OAB-CE e MP apresentam relatório das visitas aos hospitais públicos - Noticias


OAB-CE e MP apresentam relatório das visitas aos hospitais públicos

OAB-CE enviará carta às autoridades com propostas de soluções urgentes e viáveis para o problema

Por Tribuna do Ceará em Fortaleza

9 de dezembro de 2010 às 14:16

Há 9 anos

Atualizada às 21h59min

O Ministério Público do Estado do Ceará (MPE), através da promotora de Justiça de Defesa da Saúde Pública Isabel Pôrto, em parceria com a Comissão de Direito à Saúde da Ordem dos Advogados do Brasil, seção do Ceará (OAB-CE) apresentou, na manhã desta quinta-feira (9), o relatório final das visitações aos hospitais públicos de nível secundário e terciário, da Rede Municipal, Estadual e Federal. O documento mostra o perfil da saúde pública cearense, tendo como aspectos básicos a estrutura hospitalar, atendimento à comunidade e recursos humanos disponíveis.

Leia mais;
Vídeo: caos nos hospitais IJF e HGF atormenta a população cearense
Comissão da AL visita hospitais públicos nesta segunda-feira

A averiguação começou em maio deste ano. Foram visitados 21 hospitais da Rede Pública Municipal, Estadual e da União, dos níveis secundário e terciário, sendo 14 hospitais localizados em Fortaleza e sete em Quixadá, Iguatu, Crato, Juazeiro do Norte, Barbalha, Caucaia, Maracanaú e Sobral, além da visitação a dois hospitais, ainda em construção, localizados em Sobral e Juazeiro do Norte.

Foi observada a falta médicos e de outros profissionais da área de saúde, o que compromete a qualidade do atendimento à população. Nos hospitais secundários visitados, o percentual de profissionais da saúde contratados de maneira precária beira os 30%.

De todos os hospitais da rede secundária visitados, apenas um tinha Unidade de Terapia Intensiva (UTI) para adultos. A ausência de UTI em outros hospitais, faz com que as demais unidades que não possuem funcionem com limitação na capacidade de bom atendimento.

O grupo concluiu que é impossível que os pacientes evoluam pelos médicos e profissionais da saúde durante dia e noite, tornando-se iminente, a possibilidade de trocas de medicações ou aplicação em horários diversos dos recomendados nas prescrições médicas.

A superlotação nos hospitais terciários é, segundo o relatório, consequência do mau aparelhamento e mau funcionamento dos hospitais secundários, que recebem pacientes que não foram atendidos nos Postos de Saúde.

A assessora de comunicação da OAB-CE, jornalista Suzete Nocrato, informou ao Jangadeiro Online que a “Carta de Fortaleza” será enviada, nesta sexta-feira (10), às autoridades de todos os poderes, com as propostas de soluções viáveis para o problema.

Redação Jangadeiro Online

Assista à matéria do Jornal Jangadeiro 2ª Edição:

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OAB-CE enviará carta às autoridades com propostas de soluções urgentes e viáveis para o problema

Por Tribuna do Ceará em Fortaleza

9 de dezembro de 2010 às 14:16

Há 9 anos

Atualizada às 21h59min

O Ministério Público do Estado do Ceará (MPE), através da promotora de Justiça de Defesa da Saúde Pública Isabel Pôrto, em parceria com a Comissão de Direito à Saúde da Ordem dos Advogados do Brasil, seção do Ceará (OAB-CE) apresentou, na manhã desta quinta-feira (9), o relatório final das visitações aos hospitais públicos de nível secundário e terciário, da Rede Municipal, Estadual e Federal. O documento mostra o perfil da saúde pública cearense, tendo como aspectos básicos a estrutura hospitalar, atendimento à comunidade e recursos humanos disponíveis.

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Comissão da AL visita hospitais públicos nesta segunda-feira

A averiguação começou em maio deste ano. Foram visitados 21 hospitais da Rede Pública Municipal, Estadual e da União, dos níveis secundário e terciário, sendo 14 hospitais localizados em Fortaleza e sete em Quixadá, Iguatu, Crato, Juazeiro do Norte, Barbalha, Caucaia, Maracanaú e Sobral, além da visitação a dois hospitais, ainda em construção, localizados em Sobral e Juazeiro do Norte.

Foi observada a falta médicos e de outros profissionais da área de saúde, o que compromete a qualidade do atendimento à população. Nos hospitais secundários visitados, o percentual de profissionais da saúde contratados de maneira precária beira os 30%.

De todos os hospitais da rede secundária visitados, apenas um tinha Unidade de Terapia Intensiva (UTI) para adultos. A ausência de UTI em outros hospitais, faz com que as demais unidades que não possuem funcionem com limitação na capacidade de bom atendimento.

O grupo concluiu que é impossível que os pacientes evoluam pelos médicos e profissionais da saúde durante dia e noite, tornando-se iminente, a possibilidade de trocas de medicações ou aplicação em horários diversos dos recomendados nas prescrições médicas.

A superlotação nos hospitais terciários é, segundo o relatório, consequência do mau aparelhamento e mau funcionamento dos hospitais secundários, que recebem pacientes que não foram atendidos nos Postos de Saúde.

A assessora de comunicação da OAB-CE, jornalista Suzete Nocrato, informou ao Jangadeiro Online que a “Carta de Fortaleza” será enviada, nesta sexta-feira (10), às autoridades de todos os poderes, com as propostas de soluções viáveis para o problema.

Redação Jangadeiro Online

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