Apreensão de drogas em Fortaleza diminui mesmo com ações estratégicas da Polícia


Apreensão de drogas em Fortaleza diminui mesmo com ações estratégicas da Polícia

O número de drogas apreendidas em Fortaleza diminuiu no mês de outubro, segundo levantamento da SSPDS

Por Jackson Cruz em Fortaleza

19 de novembro de 2012 às 18:06

Há 7 anos

O número de drogas apreendidas em Fortaleza diminuiu no mês de outubro, segundo levantamento realizado pela Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS). Quanto à apreensão de crack e cocaína, a diminuição não é pontual, mas já ocorre desde junho e julho, respectivamente.

De acordo com o levantamento, 11,5 quilos de crack foram apreendidos em junho deste ano, mas em outubro a quantidade diminuiu para 2,9 quilos. Já a quantidade de cocaína apreendida no em julho foi de 22,3 quilos, enquanto no mês de outubro foi de 0,4 quilos.

Ao todo, foram apreendidos, de janeiro a outubro: 269,5 quilos de maconha; 57,1 quilos de crack; 76,9 quilos de cocaína. Os dados também são da SSPDS. A Polícia Civil, assim como a Militar, informou que atua em parceria com a Coordenadoria de Inteligência (COIN) no combate ao tráfico de drogas.

Apreensão de drogas em Fortaleza em 2012

Números preocupam, já que o tráfico está relacionado às diversas camadas da criminalidadeARTE: Luana Araújo

Números Denarc no Ceará

Já os dados da Delegacia de Narcóticos (Denarc) apontam que a cocaína teve maior quantidade apreendida. Em 2011, a apreensão de cocaína foi de 42,16 quilos, subindo para 57,36 em 2012 (dados coletados de janeiro ao começo de novembro).

O número de crack apreendido em 2011 foi de 46, 13 quilos, caindo para 26,4 quilos em 2012. Já a maconha teve a taxa de 1,434 toneladas apreendidas em 2011, também caindo para 1,090 toneladas em 2012.

De acordo com o titular da Denarc, delegado Pedro Viana, a quantidade de cocaína apreendida aumento por causa de questões estratégicas. Ele explicou que foi opção da polícia focar na droga, para controlar a circulação com preocupação de que não fosse comercializada com o crack, tornando-se oxi.

Número de apreensões ainda é baixo

O consumo de drogas ainda é grande em Fortaleza. De acordo com o sociólogo Fran Yan Tavares, é preciso entender a utilização dos entorpecentes como um fenômeno social, presente não apenas na capital, mas em todo o Brasil, nas diversas sociedades e épocas.

Conforme Tavares, o número de apreensões é quase insignificante. “Apesar de ser um número elevado, ele é irrisório em relação à quantidade de drogas ainda em circulação na cidade”.

Para minimizar o problema, segundo Tavares, deve-se deixar mais claro a diferença entre o usuário e o traficante, já que o dependente químico muitas vezes é discriminado. “Quem consome drogas precisa de um tratamento e de uma atenção maior. O problema é que as pessoas tratam logo como um marginal, que deve ser punido, mas não é bem assim. A gente sabe que só a prisão não coibe essa prática, até porque no próprio presídio há consumo de drogas… é uma verdadeira contradição”, afirma.

Para o sociólogo, é preciso ter uma cultura diferenciada. “É necessário discutir em sala de aula, abertamente, as consequências do consumo drogas, porque sabemos que muitos jovens fazem uso dos entorpecentes. O ideal seria a criação de uma política pública de educação casada com saúde”, finaliza.

*Colaborou Roberta Tavares

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Apreensão de drogas em Fortaleza diminui mesmo com ações estratégicas da Polícia

O número de drogas apreendidas em Fortaleza diminuiu no mês de outubro, segundo levantamento da SSPDS

Por Jackson Cruz em Fortaleza

19 de novembro de 2012 às 18:06

Há 7 anos

O número de drogas apreendidas em Fortaleza diminuiu no mês de outubro, segundo levantamento realizado pela Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS). Quanto à apreensão de crack e cocaína, a diminuição não é pontual, mas já ocorre desde junho e julho, respectivamente.

De acordo com o levantamento, 11,5 quilos de crack foram apreendidos em junho deste ano, mas em outubro a quantidade diminuiu para 2,9 quilos. Já a quantidade de cocaína apreendida no em julho foi de 22,3 quilos, enquanto no mês de outubro foi de 0,4 quilos.

Ao todo, foram apreendidos, de janeiro a outubro: 269,5 quilos de maconha; 57,1 quilos de crack; 76,9 quilos de cocaína. Os dados também são da SSPDS. A Polícia Civil, assim como a Militar, informou que atua em parceria com a Coordenadoria de Inteligência (COIN) no combate ao tráfico de drogas.

Apreensão de drogas em Fortaleza em 2012

Números preocupam, já que o tráfico está relacionado às diversas camadas da criminalidadeARTE: Luana Araújo

Números Denarc no Ceará

Já os dados da Delegacia de Narcóticos (Denarc) apontam que a cocaína teve maior quantidade apreendida. Em 2011, a apreensão de cocaína foi de 42,16 quilos, subindo para 57,36 em 2012 (dados coletados de janeiro ao começo de novembro).

O número de crack apreendido em 2011 foi de 46, 13 quilos, caindo para 26,4 quilos em 2012. Já a maconha teve a taxa de 1,434 toneladas apreendidas em 2011, também caindo para 1,090 toneladas em 2012.

De acordo com o titular da Denarc, delegado Pedro Viana, a quantidade de cocaína apreendida aumento por causa de questões estratégicas. Ele explicou que foi opção da polícia focar na droga, para controlar a circulação com preocupação de que não fosse comercializada com o crack, tornando-se oxi.

Número de apreensões ainda é baixo

O consumo de drogas ainda é grande em Fortaleza. De acordo com o sociólogo Fran Yan Tavares, é preciso entender a utilização dos entorpecentes como um fenômeno social, presente não apenas na capital, mas em todo o Brasil, nas diversas sociedades e épocas.

Conforme Tavares, o número de apreensões é quase insignificante. “Apesar de ser um número elevado, ele é irrisório em relação à quantidade de drogas ainda em circulação na cidade”.

Para minimizar o problema, segundo Tavares, deve-se deixar mais claro a diferença entre o usuário e o traficante, já que o dependente químico muitas vezes é discriminado. “Quem consome drogas precisa de um tratamento e de uma atenção maior. O problema é que as pessoas tratam logo como um marginal, que deve ser punido, mas não é bem assim. A gente sabe que só a prisão não coibe essa prática, até porque no próprio presídio há consumo de drogas… é uma verdadeira contradição”, afirma.

Para o sociólogo, é preciso ter uma cultura diferenciada. “É necessário discutir em sala de aula, abertamente, as consequências do consumo drogas, porque sabemos que muitos jovens fazem uso dos entorpecentes. O ideal seria a criação de uma política pública de educação casada com saúde”, finaliza.

*Colaborou Roberta Tavares