Novo projeto do Náutico diverge opiniões de fortalezenses


Novo projeto do Náutico Atlético Clube diverge opiniões de fortalezenses

Parte do estacionamento do clube dará espaço a duas torres empresariais e um shopping, com obras previstas para 2015. A preocupação é que isso amplie a verticalização local

Por Hayanne Narlla em Fortaleza

16 de março de 2014 às 08:00

Há 5 anos
Náutico passará por processo de mudança prevista para 2015 (FOTO: Divulgação)

Náutico passará por processo de mudança prevista para 2015 (FOTO: Divulgação)

Em meio à discussão sobre o patrimônio de Fortaleza, outra mudança acontecerá em breve. O Náutico Atlético Clube não será mais como conhecemos. Parte do estacionamento dará espaço a duas torres empresariais e um shopping, com obras previstas para 2015. Além dessa mudança, o clube em si, o mais tradicional de Fortaleza, passará por uma transformação.

Quadras e estacionamento subterrâneos, além de um novo parque aquático, com piscinas aquecidas, darão ao espaço o ar de modernização, segundo o atual presidente do Clube, Pedro Jorge Medeiros.

“Tivemos duas assembleias [agosto de 2013 e fevereiro de 2014], e os sócios votaram pela aprovação do projeto. O clube não vai vender nada, apenas alugar. Dos 20 mil m², 7 mil m² são destinados para o aluguel e, teoricamente, sobram 13 mil m². Como vamos ter a parte subterrânea, vamos ter um acréscimo de mais 3 mil m²”, ressaltou.

A maior parte destinada para a construção do novo empreendimento é a do atual estacionamento do Náutico. A entrada principal, que é a frente do clube, será mantida. “O clube vai ser mantido, assim como toda a área histórica. O que vai ser modificada é uma área inócua, que não tem nada de histórico”.

A motivação para o arrendamento de parte do terreno são as dívidas que o clube tem. “É uma solução para eternizar o Náutico. Se não for feito nada a respeito, vamos a leilão”. Ao todo, será investido R$ 1 bilhão em toda a reforma do local.

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Náutico foi fundado na década de 1930 (FOTO: Divulgação)

Náutico foi fundado na década de 1930 (FOTO: Divulgação)

Tombado desde 2006 (mesmo que de forma provisória para depois ser oficial, em 2012), o Náutico Atlético Cearense foi fundado na década de 1930 e é uns dos clubes mais antigos de Fortaleza. Conhecido pelos grandes eventos e pelo contato com a sociedade, o local é considerado um símbolo cultural para a professora da Universidade Federal do Ceará (UFC) Clelia Lustosa. Ela participou do Conselho Municipal do Patrimônio Histórico, que decidiu pelo tombamento do local.

“Todo esse litoral virou um paredão verticalizado. Isso já é ruim. Como esse clube já foi tombado, ele é uma referência da cidade. Dizem que não vão mudar a parte da frente, porque ela é tombada, mas tem que respeitar o entorno, porque tira a visibilidade. Outra questão é que ficam dizendo que a dívida está grande, mas para quem vai o dinheiro do aluguel?”, questiona.

Carta aberta

Em resposta à proposta de mudança no Náutico, Amélia Cals Coelho de Araújo, filha do sócio-fundador Pedro Coelho de Araújo, publicou um carta aberta. Na carta, ela deixa claro que toda sua família é contra qualquer tipo de intervenção, prezando pela manutenção dos traços já conhecidos.

Amélia faz críticas à solução encontrada para pagar as dívidas do clube, argumentando que não houve abertura de diálogo com os sócios. Ainda alfineta, informando que, por causa do tombamento, o Náutico está isento de vários impostos, o que não justificaria o tamanho da dívida.

Mesmo com a decisão da diretoria do clube, um grupo que faz oposição continua se manifestando em prol da manutenção do local. Enquanto isso, o consórcio de empresas cearenses, como garante Pedro Jorge Medeiros, já planeja como se dará o novo empreendimento. Até 2015, há ainda muita discussão sobre o assunto.

Confira a maquete para a reforma

Náutico
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Direção do clube divulgou maquete da reforma (FOTO: DIvulgação)

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Novo projeto do Náutico Atlético Clube diverge opiniões de fortalezenses

Parte do estacionamento do clube dará espaço a duas torres empresariais e um shopping, com obras previstas para 2015. A preocupação é que isso amplie a verticalização local

Por Hayanne Narlla em Fortaleza

16 de março de 2014 às 08:00

Há 5 anos
Náutico passará por processo de mudança prevista para 2015 (FOTO: Divulgação)

Náutico passará por processo de mudança prevista para 2015 (FOTO: Divulgação)

Em meio à discussão sobre o patrimônio de Fortaleza, outra mudança acontecerá em breve. O Náutico Atlético Clube não será mais como conhecemos. Parte do estacionamento dará espaço a duas torres empresariais e um shopping, com obras previstas para 2015. Além dessa mudança, o clube em si, o mais tradicional de Fortaleza, passará por uma transformação.

Quadras e estacionamento subterrâneos, além de um novo parque aquático, com piscinas aquecidas, darão ao espaço o ar de modernização, segundo o atual presidente do Clube, Pedro Jorge Medeiros.

“Tivemos duas assembleias [agosto de 2013 e fevereiro de 2014], e os sócios votaram pela aprovação do projeto. O clube não vai vender nada, apenas alugar. Dos 20 mil m², 7 mil m² são destinados para o aluguel e, teoricamente, sobram 13 mil m². Como vamos ter a parte subterrânea, vamos ter um acréscimo de mais 3 mil m²”, ressaltou.

A maior parte destinada para a construção do novo empreendimento é a do atual estacionamento do Náutico. A entrada principal, que é a frente do clube, será mantida. “O clube vai ser mantido, assim como toda a área histórica. O que vai ser modificada é uma área inócua, que não tem nada de histórico”.

A motivação para o arrendamento de parte do terreno são as dívidas que o clube tem. “É uma solução para eternizar o Náutico. Se não for feito nada a respeito, vamos a leilão”. Ao todo, será investido R$ 1 bilhão em toda a reforma do local.

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Náutico foi fundado na década de 1930 (FOTO: Divulgação)

Náutico foi fundado na década de 1930 (FOTO: Divulgação)

Tombado desde 2006 (mesmo que de forma provisória para depois ser oficial, em 2012), o Náutico Atlético Cearense foi fundado na década de 1930 e é uns dos clubes mais antigos de Fortaleza. Conhecido pelos grandes eventos e pelo contato com a sociedade, o local é considerado um símbolo cultural para a professora da Universidade Federal do Ceará (UFC) Clelia Lustosa. Ela participou do Conselho Municipal do Patrimônio Histórico, que decidiu pelo tombamento do local.

“Todo esse litoral virou um paredão verticalizado. Isso já é ruim. Como esse clube já foi tombado, ele é uma referência da cidade. Dizem que não vão mudar a parte da frente, porque ela é tombada, mas tem que respeitar o entorno, porque tira a visibilidade. Outra questão é que ficam dizendo que a dívida está grande, mas para quem vai o dinheiro do aluguel?”, questiona.

Carta aberta

Em resposta à proposta de mudança no Náutico, Amélia Cals Coelho de Araújo, filha do sócio-fundador Pedro Coelho de Araújo, publicou um carta aberta. Na carta, ela deixa claro que toda sua família é contra qualquer tipo de intervenção, prezando pela manutenção dos traços já conhecidos.

Amélia faz críticas à solução encontrada para pagar as dívidas do clube, argumentando que não houve abertura de diálogo com os sócios. Ainda alfineta, informando que, por causa do tombamento, o Náutico está isento de vários impostos, o que não justificaria o tamanho da dívida.

Mesmo com a decisão da diretoria do clube, um grupo que faz oposição continua se manifestando em prol da manutenção do local. Enquanto isso, o consórcio de empresas cearenses, como garante Pedro Jorge Medeiros, já planeja como se dará o novo empreendimento. Até 2015, há ainda muita discussão sobre o assunto.

Confira a maquete para a reforma

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Direção do clube divulgou maquete da reforma (FOTO: DIvulgação)

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