Copa 2014: especialista aponta risco de alto índice de dengue


Copa 2014: especialista aponta risco de alto índice de dengue

Declaração foi publicados na revista inglesa Nature e aponta que as cidades-sede que possuem maiores risco epidêmico são Fortaleza, Natal e Salvador

Por Thalyta Martins em Fortaleza

28 de novembro de 2013 às 19:20

Há 6 anos

A dengue pode ser uma ameaça durante a Copa do Mundo de 2014, principalmente nos estados do Nordeste, segundo o especialista em doenças infecciosas da Universidade de Oxford na Inglaterra, Simon Hay. Entre as cidades-sede que possuem maiores riscos estão Fortaleza, Natal e Salvador.

Em outras cidades, a época de maior ameaça dengue deve acontecer antes do Mundial. “Infelizmente, durante este período, o risco segue sendo alto no Nordeste”, disse Hay em comentário publicado na revista inglesa Nature, na última quarta-feira (27).

Devido a essa possibilidade de complicações na saúde coletiva, o especialista recomendou que o Brasil precisa tomar medidas energéticas para neutralizar o risco da doença. “As autoridades brasileiras deveriam implementar medidas energéticas para controlar os focos em abril e maio, especialmente nos estados do Norte do país, para reduzir a quantidade de mosquitos transmissores da dengue”.

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Para a coordenadora do Núcleo de Controle de Endemias da Secretaria de Saúde de Fortaleza, Socorro Furtado, a dengue não é um problema só do Brasil, mas sim mundial, e o órgão já trabalha no combate à doença. “Aqui em Fortaleza nós temos um programa instalado que funciona todos os meses do ano com várias ações de educadores, agentes de saúde, de endemias, vigilância sanitária”. Ela explica ainda que como a dengue é sazonal, aumentando os índices no período chuvoso, no segundo semestre do ano as campanhas para conscientizar a população foram intensificadas como o chamado “Dia D”, seguindo diretrizes nacionais do Ministério da Saúde.

Com relação ao perigo de epidemia em 2014, a coordenadora reintera que a rede de saúde de Fortaleza intensificou os trabalhos inclusive com monitoramento das areas mais afetadas e conta coma a ajuda de parceiros como escolas, igrejas e o exército. “Já elaboramos um plano de contingência para prevençao e controle da doença que tem uma programação de todas as ações que serão implementadas durante o periodo do começo do ano.”.

Hay alertou também do risco teórico para os brasileiros da possibilidade de visitantes de fora do país trazerem tipos do vírus contra os quais a população local pode ter baixa imunidade. No entanto, de acordo com a coordenadora, Fortaleza está preparada para lidar com possíveis complicações na saúde de turistas. “Existe um grupo de trabalho formado que recebeu treinamento para lidar com qualquer tipo de situação.”

Doença

Induzido por um vírus transmitido na picada do mosquito Aedes aegypti, a dengue provoca inicialmente sintomas parecidos com os da gripe. Em alguns casos, podem acontecer complicações que resultam numa dengue hemorrágica, podendo ser mortal. Não existe vacina.

Em 20 de novembro, o Brasil registrou 573 casos de morte por dengue no ano, contra 292 em 2012 e 472 em 2011. A maior incidência de casos mortais se deu em Minas Gerais, seguido por São Paulo (72), Goias (58), Ceará (54) e Rio de Janeiro (48).

A Organização Mundial de Saúde (OMS) alertou para o fato da dengue estar se expandido, impulsionada pelo aumento do turismo e da globalização do comércio, e 40% da população mundial está atualmente ameaçada.

Entre 50 e 100 milhões de infecções com dengue ocorrem no mundo a cada ano, de acordo com dados da OMS. Em 1970, a doença era endêmica em apenas nove países.

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Copa 2014: especialista aponta risco de alto índice de dengue

Declaração foi publicados na revista inglesa Nature e aponta que as cidades-sede que possuem maiores risco epidêmico são Fortaleza, Natal e Salvador

Por Thalyta Martins em Fortaleza

28 de novembro de 2013 às 19:20

Há 6 anos

A dengue pode ser uma ameaça durante a Copa do Mundo de 2014, principalmente nos estados do Nordeste, segundo o especialista em doenças infecciosas da Universidade de Oxford na Inglaterra, Simon Hay. Entre as cidades-sede que possuem maiores riscos estão Fortaleza, Natal e Salvador.

Em outras cidades, a época de maior ameaça dengue deve acontecer antes do Mundial. “Infelizmente, durante este período, o risco segue sendo alto no Nordeste”, disse Hay em comentário publicado na revista inglesa Nature, na última quarta-feira (27).

Devido a essa possibilidade de complicações na saúde coletiva, o especialista recomendou que o Brasil precisa tomar medidas energéticas para neutralizar o risco da doença. “As autoridades brasileiras deveriam implementar medidas energéticas para controlar os focos em abril e maio, especialmente nos estados do Norte do país, para reduzir a quantidade de mosquitos transmissores da dengue”.

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Para a coordenadora do Núcleo de Controle de Endemias da Secretaria de Saúde de Fortaleza, Socorro Furtado, a dengue não é um problema só do Brasil, mas sim mundial, e o órgão já trabalha no combate à doença. “Aqui em Fortaleza nós temos um programa instalado que funciona todos os meses do ano com várias ações de educadores, agentes de saúde, de endemias, vigilância sanitária”. Ela explica ainda que como a dengue é sazonal, aumentando os índices no período chuvoso, no segundo semestre do ano as campanhas para conscientizar a população foram intensificadas como o chamado “Dia D”, seguindo diretrizes nacionais do Ministério da Saúde.

Com relação ao perigo de epidemia em 2014, a coordenadora reintera que a rede de saúde de Fortaleza intensificou os trabalhos inclusive com monitoramento das areas mais afetadas e conta coma a ajuda de parceiros como escolas, igrejas e o exército. “Já elaboramos um plano de contingência para prevençao e controle da doença que tem uma programação de todas as ações que serão implementadas durante o periodo do começo do ano.”.

Hay alertou também do risco teórico para os brasileiros da possibilidade de visitantes de fora do país trazerem tipos do vírus contra os quais a população local pode ter baixa imunidade. No entanto, de acordo com a coordenadora, Fortaleza está preparada para lidar com possíveis complicações na saúde de turistas. “Existe um grupo de trabalho formado que recebeu treinamento para lidar com qualquer tipo de situação.”

Doença

Induzido por um vírus transmitido na picada do mosquito Aedes aegypti, a dengue provoca inicialmente sintomas parecidos com os da gripe. Em alguns casos, podem acontecer complicações que resultam numa dengue hemorrágica, podendo ser mortal. Não existe vacina.

Em 20 de novembro, o Brasil registrou 573 casos de morte por dengue no ano, contra 292 em 2012 e 472 em 2011. A maior incidência de casos mortais se deu em Minas Gerais, seguido por São Paulo (72), Goias (58), Ceará (54) e Rio de Janeiro (48).

A Organização Mundial de Saúde (OMS) alertou para o fato da dengue estar se expandido, impulsionada pelo aumento do turismo e da globalização do comércio, e 40% da população mundial está atualmente ameaçada.

Entre 50 e 100 milhões de infecções com dengue ocorrem no mundo a cada ano, de acordo com dados da OMS. Em 1970, a doença era endêmica em apenas nove países.