Grafite: Cearense retrata cultura nordestina por meio da arte urbana


Grafite: cearense retrata cultura nordestina por meio da arte urbana

Dinamismo, cores, alegria são algumas das características retratadas na arte urbana do artista plástico Gleison Araújo, conhecido apenas como Luz

Por Thalyta Martins em Fortaleza

8 de outubro de 2013 às 18:31

Há 6 anos

Dinamismo, cores, alegria são algumas das características retratadas na arte urbana do artista plástico Gleison Araújo, conhecido como Luz. O cearense iniciou sua carreira artística em 1993 e, há cinco anos, vive da sua própria arte. “Eu decidi que a arte de rua era a minha galeria, os desenhos vão tocando as pessoas, fazendo parte do cotidiano de cada um que transita por ali.”

“Retratar o meu povo é o que eu tem de melhor”, assim Luz define um dos temas recorrentes em seus desenhos: o cangaceiro. Com traços específicos, a art street do cearense é dividida em séries que vão muito além da técnica de pintar, representam o olhar que ele tem sobre o mundo ao seu redor. Música, Cangaço, O amor está no ar e Maracatu são as categorias em que Luz classifica seu trabalho. “Desenho compulsivamente, um desenho atrás do outro, e notei que, assim como o fotógrafo, as vezes tem uns temas repetidos.”

O artista escolheu seu próprio nome artístico e se auto batizou de Luz, pela força que a pequena palavra possui. “Pode ser uma boa ideia, uma ferramente indispensável no que eu faço, pode ser o oposto da sombra, pode significar tantas coisas. A luz transcende e pode ir além do sentido da palavra.”

Com o sol como principal vilão – “aquele que mais castiga”- Luz expõe a sua arte em muros pelas ruas de Fortaleza. No começo ele fazia as escolhas dos lugares que seriam suas telas de forma aleatória, sem autorização, até o momento que sua arte começou a ser admirada e as portas se abriram. “Antes era meio na marra, agora as pessoas ligam pra mim e cedem seus muros. As portas só são fechadas para as pessoas não vão atrás.”

Para Luz, ainda existe uma parte ignorante da sociedade que considera o grafite como uma atividade de quem não tem anda para fazer, mas que ele e muitos outros artistas estão tentando mudar aos poucos. “Eu sou feliz por ser artista e não me arrependo de viver de arte. Tenho qualidade de vida, isso me dá alegria, condições de viajar e de ter minhas coisas.”

Quanto ao que o inspira, ele garante que não há um padrão ou técnica, as inspirações vêm de todas as direções. “O sorriso da minha filha, a conversa com meus amigos, a música, o cotidiano das pessoas, tudo isso me inspira. Sou um observador e vejo nos gestos das pessoas, a arte.”

Com uma agenda lotada, Luz está atualmente trabalhando em projetos paralelos, como Casa Cor 2013 e outras parcerias. Ele realiza também alguns trabalhos voluntários que são importantes formas de expor seu talento, como os painéis pintados na Avenida Oliveira Paiva, na Cidade dos Funcionários, que, segundo o artista: “o mostraram para o mundo”.

Projetos futuros

Como trabalho voluntário, ele está montando um projeto de doar sua arte para a APAE de Fortaleza, pintando o muro da instituição. Além disso, está terminando de escrever uma proposta de pintar lugares desocupados da cidade para buscar parcerias. “Uma vez uma amiga minha, que tem o coração lindo, me disse que ‘As cores espantam as misérias’ e é isso que eu busco com meu trabalho. Minha missão é colocar alegria na vida das pessoas.”

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Grafite: cearense retrata cultura nordestina por meio da arte urbana

Dinamismo, cores, alegria são algumas das características retratadas na arte urbana do artista plástico Gleison Araújo, conhecido apenas como Luz

Por Thalyta Martins em Fortaleza

8 de outubro de 2013 às 18:31

Há 6 anos

Dinamismo, cores, alegria são algumas das características retratadas na arte urbana do artista plástico Gleison Araújo, conhecido como Luz. O cearense iniciou sua carreira artística em 1993 e, há cinco anos, vive da sua própria arte. “Eu decidi que a arte de rua era a minha galeria, os desenhos vão tocando as pessoas, fazendo parte do cotidiano de cada um que transita por ali.”

“Retratar o meu povo é o que eu tem de melhor”, assim Luz define um dos temas recorrentes em seus desenhos: o cangaceiro. Com traços específicos, a art street do cearense é dividida em séries que vão muito além da técnica de pintar, representam o olhar que ele tem sobre o mundo ao seu redor. Música, Cangaço, O amor está no ar e Maracatu são as categorias em que Luz classifica seu trabalho. “Desenho compulsivamente, um desenho atrás do outro, e notei que, assim como o fotógrafo, as vezes tem uns temas repetidos.”

O artista escolheu seu próprio nome artístico e se auto batizou de Luz, pela força que a pequena palavra possui. “Pode ser uma boa ideia, uma ferramente indispensável no que eu faço, pode ser o oposto da sombra, pode significar tantas coisas. A luz transcende e pode ir além do sentido da palavra.”

Com o sol como principal vilão – “aquele que mais castiga”- Luz expõe a sua arte em muros pelas ruas de Fortaleza. No começo ele fazia as escolhas dos lugares que seriam suas telas de forma aleatória, sem autorização, até o momento que sua arte começou a ser admirada e as portas se abriram. “Antes era meio na marra, agora as pessoas ligam pra mim e cedem seus muros. As portas só são fechadas para as pessoas não vão atrás.”

Para Luz, ainda existe uma parte ignorante da sociedade que considera o grafite como uma atividade de quem não tem anda para fazer, mas que ele e muitos outros artistas estão tentando mudar aos poucos. “Eu sou feliz por ser artista e não me arrependo de viver de arte. Tenho qualidade de vida, isso me dá alegria, condições de viajar e de ter minhas coisas.”

Quanto ao que o inspira, ele garante que não há um padrão ou técnica, as inspirações vêm de todas as direções. “O sorriso da minha filha, a conversa com meus amigos, a música, o cotidiano das pessoas, tudo isso me inspira. Sou um observador e vejo nos gestos das pessoas, a arte.”

Com uma agenda lotada, Luz está atualmente trabalhando em projetos paralelos, como Casa Cor 2013 e outras parcerias. Ele realiza também alguns trabalhos voluntários que são importantes formas de expor seu talento, como os painéis pintados na Avenida Oliveira Paiva, na Cidade dos Funcionários, que, segundo o artista: “o mostraram para o mundo”.

Projetos futuros

Como trabalho voluntário, ele está montando um projeto de doar sua arte para a APAE de Fortaleza, pintando o muro da instituição. Além disso, está terminando de escrever uma proposta de pintar lugares desocupados da cidade para buscar parcerias. “Uma vez uma amiga minha, que tem o coração lindo, me disse que ‘As cores espantam as misérias’ e é isso que eu busco com meu trabalho. Minha missão é colocar alegria na vida das pessoas.”