Entenda porque a malha viária de Fortaleza apresenta problemas - Noticias


Entenda porque a malha viária de Fortaleza apresenta problemas

O coordenador do Laboratório de Mecânica e Pavimentos (LMP) do Departamento de Engenharia de Transporte, da Universidade Federal do Ceará (UFC), professor Jorge Soares, comenta sobre os problemas da malha viária de Fortaleza

Por Felipe Lima e Thamiris Treigher em Fortaleza

24 de março de 2012 às 11:15

Há 7 anos

“Fortaleza precisa de uma gestão de pavimentos urbanos o mais rápido possível”. É o que afirma o coordenador do Laboratório de Mecânica e Pavimentos (LMP) do Departamento de Engenharia de Transporte, da Universidade Federal do Ceará (UFC), professor Jorge Soares. Segundo ele, a qualidade da malha viária da Capital cearense vem deixando a desejar.

O especialista aponta que os problemas são vários. Um dos principais é a composição da mistura asfáltica. “O asfalto usado, que é produzido pela Petrobras, é bom. O problema são os agregados utilizados [pedras e areia], que são de qualidade ruim.” Outro grande entrave, segundo ele, está na rede de drenagem. “Quando chove, a água não tem para onde ir, danificando o asfalto”, completa.

Obras na malha viária de Fortaleza

Ele explica que a base da malha viária de Fortaleza também faz com que a pavimentação seja ruim. “A base é de pedra tosca, que, apesar de alguns benefícios, têm muitos problemas de deformação”. O coordenador afirma ainda que os métodos utilizados pela Prefeitura no processo de pavimentação são muito antigos. “Há outros bem mais modernos que poderiam ser usados”, afirma.

O solo de Fortaleza é formado por uma base composta por pedra tosca, uma sub-base e o topo composto pela mistura asfáltica citada acima.

Comparativo

O coordenador do LMP comenta que o asfalto da Capital cearense é bastante ruim se comparado ao de outros países, ou até mesmo de outras cidades brasileiras. “Eu não vou nem muito longe, não. A malha viária do Rio de Janeiro, por exemplo, é muito boa. Inclusive já levamos técnicos da Prefeitura lá para ver o modelo, mas nunca há interesse em mudar o processo o da nossa cidade”.

De acordo com o professor, uma boa gestão de pavimentos urbanos é preciso para acompanhar, mais de perto, o processo de fabricação da mistura asfáltica e de pavimentação, desenvolvidos pela Prefeitura Municipal de Fortaleza. Apesar disso, ele afirma que isso só melhora parcialmente, pois “a problemática da malha viária [na Capital] é bem maior”.

Prefeitura comenta

Em resposta aos problemas apontados pelo coordenador, a Secretaria de Infraestrutura do Município (Seinf) informa que todo o asfalto utilizado passa por um controle de qualidade antes de ser aplicado. “No caso da Usina de Asfalto, o controle, inclusive, é feito em parceria com o Laboratório da UFC”.

A Seinf afirmou ainda que a Prefeitura vem investindo em projetos de drenagem e pavimentação urbana, com os projetos Programa de Drenagem Urbana de Fortaleza (Drenurb) e Programa de Transporte Urbano de Fortaleza (Transfor), respectivamente.

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Entenda porque a malha viária de Fortaleza apresenta problemas

O coordenador do Laboratório de Mecânica e Pavimentos (LMP) do Departamento de Engenharia de Transporte, da Universidade Federal do Ceará (UFC), professor Jorge Soares, comenta sobre os problemas da malha viária de Fortaleza

Por Felipe Lima e Thamiris Treigher em Fortaleza

24 de março de 2012 às 11:15

Há 7 anos

“Fortaleza precisa de uma gestão de pavimentos urbanos o mais rápido possível”. É o que afirma o coordenador do Laboratório de Mecânica e Pavimentos (LMP) do Departamento de Engenharia de Transporte, da Universidade Federal do Ceará (UFC), professor Jorge Soares. Segundo ele, a qualidade da malha viária da Capital cearense vem deixando a desejar.

O especialista aponta que os problemas são vários. Um dos principais é a composição da mistura asfáltica. “O asfalto usado, que é produzido pela Petrobras, é bom. O problema são os agregados utilizados [pedras e areia], que são de qualidade ruim.” Outro grande entrave, segundo ele, está na rede de drenagem. “Quando chove, a água não tem para onde ir, danificando o asfalto”, completa.

Obras na malha viária de Fortaleza

Ele explica que a base da malha viária de Fortaleza também faz com que a pavimentação seja ruim. “A base é de pedra tosca, que, apesar de alguns benefícios, têm muitos problemas de deformação”. O coordenador afirma ainda que os métodos utilizados pela Prefeitura no processo de pavimentação são muito antigos. “Há outros bem mais modernos que poderiam ser usados”, afirma.

O solo de Fortaleza é formado por uma base composta por pedra tosca, uma sub-base e o topo composto pela mistura asfáltica citada acima.

Comparativo

O coordenador do LMP comenta que o asfalto da Capital cearense é bastante ruim se comparado ao de outros países, ou até mesmo de outras cidades brasileiras. “Eu não vou nem muito longe, não. A malha viária do Rio de Janeiro, por exemplo, é muito boa. Inclusive já levamos técnicos da Prefeitura lá para ver o modelo, mas nunca há interesse em mudar o processo o da nossa cidade”.

De acordo com o professor, uma boa gestão de pavimentos urbanos é preciso para acompanhar, mais de perto, o processo de fabricação da mistura asfáltica e de pavimentação, desenvolvidos pela Prefeitura Municipal de Fortaleza. Apesar disso, ele afirma que isso só melhora parcialmente, pois “a problemática da malha viária [na Capital] é bem maior”.

Prefeitura comenta

Em resposta aos problemas apontados pelo coordenador, a Secretaria de Infraestrutura do Município (Seinf) informa que todo o asfalto utilizado passa por um controle de qualidade antes de ser aplicado. “No caso da Usina de Asfalto, o controle, inclusive, é feito em parceria com o Laboratório da UFC”.

A Seinf afirmou ainda que a Prefeitura vem investindo em projetos de drenagem e pavimentação urbana, com os projetos Programa de Drenagem Urbana de Fortaleza (Drenurb) e Programa de Transporte Urbano de Fortaleza (Transfor), respectivamente.