Fortaleza Apavorada: manifestantes realizam passeata para reivindicar segurança na cidade


Fortaleza Apavorada: manifestantes realizam passeata para reivindicar segurança

O grupo, já existente no Facebook, ultrapassou os 17 mil participantes, cansados da violência em Fortaleza e em todo o estado do Ceará

Por Roberta Tavares em Fortaleza

4 de junho de 2013 às 13:09

Há 6 anos

Com o objetivo de exigir ações efetivas em relação à violência urbana da cidade, um grupo de manifestantes organiza a passeata “Fortaleza Apavorada”, no próximo dia 13 de junho.

A concentração ocorre em frente ao Palácio da Abolição, às 15h. A partir das 17h30, será iniciada a caminhada na Avenida Barão de Studart em direção à Avenida Beira-Mar, no sentido Mucuripe.

De acordo com uma das idealizadoras do movimento, Lara Pinheiro, o grupo “Fortaleza Apavorada”, já existente no Facebook, nasceu com a proposta de congregar os cidadãos a participarem de forma ativa na cobrança de segurança e paz na capital.

“O grupo é formado e moderado por cidadãos comuns. Somos cinco organizadores. Não é nossa intenção indicar caminhos a serem seguidos ou apontar erros e acertos. Queremos a imediata tomada de decisões, ações e providências que nos garantam o direito de ir e vir”, conta.

Participação

Segundo Pinheiro, uma camiseta produzida pelo grupo poderá ser utilizada durante a manifestação do dia 13. “Mas não é obrigatória. A orientação, para quem não tiver a blusa, é que se use preto, para caracterizar o luto em consideração às pessoas que perderam a vida em razão da epidemia de violência e criminalidade em Fortaleza e em todo o Ceará”.

Compartilhando experiências

O grupo “Fortaleza Apavorada” surgiu há cerca de um mês no Facebook e já ultrapassou os 17 mil participantes, cansados da violência. “A adesão tem sido muito rápida, e todos têm uma história ruim para contar, ou sobre o que sofreram ou sobre a experiência de alguém muito próximo. A falta de segurança passou dos limites”.

Depoimentos de internautas no Facebook (ARTE: Tiago Leite))

Depoimentos de internautas no Facebook (ARTE: Tiago Leite))

No espaço, os membros compartilham experiências de assaltos, assassinatos, homicídios e dados de violência na cidade. Lara Pinheiro, por exemplo, conta que já foi abordada por assaltantes diversas vezes. De acordo com ela, as duas últimas situações foram críticas.

“Na penúltima situação, eu estava indo com colegas de trabalho a uma visita comercial e, na estrada que segue para Ubajara, chegamos no momento em que acontecia um assalto a um carro-forte. Fomos rendidos na estrada ao som de ameaças e disparos de escopeta. Achamos que íamos morrer”.

“Na última situação, estava na casa de praia de uma prima, no Porto das Dunas, entraram três bandidos armados e nos renderam durante 40 minutos, levaram tudo que era possível: carro e, definitivamente, a nossa paz. A partir daí virei, literalmente, uma apavorada”, acrescenta.

Epidemia de homicídios

Conforme a Organização Mundial de Saúde (OMS), apenas nos quatro primeiros meses de 2013 foram registrados 965 homicídios em Fortaleza e Região Metropolitana. Os números representam uma média de 40 homicídios por 100 mil habitantes.

Em uma simples projeção, pode-se atingir, até o fim do ano, 120 homicídios por um grupo de 100 mil habitantes. Com esse quadro, Fortaleza apresenta realmente um estado de epidemia de homicídios.

Para a OMS, uma cidade que possui uma média de 10 homicídios por 100 mil é considerada em estado de epidemia.

Veja como surgiu o grupo “Fortaleza Apavorada”:


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Fortaleza Apavorada: manifestantes realizam passeata para reivindicar segurança

O grupo, já existente no Facebook, ultrapassou os 17 mil participantes, cansados da violência em Fortaleza e em todo o estado do Ceará

Por Roberta Tavares em Fortaleza

4 de junho de 2013 às 13:09

Há 6 anos

Com o objetivo de exigir ações efetivas em relação à violência urbana da cidade, um grupo de manifestantes organiza a passeata “Fortaleza Apavorada”, no próximo dia 13 de junho.

A concentração ocorre em frente ao Palácio da Abolição, às 15h. A partir das 17h30, será iniciada a caminhada na Avenida Barão de Studart em direção à Avenida Beira-Mar, no sentido Mucuripe.

De acordo com uma das idealizadoras do movimento, Lara Pinheiro, o grupo “Fortaleza Apavorada”, já existente no Facebook, nasceu com a proposta de congregar os cidadãos a participarem de forma ativa na cobrança de segurança e paz na capital.

“O grupo é formado e moderado por cidadãos comuns. Somos cinco organizadores. Não é nossa intenção indicar caminhos a serem seguidos ou apontar erros e acertos. Queremos a imediata tomada de decisões, ações e providências que nos garantam o direito de ir e vir”, conta.

Participação

Segundo Pinheiro, uma camiseta produzida pelo grupo poderá ser utilizada durante a manifestação do dia 13. “Mas não é obrigatória. A orientação, para quem não tiver a blusa, é que se use preto, para caracterizar o luto em consideração às pessoas que perderam a vida em razão da epidemia de violência e criminalidade em Fortaleza e em todo o Ceará”.

Compartilhando experiências

O grupo “Fortaleza Apavorada” surgiu há cerca de um mês no Facebook e já ultrapassou os 17 mil participantes, cansados da violência. “A adesão tem sido muito rápida, e todos têm uma história ruim para contar, ou sobre o que sofreram ou sobre a experiência de alguém muito próximo. A falta de segurança passou dos limites”.

Depoimentos de internautas no Facebook (ARTE: Tiago Leite))

Depoimentos de internautas no Facebook (ARTE: Tiago Leite))

No espaço, os membros compartilham experiências de assaltos, assassinatos, homicídios e dados de violência na cidade. Lara Pinheiro, por exemplo, conta que já foi abordada por assaltantes diversas vezes. De acordo com ela, as duas últimas situações foram críticas.

“Na penúltima situação, eu estava indo com colegas de trabalho a uma visita comercial e, na estrada que segue para Ubajara, chegamos no momento em que acontecia um assalto a um carro-forte. Fomos rendidos na estrada ao som de ameaças e disparos de escopeta. Achamos que íamos morrer”.

“Na última situação, estava na casa de praia de uma prima, no Porto das Dunas, entraram três bandidos armados e nos renderam durante 40 minutos, levaram tudo que era possível: carro e, definitivamente, a nossa paz. A partir daí virei, literalmente, uma apavorada”, acrescenta.

Epidemia de homicídios

Conforme a Organização Mundial de Saúde (OMS), apenas nos quatro primeiros meses de 2013 foram registrados 965 homicídios em Fortaleza e Região Metropolitana. Os números representam uma média de 40 homicídios por 100 mil habitantes.

Em uma simples projeção, pode-se atingir, até o fim do ano, 120 homicídios por um grupo de 100 mil habitantes. Com esse quadro, Fortaleza apresenta realmente um estado de epidemia de homicídios.

Para a OMS, uma cidade que possui uma média de 10 homicídios por 100 mil é considerada em estado de epidemia.

Veja como surgiu o grupo “Fortaleza Apavorada”: