Jornalista dinamarquês relata cenas de terror do Brasil na imprensa de seu país


Jornalista dinamarquês relata cenas de terror do Brasil na imprensa de seu país

Mikkel Keldorf Jensen fazia matérias para TVs, rádios e sites como correspondente no Brasil, desde setembro de 2013. Assustado com a violência, ele decidiu ir embora

Por Hayanne Narlla em Fortaleza

16 de abril de 2014 às 19:46

Há 5 anos
Mikkel em passagem pelo Brasil (FOTO: Arquivo pessoal)

Mikkel em passagem pelo Brasil (FOTO: Arquivo pessoal)

O jornalista dinamarquês que fugiu do Brasil ao se deparar com o clima de guerra urbana em Fortaleza vem abordando o cenário de horror nos últimos meses em seu país de origem. Mikkel Keldorf Jensen assinou reportagens com o relato do que viu em TVs, rádios e sites da Dinamarca.

As matérias falam sobre a segurança no Rio de Janeiro, mais precisamente no Complexo da Maré. Em outra, relata que, em Fortaleza, há um suposto esquema de limpeza social, eliminando crianças de rua visando a Copa do Mundo.

O caso foi exposto em primeira mão pelo Tribuna do Ceará, que publicou artigo de Mikkel contando seu drama, na última terça-feira (15). O texto foi publicado sob a condição de que ele já estivesse na Dinamarca.

Sobre Fortaleza

Mikkel mantém um blog sobre sua passagem pelo Brasil. Nele há matérias referentes a Fortaleza, que contam a história de dois meninos e uma visita à comunidade Pequeno Nazareno, localizada em Maranguape, na Região Metropolitana.

O jornalista entrevistou crianças e responsáveis pela entidade. Ao final, fez um vídeo narrado por ele mesmo, com entrevistas em português, mas legenda em dinamarquês.

Mikkel é jornalista cinematográfico independente da Dinamarca. Trabalhou três anos na TV2, maior estação de televisão do país. Veio ao Brasil em 2012, para estudar português e documentário na PUC do Rio de Janeiro. Foi correspondente em Shanghai, na China, no começo de 2013. Em setembro do ano passado, veio ao Brasil novamente, para fazer documentários sobre as preparações da Copa do Mundo.

Ele tinha o sonho de cobrir o torneio no país cujo futebol admira. O desejo foi abandonado por um sentimento mais forte. O do valor à vida, que ele viu sob risco no país em que uma das sedes da Copa do Mundo é a 7ª cidade mais violenta do mundo, com 4.462 homicídios em 2013.

>LEIA MAIS:

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Mikkel Keldorf Jensen fazia matérias para TVs, rádios e sites como correspondente no Brasil, desde setembro de 2013. Assustado com a violência, ele decidiu ir embora

Por Hayanne Narlla em Fortaleza

16 de abril de 2014 às 19:46

Há 5 anos
Mikkel em passagem pelo Brasil (FOTO: Arquivo pessoal)

Mikkel em passagem pelo Brasil (FOTO: Arquivo pessoal)

O jornalista dinamarquês que fugiu do Brasil ao se deparar com o clima de guerra urbana em Fortaleza vem abordando o cenário de horror nos últimos meses em seu país de origem. Mikkel Keldorf Jensen assinou reportagens com o relato do que viu em TVs, rádios e sites da Dinamarca.

As matérias falam sobre a segurança no Rio de Janeiro, mais precisamente no Complexo da Maré. Em outra, relata que, em Fortaleza, há um suposto esquema de limpeza social, eliminando crianças de rua visando a Copa do Mundo.

O caso foi exposto em primeira mão pelo Tribuna do Ceará, que publicou artigo de Mikkel contando seu drama, na última terça-feira (15). O texto foi publicado sob a condição de que ele já estivesse na Dinamarca.

Sobre Fortaleza

Mikkel mantém um blog sobre sua passagem pelo Brasil. Nele há matérias referentes a Fortaleza, que contam a história de dois meninos e uma visita à comunidade Pequeno Nazareno, localizada em Maranguape, na Região Metropolitana.

O jornalista entrevistou crianças e responsáveis pela entidade. Ao final, fez um vídeo narrado por ele mesmo, com entrevistas em português, mas legenda em dinamarquês.

Mikkel é jornalista cinematográfico independente da Dinamarca. Trabalhou três anos na TV2, maior estação de televisão do país. Veio ao Brasil em 2012, para estudar português e documentário na PUC do Rio de Janeiro. Foi correspondente em Shanghai, na China, no começo de 2013. Em setembro do ano passado, veio ao Brasil novamente, para fazer documentários sobre as preparações da Copa do Mundo.

Ele tinha o sonho de cobrir o torneio no país cujo futebol admira. O desejo foi abandonado por um sentimento mais forte. O do valor à vida, que ele viu sob risco no país em que uma das sedes da Copa do Mundo é a 7ª cidade mais violenta do mundo, com 4.462 homicídios em 2013.

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