Pai de 1ª viagem: a difícil troca de fraldas e o choro da madrugada


Pai de 1ª viagem: a difícil troca de fraldas e o choro da madrugada

O Dia dos Pais é comemorado no dia 11 de agosto. Muitos homens vão ser parabenizados na data pela primeira vez: são os pais de primeira viagem

Por Roberta Tavares em Fortaleza

9 de agosto de 2013 às 11:21

Há 6 anos

Dizem que a maior representação da palavra mulher é a gravidez, o “tornar-se mãe”. E por que não dizer o oposto, para a figura masculina? Ser pai é tornar-se homem. Pergunte para qualquer um deles que a resposta não será diferente. Se preferir, basta mirar o olhar do pai diante de um filho.

O diretor de logística, Paulo Eduardo Souza, de apenas 22 anos, ainda está se acostumando à ideia de não ser mais um jovem qualquer. Trabalha forte no gratificante projeto de vida: “ser pai de primeira viagem”.

Tudo começou com um amor dos tempos de escola. “Conheci a Lívia em 2006, porque estudávamos na mesma sala. O jeito e a beleza dela sempre me chamaram atenção. Começamos a namorar, até que, em fevereiro de 2012, noivamos. Em junho, tivemos de antecipar a data do casamento… Lívia me deu a notícia de que eu ia ser pai”.

Amor dos tempos de escola (FOTO: Arquivo Pessoal)

Amor dos tempos de escola (FOTO: Arquivo Pessoal)

Era o começo da transformação de Paulo Eduardo. A notícia veio com alegria e grande carga de responsabilidade. “Demorou a cair a ficha, eu só dizia: Sério mesmo? É sério? Deixa de brincadeira”. Logo começaram os preparativos para a chegada do mais novo integrante da família: chá de panela, chá de baby, casa nova, quarto para o bebê, e muita, muita ansiedade.

Nascimento

Até que, no dia 14 de março de 2013, nasceu o principal motivo de todas as expectativas do casal durante nove meses. Os instantes que antecederam o parto pareceram intermináveis. Uma tortura para qualquer pai, principalmente para os “novatos” como Paulo Eduardo. No nascimento de Arthur Queiroz Lopes, respirou fundo e apertou a mão da esposa com força. O choro do recém-nascido instigou uma profunda e explosiva emoção.

Paulo Eduardo assistiu ao nascimento do filho (FOTO: Arquivo Pessoal)

Paulo Eduardo assistiu ao nascimento do filho (FOTO: Arquivo Pessoal)

“Quando ele nasceu, foi a maior alegria que senti na vida. Muita emoção. Naquele momento, estava segurando a mão da Lívia, olhando todo o procedimento médico. Quando ele nasceu e chorou, percebi que aquele era meu filho. Foi muito bom, como é até hoje”, relembra.

Dia a dia

A vida de Paulo nunca mais foi a mesma. Abrir mão de passeios para trocar fraldas, ajudar nas tarefas domésticas, acordar com o choro na madrugada e, como recompensa, receber um sorriso sincero e um olhar brilhante de “muito obrigado, pai” começou a fazer parte da rotina dele.

O cansaço e o esgotamento diário parecem valer a pena quando chega em casa e é recebido com o sorriso ainda banguelo de Arthur. “Gosto do jeito como ele me olha e depois sorri. Em todos os momentos vivo o sentimento maior que existe: o amor, com todas as letras”, se emociona. E isso é porque ainda vem muita coisa pela frente. O crescer, o andar, o aprender…

Veja mais fotos:

Chegada de Arthur mudou a vida do casal (FOTO: Arquivo Pessoal)
Paulo brincando com o filho (FOTO: Arquivo Pessoal)
Chegada de Arthur mudou a vida do casal (FOTO: Arquivo Pessoal)
Torcedores Corinthianos (FOTO: Arquivo Pessoal)
Chegada de Arthur mudou a vida do casal (FOTO: Arquivo Pessoal)
Pai e filho (FOTO: Arquivo Pessoal)

Paternidade

O primeiro filho, de fato, assusta. Gera uma mistura de alegria e medo. Mas, como muitos dizem, ser pai é o estado pleno de graça. Segundo o dicionário, é também sinônimo de genitor, protetor, benfeitor. Com letras miúdas, entretanto, é impossível descrever em um dicionário todos os conceitos que os próprios pais concluem.

“Eu achava que era basicamente criar. Hoje vejo que você tem que ser muito responsável, sustentar a família, a casa, os filhos. Ser pai é ter firmeza para manter o barco navegando nesse mar, que é a vida, com alegria, harmonia e felicidade”, diz.

Dia a dia de Paulo com Arthur (FOTO: Arquivo Pessoal)

Dia a dia de Paulo com Arthur (FOTO: Arquivo Pessoal)

Grande barcos resistem a grandes intempéries. E pais tentam ser grandes na mesma proporção, para não se deixarem vencer. O combustível para a empreitada está no próprio coração. “Ter amor dentro de si para passar para os filhos e para a companheira. Saber que vou ser exemplo é o que me faz querer melhorar a cada dia, para não perder o respeito, moral e amor dos meus filhos”, completa.

A ambição de pai não fere princípios e passa longe dos desejos que o mundo diz serem necessários. Pais querem apenas que o sorriso ingênuo de hoje se transforme em um sorriso maduro no futuro. “Espero que ele seja um homem de bem e feliz. Quero que tenha caráter e boas qualidades. Vou procurar educá-lo para ser assim”, finaliza o pai de Arthur.

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Pai de 1ª viagem: a difícil troca de fraldas e o choro da madrugada

O Dia dos Pais é comemorado no dia 11 de agosto. Muitos homens vão ser parabenizados na data pela primeira vez: são os pais de primeira viagem

Por Roberta Tavares em Fortaleza

9 de agosto de 2013 às 11:21

Há 6 anos

Dizem que a maior representação da palavra mulher é a gravidez, o “tornar-se mãe”. E por que não dizer o oposto, para a figura masculina? Ser pai é tornar-se homem. Pergunte para qualquer um deles que a resposta não será diferente. Se preferir, basta mirar o olhar do pai diante de um filho.

O diretor de logística, Paulo Eduardo Souza, de apenas 22 anos, ainda está se acostumando à ideia de não ser mais um jovem qualquer. Trabalha forte no gratificante projeto de vida: “ser pai de primeira viagem”.

Tudo começou com um amor dos tempos de escola. “Conheci a Lívia em 2006, porque estudávamos na mesma sala. O jeito e a beleza dela sempre me chamaram atenção. Começamos a namorar, até que, em fevereiro de 2012, noivamos. Em junho, tivemos de antecipar a data do casamento… Lívia me deu a notícia de que eu ia ser pai”.

Amor dos tempos de escola (FOTO: Arquivo Pessoal)

Amor dos tempos de escola (FOTO: Arquivo Pessoal)

Era o começo da transformação de Paulo Eduardo. A notícia veio com alegria e grande carga de responsabilidade. “Demorou a cair a ficha, eu só dizia: Sério mesmo? É sério? Deixa de brincadeira”. Logo começaram os preparativos para a chegada do mais novo integrante da família: chá de panela, chá de baby, casa nova, quarto para o bebê, e muita, muita ansiedade.

Nascimento

Até que, no dia 14 de março de 2013, nasceu o principal motivo de todas as expectativas do casal durante nove meses. Os instantes que antecederam o parto pareceram intermináveis. Uma tortura para qualquer pai, principalmente para os “novatos” como Paulo Eduardo. No nascimento de Arthur Queiroz Lopes, respirou fundo e apertou a mão da esposa com força. O choro do recém-nascido instigou uma profunda e explosiva emoção.

Paulo Eduardo assistiu ao nascimento do filho (FOTO: Arquivo Pessoal)

Paulo Eduardo assistiu ao nascimento do filho (FOTO: Arquivo Pessoal)

“Quando ele nasceu, foi a maior alegria que senti na vida. Muita emoção. Naquele momento, estava segurando a mão da Lívia, olhando todo o procedimento médico. Quando ele nasceu e chorou, percebi que aquele era meu filho. Foi muito bom, como é até hoje”, relembra.

Dia a dia

A vida de Paulo nunca mais foi a mesma. Abrir mão de passeios para trocar fraldas, ajudar nas tarefas domésticas, acordar com o choro na madrugada e, como recompensa, receber um sorriso sincero e um olhar brilhante de “muito obrigado, pai” começou a fazer parte da rotina dele.

O cansaço e o esgotamento diário parecem valer a pena quando chega em casa e é recebido com o sorriso ainda banguelo de Arthur. “Gosto do jeito como ele me olha e depois sorri. Em todos os momentos vivo o sentimento maior que existe: o amor, com todas as letras”, se emociona. E isso é porque ainda vem muita coisa pela frente. O crescer, o andar, o aprender…

Veja mais fotos:

Chegada de Arthur mudou a vida do casal (FOTO: Arquivo Pessoal)
Paulo brincando com o filho (FOTO: Arquivo Pessoal)
Chegada de Arthur mudou a vida do casal (FOTO: Arquivo Pessoal)
Torcedores Corinthianos (FOTO: Arquivo Pessoal)
Chegada de Arthur mudou a vida do casal (FOTO: Arquivo Pessoal)
Pai e filho (FOTO: Arquivo Pessoal)

Paternidade

O primeiro filho, de fato, assusta. Gera uma mistura de alegria e medo. Mas, como muitos dizem, ser pai é o estado pleno de graça. Segundo o dicionário, é também sinônimo de genitor, protetor, benfeitor. Com letras miúdas, entretanto, é impossível descrever em um dicionário todos os conceitos que os próprios pais concluem.

“Eu achava que era basicamente criar. Hoje vejo que você tem que ser muito responsável, sustentar a família, a casa, os filhos. Ser pai é ter firmeza para manter o barco navegando nesse mar, que é a vida, com alegria, harmonia e felicidade”, diz.

Dia a dia de Paulo com Arthur (FOTO: Arquivo Pessoal)

Dia a dia de Paulo com Arthur (FOTO: Arquivo Pessoal)

Grande barcos resistem a grandes intempéries. E pais tentam ser grandes na mesma proporção, para não se deixarem vencer. O combustível para a empreitada está no próprio coração. “Ter amor dentro de si para passar para os filhos e para a companheira. Saber que vou ser exemplo é o que me faz querer melhorar a cada dia, para não perder o respeito, moral e amor dos meus filhos”, completa.

A ambição de pai não fere princípios e passa longe dos desejos que o mundo diz serem necessários. Pais querem apenas que o sorriso ingênuo de hoje se transforme em um sorriso maduro no futuro. “Espero que ele seja um homem de bem e feliz. Quero que tenha caráter e boas qualidades. Vou procurar educá-lo para ser assim”, finaliza o pai de Arthur.