além de multa. A pena ainda pode aumentar, caso a falta de atendimento gere lesões corporais graves ou a morte da vítima.

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Saiba o que os hospitais devem exigir antes de um atendimento emergencial

O atendimento em hospitais públicos ou particulares podem causar estresses aos pacientes. Dentre os motivos, a exigência de documentação para a criação de um cadastro, geralmente, atrasam o socorro

Por Jackson Cruz em Fortaleza

27 de agosto de 2012 às 16:26

Há 7 anos

O atendimento emergencial em hospitais públicos ou particulares podem causar estresses aos pacientes. Dentre os motivos, a exigência de documentação para a criação de um cadastro, geralmente, atrasam o socorro.

Em Fortaleza, o Instituto Doutor José Frota (IJF) é o hospital público com maior índice de atendimentos emergenciais locais. Sem necessidade de pagamento, basta que o paciente apresente a carteira de identidade, ou documento com foto, para redigir o cadastro. A administração do IJF orienta para que os acompanhantes realizem essa tarefa, adiantando o socorro a um acidentado, por exemplo.

Já aqueles que não possuem identificação, considerados como desconhecidos, a emergência também não é negada. De acordo com o IFJ, todos os casos de desconhecidos são informados ao serviço social, por meio do envio de uma nota de utilidade.

Particular

No caso de hospitais particulares não é muito diferente. O Hospital Regional Unimed (HRU), por exemplo, realiza atendimento emergencial, solicitando documentos como: cartão do plano de saúde e documento de identificação com foto.

A assessoria da Unimed afirma que não há diferenciação no cadastro de pacientes com ou sem plano de saúde. “As pessoas que possuem o plano tem cadastro próprio feito a partir de sua identificação no HRU. Para quem não é cliente, o cadastro é feito também a partir de um documento de identificação”, esclarece.

Após a proibição da cobrança de cheque-caução, a Unimed Fortaleza ressalta que segue as determinações e que a obrigação do hospital é dar atendimento médico-hospitalar emergencial para qualquer pessoa. “Somente após esse atendimento, o paciente ou responsável legal será informado sobre as despesas médico-hospitalares emergenciais não cobertas ou particulares. Já no caso de uma cirurgia eletiva, por exemplo, ele contrata antes o atendimento”, pontua.

Planos de Saúde

A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) afirma que nenhuma relação de documentos deve inibir ou impedir o atendimento aos beneficiários de planos de saúde, seja ele de urgência e emergência ou internação hospitalar. O atendimento deve ser garantido nos prazos máximos estabelecidos pela Resolução Normativa nº 259 da ANS: urgência e emergência sendo imediato; e internações eletivas em 21 dias.

Cheque-caução

No dia 29 de maio deste ano, foi criada a Lei 12.653 que torna crime a exigência de cheque-caução, nota promissória ou preenchimento de formulário como garantia de pagamento para atendimento de emergência em hospitais particulares.

A lei altera o Código Penal, determinando que o socorro emergencial foi negado. A pena prevista para o crime é a detenção de três meses a um ano, além de multa. A pena ainda pode aumentar, caso a falta de atendimento gere lesões corporais graves ou a morte da vítima.